quarta-feira, 24 de junho de 2015
COMO VIVEMOS DE DEUS!
Cada
vez que me dedico a, de algum modo, tentar descobrir Deus, menos percebo quem
Deus é, e a única conclusão que tiro é que Deus está em tudo e tudo é de Deus.
E
que Deus é único, não por ser um único Deus/Pessoa, mas por ser um Deus único,
por nos tratar de uma forma completamente singular, própria d’Ele, e tal que só mesmo Ele o pode fazer!
Nós
somos pertença de Deus, que nos criou ‘com
um pé na terra e outro onde só Ele sabe’.
Vivemos por Deus e em Deus, estamos em Deus!
Deus
é a nossa vida, quando Ele deixar de respirar em nós deixaremos de existir! Está
presente em tudo o que fazemos, na oração, no trabalho, no apostolado, na
caridade, na fraternidade! E quer que vivamos ao jeito de Jesus!
Deus
Pai, Filho e Espírito Santo, tem Jesus no centro.
O
Espírito Santo é a ligação de Jesus (que
é Deus como o Pai e homem como os homens,) a Deus Pai (que sempre pensou Jesus como modelo para todos os homens,) e faz
tudo para nos tornar parecidos com Jesus.
Mas,
para o Espírito Santo nos fazer parecidos com Jesus, exige que nós queiramos
também ser parecidos com Jesus!
Que
é difícil, claro que é! Mas é por isso que o Espírito Santo está sempre ao
nosso lado a dar-nos tudo o que necessitamos e não conseguimos por nós mesmos por
causa das nossas fraquezas e debilidades.
Tantas
coisas queria partilhar, tantas! Mas primeiro tenho de as interiorizar muito
bem.
Hoje,
passei muito tempo a ouvir o Padre Rui Santiago que me encanta por demais, o
amor, a certeza e a beleza com que se exprime toca bem fundo no coração! E vou
continuar a ouvir logo que possa, pois tenho ali tanta coisa a aprender!...
Que
Deus seja louvado!
terça-feira, 23 de junho de 2015
OLHEMO-NOS... TAL QUAL SOMOS!
Hoje
apareceu uma reportagem na TV que me deixou felicíssima! Um octogenário que sempre
acreditou na bondade das pessoas, afirmando que não há pessoas más! Neste
contexto, começou a dar aos presos, drogados, bêbados, doentes, a oportunidade de
poderem ser medicados e integrados na vida de trabalho, de terem uma casa com
cama, mesa e roupa lavada! E a partir daí... todas as pessoas se foram modificando,
começando a sentir-se bem consigo mesmos e com a vida!
Muito
gratificante ver a Comunicação Social a valorizar estes comportamentos tão humanos
e cristãos e tão urgentes e necessários na sociedade actual.
A
sociedade é como uma família, um todo, um corpo onde cada um tem a sua função
específica para tudo correr bem com todos!
No
Evangelho Quotidiano de hoje deparei com uma meditação de São Clemente de Roma
da qual retirei uma parte que vem mesmo a propósito:
“Consideremos o nosso corpo: a cabeça não é nada sem os pés, assim
como os pés não são nada sem a cabeça; os membros mais insignificantes que temos
são necessários e benéficos para todo o corpo; e todos contribuem para a
salvação do corpo inteiro colaborando numa submissão que os unifica (1Co
12,12ss). Asseguremos, portanto, a salvação do corpo místico que formamos em
Cristo Jesus e que cada um de nós se submeta ao seu próximo, segundo o carisma
que recebeu. Que o forte se preocupe com o fraco e que o fraco respeite o
forte; que o rico ajude o pobre e que o pobre dê graças a Deus que lhe concedeu
alguém para o compensar da sua indigência; que o sábio mostre a sua sabedoria
não por palavras mas por boas acções; que o humilde não dê testemunho de si
mesmo mas deixe a outro esse cuidado; que aquele que é casto na sua carne não
se glorie, sabendo que é outro que lhe concede a continência.
Pensemos então, meus irmãos na forma como nascemos: que éramos nós quando viemos ao mundo? De que túmulo, de que escuridão nos tirou Aquele que nos formou, nos criou e nos introduziu neste mundo que Lhe pertence? Ele já nos tinha preparado os seus benefícios antes mesmo do nosso nascimento. Visto que tudo isto recebemos Dele, devemos dar-Lhe graças por tudo.”
