terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
SUPORTAI-VOS...
Imaginem o que me havia
de encher esta noite do dia de Carnaval! Seria de pensar que iria lembrar
cortejos de foliões, mas não!
Esta noite... a palavra suportai-vos suou-me forte, mais forte
do que o habitual.
“Suportai-vos uns aos outros...”são palavras de Jesus!
Quando mais jovem...
como talvez tenha acontecido a muita gente... o suportai-vos dizia-me para aguentar os disparates dos outros com
mais ou menos paciência, o melhor que pudesse! E foi assim durante muito, muito
tempo!
E eu, com as minhas
atitudes mais ou menos atentas e pachorrentas... pensava que estava tudo mais
ou menos bem!
Mas o Tal Senhor da
sábia Pedagogia achou que estava na hora de me chamar à atenção de que o suportai-vos é muito mais do que
aguentar as asneiras das pessoas que nos rodeiam. Melhor dizendo, o aguentar
das burrices das pessoas que connosco convivem acaba por ser a parte mais fácil.
O suportai-vos quer-nos dizer que temos de fazer tudo o que estiver
ao nosso alcance para que à nossa volta todas as pessoas saibam e consigam ser bem
comportadas, alegres, contentes, realizadas e felizes!
Esta visão do suportai-vos é muito mais ampla e abrangente, pois torna-nos responsáveis pelo
vida dos que estão ao nosso lado. E não só pela sua fome, sede ou agasalho, que
se pensarmos bem... é a situação mais fácil de resolver!... Mas também pela
falta de aconchego, ternura, carinho, dedicação, entrega, presença, amor!
Quantas pessoas estão
doentes pela tristeza de não terem quem as escute atentamente, quem esteja
perto delas, quem lhe dê uma palavra ou um gesto de alento, quem as toque com
carinho!...
Às vezes, nas
Eucaristias, aquando do abraço da paz, cria-se uma certa agitação, que, digamos
de verdade, chega mesmo a incomodar. E há sacerdotes a reclamar dizendo que
cumprimentem a pessoa da esquerda e da direita, pois serão o símbolo das
demais, de toda a humanidade a quem desejamos toda a paz! Mas eu acabo a pensar
muito seriamente em quantas destas pessoas terão, na sua vida normal, quem as
beije, abrace, ou faça uma outra qualquer manifestação de carinho?
A fome de carinho é
muito mais dura do que a fome de pão!
Amanhã... daqui por apenas
umas horas... começa a quarentena de preparação para a celebração da Páscoa, a
que chamamos Quaresma!
Que o suportai-vos consiga fazer de nós
pessoas mais próximas de quem necessita, e mais atentas a tudo quanto nos for possível dar... para que todos possamos
viver mais confortavelmente, em solidariedade, harmonia, paz e amor fraterno!
Que o Senhor nos ajude!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
ESTÁ LINDA ESTA MENSAGEM!
Está linda esta mensagem! E cheia de sabedoria! Tão bela e
precisa, tão simples e carregada de sentido, que decidi partilhá-la!
É de um sermão de Santo
Agostinho, 126, 4-5, que no Evangelho Quotidiano serviu de comentário ao
Evangelho de hoje, Mc 08, 11-13:
“«Porque pede esta
geração um sinal?»
Admirai as maravilhas de Deus; saí do vosso
sono. Admirais apenas os prodígios extraordinários? Mas serão tais prodígios
maiores do que os que ocorrem todos os dias diante dos vossos olhos? Os homens
surpreendem-se de que o nosso Senhor Jesus Cristo tivesse saciado vários
milhares de pessoas com cinco pães (Mt 14,19ss), e não se surpreendem pelo
facto de umas poucas sementes serem suficientes para cobrir a terra com
colheitas abundantes? Enchem-se de admiração ao ver o Salvador mudar a água em
vinho (Jo 2,19); pois não acontece o mesmo quando a chuva passa pelas raízes da
videira? O autor destes prodígios é o mesmo. […]
O Senhor operou prodígios, e contudo foram muitos os que O desprezaram. […] Diziam eles: «Estas obras são divinas, mas Ele é apenas um homem.» Portanto, tu vês duas coisas: de um lado, obras divinas, e do outro, um homem. Se estas obras divinas só podem ser feitas por Deus, não será que Deus está escondido neste homem? Sim, presta muita atenção ao que vês, e acredita naquilo que não vês. Aquele que te chama a acreditar não te abandonou a ti próprio; mesmo que te peça para acreditares no que não podes ver, não te deixou sem nada para veres, para te ajudar a acreditar no que não vês. Parece-te que a própria criação é um fraco sinal, uma fraca manifestação do Criador? Além disso, ei-Lo que vem ao mundo e que faz milagres. Tu não podias ver a Deus, mas podias ver um homem; então, Deus fez-Se homem, para que aquilo que vês e aquilo em que acreditas sejam uma e uma só coisa.”
