sábado, 9 de abril de 2016
O IMENSO VALOR DE UM SIM!
Na
homilia da Anunciação do Senhor o Papa Francisco afirmou que a história da
humanidade foi feita de uma “corrente” de “sim” a Deus.
E
se nos voltarmos mais atentamente para as Escrituras teremos ocasião de confirmar
esta realidade. Foi, de facto, uma corrente que parece ter culminado com o ‘sim’
imensamente valoroso de Maria, o ‘sim’ que trouxe ao mundo o verdadeiro sim à
vontade de Deus, Jesus Cristo!
Um
‘sim’ que terá de ser continuado por todos nós que, a exemplo de Jesus e Maria,
ou de Maria e Jesus, devemos dar o nosso sim a Deus dizendo a cada dia: faça-se,
meu Deus, na minha vida, a Tua vontade!
Palavras
do Santo Padre:
“O Evangelho é o livro da misericórdia
de Deus, que havemos de ler e reler, porque tudo o que Jesus disse e fez é
expressão da misericórdia do Pai. Nem tudo, porém, foi escrito; o Evangelho da
misericórdia permanece um livro aberto, onde se há de continuar a
escrever os sinais dos discípulos de Cristo, gestos concretos de amor, que são
o melhor testemunho da misericórdia. Todos somos chamados a tornar-nos
escritores viventes do Evangelho, portadores da Boa Nova a cada homem e mulher
de hoje. Podemos fazê-lo praticando as obras corporais e espirituais de
misericórdia, que são o estilo de vida do cristão. Através destes gestos
simples e vigorosos, mesmo se por vezes invisíveis, podemos visitar aqueles que
passam necessidade, levando a ternura e a consolação de Deus. Deste modo damos
continuidade ao que fez Jesus no dia de Páscoa, quando derramou, nos corações
assustados dos discípulos, a misericórdia do Pai, efundindo sobre eles o
Espírito Santo que perdoa os pecados e dá a alegria.
Mas, na narração que ouvimos, aparece
um contraste evidente: por um lado, temos o medo dos discípulos, que
fecham as portas da casa; por outro, temos a missão, por parte de Jesus,
que os envia ao mundo para levarem o anúncio do perdão. O mesmo contraste pode
verificar-se também em nós: uma luta interior entre o fechamento do coração e a
chamada do amor para abrir as portas fechadas e sair de nós mesmos. Cristo, que
por amor entrou nas portas fechadas do pecado, da morte e da mansão dos mortos,
deseja entrar também em cada um para abrir de par em par as portas fechadas do
coração. Ele que venceu, com a ressurreição, o medo e o temor que nos algemam,
quer escancarar as nossas portas fechadas e enviar-nos. A estrada que o Mestre
ressuscitado nos aponta é estrada de sentido único, segue-se apenas numa
direção: sair de nós mesmos, sair para testemunhar a força sanadora do amor que
nos conquistou. Muitas vezes vemos, diante de nós, uma humanidade ferida e
assustada, que tem as cicatrizes do sofrimento e da incerteza. Hoje, face ao
seu doloroso clamor de misericórdia e paz, ouçamos como que dirigido a cada um
de nós o convite feito confiadamente por Jesus: «Assim como o Pai Me enviou,
também Eu vos envio a vós (Jo 20, 21).
Cada doença pode encontrar na
misericórdia de Deus um auxílio eficaz. Com efeito, a sua misericórdia não se
detém à distância: quer vir ao encontro de todas as pobrezas e libertar de
tantas formas de escravidão que afligem o nosso mundo. Quer alcançar as feridas
de cada um, para medicá-las. Ser apóstolos de misericórdia significa
tocar e acariciar as suas chagas, presentes hoje também no corpo e na alma de
muitos dos seus irmãos e irmãs. Ao cuidar destas chagas, professamos Jesus,
tornamo-Lo presente e vivo; permitimos a outros que palpem a sua misericórdia,
e O reconheçam «Senhor e Deus» (cf. Jo 20, 28), como fez o apóstolo
Tomé. Eis a missão que nos é confiada. Inúmeras pessoas pedem para ser escutadas
e compreendidas. O Evangelho da misericórdia, que se deve anunciar e
escrever na vida, procura pessoas com o coração paciente e aberto, «bons
samaritanos» que conhecem a compaixão e o silêncio perante o mistério do irmão
e da irmã; pede servos generosos e alegres, que amam gratuitamente sem nada
pretender em troca.
