quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

PARAR PARA PENSAR… É MUITO BOM!


Sim! Se parar para pensar é deveras importante para reflectir sobre o que mudar na nossa vida, nesta época quaresmal, ocasião mais que propícia à mudança de vida… a importância deparar para pensar redobra não sei quantas vezes!
E o encontrar ideias novas ou diferentes das que nós temos acerca de tantas coisas da vida, são enormes bênçãos que temos de aproveitar e agradecer a cada momento!
A falta e atenção ao que nos rodeia leva-nos muitas vezes a entrar em situações que depois temos de rever, foi o que aconteceu comigo em relação às Obras de Misericórdia que tento a todo o custo aprofundar e integrar mais a sério nas minhas atitudes e que, para esta semana, na nossa Diocese do Porto têm em evidência o estudo e aperfeiçoamento vivencial do ‘dar de comer a quem tem fome’!
A esta parte, no Evangelho Quotidiano a que dou especial relevo na minha vida diária, encontrei uma meditação de São Cesário de Arles que achei bastante apreciável. Senão, vejamos:

«Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino»
Cristo, isto é, a misericórdia celeste, vem cada dia bater à porta da tua casa: não vem só espiritualmente à porta da tua alma, mas vem também materialmente à porta da tua casa. Porque, cada vez que um pobre se aproxima da tua casa, é, sem qualquer dúvida, Cristo que vem, Ele que disse: «Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes.» Não endureças, pois, o teu coração; dá algum dinheiro a Cristo, de quem desejas receber o Reino; dá um pouco de pão àquele de quem esperas receber a vida; acolhe-o em tua casa, para que ele te receba no paraíso; dá-lhe esmola para que em troca ele te dê a vida eterna.
Que audácia a tua, de quereres reinar no céu com aquele a quem recusas a esmola neste mundo! Se o receberes durante esta viagem terrena, ele te acolherá na sua felicidade eterna; se o desprezares aqui na tua pátria, ele afastará de ti o seu olhar na glória. Diz o salmo: «Na tua cidade, Senhor, desprezas a imagem deles» (Sl 72,20 vulg.); se, na nossa cidade, isto é, nesta vida, desprezarmos os que foram feitos à imagem de Deus (Gn 1,26), devemos recear ser rejeitados na sua cidade eterna. Praticai, pois, a misericórdia aqui em baixo; [...] graças à vossa generosidade, ouvireis esta feliz palavra: «Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino.» “

Temos de praticar a misericórdia não com o medo do castigo de Deus, mas com temor dor ou medo de ofender a Deus que é infinitamente misericordioso e pronto a acolher e perdoar e não a castigar.
Isto de ser misericordioso ao jeito de Jesus é deveras difícil, mas é o que Ele nos pede e ensina!
E se nos embrenharmos um pouco mais no Amor de Jesus por nós, todo perdão, aceitação, compaixão e misericórdia, tornar-se-nos-á muito mais fácil a prática da misericórdia para com os nossos irmãos!
E quando falharmos com a ajuda a dar a quem e ao que de nós necessitar… a dorzinha do coração magoará de verdade, custar-nos-á muito mais do que o esforço de termos praticado o bem. Disso, não tenho dúvidas!

Que o Espírito Santo nos fortaleça e dê a sabedoria capaz para enveredarmos sempre pelos caminhos da misericórdia!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

DAR POUSADA AOS PEREGRINOS!

Tão actual esta Obra de Misericórdia!
Se sempre foi actual, agora mais do que nunca!
Tantos peregrinos a necessitar de pousada!
Fui criado no meio de um aconchego enorme. De uma família sem recursos mas com um coração do tamanho do mundo! O pouco que havia dava sempre para partilhar com quem batia à porta por alguma razão! E quando alguém precisava fosse do que fosse, meus pais acorriam logo a socorrer, a amparar, a cuidar, a acolher!
Hoje… a minha casa, que sempre esteve aberta aos necessitados que chegavam a comer connosco à mesa, tem os portões trancados para abrir somente a pessoas familiares amigas e conhecidas!!!
Dói-me imenso! Não fui criada assim e nunca fui assim!
O certo é que continuamos de mãos e coração aberto a socorrer quem necessita, mas não é o mesmo de antigamente!
E então… acabo por me horrorizar com muita coisa e antes de mais com alguns programas da TV. Não me cabe na cabeça o galgarem tanta estrada na busca de comportamentos errados para apresentar nas ‘tão apreciadas’ crónicas criminais.
Não tenho nada contra quem procura, quem investiga, quem questiona, quem comenta… pois têm comportamentos e conselhos muito bons… mas a psicologia, e não só, ensinaram-me que se aprende muito mais com o que se vê do que com o que se ouve… e na TV ouve-se… e vê-se… tudo junto!
Toda a gente sabe disto! Ou deve saber! Então… porque não vão ao encontro de tantos bons acontecimentos que existem por aí para mostrar ao grande público de modo a que possa aumentar nas pessoas a vontade de praticar o bem???
É que a prática do bem não faz barulho… é silenciosa… não dá audiências… mas é mais que urgente que a prática do bem seja divulgada!
As crónicas criminais implicam muito pouca gente e o que se escuta por causa delas é que ‘o mundo está cheio de… e de… e de…’ quando não é verdade!
Meia dúzia de malcomportados fazem um ruído enorme… enquanto que tantos e tantas pessoas que praticam tão boas acções nem sequer são faladas, ainda que no anonimato!
Aprendamos a deixar de olhar só para o que está mal e a ver  e olhar em primeiro lugar para tudo o que for bom e positivo!
Se nesta Quaresma conseguíssemos, pelo menos alguns de nós, treinar esta atitude… esta maneira de ser… como o mundo ficaria diferente!
Pensar positivo é atrair positividade! É uma boa forma de ‘dar pousada aos peregrinos,’ a tantos homens e tantas mulheres que necessitam de palavras e atitudes de incentivo para tomarem as melhores decisões para eles e elas próprias e para todos nós!
Como queria voltar a ter escancarados a toda a gente os meus portões e as portas da minha casa!!!... Que por mim… até tinha mesmo… ou continuava a ter como sempre tive… eu sempre confiei e continuo a confiar muito nas pessoas… mas…

Que Deus nos ajude… que bem precisamos!  

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

VESTIR OS NUS!