O Senhor operou prodígios, e contudo foram muitos os que O desprezaram. […] Diziam eles: «Estas obras são divinas, mas Ele é apenas um homem.» Portanto, tu vês duas coisas: de um lado, obras divinas, e do outro, um homem. Se estas obras divinas só podem ser feitas por Deus, não será que Deus está escondido neste homem? Sim, presta muita atenção ao que vês, e acredita naquilo que não vês. Aquele que te chama a acreditar não te abandonou a ti próprio; mesmo que te peça para acreditares no que não podes ver, não te deixou sem nada para veres, para te ajudar a acreditar no que não vês. Parece-te que a própria criação é um fraco sinal, uma fraca manifestação do Criador? Além disso, ei-Lo que vem ao mundo e que faz milagres. Tu não podias ver a Deus, mas podias ver um homem; então, Deus fez-Se homem, para que aquilo que vês e aquilo em que acreditas sejam uma e uma só coisa.”
Que mais
quereremos que nos digam acerca de Deus, da natureza, da vinda de Jesus à terra,
dos milagres de Deus e de Jesus?
Muitas
coisas, pensaremos!
Sim!
Necessitamos que nos digam muitas coisas mais! Muitas mesmo! Pois o conhecimento
de Deus não se esgota! Mas essas coisas virão a seu tempo, quando estivermos em
condições de as compreender!
Deus não
nos desampara! Tudo nos fala de Deus! A terra, as plantas, os peixes, os
animais! E a Pedagogia de Deus é tão grande que nos leva a ir descobrindo cada
vez mais maravilhas, aos pouquinhos, de modo a que não nos desviemos do nosso
caminho de descoberta, discernimento e crescimento humano e cristão, no amor mútuo
e na fraternidade!
Que Deus
nos ajude!
domingo, 15 de fevereiro de 2015
SE QUISERES... TU PODES...
Aqui vai mais uma das
minhas partilhas!
Quando era pequena e
pré-adolescente... ensinaram-me uma enorme série de orações... muito bonitas...
que eu decorava e rezava a um Deus ou Jesus ou Nossa Senhora, tudo do céu!
Claro que eu aceitava
tudo com a maior naturalidade, até porque meus pais e avós e restantes familiares
me iam exemplificando o que eu deveria fazer.
Marota... não faças isso
que Jesus não gosta! Olha que Deus castiga-te por todas essas asneiras! Que
medo eu tinha dos castigos de Deus!...
Apresentavam-me, assim,
seres esquisitos, cheios de si, ausentes lá nos seus pedestais, prontos a
ralhar e castigar, onde as orações chegavam não se sabia muito bem como. Eu
rezava! E fazia todo o possível por andar direitinha!
Fui crescendo, convidaram-me
para a Acção Católica, fiz catequese... li um montão de livros incluindo muitos
livros de santos... mas foi muito, muito mais tarde que vim a descobrir o que
penso ser o verdadeiro rosto de Deus – presença permanente e indiscutível, perdão,
misericórdia, ternura e amor!
E então, aos poucos, fui
enraizando a fé e trocando as orações muito bonitas pelas palavras ou
pensamentos simples que me iam perfazendo os minutos e segundos de todos os
dias! O crescimento da confiança foi dissipando o medo e fazendo crescer o amor,
tornando-me a vida muito mais bela e atraente!
Claro que nada aconteceu
por acaso. O Deus Amor sempre esteve comigo a amparar-me e conduzir-me aonde
muito bem entendeu, pois quando acabava por me desviar do verdadeiro caminho, poderei
dizer que, como um bom GPS que quando o condutor se desencaminha logo lhe
apresenta uma outra via como solução, Ele me ia apresentando novos caminhos
para que não desanimasse na caminhada.
E foi assim, pelas mãos
amorosas de Deus, que com avanços e recuos, cheguei à certeza de poder dizer como
o leproso do Evangelho de hoje: “Se
quiseres, podes curar-me,” e perceber e sentir o
valor da cura misericordiosa de Deus compassivo e bom!
Mas para chegar até
aqui, foram precisos muitos anos... muitos anos de busca, de estudo, de
reflexão, de aprendizagem, de vivências, de partilhas... de tudo quanto me
poderia abrir “todos os olhos”para poder seguir em frente na busca da
felicidade, minha, dos meus familiares e amigos, e de todas as pessoas, indefinidamente.
E consciente das minhas inúmeras enfermidades, diante do Senhor, vou continuar
a dizer muitas vezes, de joelhos ou de pé, mas com toda a fé e confiança: “Se quiseres, podes curar-me!”
E a verdade é que, frente
a todas as contrariedades e perturbações, sempre me vou sentindo curada!
Que Deus seja louvado!
sábado, 14 de fevereiro de 2015
A PELAVRA DE DEUS ´´E PARA TODA A GENTE!