«A paz esteja convosco!» (Jo 20,
21): é a saudação que Cristo leva aos seus discípulos; é a mesma paz que
esperam os homens do nosso tempo. Não é uma paz negociada, nem a suspensão de
algo errado: é a sua paz, a paz que brota do coração do Ressuscitado, a
paz que venceu o pecado, a morte e o medo. É a paz que não divide, mas une; é a
paz que não deixa sozinhos, mas faz-nos sentir acolhidos e amados; é a paz que
sobrevive no sofrimento e faz florescer a esperança. Esta paz, como no dia de
Páscoa, nasce e renasce sempre do perdão de Deus, que tira a ansiedade do
coração. Ser portadora da sua paz: esta é a missão confiada à Igreja no
dia de Páscoa. Nascemos em Cristo como instrumentos de reconciliação, para
levar a todos o perdão do Pai, para revelar o seu rosto de amor nos sinais da
misericórdia.
No Salmo Responsorial, foi proclamado:
«O seu amor é para sempre» (118/117, 2). É verdade, a misericórdia de Deus é
eterna; não acaba, não se esgota, não se dá por vencida diante das portas
fechadas e nunca se cansa. Neste «para sempre», encontramos apoio nos
momentos de provação e fraqueza, porque temos a certeza de que Deus não nos
abandona: permanece connosco para sempre. Demos-Lhe graças por este amor
tão grande que nos é impossível compreender. É tão grande! Peçamos a graça de
nunca nos cansarmos de tomar a misericórdia de Deus e levá-la pelo mundo:
peçamos para ser misericordiosos, a fim de irradiar por todo o lado a força do
Evangelho, para escrever aquelas páginas do Evangelho que o apóstolo João não
escreveu.”
Longo… mas maravilhoso! Não tive coragem de retirar nada,
tal o valor desta Homilia!
Que Deus seja louvado!
terça-feira, 5 de abril de 2016
UMA MANHÃ DE PÁSCOA!
Hoje… face a tantas
asneiras referentes ao “Panama Papers” essas notícias pavorosas que nos
chegaram pela Comunicação Social onde estão implicadas tantas pessoas que
deveriam, em vez de ser olhadas como corruptas, serem, isso sim, testemunhos
vivos de comportamentos exemplares, com muita pena desses infelizes tão desgraçados
(sem graça) e tão pobres que só têm dinheiro e bens materiais, apetece-me
partilhar um pouco de uma das minhas manhãs de Páscoa!
Cheguei à igreja para a
Eucaristia e quedei-me numa maravilhosa jarra de flores brancas! Flores muito,
muito lindas, e colocadas ali com muito gosto e esmero! Mas com toda aquela beleza
a inundar-me a vista imaginem que fui prender toda a minha atenção numa gerbera
que estava virada ao contrário, só se lhe via a parte de trás da flor.
O arranjo estava
lindíssimo, mas eu só tinha olhos para aquela flor torcida. E por mais esforço
que fizesse, os meus olhos não se desviavam daquela flor. Parece que as outras
flores tinham perdido todo o seu encanto e esplendor.
O mundo em que vivemos é
um pouco assim, como aquele arranjo pascal!
O mundo é como uma linda
jarra de flores… onde algumas estão voltadas do avesso.
Há muitos comportamentos
a imitar, de tão bons que se nos apresentam, mas temos a tendência natural de
nos prendermos só com o que está errado, tal como eu fiz com a flor daquele
arranjo belíssimo.
Neste contexto… quando a
Comunicação Social nos surpreender com aquelas notícias de arrepiar…
lembremo-nos que as pessoas que cometem tais atrocidades são flores viradas do
avesso no maravilhoso jardim do mundo!
E não odiemos essas
pessoas, o ódio não corrige ninguém nem ajuda, só atrapalha, e antes de tudo e
acima de tudo… a quem odeia e não a quem é odiado!
Rezemos muito por todas
essas pessoas infelizes que praticam o mal, porque é do que mais precisam, da
ajuda da oração! O que, na enorme maioria dos casos, é a única coisa que lhes podemos
fazer!