Pois! Vestir os nus! Mas… isto de vestir os nus… tem muito que se lhe diga!
Vestir os corpos nus com roupa até acaba por não ser muito difícil. Se os corpos nus não forem muito exigentes! Claro que… se se puserem a escolher a roupa acabará por ser mesmo uma grande maçada e uma carga de trabalhos!
Mas normalmente isso acontece pouco, ou nada mesmo! Quem necessita de roupa a sério raramente escolhe!
Agora… vestir os nus é dar aos nus do que é nosso, do que se tem! Se vestimos a nossa roupa a outro ou outra ficamos mesmo sem ela! Não há nada a fazer! Antes de mais este comportamento exige desprendimento!
Sim, porque isto de dar o que não nos presta até está certo na medida em que pode servir a outros… mas muitas vezes é preciso mesmo dar do que ainda nos serve muito bem, e até do que gostamos muito! E aí, como ficamos?
Ou somos desprendidos e caridosos e partilhamos… ou continuará a haver gente nua porque não conseguimos desprender-nos dos nossos vestidos!
Isto de vestir os nus… tem algo de realidade mas muito mais de metáfora!
Vestir os nus refere-se antes e acima de tudo a dar-nos a nós mesmos, partilhando o que sabemos, os jeitos que temos, o que sentimos, o que achamos bem ou menos bem… como foi o nosso crescimento… como se vai alterando a nossa forma de ser e de pensar!...
Tantas coisas nos podem servir para vestir os nus! Um aconchegar os sem carinhos, um dar ternura aos tristes e esmorecidos, um sorriso a quem nos olha, uma mão a quem tropeça, uma palavra de incentivo aos desalentados…
Só um grande amor a Jesus no decorrer da vida nos ensinará a amar mais e melhor os irmãos e aos pouquinhos a ir vestindo toda a nudez detectada!
Misericordiosos como o Pai é o slogan deste Ano Extraordinário da Misericórdia!

Que Deus nos ajude a imitar Jesus a cada instante um pouquinho mais!   

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

‘DAR DE BEBER A QUEM TEM SEDE!’

Quando pensamos em sede…  a sede de água, mata o corpo, mas é a menor de todas as sedes, porque as demais sedes matam corpo e alma, fica tudo morto!
As nossas sedes que não implicam água… são muito maiores do que as sedes de água!
Falo assim porque na minha terra a água nunca me faltou, enquanto há sítios em que a água é tão escassa que um pouquinho dela pode mesmo salvar uma vida!
Aliás… criei o hábito de poupar água, poupar muito a água, a pensar nessas torturas que existem em tantas partes do mundo!
Usar de misericórdia é pensar na partilha do que se tem com quem não tem. Até porque tudo quanto existe é puro dom de Deus, e nessa ordem de ideias nada é puramente nosso, mas de todos os que necessitam do que quer que seja para poderem viver!
Esta é a verdadeira base de suporte toda a partilha!
Se os bens que a terra nos oferece fossem bem distribuídos, ninguém passaria necessidade!
Agora… saciemos os sedentos de carinho, de ternura, de palavras de conforto, de aconchego, de amor misericordioso e bom, certos de que também temos todos os nossos momentos de todas essas sedes e gostamos… necessitamos que alguém nos mate essas sedes na hora certa para não desfalecermos na caminhada!
Por falar em caminhada, hoje começa a Quaresma, com a imposição das cinzas!
Tantas aprendizagens que as cinzas nos dão!
A sede de saber também é uma sede que urge saciar!
E quando se trata de saber algo mais acerca de Deus que Jesus nos veio mostrar… quanto mais aprendemos mais conscientes ficamos de que nada ou muito pouco sabemos!
Senhor… que sempre tenhamos quem sacie as nossas inúmeras sedes! Ajuda-nos a não poupar esforços em ajudar a mitigar as sedes de quem nos rodeie!

Que sempre sejas louvado! 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

DAR DE COMER A QUEM TEM FOME…

No Ano da Misericórdia… nada como trabalhar mais profundamente as Obras de Misericórdia, divididas em dois grupos, corporais e espirituais!
‘Dar de comer a quem tem fome’ é a primeira obra de misericórdia corporal!
Desde muito cedo interiorizei as Obras de Misericórdia, mas olhava-as em si mesmas, com aquilo que explicitam sem ir mais além!
Ora… se é ‘dar de comer a quem tem fome’ dá-se de comer, partilha-se comida!
Claro que foi o que sempre tentei fazer o melhor que pude. Mas a interiorização mais cuidada do Evangelho trouxe-me imensas fomes que urge saciar!
Fomes de todos os géneros, formas e feitios!
Fome de carinho, de ternura, de aconchego, de presença, de compreensão, de escuta atenta e cuidada, de palavras e gestos encorajadores, de… de… de…
Tantas fomes… muitas vezes difíceis de detectar, e que matam muito mais do que qualquer fome física que toda a gente pode ver a olho nu, pois são fomes geradoras de inúmera infelicidade.
Matar a fome física… muita gente mata! Banco Alimentar, Cáritas, Conferências… há bastantes instituições a cuidar de matar a fome física e acudir às necessidades primárias das pessoas… mas cuidar dos outros tipos de fome… não tem tanta gente assim.
Dar de comer a quem tem fome! Quem tem fome das mais variadas espécies! É isso que temos de aprender e treinar fazer em todos os dias da nossa vida!

Que Deus nos ajude!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

SEJAMOS MISERICORDIOSOS!