Longe vai o tempo em que
as pessoas que frequentavam as igrejas se achavam boazinhas. Não quer dizer que
sejam más, mas pelo menos já se olham um pouco mais normais, com boas atitudes
mas também com algumas atitudes más. E a pior de todas é a de se julgarem
melhores do que as outras, pois, dependendo do que pensarmos e fizermos, isso
poderá ser um grande erro.
Todas as pessoas têm
boas e más atitudes, todas, sem qualquer excepção. Numas pessoas as boas
atitudes são predominantes, noutras nem tanto assim, mas todas têm práticas de
bem e de mal.
Claro que as igrejas são
casas de oração e encontro com Deus e os irmãos. Esta é a razão porque as
pessoas que as frequentam poderão mesmo ter mais possibilidades de fazer boas
acções, uma vez que a leitura, meditação e pregação da Palavra de Deus é uma
constante nas igrejas, o que pode fazer toda a diferença, mas nem sempre.
E não raras vezes é o
mau comportamento dos cristãos que vão às igrejas que acabam por afastar das
igrejas os que não costumam lá ir.
Nascemos para amar e ser
felizes no amor: amor a nós mesmos, pois quem não se ama nem gosta de si mesmo não conseguirá amar nem gostar de
mais ninguém; amor a Deus mais que a nós mesmos; e amor a toda a gente,
indefinidamente, a partir da família, amigos, comunidade envolvente.
Não tenhamos ilusões. Para
amar como convém... teremos sempre muito que aprender nesta caminhada da vida.
A Palavra de Deus
aponta-nos o caminho da felicidade e ensina-nos a amar. Mas... é urgente tê-la presente todos os dias,
lê-la, meditá-la, ouvir falar dela, rezar com ela, fazer dela parte integrante
da nossa vida!
A Palavra de Deus ilumina
a todas as pessoas, boas e más. Ilumina as boas para as tornar melhores, para
as ajudar a desenvolver mais e mais as suas capacidades e a melhorar as suas atitudes.
É mais difícil iluminar as más, pois normalmente as pessoas que pensamos más
são-no apenas por ignorância, por não conseguirem ver-se tal como são o que as
leva a pensarem-se boas, as más são as outras. Estas pessoas necessitam muito
da nossa ajuda e das nossas orações. E a Palavra de Deus tem que lhes ser apresentada
com muita delicadeza, carinho e ternura, amor e dedicação. Não é preciso
falar-lhes dos seus erros, pois aos pouquinhos os irão descobrindo e corrigindo
ou tentando corrigir. Temos que imitar a pedagogia de Deus que se serve de não para
chegar até eles.
Não podemos esquecer
nunca que somos presentes de Deus uns para os outros. E tudo o que os outros
fazem, se bem aproveitado, nos ajudará a crescer.
Das pessoas mal
comportadas ou mesmo más podemos olhar-nos interiormente a ver se ainda temos
em nós algum comportamentos idênticos para corrigir; das pessoas que fazem o
bem e são bem comportadas podemos tentar ser semelhantes a elas!
Que a Palavra de Deus
nos suporte como necessitamos!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
RAIVA... E AMOR
A palavra raiva, que me
fez pensar muito na devida prisão da minha língua, ou seja, na forma de me
desviar de fazer o mal com a língua,
hoje parece-me que é forte demais! Ou, então, é porque me desabituei de
a usar!
De facto, a palavra
raiva, faz tempo que não tem grande entrada no meu vocabulário. E ainda bem.
Ter raiva... de quê? De
quê ou de quem poderemos ter raiva? Só de nós mesmos, quando fazemos algo de
errado e acabamos por nos zangar connosco!
Isso sim! Poderemos e
deveremos ter raiva, mas não de nós nem de ninguém, somente do que fizemos ou
que outros fizeram, ainda que inadvertidamente!
Deste modo, vendo as
coisas desta maneira, também podemos ter raiva das atitudes das outras pessoas,
mas nunca por nunca das pessoas que por qualquer razão têm atitudes erradas!
Odiar o erro é salutar,
ter raiva da pessoa que o comete é muito mau, é um erro muito grande, muito
grande mesmo!
Por isso temos de ter
muito cuidado com a forma como nos comportamos com toda a gente! Temos de
prender a nossa língua, sim, mas antes de tudo dominar os nossos maus instintos
para dar mais doçura ao nosso coração tantas vezes cheio de rebeldia.
Engraçado!... Agora...
depois deste bocadinho a pensar e interiorizar que só podemos ter raiva do mal
feito seja por quem for, mas que devemos amar sempre mesmo as pessoas que
praticam o mal... parece-me que a raiva e o amor andam de mãos dadas a lutar
pelo bem comum!
Mas essa luta
maravilhosa pelo bem comunitário... sempre dependerá de nós... a explodir de
raiva contra todo o mal praticado, e cheios de amor e ternura para com as
pessoas que o praticam, tentando, a todo o custo e de todas as formas que
estiverem ao nosso alcance, compreendê-las e aceitá-las como são, para as ajudar
a sair do erro e enveredar pelo caminho do bem!
Que o Espírito Santo nos
ajude!
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