E… confiemos cada vez
mais nas pessoas, na enorme beleza dos homens e mulheres que Deus colocou neste
mundo belo onde vivemos, e que Deus olha, permanentemente, com todo o Seu infinito
Amor e Misericórdia.
Que Ele seja sempre
louvado!
domingo, 3 de abril de 2016
MISERICÓRDIA, SENHOR! MISERICÓRDIA!
Neste ano que lhe é
dedicado, nunca imaginei ser possível aprender tanto sobre misericórdia… e
nunca pensei saber tão pouco sobre a Misericórdia de Deus!
Cada vez me convenço
mais de que Deus não se cansa de nos proteger e ensinar, que cada aprendizagem
tem seu tempo, e que os tempos de Deus não são os nossos!
Até há bem pouco tempo…
quando me apareciam leituras bíblicas a falar sobre a Justiça de Deus… Deus vem
julgar com a Sua Justiça… Deus está sentado no Seu trono de glória… Jesus está
sentado à direita do Pai até que faça de Seus inimigos escabelo de Seus pés… eu
não sabia o que queria dizer, interpretava tudo com realmente se lê e humanamente
se pensa… e o medo da justiça de Deus e dos castigos de Deus e de Jesus eram
apavorantes para mim!
Como estava enganada! E tenho
muita pena de quantas pessoas viverão ainda terrivelmente assustadas… porque a
viver enganadas como eu tanto tempo vivi!
Eu rezava muito, ia à
Missa pelo menos ao Domingo, lia alguns textos bíblicos… mas sem nada entender
e quase sem nada sentir além do medo dos castigos de Deus!
Ia confessar-me… mas
poucas vezes comungava! Não tinha coragem de me abeirar da Sagrada Comunhão
porque me sentia indigna de o fazer.
Foi preciso cair bem ao fundo do poço para ter
coragem de me agarrar aos “anjos” de carne e osso que me foram colocados no
caminho e me fizeram acreditar no perdão e misericórdia do Deus Amor e me
mostraram um Deus Perdão, Amor e Misericórdia!
Como a minha vida mudou...
ou melhor dito… como mudei a minha vida!... A água e o vinho, ou a noite e o
dia… têm menor diferença!
A confiança em Deus foi
imediata! E com ela, também de imediato, pude sentir uma arrebatadora e
encantadora paz de espírito!
Mas era preciso enveredar
por um caminho de mudança… corrigir comportamentos… aprender a interpretar as
Escrituras Sagradas… a ser humilde, a aceitar-me a mim mesma com defeitos e
qualidades… a olhar mais para os meus desvarios do que para os desvarios das
outras pessoas!...
Era preciso aprender a
escutar, a compreender, a aceitar, a ouvir a voz do silêncio onde Deus fala
realmente ao coração!
A voz do silêncio! Se é
silêncio, não deveria ter voz! Mas de facto é no silêncio que melhor nos
escutamos e conseguimos sentir as carícias de Deus e ouvir os Seus sussurros
dirigidos ao mais fundo do nosso coração!
Misericórdia, Senhor,
Misericórdia!
Misericórdia para toda a
humanidade, principalmente para quantos ainda não conseguiram encontrar-Te como
realmente és!
Mostra-Te a toda a gente,
Senhor, como Te mostraste a mim!
Que sempre sejas
louvado!
sábado, 2 de abril de 2016
VEM ATÉ NÓS, SENHOR…
‘Vem até nós, Senhor,
com a Tua Misericórdia’… são palavras encantadoras do Papa Francisco!
A Misericórdia de Deus
não deixa de vir até nós, ainda que a não peçamos! Mas não podemos cansar-nos
de Lhe pedir a Sua Misericórdia, porque pedir a Misericórdia de Deus é estar disposto
a agradar-Lhe, a fazer o que Ele quer que façamos, a estar atentos ao que Ele nos
vai dizendo das mais diversas formas e pelas mais diversas pessoas!
Neste fim-de-semana em
que celebramos a Festa da Misericórdia, Te pedimos: Vem até nós, Senhor, com a
Tua Misericórdia!
Mas… porque não perguntarmo-nos!
O que é a Tua Misericórdia, Senhor?