       Nunca imaginei que este Ano da Misericórdia me ensinasse tanto e legasse tanta vida!
Quando pensamos que fazemos algo bem feito temos que ter sempre presente que há outras formas de melhorar as nossas atitudes!
É este o sonho que comanda a vida! Comanda qualquer vida! Vida que pode ser imensamente simples, mas que com o Senhor dará sempre frutos abundantes!
No Evangelho Quotidiano de hoje encontrei um texto de São Zenão de Verona de quem nunca tinha lido ou ouvido falar, mas que me tocou e encantou por demais!
“Ó caridade, como és boa e rica! Como és poderosa! Não possui nada aquele que não te possui. Tu foste capaz de fazer de Deus um homem. Tu fizeste-O abaixar-Se e afastar-Se durante algum tempo da sua imensa majestade. Tu mantiveste-O prisioneiro durante nove meses no seio da Virgem. Tu curaste Eva em Maria. Tu renovaste Adão em Cristo. Tu preparaste a cruz para a salvação do mundo perdido.
Ó amor, tu, para vestir aquele que está nu, contentas-te em ficar nu. Para ti, a fome é um repasto abundante, se um pobre esfomeado tiver comido do teu pão. A tua fortuna consiste em destinar tudo o que possuis à misericórdia. Só tu não te fazes rogado. Tu socorres os oprimidos sem demora, mesmo a expensas tuas, seja qual for a aflição em que estejam mergulhados. Tu és o olhar dos cegos, o pé dos coxos, o protetor fidelíssimo das viúvas e dos órfãos. Tu amas os teus inimigos, de tal maneira que ninguém consegue discernir a diferença que para ti existe entre eles e os teus amigos.
Tu, ó caridade, unes os mistérios celestes às coisas humanas e os mistérios humanos às coisas celestes. Tu és a guardiã do que é divino. És tu que, no Pai, tudo governas e ordenas; és tu a obediência do Filho; és tu que exultas no Espírito Santo. Porque és uma nas três pessoas, não podes ser dividida. Jorrando da fonte que é o Pai, vertes-te toda inteira no Filho sem te retirares do Pai. Com razão dizemos que «Deus é amor» (1Jo 4,16), porque só tu guias o poder da Trindade.
Caridade é Amor! É o Amor Misericordioso de Deus para connosco! E é o amor que temos de ofertar a quem connosco convive!
Claro que eu não sei dizer o que é o Amor, porque o Amor não se diz, sente-se e vive-se nos momentos de cada dia!
Mas viver o Amor… o Verdadeiro Amor que Deus quer que vivamos, exige muita ajuda de Deus e muito treino da nossa parte, porque o Amor aprende-se amando!
E mesmo amando com a maior força que tenhamos, nunca saberemos a força do verdadeiro Amor que é Deus Pai com o Filho Jesus no Espírito Santo, AMOR entre o Pai e o Filho, e pelo Filho o AMOR entre o Filho e nós, e entre nós, os homens e mulheres que vão seguindo os mais ou menos tortuosos caminhos da vida.
Quantas mais aprendizagens me poderás ofertar, Senhor! Aprendizagens sempre acompanhadas de sentimentos tão maravilhosos que são de todo indescritíveis!

Que sempre sejas louvado! 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A IGREJA… SOMOS NÓS!

A Igreja… somos nós!
Nós, baptizados em Jesus Cristo, somos Igreja com Jesus Cristo e com todos os baptizados a Ele unidos!
Claro que é uma realidade que não conseguimos palpar para fisicamente sentir como isso é… mas vemo-la com os olhos da fé sentindo-a com o bater forte e ardoroso do coração!
Quando penso que vou todos ou quase todos os dias à Missa/Eucaristia… se me pergunto porquê… não sei responder-me! Não sei responder nem a mim… nem a ninguém!
É uma necessidade! Mas uma necessidade tal que me é tremendamente difícil passar sem gozar logo pela manhã esse pouquinho de céu!
Não sei explicar o que sinto naquele pequeno recanto do mundo! Na simplicidade da gente do campo e pouco mais… com um Padre sem jeito para grandes homilias… ou melhor dizendo, que nas missas feriais não faz qualquer homilia!
Quando tenho a ventura de estar bem atenta às leituras e as não compreendo muito bem… procuro explicação na Missa das Onze na Canção Nova… na Liturgia Diária… e outras vezes fico mesmo na dúvida à espera que se faça luz.
Vamos à Missa rezar – dir-me-ão! Mas eu não sei muito bem se vou à Missa para rezar, até porque eu sabia rezar… ou pensava que sabia… e agora até penso mesmo que não sei!
Ando a aprender! E tenho muito que aprender!
Muito que aprender para saber rezar e ser Igreja como convém!

Que Deus seja louvado!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

OS LEIGOS… E O SEU PAPEL NA IGREJA


Mais do que nunca… em ‘Ano de Misericórdia’… este é um tema muito actual…
Mas se olharmos um pouco o passado veremos que a valorização da acção laical já vem de muito longe. Aliás, nos primórdios da Igreja, os Leigos estavam presentes ao lado dos Apóstolos e Diáconos, formando uma sociedade harmoniosa onde todos se aceitavam e compreendiam entre si cada qual com os seus deveres e capacidades ao serviço uns dos outros e de toda a sociedade envolvente que desejavam cativar para a vivencia do Amor de Deus em Jesus Cristo!
Os tempos foram passando com muitas mudanças de comportamento e alguma desvalorização da actividade dos Leigos na Igreja, situação revista, reabilitada e incentivada no pós Vaticano II!
Há documentos que atestam o enorme valor dos Leigos na Igreja, mas a maior parte das pessoas nem sequer os conhece!
E continuamos a pensar que a Igreja é dos Bispos, Padres, Freiras e Frades, e actualmente também os Diáconos… sem nos apercebermos e interiorizarmos que a Igreja são todos os Baptizados unidos a Cristo e por Cristo unidos entre si como os órgãos de um corpo que, embora diferentes, são todos necessários para o bom funcionamento desse mesmo corpo!
Hoje… ao visitar o Evangelho Quotidiano dei com um pequeno estrato do Evangelii Nuntiandi do Beato Paulo VI que diz assim:
Os leigos, que a sua vocação específica coloca no coração do mundo e à frente das mais variadas tarefas materiais, devem exercer por isso mesmo uma forma especial de evangelização. A sua primeira e mais directa tarefa não é a instituição e o desenvolvimento da comunidade eclesial - esse é o papel específico dos pastores -, mas é accionar todas as possibilidades cristãs e evangélicas escondidas, mas já presentes e activas, nas coisas do mundo. O campo concreto da sua actividade evangelizadora é o vasto e complicado mundo da política, do social, da economia, mas também da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos «mass media», assim como algumas outras realidades abertas à evangelização, como o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional, o sofrimento.
Quanto mais houver leigos impregnados do Evangelho que sejam responsáveis por estas realidades e claramente comprometidos nelas, competentes para as promoverem e conscientes de que têm de desenvolver a sua plena capacidade cristã, tantas vezes enterrada e asfixiada, tanto mais estas realidades se encontrarão ao serviço da edificação do Reino de Deus e, portanto, da salvação em Jesus Cristo, sem nada perderem ou sacrificarem do seu coeficiente humano, mas manifestando uma dimensão transcendente muitas vezes desconhecida.
 Muito explícito este pequeno texto! Texto que nos diz muito, muito mesmo!...
Tantas coisas que os Leigos podem e devem fazer… tantas!...
Pelo Baptismo cada um de nós fica a ter na Igreja de que é parte integrante a missão de mestre (para ensinar mais com atitudes do que com palavras), de sacerdote (para interceder junto de Deus pelos homens e encaminhar os homens para Deus), e de rei (para amar ao jeito de Deus da forma que Jesus tão bem nos exemplificou!
Que neste Ano de Misericórdia sejamos bafejados pela força e sabedoria do Espírito Santo de Deus para que consigamos levar a cabo tudo quanto Deus quer que façamos!