Pensemos então, meus irmãos na forma como nascemos: que éramos nós quando viemos ao mundo? De que túmulo, de que escuridão nos tirou Aquele que nos formou, nos criou e nos introduziu neste mundo que Lhe pertence? Ele já nos tinha preparado os seus benefícios antes mesmo do nosso nascimento. Visto que tudo isto recebemos Dele, devemos dar-Lhe graças por tudo.”
Ora
aqui está o que todos devemos pensar! Nós somos o que Deus faz de nós, uma vez
que sozinhos nada podemos! Então, porque por de parte as pessoas menos favorecidas?
Por que não lhe dar oportunidade de se realizarem como pessoas, independentemente
de serem portadores de maiores defeitos ou de terem feito algo de muito errado?
Uma vez que sem uma ajuda especial de Deus nada poderemos fazer, será que não
nos passa pela cabeça que poderíamos ser nós a estar naquelas condições!
O
exemplo do homem desta reportagem e de todos os que o têm acompanhado na luta é
um apelo á nossa mudança de atitudes!
Se
nos olharmos tal qual somos, pequeninos e cheios de fraquezas, não teremos
coragem de criticar ou abandonar ninguém à sua sorte!
Que
Deus nos ajude e São João, que se festeja amanhã, Lhe peça por todos nós!
segunda-feira, 22 de junho de 2015
NA OUTRA MARGEM
O
que será, realmente, estar na outra margem, como Jesus sugeriu?
Sinceramente...
nem o que está nesta margem eu consigo enxergar bem, como poderei saber?
Penso
ir descobrindo na luta de todos os dias por uma vida mais digna e dignificante.
Mas... não posso perder tempo, pois não sei o tempo que me resta, tenho que o
aproveitar bem ou pelo menos tentar, para não me vir a arrepender.
Na
minha maneira simples de ver e sentir, a minha vida já teve uma imensidão de
margens que foram sendo alcançadas. Mas... quantas terei de alcançar ainda?
Muito
mal vai se não desejo outras margens, outras aventuras de crescimento. É a
única maneira de me sentir criança ávida de descobertas!
Todos,
todos temos uma outra margem para alcançar, só precisamos de nos manter atentos
para irmos descobrindo onde essa margem se encontra! Talvez, quem sabe, onde
estão a enorme maioria das margens, bem dentro de nós, nos nossos egoísmos e
egocentrismos, nas nossas vaidades e ilusões, nos nossos querer mal
direccionados!
Que
margem deverei atravessar no momento é o que tenho de descobrir para que a vida
não me deixe perdida e sem confiança ou vontade de ir mais além!
Deus
leva-nos sempre pela mão... se o quisermos! Isso eu sei! Ou melhor: eu sinto!
Sinto que Deus me conduz, me leva, não sei como, mas leva, tem ocasiões que só
pode ser Ele a amparar-me!
Gostei
muito desta meditação de São Rafael Arnaiz Barón:
“Em nome do Deus santo,
tomo hoje a pena para que as minhas palavras, que se imprimem sobre a folha
branca, sirvam de louvor perpétuo ao Deus bendito, autor da minha vida, da
minha alma, do meu coração. Gostaria que o universo inteiro, com os planetas,
todos os astros e os inúmeros sistemas estelares, fosse uma imensa extensão,
polida e brilhante, onde eu pudesse escrever o nome de Deus. Gostaria que a
minha voz fosse mais potente que mil trovões, mais forte que o estrépito do
mar, e mais terrível que o bramido dos vulcões, para dizer apenas: Deus!
Gostaria que o meu coração fosse tão grande como o céu, puro como o dos anjos,
simples como o da pomba (Mt 10,16), para nele pôr Deus! Mas, dado que toda esta
grandeza com que sonhaste não se pode tornar realidade, contenta-te com pouco e
contigo, que não és nada, Irmão Rafael, porque o nada deve bastar-te [...].