A Misericórdia de Deus é
o perdão, a benevolência, a ternura, o amor que nos dedica e que Jesus veio
mostrar com tanta clareza e eficiência! Jesus, o rosto da Misericórdia de Deus,
Pai Santo, Senhor do Céu e da Terra, pois tudo Lhe pertence!
Jesus… que não se cansa
de nos procurar, de nos acolher, de nos mimar!
Tanta gente, tão boa, a praticar
tão boas acções e a pronunciar palavras tão dignificantes, a viver Jesus Cristo
sem O conhecer verdadeiramente, enquanto tantos outros que frequentam as igrejas
e suas catequeses dão exemplos tão chocantes!...
Jesus… mostra-Te a nós
como fizeste a Tomé, para que consigamos descobrir as nossas debilidades e
fraquezas a corrigir e o caminho a percorrer na felicidade que tens para cada
um de nós!
Hoje não tenho mais
palavras… nem vontade de as procurar ditas por mais alguém!
Senhor Jesus! Que o Amor
seja amado! Vem com a Tua Misericórdia!
sexta-feira, 1 de abril de 2016
AS BELEZAS DA CRUZ!
Claro que ninguém gosta
do sofrimento, não somos masoquistas, não podemos ser, não faz parte de nós,
razão porque quando o falar de cruz arrepia qualquer um ou uma!
É certo que cada um ou
uma de nós tem de levar a sua cruz, ou seja, tem de tocar a vida para a frente
com todos os acontecimentos bons ou menos bons que forem surgindo, mas a fugir
das dificuldades, da cruz.
Mas… quando se olhamos
para a Cruz de Jesus… e para a forma como Ele aceitou e abraçou as
dificuldades, incompreensões e amarguras até àquela morte tão trágica e cruel…
não encontramos comparação possível com nada do que nos possa aparecer na vida,
e acabámos por aceitar as dificuldades da vida com outra forma de ver, estar,
reagir, ser mais pacientes, cooperadores, amáveis, compreensivos, fraternos.
A esta parte… será muito
bom colocar cada vez mais o olhar nas palavras e atitudes do Papa Francisco!
Na última Sexta-Feira
Santa, depois da Via-Sacra, rezou a seguinte oração, que incentiva a amar cada
vez mais a cruz e nos mostra verdadeiramente o que é para nós a Cruz de Jesus:
quarta-feira, 30 de março de 2016
NA BUSCA PERMANENTE DA NOVIDADE!
Quem quiser estar
actualizado… ou melhor dizendo, quem se quiser actualizar permanentemente tem
de prestar muita atenção à Liturgia Diária principalmente aos Evangelhos do dia
e correspondentes meditações, onde encontraremos sempre belíssimas novidades.
Hoje… o Evangelho
relatou o encontro de Jesus com os discípulos de Emaús!
Vejamos o que diz Santa
Teresa Benedita da Cruz:
“Pôs-Se com eles a caminho
O próprio Salvador, que a Palavra da Escritura coloca diante dos
nossos olhos na sua humanidade, mostrando-no-Lo em todos os caminhos que
percorreu nesta terra, habita entre nós escondido sob as aparências do pão
eucarístico, vem todos os dias até nós como Pão da Vida. Nestes dois aspectos,
torna-Se próximo de nós e sob estes dois aspectos deseja que O procuremos e O
encontremos. Um chama o outro. Quando vemos o Salvador diante de nós com os
olhos da fé, tal como a Escritura no-Lo retrata, aumenta o nosso desejo de O
acolher em nós no Pão da Vida. Por sua vez, o pão eucarístico aviva o nosso
desejo de conhecer o Senhor sempre com maior profundidade, a partir da Palavra
da Escritura, e dá forças ao nosso espírito, com vista a uma melhor
compreensão.”
Claro que eu já compreendia
e vivia estas verdades… mas ditas deste modo… nunca me tinham chegado!
Mas as novidades não se
ficam por aqui. O Santo Ambrósio, acerca do choro de Maria junto do sepulcro de
Jesus, vazio, diz:
“«Porque choras?» És tu
a causa das tuas lágrimas, é por tua causa que choras. [...] Choras porque não
acreditas em Cristo; acredita e vê-Lo-ás. Cristo nunca deixa de aparecer a
quantos O procuram. «Porque choras?» Não é de lágrimas que precisas, mas de uma
fé atenta e digna de Deus. Não penses nas coisas mortais e não chorarás. [...]