Que Deus seja louvado!

sábado, 30 de janeiro de 2016

CORRUPÇÃO… NÃO!...

Sim! Gostei muito, e pensei muito no que li! É muito verdadeiro! E toca a todos!
Vejamos algumas afirmações do Santo Padre:
…” Recordo a história bíblica do rei Davi, que se apaixona por Betsabea, mulher do seu oficial Urias, a ponto de planejar a forma de encobrir o adultério. Escreve, então, uma carta na qual ordena: ‘Coloquem Urias na frente de batalha mais dura, depois retirem-se e deixem-no só, para que seja atingido e morra’.
Em suma, uma “sentença de morte”. Um homem “fiel” como Urias, “fiel à lei, fiel ao seu povo, leal ao seu rei”, “carrega a sentença de morte.” Enquanto Davi, “santo, mas também pecador”, carrega a doença da luxúria.
“Isso é um momento na vida de Davi que nos mostra algo que todos nós podemos passar: é a passagem do pecado à corrupção. Aqui Davi começa, dá o primeiro passo para a corrupção. Tem o poder, tem a força…”. Ele está “seguro” do que faz, “porque o reino era forte”. E porque tem o diabo do lado sussurrando: “você consegue”.
Que é o que sugere para os poderosos: “seja poder eclesiástico, religioso, económico, político”. “Por isso, a corrupção é um pecado mais fácil para todos nós que temos algum poder… Porque o diabo faz-nos sentir seguros: ‘Eu consigo’”.
Este tipo de corrupção entrou, portanto, no coração do “grande e nobre” Davi, aquele “jovem corajoso” que tinha enfrentado o filisteu Golias com uma mísera funda. “Há um momento onde o hábito do pecado ou um momento no qual a nossa situação é tão segura e somos bem vistos e temos tanto poder” que o pecado deixa de “ser pecado” e se torna “corrupção”. E “uma das coisas mais feias que tem a corrupção é que o corrupto não sente necessidade de pedir perdão, não sente…”.
No entanto, “Deus perdoa sempre.” Isto é evidente, precisamente, na história de Davi: Deus continua a amá-lo “muito” apesar dele ter chegado a ordenar o assassinato de um homem leal apenas para levar a sua mulher para a cama. E no fim, Deus o salva da corrupção.
Porque “Deus perdoa sempre”. Então, “façamos uma oração pela Igreja, começando por nós, pelo Papa, pelos bispos, pelos sacerdotes, pelos consagrados, pelos fieis leigos: ‘Mas, Senhor, salva-nos, salva-nos da corrupção’”. “Pecadores sim, Senhor – somos todos – mas, corruptos nunca!’”
Estas palavras do Papa Francisco fazem-nos ver melhor o que é a corrupção… e como é fácil entrarmos em corrupção, sermos corruptos!
A loucura do poder pelo poder… pode ser uma forma mais fácil de chegar à corrupção… ou da corrupção poder ser mais vistas por todos nós!
Mas cada um ou uma de nós deverá ter sempre bem presentes as suas atitudes para se certificar se não estará também a ser corrupto ou corrupta, escondendo ilicitudes que esmagam pessoas inocentes. A corrupção pode entrar no relacionamento normal das pessoas, entre cônjuges, entre pais e filhos, filhos e pais, entre irmãos, parentes, amigos…  
E não digamos nunca que ‘os outros’ são corruptos, pois a única corrupção que podemos curar é a nossa… e curando-nos a nós… estaremos a ajudar a curar as pessoas que nos rodeiam e a acabar com a corrupção à nossa volta!

Que Deus nos ajude!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

CONVERSÃO DE SÃO PAULO

Pois! Hoje, no fecho da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, celebra-se o dia da Conversão de São Paulo, com tudo quanto de maravilhoso encerra!
Quando era mais jovem cismava com a ‘queda do cavalo’… mas o tempo foi passando e quem foi caindo do cavalo fui eu! Caí do cavalo sem saber cavalgar! Porque talvez na queda do cavalo não tenha havido cavalo nenhum, sei lá! Mas também isso não interessa! O importante é que cada um ou uma de nós costuma ter a mania da sua importância, bondade, generosidade… e quando surge a oportunidade de olhar um pouco mais para dentro, para o interior e olhar-nos a partir dali de dentro acabamos por perder todas as nossas manias de grandezas e bondades… é a ‘queda do cavalo’… é o começar de uma nova vida, de uma nova forma de viver procurando ser apenas quem se é sem aumentos nem diminuições!
Importantes, sim, porque todos somos importantes, é Jesus Quem no-lo diz no desmedido amor que sempre nos dedicou e dedica. Mas a nossa importância provém-nos do amor que dedicamos a tudo quanto nos rodeia, do nosso constante procurar conseguir ser um pouquinho ‘misericordiosos como o Pai!’.
Hoje, o Evangelho Quotidiano trazia um comentário de São João Crisóstomo que me tocou por demais:
“É preciso que tenhamos sempre presente no nosso espírito que todos os homens são rodeados por imensas manifestações do amor de Deus. Se a justiça tivesse precedido a penitência, o universo teria sido aniquilado. Se Deus estivesse pronto para o castigo, a Igreja não teria conhecido o apóstolo Paulo, não teria recebido um homem assim no seu seio. É a misericórdia de Deus que transforma o perseguidor em apóstolo; é ela que muda o lobo em cordeiro; foi ela que fez de um publicano um evangelista (Mt 9,9). É a misericórdia de Deus que, comovida com o nosso destino, nos transforma a todos; é ela que nos converte.
Ao ver o glutão de ontem pôr-se hoje a jejuar, o blasfemador de outrora falar de Deus com respeito, o infame de antigamente não abrir a boca a não ser para louvar a Deus, podemos admirar esta misericórdia do Senhor. Sim, irmãos, se Deus é bom para com todos os homens, é-o particularmente para com os pecadores.
Quereis mesmo ouvir uma coisa estranha do ponto de vista dos nossos hábitos, mas verdadeira do ponto de vista da piedade? Escutai: ao passo que Deus Se mostra exigente para com os justos, para com os pecadores não tem senão clemência e doçura. Que rigor para com os justos! Que indulgência para com o pecador! É esta a novidade, a inversão, que nos oferece a conduta de Deus. […] É que assustar o pecador, sobretudo o pecador inveterado, seria privá-lo de confiança, mergulhá-lo no desespero; e lisonjear o justo seria embotar o vigor da sua virtude, levando-o a afrouxar no seu zelo. Deus é infinitamente bom! O seu temor é a salvaguarda do justo, e a sua clemência faz mudar o pecador.”
A nossa grandeza provem daí… dos imensos cuidados que Deus/Jesus tem connosco enviando constantemente sobre nós o Seu Espírito Santo para nos amparar com o Seu Amor infinitamente misericordioso e bom,  o que está muito bem expresso nesta meditação!
Mais palavras para quê!... Por hoje, fico-me por aqui… pensando nas quedas do cavalo que precisamos de ter todos os dias!

