No que hoje me determinei pensar, interiorizar, partilhar, são duas palavras, antagónicas, com o mesmo número de letras: ‘ódio’ e ‘amor’!
Nós, nem sequer pensamos! Mas, estas palavras, na
nossa vida, são atitudes que andam de mãos dadas no decorrer de todos os nossos
segundos! São assim como o bem e o mal, que andam sempre juntos para podermos
discernir o que fazer, o caminho que devemos seguir!
Todos queremos viver amando, mas para assim podermos
viver, temos de odiar tudo o que nos separe do amor, de amar!
E temos de distinguir o amor banal do Amor
Verdadeiro!
Dizer que se ama algo ou alguém, e não fazer nada
de bom pelo ser que dizemos amar, não estamos a amar como devemos!
O Verdadeiro Amor é aquele que vive no mais
profundo do coração, que só quer o bem de tudo e de todos, que tudo faz pelo
bem-estar de toda a gente sem qualquer exceção; é um Amor que leva à
compreensão e aceitação das nossas fragilidades e das fragilidades das pessoas que
connosco se vão cruzando no decorrer dos dias; um Amor que leva à reconciliação
e perdão!
Interiorizando bem a questão, pensando muito bem
nestas maneiras de ser, de estar, de viver… teremos de averiguar muito bem, em
todos os momentos, situações e circunstâncias da nossa vida, o que é uma boa ou
má forma de proceder, e escolher o que pensamos ser melhor!
Para que assim sejamos, precisamos de dedicar a
esta causa muito tempo, muita paciência, resignação, autoconhecimento, força de
vontade, coragem e determinação!
Queiramos ou não, temos de escolher o que é melhor,
para nós e para toda a gente! Fala-se muito contra as guerras e da necessidade
de Paz! A Verdadeira Paz, ou nasce no coração humano, na luta acérrima do bem
contra o mal, ou nunca poderá existir!
Estar forma de ser e viver… não pode ser de… às
vezes… mas de… sempre! De sempre!...
Não é muito fácil, mas talvez se torne... quem
sabe... até um pouco divertido. Basta começarmos por tentar incarnar em nós,
antes de mais e acima de tudo, o pavor e ódio ao próprio ódio. De seguida,
dignar-nos-emos cultivar o ódio à injustiça, à maldade, à preguiça, à
ignorância, ao maldizer, à calúnia, à insensatez, à indignidade, à
indiferença... a tudo quanto for pobreza espiritual, material, Humana!...
Ódio e Amor… são antagónicos!… Mas… têm de andar
connosco, de mãos dadas… para que o Verdadeiro Amor penetre profundamente em
nossas vidas e nos encha os corações duma Abundante e Preciosa Paz!
Nós não pensamos, mas temos de experienciar muito… muito…
muito ódio... um comboio enormíssimo, bem recheado... a transbordar de ódio por
todos os lados!... Não de um ódio qualquer, mas daquele ódio a tudo quanto for
mau, porque é esse ódio que, inevitavelmente, nos levará à prática do
verdadeiro Amor!
Será que quem ainda não começou, se arrisque a
começar de imediato com esta aventura?! Não adiemos para amanhã o que pudermos
fazer hoje, pois o amanhã, porque não nos pertence, poderá ser tarde!
Que Nossa Senhora de Fátima, da Qual hoje se
celebra a despedida das Sua Aparições aos Pastorinhos na Cova do Iria! Nos
proteja a todos!
Força, gente querida! Não às vezes… mas sempre!
Hermínia Nadais