Porque choras com aquilo que alegra os outros?
A quem procuras?» Não vês que Cristo é a força de Deus, que Cristo é a sabedoria de Deus, que Cristo é santidade, que Cristo é castidade, que Cristo é pureza, que Cristo nasceu de uma virgem, que Cristo é do Pai e está junto do Pai e está sempre no Pai; nascido mas não criado, nem caído, sempre amado, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro? «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram.» Enganas-te, mulher; pensas que Cristo foi levado do túmulo por outros e que não ressuscitou pelo seu próprio poder. Mas ninguém retira o poder a Deus, ninguém retira a sabedoria a Deus, ninguém Lhe retira a venerável castidade. Cristo não foi levado do túmulo de justiça e de intimidade da Virgem, nem do segredo da sua alma fiel; e, mesmo que haja quem queira apoderar-se dele, tal não é possível.
Então Jesus disse-lhe: «Maria, olha para Mim.» Enquanto não acreditou, era «mulher»; quando começou a voltar-se para Ele, recebeu o nome de Maria, o nome daquela que deu Cristo à luz, porque é a alma que dá Cristo espiritualmente à luz. «Olha para Mim», disse Ele. Quem olha para Cristo corrige-se; é quando não vemos a Cristo que nos enganamos. E ela, voltando-se, disse: «Rabuni!», que quer dizer: «Mestre!» Quem olha, volta-se; quem se volta, capta de forma mais completa; quem vê, progride. É por isso que ela chama Mestre Àquele que julgava estar morto: porque encontrou Aquele que julgava estar perdido.”
A quem procuras?» Não vês que Cristo é a força de Deus, que Cristo é a sabedoria de Deus, que Cristo é santidade, que Cristo é castidade, que Cristo é pureza, que Cristo nasceu de uma virgem, que Cristo é do Pai e está junto do Pai e está sempre no Pai; nascido mas não criado, nem caído, sempre amado, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro? «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram.» Enganas-te, mulher; pensas que Cristo foi levado do túmulo por outros e que não ressuscitou pelo seu próprio poder. Mas ninguém retira o poder a Deus, ninguém retira a sabedoria a Deus, ninguém Lhe retira a venerável castidade. Cristo não foi levado do túmulo de justiça e de intimidade da Virgem, nem do segredo da sua alma fiel; e, mesmo que haja quem queira apoderar-se dele, tal não é possível.
Então Jesus disse-lhe: «Maria, olha para Mim.» Enquanto não acreditou, era «mulher»; quando começou a voltar-se para Ele, recebeu o nome de Maria, o nome daquela que deu Cristo à luz, porque é a alma que dá Cristo espiritualmente à luz. «Olha para Mim», disse Ele. Quem olha para Cristo corrige-se; é quando não vemos a Cristo que nos enganamos. E ela, voltando-se, disse: «Rabuni!», que quer dizer: «Mestre!» Quem olha, volta-se; quem se volta, capta de forma mais completa; quem vê, progride. É por isso que ela chama Mestre Àquele que julgava estar morto: porque encontrou Aquele que julgava estar perdido.”
Ler estas palavras faz o
coração saltar, vibrar de contentamento! Faz desejar cada vez mais uma vida
digna e dignificante, dá força à vontade para não nos deixarmos desfalecer
perante dificuldades, dá-nos felicidade, muita felicidade, tanta que ao céu é
enviada uma oração: “Senhor Jesus, Pai Santo, Espírito Divino, faz com que todas
as pessoas do mundo Vos encontrem e vivam do vosso jeito no verdadeiro Amor
para que possam ser, também, imensamente felizes!
segunda-feira, 28 de março de 2016
URGE… MATAR NECESSIDADES
Neste Tempo Pascal urge
matar as maiores necessidades que são prestar atenção a tudo quanto nos possa
tirar da falta de conhecimento acerca seja do que for, principalmente das
nossas vivências interiores que são sempre a causa da nossa felicidade ou
infelicidade!