Que São Paulo nos ajude!

sábado, 23 de janeiro de 2016

CIÚME.. INVEJA… FOFOCAS

O ciúme leva à inveja! E o ciúme e inveja levam às fofocas que são a fonte de inúmeras situações deprimentes e imenso mal-estar. Mal-estar e sofrimento atroz para o invejoso e muitas vezes grandes incómodos para os invejados, que sem culpa alguma, acabam por ser prejudicados das formas mais diversas e atrozes.
Com um pouquinho de tempo, pude ler uma homilia do Papa Francisco em que ele, de uma forma muito convincente, nos mostra claramente o imenso malefício do ciúme e inveja:
‘O ciúme é uma “doença” que volta e leva à inveja.
A inveja é uma coisa feia, é um pecado feio, “e no coração, o ciúme ou a inveja crescem como ervas daninhas: crescem, mas não deixam a erva boa crescer. Tudo o que parece ofuscá-los, lhes faz mal”.
“O coração invejoso leva a matar, à morte.
E a Escritura diz claramente: por inveja do demónio, a morte entrou no mundo”.
A inveja “mata” e “não tolera que o outro tenha algo que eu não possuo. E a pessoa invejosa sofre, porque o coração do invejoso ou do ciumento sofre. É um coração sofredor”. É um sofrimento que deseja a “morte dos outros”.
Muitas vezes nas nossas comunidades – não devemos ir muito longe para ver isso – por ciúme se mata com a língua. “Alguém tem inveja daquele, daquele outro e começam os fuxicos: e os fuxicos matam!”.
“Eu, convido a mim e a todos a entender se em meu/seu coração existe algo de ciumento, de invejoso, que sempre leva à morte e não me/o faz feliz; porque esta doença leva sempre a ver o que o outro tem de bom como se fosse contra você. Isto é um pecado muito feio! É o início de muitas criminalidades”.
Por isso, convido a pedir ao Senhor “que nos dê a graça de não abrir o coração aos ciúmes, de não abrir nosso coração às invejas, porque estas coisas levam à morte”.
Pilatos percebeu que os chefes dos escribas haviam lhe entregado Jesus por inveja.
“Não entreguemos nunca, por inveja, à morte, um irmão, uma irmã da comunidade paroquial, nem um vizinho do bairro. Cada um tem seus pecados, cada um tem suas virtudes… são próprias de cada um. Olhar o bem e não matar, com fofocas, por inveja ou ciúmes”.’
São muito simples e tocantes estas palavras do Santo Padre!
Muitas vezes, sem nos apercebermos, podemos também acabar por sentir inveja de algo ou alguém!
Que estas palavras nos toquem bem fundo o coração, para que consigamos livrar-nos deste imenso mal.
Quando oiço falar de tantos assassínios na imensa maioria das vezes provocados por violência doméstica, tenho imensa pena dos assassinados, mas também dos assassinos, pobres infelizes que se prendem na inveja e ciúme da aparente felicidade dos outros por não conseguirem olhar as suas própria qualidades para se poderem sentir bem como são!
E a Comunicação Social faz tenção de mostrar com certa ênfase todos esses assassínios ou quaisquer acções perversas que se façam pelo País afora… penso que com a intenção de as prevenir.
Será que nunca pensaram… que lembrar o mal… pode levar mais rapidamente à prática do mesmo mal?
Se há tanto bem praticado por esse Portugal  mundo além… porque não se esfalfam por mostrar às populações pelo menos um pouquinho de tanto bem praticado? Seria bem mais admoestador!...
Mas o bem… não faz barulho!...
Que Deus nos valha… e nos livre de invejas… ciúmes… fofocas descabidas!

Olhemos o bem… para que o bem possas crescer!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

JESUS E O LEPROSO!

Leprosos espirituais poderemos ser todos nós!
Falar de misericórdia é falar de Amor/Deus que Jesus nos mostra por palavras e obras!
Antes de curar… Jesus toca! Toca nas pessoas! Tocou nas pessoas do Seu tempo e curou-as! Tocou no leproso e curou-o!
As curas físicas são a imagem das curas espirituais que Jesus não se cansa de fazer todos os dias e em todos os segundos com todos e todas nós!
Nós não nos damos conta, na enorme maioria das vezes, mas Jesus toca-nos e acompanha-nos na vida de todos os momentos!
Talvez pensemos que não o faça com toda a gente… mas faz! Jesus ama-nos a todos com a mesma intensidade, porque não pode fazer outra coisa além de amar!
E quanto mais infelizes forem as pessoas mais Jesus as quer ajudar, e quem quer ajudar é porque ama!
E então… qual será o nosso papel neste querer de Jesus?
Será que temos conhecimento do que Jesus quer de nós?
Cabeças para pensar, corações para amar, mãos e pés para agir, rostos para sorrir, ouvidos para ouvir, bocas para falar!
Tanto que Jesus espera de nós para quem nos rodeia, principalmente os pobres e infelizes de qualquer infelicidade!...
Vejamos as palavras de Madre Teresa de Calcutá:

“Jesus, compadecido, estendeu a mão e tocou-lhe
Os pobres têm sede de água, mas também de paz, de verdade e de justiça. Os pobres estão nus e têm necessidade de roupas, mas também de dignidade humana e de compaixão para com os pecadores. Os pobres estão sem abrigo e têm necessidade de um abrigo feito de tijolos, mas também de um coração alegre, compassivo e cheio de amor. Eles estão doentes e têm necessidade de cuidados médicos, mas também de uma mão amiga e de um sorriso acolhedor.
Os excluídos, os que são rejeitados, os que não são amados, os prisioneiros, os alcoólicos, os moribundos, os que estão sós e abandonados, os marginalizados, os intocáveis e os leprosos [...], os que estão na dúvida e confusos, os que não foram tocados pela luz de Cristo, os que têm fome da palavra e da paz de Deus, as almas tristes e angustiadas [...], os que são um fardo para a sociedade, os que perderam toda a esperança e a fé na vida, os que se esqueceram como se sorri e os que já não sabem o que é receber um pouco de calor humano, um gesto de amor e de amizade – todos eles se voltam para nós para serem reconfortados. Se lhes viramos as costas, viramos as costas a Cristo.”
É hora de abrirmos o nosso coração a quem necessita de nós, pois quando voltamos as costas aos nossos irmãos e irmãs estamos a voltar as costas a Jesus!
Dizer que se ama a Jesus é muito fácil, mas amá-LO nas pessoas que vivem connosco e precisam de nós… não é tão fácil assim, mas é possível!
Se conseguirmos pensar e agir assim… tudo será muito diferente!!!...
Estamos no segundo dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos!
Toquemos os nossos irmãos! Caminhemos com eles!

Rezemos pela unidade de todos os cristãos e peçamos a Jesus que nos ajude a sermos os cristãos que Ele quer que sejamos!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

AS BODAS DE CANA!

Claro que é mais que certo não ter havido nenhumas bodas de casamento em Caná da Galileia… e que tenha sido o evangelista a pegar nas imaginadas bodas para nos deixar uma bela catequese!
Sinceramente… a nós, interessa-nos tirar do belíssimo texto tudo quanto nos possa dizer algo mais sobre o enorme Amor de Deus por nós… a solicitude de Nossa Senhora e os cuidados de Jesus connosco, em nos encher de graças e bênçãos acompanhando-nos sempre ao longo da vida!
Tanto a aprender com esta partezinha do Evangelho!
Hoje… mais uma explicação maravilhosa de São Máximo de Turim:
“A água transformada em vinho
Ao transformar em vinho a água que enchia as talhas, o Salvador fez duas coisas: forneceu uma bebida aos convidados do casamento e quis dizer que, pelo baptismo, os homens ficariam cheios do Espírito Santo. Aliás, o próprio Senhor o declarou noutra altura ao dizer: «Deita-se o vinho novo em odres novos» (Mt 9,17). Os odres novos significam, com efeito, a pureza do baptismo, e o vinho, a graça do Espírito Santo.
Catecúmenos, prestai especial atenção. O vosso espírito, que ignora ainda a Trindade, assemelha-se à água fria. É preciso aquecê-la ao calor do sacramento do baptismo, como um vinho, para transformar esse líquido pobre e sem valor em graça preciosa e rica. Tal como o vinho, adquiramos bom paladar e aroma doce; então, poderemos dizer, com o apóstolo Paulo, que somos para Deus o «bom odor de Cristo» (2Cor 2,15). Antes do seu baptismo, o catecúmeno assemelha-se à água imóvel, fria, sem cor […], inútil, incapaz de restabelecer as forças. Conservada durante muito tempo, a água altera-se, fica estagnada, torna-se fétida. […] O Senhor disse: «Quem não renascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus» (Jo 3,5).
O fiel baptizado é semelhante ao vinho vigoroso e rubro. Todas as coisas da criação se estragam com o tempo, só o vinho melhora ao envelhecer. Ele perde todos os dias a sua aspereza, e adquire um «bouquet» macio, com um sabor rico. De igual modo o cristão, à medida que o tempo passa, perde a aspereza da sua vida pecadora, adquirindo a sabedoria e a benevolência da Trindade divina.

O que mais me tocou nesta meditação, pela minha realidade pessoal, foi a última frase: De igual modo o cristão, à medida que o tempo passa, perde a aspereza da sua vida pecadora, adquirindo a sabedoria e a benevolência da Trindade divina.Que mais terá o Espírito Santo de Deus para nos ensinar com estas tão belas e imaginárias bodas!...

domingo, 17 de janeiro de 2016

COMUNIDADES VIVAS!

Sim! Comunidades vivas existem onde muitas vezes se não espera!
Não sei porque acontecimento inesperado… mas numa igreja onde todos os requisitos se preparavam para a celebração da Eucaristia Dominical, o Padre atrasou-se da hora marcada!
Depois de algum tempo de espera e na impossibilidade de o poderem contactar, o responsável pelo Grupo Coral decidiu avançar com uma Celebração na Ausência de Presbítero!
A igreja quase repleta! Os cânticos foram maravilhosos!
Sem homilia preparada, uma catequista ofereceu-se para apresentar uma pequena reflexão sobre a segunda leitura, no que foi muito explícita e convincente!
A Sagrada Comunhão, deu a ideia de ser repartida pelos ministros de serviço!
No final… um senhor foi agradecer a amabilidade das pessoas com palavras muito sábias e encantadoras.
Houve salvas de palmas e muita alegria!
Oxalá não tenha acontecido nada de maior ao pároco!
Pároco que, para ter uma comunidade assim, deve ser uma óptima pessoa!

Que Deus seja louvado!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

LOUCOS… PORQUÊ!...