Por quê calar? Por que escondê-lO? Por que não gritar ao mundo inteiro e bradar aos quatro ventos as maravilhas de Deus? Por que não dizer às pessoas e a todos os que quiserem entender: vêem o que sou? Vêem o que fui? Vêem a minha miséria que se arrasta na lama? Pouco importa: maravilhem-se; apesar de tudo, possuo Deus. Deus é meu amigo! Deus ama-me, a mim, com tal amor que, se o mundo inteiro o compreendesse, todas as criaturas ficariam loucas e bramiriam de assombro. Mas isso ainda é pouco. Deus ama-me tanto, que nem os próprios anjos o compreendem! (cf 1Ped 1,12) A misericórdia de Deus é grande! Amar-me, a mim, ser meu Amigo, meu Irmão, meu Pai, meu Senhor, sendo Ele Deus, e eu o que sou!
Ah, meu Jesus, não tenho nem papel, nem pena. Que posso dizer! Como não enlouquecer?”
Por quê calar? Por que escondê-lO? Por que não gritar ao mundo inteiro e bradar aos quatro ventos as maravilhas de Deus? Por que não dizer às pessoas e a todos os que quiserem entender: vêem o que sou? Vêem o que fui? Vêem a minha miséria que se arrasta na lama? Pouco importa: maravilhem-se; apesar de tudo, possuo Deus. Deus é meu amigo! Deus ama-me, a mim, com tal amor que, se o mundo inteiro o compreendesse, todas as criaturas ficariam loucas e bramiriam de assombro. Mas isso ainda é pouco. Deus ama-me tanto, que nem os próprios anjos o compreendem! (cf 1Ped 1,12) A misericórdia de Deus é grande! Amar-me, a mim, ser meu Amigo, meu Irmão, meu Pai, meu Senhor, sendo Ele Deus, e eu o que sou!
Ah, meu Jesus, não tenho nem papel, nem pena. Que posso dizer! Como não enlouquecer?”
Engraçado!
Quanto mais procuro Deus, menos O conheço! Mas também isso não importa! A minha
vida física depende da luz e calor do sol e do ar que respiro, mas que também
não consigo compreender.
Tantos
mistérios que nos envolvem!...
Senhor
Deus Pai, Filho e Espírito Santo, adoro o mistério que és, e agradeço o quanto
vais fazendo no mundo e nesta Tua pobre criatura!
Que sempre sejas louvado!domingo, 21 de junho de 2015
PASSEMOS À OUTRA MARGEM
Esta
frase ficou a martelar-me na cabeça e no coração! Isto de passar à outra
margem, tem muito que se lhe diga.
Palavras
do Padre Artur Pinto:
“Quem é este homem? Quem é este homem que fala da
barca-ambão e faz com que as tempestades se acalmem no coração do homem? São
muitas as tempestades que se levantam no caminho da fé, na passagem para a outra
margem, para uma vida em Deus. Só uma voz nos faz passar, uma voz-ponte, a voz
que vence os poderes caóticos do coração que nos fazem descer a pique,
desanimar e desistir de seguir o Senhor. Assim como os judeus passar o mar a pé
enxuto assim também podemos passar nós os medos e as cobardias do coração,
levados pela voz do Senhor. Quem é este homem que acalma o abismo em que vivo e
lhe dá uma outra ordenação?”
Agora,
um pouquinho de Rui Santiago:
“Neste bocadinho do
evangelho de Marcos que começa, programaticamente, “ao cair da tarde” (ou seja:
na hora de terminar um dia e começar outro, um Dia Novo), esta conversão diz-se
com um dos convites mais fortes de Jesus: “Passemos à outra margem…” Isto não é
simplesmente uma decisão logística; é, acima de tudo, um convite imenso à
conversão, à travessia da noite que se abrirá em Dia Novo, à passagem pelos
lugares íntimos em que nosso coração se encapela contra o Projecto de Jesus, em
que a nossa mentalidade entra em tempestade furiosa porque não quer Jesus a
passar por ali… Há, dentro de nós, territórios ainda por evangelizar! Há,
dentro de nós, lugares que recusam a passagem de Jesus. Há, dentro de nós,
lagos de águas paradas, mas só paradas até que Jesus se faça a elas, para lhes
domar a resistência e a ferocidade, sabendo ele bem o quanto elas vão reagir.