Estamos num ano muito
especial, o Ano Jubilar da Misericórdia de Deus para connosco e que quer que
nos tornemos o mais possível misericordiosos para com os nossos irmãos!
O tempo muitas vezes
escasseia, mas há leituras de meditação que têm que ser parte integrante da
vida para que não nos desmoronemos do que nos parece que somos.
Hoje… debrucei-me um
pouco sobre a homilia de Sexta-feira Santa pronunciada pelo Padre Raniero
Cantalamessa na Basílica de São Pedro em Roma, que, depois de várias e
plausíveis explicações sobre o comportamento de muita gente do nosso tempo face
à sua relação com Deus a dada altura diz:
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domingo, 27 de março de 2016
FELIZ PÁSCOA!
Feliz passagem da morte
à vida! Ou… melhor dizendo, de uma vida de morte a uma vida viva repleta de amor
em Jesus Cristo!
Como hoje não encontro outras
palavras, um grande ensinamento de Apolónio para esta época de Páscoa… e para
sempre:
“Não é à toa que Jesus pede para não julgarmos
as atitudes dos outros.
Penso que existam pelo menos três bons motivos para isso.
Primeiro, que é impossível alguém saber a verdadeira intenção de outra pessoa, portanto, a aparência pode enganar.
Segundo, porque todos nós somos vulneráveis e um dia poderemos estar na mesma situação.
Terceiro, porque quando julgamos, expressamos uma condenação. E a outra pessoa pode ser um inocente que não teve direito a defesa diante de nós.
Um grande mal que decorre do julgamento é a maledicência, pois quem nos escuta pode difundir aos quatro ventos, gerando difamação.
Não devemos acobertar erros, nem ser coniventes com o mal, mas para ajudar alguém a mudar de atitude temos que ser misericordiosos.”
Penso que existam pelo menos três bons motivos para isso.
Primeiro, que é impossível alguém saber a verdadeira intenção de outra pessoa, portanto, a aparência pode enganar.
Segundo, porque todos nós somos vulneráveis e um dia poderemos estar na mesma situação.
Terceiro, porque quando julgamos, expressamos uma condenação. E a outra pessoa pode ser um inocente que não teve direito a defesa diante de nós.
Um grande mal que decorre do julgamento é a maledicência, pois quem nos escuta pode difundir aos quatro ventos, gerando difamação.
Não devemos acobertar erros, nem ser coniventes com o mal, mas para ajudar alguém a mudar de atitude temos que ser misericordiosos.”
E
ainda um outro ensinamento muito apropriado para uma melhor vivência do Ano da
Misericórdia:
“Não
devemos esperar uma ocasião ideal para nos reconciliar com o irmão. O tempo
ideal é o agora.
Dissolver
todas as mágoas do coração, anular os ressentimentos e pedir e oferecer um
perdão irrestrito.
Há
quem diga que, quando se tem uma grande decepção, após a reconciliação não será
nunca como antes. Claro! E nem deve ser. Deve ser melhor que antes!
Há
cicatrizes que permanecem para sempre. Porém, cicatrizes não doem. E não devem
ser a lembrança da dor, mas da cura.
A
reconciliação começa dentro de nós, depois chega ao outro já em forma de ato de
amor.”
Então? Mais palavras
para quê!
Um Santo tempo Pascal!
quarta-feira, 23 de março de 2016
AMAR… AMAR… COMO JESUS NOS ENSINOU!
O pior que pode acontecer a uma pessoa é julgar-se importante, muito importante, importante e boa ao ponto de desvalorizar todas as outras pessoas que a circundam.
E, julgando-se
assim, não prestará atenção a nada nem a ninguém. E não terá mais jeito de
crescer… porque acabará por pensar que sabe tudo!
Um comportamento
destes é deplorável. é a raiz de desentendimentos, de discórdias, de muitos
dissabores!
Claro que
muito importantes somos todos nós, é cada um de nós por si mesmo, mas nunca em
referência a ninguém mais.
Cada pessoa
é diferente da outra, não há duas pessoas iguais! Cada pessoa tem o seu carisma
próprio que tem de desenvolver ao máximo sem se igualar com ninguém, cada
pessoa é única e irrepetível e como tal não tem nada que se comparar seja com
quem for! E é na comum união, comunhão, de todas as pessoas com os seus carismas
especiais e as suas semelhanças e diferenças que conseguimos crescer, aprender,
tornar-nos melhores pessoas a cada dia!