Sim! Se chamam a muitos cristãos de loucos… é muito simplesmente porque se predispuseram à imitação do Mestre Jesus Cristo que os ensinou a amar!
A amar a si mesmos e a tudo quanto os rodeia!
Ainda não percebi muito bem porque me ensinaram que é preciso amar a Deus sobre todas as coisas… amar a Deus… que se não vê… e por mais que o queiramos não conseguimos saber muito bem quem Deus é… e porque me ensinaram essas magias todas do Natal de Jesus, com os pastorinhos, os Reis Magos, as Estrelas… a mangedoura…tudo o que fez parte da minha vida… e continua a ser o delírio de tantas crianças e pessoas!
Já ando por cá há uns bons anitos, e apenas com os meus olhos e sentidos não fui capaz de descobrir a verdade e o porquê de tudo isto… quem é Deus… ou porque O devemos amar!
E Jesus Cristo… chegou-me inicialmente tão mascarado… que não obstante ter tentado sempre… passei muitos anos sem O conhecer muito bem! Não havia jeitos de perceber que Deus/Jesus é AMOR!
E agora… que O conheço minimamente e minimamente já me vou conseguindo identificar com Ele… encontrei o meu lugar neste planeta onde apenas sou eu… sem nada que me impeça de o ser, a não ser as minhas inúmeras fraquezas, as quais aceito e com as quais já consigo aprender a viver.
Sim… porque as nossas asneiras também têm valor se forem aproveitadas para nos auto-conhecermos de modo a ver mais claramente do que somos capazes… e o que devemos fazer… ou evitar fazer!
E agora… sim! Tanto eu como as pessoas que me rodeiam continuamos com defeitos e qualidades… mas por norma, já consigo olhá-las pela positiva, ou seja, ver antes de tudo as qualidades de tudo quanto faço, possuo e me rodeia.
Agora… o mundo é mais belo! E a vida, assim, é tão mais fácil!!!...
Não sei como consegui aguentar tanto tempo no negativismo que me amordaçava todos os instantes!
Talvez… tivessem sido esses os problemas da minha infância e adolescência cristã!
Amar a Deus sobre todas as coisas… sabendo-nos amados por Ele desde sempre e apesar de tudo… e vendo tudo de forma positiva… torna-se fácil! E o difícil começa mesmo a ser não amar!
Se todas as coisas são de Deus, amando e respeitando todas as coisas… estamos a amar e respeitar a Deus… que está em tudo porque tudo Lhe pertence!
Os cristãos autênticos são loucos… ou podem parecer loucos… porque não usam os olhos deles, mas os olhos meigos, misericordiosos e doces de Jesus Cristo, com os quais conseguem ver, ao jeito de Jesus Cristo, uma luz verdadeira onde só as trevas se poderiam vislumbrar!
Com Jesus conseguem-se ver bondades no meio de rebeldias… consegue-se… o que a Palavra de Deus/Jesus com a ajuda do Espírito Santo nos leva a conseguir!
Agora… vou percebendo o enorme valor da criança cristã que fui… das minhas ignorâncias… de tudo o que aprendi e vivi… dos meus medos… das minhas inquietações…das minhas rebeldias… das minhas procuras… dos meus dissabores… das minhas revoltas… dos meus cansaços… certa de que, se não fosse tudo isso, certamente que não conseguiria começar a ser a cristã que hoje vou sendo!
Precisamos de livros, de pregações, de encontros, para descobrir Jesus Cristo! Mas não se descobre Jesus Cristo nos livros, nem nas pregações, nem nos encontros… mas no fundo de nós mesmos onde todos esses livros pregações ou encontros nos poderão levar!
Amo demais esta loucura, a loucura de ser “Aprendiz de Cristã”!

Que Jesus me(nos) ajude!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

MUDAM-SE OS TEMPOS!

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!
Mas neste caso, em que me refiro aos tempos litúrgicos, mudam-se os tempos mas a vontade fica, e cada vez mais forte em amar e servir Jesus Cristo o melhor que soubermos e podermos.
O Tempo de Natal acabou com a Celebração do Baptismo de Jesus, com tudo quanto tem de belo e imaginário, ou melhor dizendo, de catequético!
Se me dissessem há uns anos atrás que a descrição do Baptismo de Jesus é uma catequese eu ficaria escandalizada e chamaria loucura! Hoje… não!
Analisando bem a nossa vida e o quanto Deus/Jesus vai fazendo em nós em cada dia e instante que passa, dá para acreditar muito bem nestas catequeses e noutras que tais que os Apóstolos nos legaram.
Afinal… se Jesus tivesse sido Aquele “Menino” que nos apresentaram quando éramos crianças e até há muito pouco tempo atrás… como poderíamos nós, simples humanos e normais entre os normais… segui-Lo… tentando imitar as Suas atitudes?
Talvez por esta razão tão lógica muita gente não consiga seguir Jesus como devia e a todos convém.
Então… nós… os que temos a graça de poder seguir Jesus mais de perto… chega de pensarmos em presépios com vaquinhas e ovelhinhas neves e figurinhas!
Jesus nasceu como qualquer de nós… Jesus cresceu como qualquer de nós… numa família como grande parte de nós…
Teve que aprender como nós na escola do Seu tempo… teve que estudar as escrituras como nós procuramos aprofundar a Bíblia… e de certeza que brincou… e também teve que trabalhar… mas a grande diferença entre Jesus e nós é que nunca ninguém encontrou n’Ele nada de reprovável, desde os Seus pais que se admiravam da Sua postura, aos Seus familiares que, inconformados com a Sua coragem em denunciar os erros que via e receosos com o que acabou por Lhe acontecer… ser considerado malfeitor e morrer assassinado, Lhe pediram que parasse chegando a apelidá-Lo de louco.
Afinal… não é mesmo de loucos o que chamam a muitos cristãos mais conscientes do seu ‘ser cristãos’ imitadores de Jesus Cristo?
Tenho escutado com muita atenção, via mp3, as pregações do Padre Rui Santiago, que vão ao encontro das que, faz já bastante tempo, são as minhas maiores convicções.
Mudam-se os tempos… pois… e sem sair do essencial que é amar sem peso nem medida… temos que mudar a vontade no sentido de aferir os nossos comportamentos e atitudes de modo a sair de um cristianismo infantil que não nos poderá levar a lado nenhum!
Jesus… não procedeu como procedeu… porque era Deus Homem, mas porque, sendo Homem autêntico, conseguiu mostrar-nos nas Suas palavras e acções a imensa humanidade de Deus!
E aqui entra a enorme grandeza de Maria e de José, Pais exemplares para todos os pais do mundo!
Claro que Deus esteve sempre com a Sagrada Família, mas a Sagrada Família sempre soube que Deus estava com Ela e sempre soube acolher a vontade de Deus a Seu respeito!
Por hoje… me aquieto… no lento mudar dos tempos!…
Que Deus nos ajude!