Parece que a Fé é
meter-se nestas travessias. Pelo que Jesus diz aos seus discípulos, parece que
a Fé é também o contrário do Medo, esse aldrabão que nos promete a segurança
das águas paradas mas é depois quem mais provoca tempestades! Parece que a Fé
implica fiar-se mesmo da eficácia da mansidão e da paz para curar o mundo das
pressas angustiadas que exercem tanta violência sobre nós.
E aquela almofada é
coisa que Jesus arranjou de propósito só para se meter com os discípulos!
“Vamos levar uma almofadinha no barquinho…” Ele nem era dessas coisas! “O Filho
do Homem não tem onde reclinar a cabeça”, dizia ele quando falava a sério! Esta
almofada é mesmo uma provocação. Está ali só para se meter comigo.
Tenho de aprender a
confiar, é o que é. Ele é que sabe. E eu tenho de descansar mais nele. Vai na
popa quem me ama. O resto passa. Tudo.”
E
ainda faltam as palavras do Papa Francisco, do pároco da freguesia, do
sacerdote que celebrará a Eucaristia onde hoje participarei... e as minhas
próprias palavras, pois tudo é muito importante para o meu crescimento como
pessoa e como cristã!
Tantas
coisas aprendi nestes dias... que é muito difícil partilhá-las ainda! Tenho de
as meditar e interiorizar um pouquinho mais. Mas não vou esquecer a partilha.
Até lá, deixo o https://www.facebook.com/cssr.santiago
um manancial de aprendizagem de vida plena.
Um
bom domingo!
sábado, 20 de junho de 2015
JESUS E A TEMPESTADE
Desde
sempre me causou grande espanto esta parte do Evangelho, Jesus a dormir
enquanto os Seus discípulos se debatiam com enorme tempestade... hoje
compreendi que naquele mar que os levava a um terreno habitado por ‘pagãos’,
ou seja, não judeus! E esta ligeira percepção já me leva a perceber muita coisa
a que esta passagem me poderá levar, o que antes não conseguiria.
Gosto
muito de ler os artigos do Padre António Riviero sobre a liturgia dominical,
pois engloba todas as leituras de uma forma muito elucidativa e convincente .
Acerca
da liturgia do próximo domingo ele diz:
“Na tradição dos povos do Oriente Médio o mar foi sempre o lugar
das forças caóticas do mal, opostas a Deus. Jesus deixa a margem de Cafarnaum
para passar para a outra margem, à costa ocidental do lago de Galileia, que na
época era território não judeu, e, portanto, terra de pagãos. No meio da
travessia do mar se levanta um forte temporal, como se as forças do mal
quisessem obstaculizar a difusão do evangelho do Reino de Deus. Cristo pede fé
na sua divindade e confiança.
Em primeiro lugar, Jó na primeira leitura experimentou a tormenta na sua vida.
Deus o provou. Provas: A imensa perda de Jó
sobre as coisas terrenas, a prova física no seu corpo, o seu
matrimônio foi se desmoronando, perdeu a sua boa reputação. Como reagiu Jó
diante destas provas? Aferrou-se ao seu Senhor, apesar de que o Senhor primeiro
não respondeu a sua oração e aparentemente não fez chegar para ele nenhuma
ajuda. Disse: “O que?
Receberemos de Deus o bem, e não receberemos também o mal?” (2,10).
A nave da vida de Jó estava ancorada no seu Deus. Nenhuma tormenta podia
afastá-lo Dele. O Senhor era o primeiro na sua vida. O escuro propósito que
Satanás tinha para Jó, no final das contas levou à glorificação do Senhor, pois
Jó continuou aferrado ao seu Deus! Triunfalmente exclamou ainda mais nesses
momentos: “Eu sei que o
meu Redentor vive”. Quando já não sobrou nada mais na vida de Jó,
permaneceram ainda o Senhor e ele, o próprio Jó. Que íntima chegou a ser a sua
comunhão com o seu Senhor através desta prova e desta tormenta!