Só assim
conseguiremos dar glória a Deus com as nossas vidas recheadas de boas atitudes!
Recordo umas
frases do Santo Padre Francisco:
“a
glória mundana se manifesta quando alguém é importante, admirado, quando se tem
bens e sucesso”. No entanto, a glória de Deus se revela na cruz: é o amor, que lá
resplandece e se difunde. É uma glória paradoxal: sem barulho, sem ganância e
sem aplausos. Mas só esta glória “torna fecundo o Evangelho”.”
Para nós,
a Cruz é seguir Jesus orando ao Pai como Ele orou e dando-se como Ele se deu a
quem de nós necessitar, é Amar a toda a gente sem distinção, sem peso ou medida
e sem esperar nada em troca!
Agora, uma
frases do Apolónio:
“Que
o nosso amor não seja como o orvalho da manhã que se evapora com os primeiros
raios de sol. Que seja como a chuva de primavera que fecunda a terra e como o
sol de verão que aquece e amadurece os frutos.
Um
amor que não dá frutos não é amor.
O
amor não se poupa em servir, não tem limite de tempo e não para diante de
obstáculos; não condiciona sua ação ao mérito do outro e nem à retribuição; é
livre de interesses e preferências, por isso a sua pureza destila felicidade
verdadeira no coração de quem ama e de quem é amado.”
Frases maravilhosas para uma boa vivência da Semana Santa! Que
Deus nos ajude!
terça-feira, 22 de março de 2016
PAZ SIM: DISCÓRDIA, NÃO!
A Comunicação
Social não se cansa de dar notícias e os acontecimentos que nos enchem os
ouvidos são de todo avassaladores!
Tantos ataques
suicidas! Tantas pessoas perdidas numa vida sem amor! Sem amor à própria vida e
sem amor à vida alheia!
Tanta ignorância
é de lamentar!
Se as
pessoas que governam o mundo se interessassem mais por desenvolvimento pessoal
e social e por educação moral e cívica e menos por dinheiro e riqueza, nada
dista aconteceria!
Quando Deus
nos colocou neste planeta lindo deu-nos tudo o que necessitávamos para viver,
mas para vivermos todos com o necessário a cada um e não para haver uns tantos
a esbanjar tudo e outros sem nada!
Deus não
nos criou para haver umas tantas pessoas a viver em palacetes e a maior parte
das restantes a viver em guetos, em guetos, sem casa condigna, sem trabalho,
sem comida, sem roupa, sem reconhecimento, sem carinho, sem ternura, sem nada,
entregues a si mesmo e à sua terrível indigência! Pessoas que nada têm a temer
pois nada será pior para elas do que a vida que estão a viver!!!
Estas pessoas
tornam-se cada vez mais vulneráveis e sujeitas a aisquer promessas ou palavras
enganadoras, pois nada têm a perder!
Nesta Semana
tão importante para os cristãos em que tanto se recorda a vida e obra de Jesus
Cristo… que as Suas palavras e atitudes sejam o nosso lema!
Que o “Pai,
perdoai-lhes porque não sabem o que fazem” seja a frase e atitude dos
responsáveis das nações perante estas pessoas que, realmente, não têm nada. Isto
não é malícia, é miséria, é má formação, é falta de amor próprio e de amor
fraternal, é falta da verdadeira liberdade que não interfere com a vida particular
de ninguém nem com a vida social das populações, apenas tudo faz pelo bem-estar
de toda a gente!
Estas pessoas,
tão infelizes e desgraçadas ou sem graça nenhuma, necessitam de carinho, de
atenção, de cuidados!!!
Ódio atrai
ódio! Mundo… deixa de odiar! Deus não quer ódio… quer amor! E quem ama perdoa!
Que Deus nos
ajude a perdoar e nos dê paz aos corações que é de onde brota a verdadeira paz!
Precisamos
de rodar por aí sem medo de nada nem de ninguém!
Que Jesus
nos ajude!A Comunicação
Social não se cansa de dar notícias e os acontecimentos que nos enchem os
ouvidos são de todo avassaladores!