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

SIMPLESMENTE… SER!


É! Neste inicio de ano civil… decidi, simplesmente, ser!
Claro que uma decisão destas precisa de muita preparação e perseverança!
E eu nem sequer sei se estou bem preparada!
Mas uma certeza me afaga, o esforço de preparação tem sido grande!
Se o efeito é o desejado, talvez não!
Mas até que é bom!
Precisamos de alguns fracassos para procurar crescer um pouco mais.
O crescimento é um sonho de toda a gente!
E que seria da vida sem sonhos... sem sonhos de crescimento pessoal, familiar, social…
Sonhos, muitos sonhos!
São os sonhos que nos ajudam a transformar realidades menos boas em mais aceitáveis!
São os sonhos que nos ajudam a procurar soluções mais viáveis para todos os problemas, nossos e de quem nos rodeia!
Simplesmente… ser!
Ser… sem olhar para o que o outro ou outra são… mas para desenvolver ao máximo todas as capacidades inatas ou adquiridas com o esforço permanente!
Simplesmente… ser!
Com fracassos e sucessos, com as semelhanças e diferenças assumidas como tal, com sinceridade e verdade, sem arrogância ou vergonha!
A beleza e felicidade do mundo está em cada um se aceitar a si mesmo tal como é, com defeitos e qualidades, e de aceitar os outros com os defeitos e qualidades próprias de cada um em particular e de todos, em geral.
A igualdade na diversidade é isso mesmo… é cada um ser assumidamente apenas igual a si mesmo e diferente do outro que também é apenas igual a si mesmo… aceitando cada qual o seu próprio ser diferente de todos os outros, e o ser de cada um dos outros, diferente de nós mesmos e de todos os outros homens e mulheres!
Puxa!... Lendo de novo o que escrevi… até parece uma confusão!

Mas… é… e não é! É a vida tal e qual como se nos apresenta, e que devemos aceitar com o maior carinho, dedicação e ternura, simplesmente… sendo!

domingo, 3 de janeiro de 2016

SE TU FOSSES UM REI MAGO!

Sim! Se tu fosses... se eu fosse um Rei Mago!
Hoje… é dia da Celebração da Festa da Epifania ou dia de Reis cuja data está fixada no dia seis de Janeiro!
Na Epifania aparecem-nos os Reis Magos a visitar Jesus… os Reis Magos que, na realidade, representam a manifestação da luz de Jesus a toda a humanidade!
É muito bela a explicação catequética deste dia, o que tarde compreendi e penso que ainda não sei muito bem!
A vida de cada pessoa terá de ter a atitude de um Rei Mago, partindo à procura de Jesus, procurando-O avidamente, não pelas estradas e caminhos do mundo, mas atentos aos caminhos traçados pela Palavra de Deus que é o próprio Jesus no Seu Existir.
E procurar Jesus, antes e acima de tudo, nos sinuosos e tortuosos atalhos existentes no nosso próprio ser e modo de viver, pois todas as nossas atitudes saem do mais fundo do nosso coração, o lugar onde podemos encontrar Jesus!
Poderá estar escondido debaixo de camadas de orgulho, prepotência, maledicência, avareza, preguiça, resmunguice… de tantas coisas que O podem esconder… mas Ele está lá! Jesus está bem no fundo do coração, no mais íntimo de todas as pessoas!
E no dia em que, no silêncio mais profundo, longe de distracções e de tudo que nos afaste de nos olharmos a nós mesmos tal como somos, nos for dada a graça de O descobrirmos, ali, bem dentro do nosso coração, com toda a Sua Misericórdia e Compaixão… a alegria será tão grande que nunca mais quereremos que Jesus volte a ficar lá escondido!
A luta terá que ser grande! E não é luta contra ninguém! A luta é connosco mesmos, contra os nossos maus feitios que se irão dominando, um a um, com muitos fracassos e outros tantos sucessos!
Mas nessa luta, nunca estaremos sós! Pois o Jesus que sempre nos habitou, desejado por nós e por nós encontrado, pode então trabalhar-nos tal como Ele deseja e fazer de nós o que nem sequer imaginamos!  
Se, conscientemente, temos Jesus connosco, o longe faz-se perto e o difícil tornar-se-á fácil, porque Ele sempre nos ajuda e nunca nos desampara.
Quando oiço falar na ‘obrigação’ da Missa/Páscoa Dominical, tenho imensa pena das pessoas que vão à Missa por obrigação, e muito mais pena ainda das pessoas que não conseguem ir à Missa por falta de interesse… pois o ir à missa Dominical é muito pouco, penso eu! Como poderia descobrir o que descubro, aprender o que aprendo ou viver o que digo… se não fosse a frequência à Eucaristia, onde o Jesus vivo de coração a bater espera por mim para se me entregar na Comunhão Sacramental? Sinceramente… eu não sei!
Aflige-me por demais ver frequentemente pessoas nas Eucaristias sem se aproximarem da Comunhão Sacramental!
Eu sei que há situações em que as pessoas terão de se contentar mesmo com o desejo de receber Jesus ou comunhão espiritual, mas ainda são casos muito pontuais!
Mas… ninguém vai à Comunhão para se fazer de ‘santinho’, pois quando virmos as pessoas aproximar-se da Comunhão temos de ter consciência que não há ninguém digno de Comungar Sacramentalmente, mas mesmos indignos porque pecadores, Jesus quer vir a nós para nos poder fortificar e ir dignificando!
Recordo, faz tempo, ouvir pessoas dizer: “ eu não mato nem roubo, não tenho pecados!” E eu pensava que derrubando alguns maus hábitos ficava com a consciência tranquila… mas enganei-me! Os maus hábitos, de facto, foram sendo derrubados… mas como a água consegue descobrir lixo onde o não imaginamos, Jesus faz o mesmo connosco, leva-nos a detectar erros, pelo que encontro em mim muitas atitudes erradas todos os dias! A tranquilidade da minha consciência provém, sim, não da falta de pecados ou atitudes menos dignas, mas do conhecimento que tenho da Misericórdia Amor e Compaixão de Jesus por mim, sempre pronto a aceitar-me, a compreender-me e a ajudar-me a fazer o melhor que posso e sei!
Tenho tantas mais coisas lindas para dizer… sei lá quando!...
Um Feliz 2016 para toda a gente!

HN