Em segundo lugar, os apóstolos também
experimentaram a tormenta
na barca, levando Jesus nela. As últimas parábolas que Marcos narrou mostravam
a força do crescimento irresistível do Reino. Agora a cena muda radicalmente:
descreve uma situação comprometida dos discípulos. Tudo produz certo arrepio:
torna-se escuro; levanta-se de repente um forte temporal e as ondas irrompem
contra o frágil barco que pouco a pouco vai se enchendo de água. O grupo -a
comunidade- corre o perigo, vive numa situação limite; em qualquer momento
podem afundar. Enquanto isso Jesus “dorme” no lugar do timoneiro desde onde se
marca o rumo da nave. Jesus não se sente ameaçado, não perdeu a paz. Os
discípulos, ao contrário, meio histéricos gritam e vão de em lado para outro,
tentando salvar a própria pele... E Jesus “dorme”! Como pode Jesus
despreocupar-se desse jeito? Nem lhe importa os seus seguidores? Esta atitude
de Jesus recorda aquele semeador da parábola que dorme enquanto a semente faz o
seu trabalho. Mas os discípulos não pensam naquela parábola, de tão assustados,
amedrontados e alarmados como estão. E acordam Jesus recriminando-o, porque Ele
está abandonando-os justo naquele momento de extremo risco. “Não te importa que pereçamos?”.
Os discípulos- e também nós- ainda tem o coração endurecido, para eles é
custoso abrir-se com fé à pessoa de Jesus. Custa entender que Jesus não dorme,
mas que sabe viver sempre, na tempestade e na bonança, na certeza de estar sempre
nas boas mãos de Deus que é todo Amor. Aprender a fazer esta experiência, não
só ficam reduzidas as dificuldades, mas que se aprende a ser discípulo.
Finalmente, nós,
como a Igreja, não
nos escaparemos das diversas tormentas
que Deus ou quer ou permite na nossa vida. Mais de 2.000 anos já passaram desde
que Jesus Cristo fundou a Igreja. Mais de 2.000 já passaram de cristianismo e
parece que tudo vai desabando; parece que as novas doutrinas religiosas estão
tomando o lugar da Igreja, mas não é assim. A Igreja parece naufragar na
tempestade do mundo e nos problemas que vão surgindo; mas cada vez que nós, os
homens, duvidamos se levanta uma voz que parece despertar de um longo sono: Não
tenham medo, tenham fé! E o mar se acalma de novo; o barco de Pedro continua o
seu rumo através dos anos, dos séculos e dos milênios. Cristo não está longe de
nós; dorme junto do timão, para que quando a nossa fé desfalecer, quando
estivermos tristes e desamparados, Ele toma o timão da nossa vida. Aliás, no
mar da nossa vida brilha uma estrela, relampeja no céu da nossa alma a estrela
de Maria, para não perdermos o rumo. Quantas situações de angústia e de perigo
vivemos! Incompreensão, crise familiar ou comunitária, fracasso da
evangelização, esfriamento do compromisso, escândalos, forças incontroláveis do
mal, ideologias de todo tipo, etc. Às vezes as comunidades temos a sensação de
estar perdidas, de ir à deriva, de ter perdido o norte... E não entendemos o
silêncio de Deus.
Para refletir: Dedique um bom tempo para
guardar silêncio no seu interior, buscar a calma no meio de tantas
preocupações, temores, incertezas. Quais tormentas estás atravessando neste
momento? Como Jesus, coloque-se nas mãos do bom Deus que é todo Amor. Faça um
ato de fé em Jesus que ocupa o lugar do Deus que é todo Amor na sua comunidade
ou na sua família. Ele está presente, não nos abandonou, o que podemos temer?
Peça saber viver na confiança. Peça a força interior para aguentar os golpes da
vida, os vazios, a falta de sentido, o medo de seguir Jesus... Tudo o que
dificulta verdadeiramente a fé. Adira-se à pessoa de Jesus, que nos livra das
paralisias e nos faz agir para poder seguir liberando muitos outros de qualquer
tipo de paralisias e desconfiança.
Para rezar: Senhor, aumentai a minha fé e
a minha confiança em Vós, que levais o barco da minha vida. Permiti–me gritar a
Vós na oração quando Vós estejais dormindo e venha a tempestade da prova, da
dor, do mal, do silêncio de Deus, da crise de fé, do medo.
Sei
que é uma leitura longa, mas em que vale bem a pena reflectir, pois vai-nos
ajudar a compreender e viver melhor a Eucaristia!
Que
o Espírito Santo nos ajude!
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