Tantos ataques
suicidas! Tantas pessoas perdidas numa vida sem amor! Sem amor à própria vida e
sem amor à vida alheia!
Tanta ignorância
é de lamentar!
Se as
pessoas que governam o mundo se interessassem mais por desenvolvimento pessoal
e social e por educação moral e cívica e menos por dinheiro e riqueza, nada
dista aconteceria!
Quando Deus
nos colocou neste planeta lindo deu-nos tudo o que necessitávamos para viver,
mas para vivermos todos com o necessário a cada um e não para haver uns tantos
a esbanjar tudo e outros sem nada!
Deus não
nos criou para haver umas tantas pessoas a viver em palacetes e a maior parte
das restantes a viver em guetos, em guetos, sem casa condigna, sem trabalho,
sem comida, sem roupa, sem reconhecimento, sem carinho, sem ternura, sem nada,
entregues a si mesmo e à sua terrível indigência! Pessoas que nada têm a temer
pois nada será pior para elas do que a vida que estão a viver!!!
Estas pessoas
tornam-se cada vez mais vulneráveis e sujeitas a aisquer promessas ou palavras
enganadoras, pois nada têm a perder!
Nesta Semana
tão importante para os cristãos em que tanto se recorda a vida e obra de Jesus
Cristo… que as Suas palavras e atitudes sejam o nosso lema!
Que o “Pai,
perdoai-lhes porque não sabem o que fazem” seja a frase e atitude dos
responsáveis das nações perante estas pessoas que, realmente, não têm nada. Isto
não é malícia, é miséria, é má formação, é falta de amor próprio e de amor
fraternal, é falta da verdadeira liberdade que não interfere com a vida particular
de ninguém nem com a vida social das populações, apenas tudo faz pelo bem-estar
de toda a gente!
Estas pessoas,
tão infelizes e desgraçadas ou sem graça nenhuma, necessitam de carinho, de
atenção, de cuidados!!!
Ódio atrai
ódio! Mundo… deixa de odiar! Deus não quer ódio… quer amor! E quem ama perdoa!
Que Deus nos
ajude a perdoar e nos dê paz aos corações que é de onde brota a verdadeira paz!
Precisamos
de rodar por aí sem medo de nada nem de ninguém!
Que Jesus
nos ajude!
domingo, 20 de março de 2016
COMUM UNIÃO = COMUNHÃO
Hoje - Domingo de Ramos,
início da Semana Santa com tudo quanto nos faz recordar a Morte e Ressurreição
de Jesus Cristo, o que muito bem nos mostraram as Leituras das Eucaristias!
Celebrações, ramos,
flores, via-sacra, música sacra, para preencher o dia, com imensa gente à volta
do mesmo Senhor Jesus Cristo, o verdadeiro elo de união entre
toda a gente!
Mas mais do que nunca
temos que tudo fazer para nos podermos manter em comunhão, comum união, aberto
aos outros, às suas formas de ser e pensar!
Viver em comunhão é
participar na vida dos outros valorizando as suas ideias, atendendo aos seus
pontos de vista e enriquecendo a vida com as diferenças… até porque será uma
boa forma de não ficarmos isolados numa enorme solidão.
Mesmo que as nossas
ideias sejam boas, tal como um único tijolo não consegue construir uma casa,
precisamos das ideias uns dos outros para podermos crescer como convém ao nosso
ser humanos e cristãos, numa atitude de misericórdia para com tudo e todos, não
entrando em julgamentos precipitados. Se
assim procedermos poderemos verificar que muitas das nossas impressões e
suposições acerca das pessoas não são verdadeiras, porque não há ninguém que
consiga saber com exactidão qual a intenção de quem quer que seja! Se pensarmos
um pouco em quantas vezes temos sido mal interpretados, compreenderemos melhor
esta verdade.
Esta é uma boa maneira
de amarmos como convém!
Já agora, os verbos de substituição
do verbo amar: servir, ajudar, escutar, respeitar, cuidar, visitar, alimentar,
acolher, vestir, visitar, doar, perdoar…
Todos estes verbos nos
levam a ir ao encontro dos outros fazendo comunhão, vencendo egoísmos e
dando-se sem reserva.
Amar… viver em comum
união, em comunhão, é viver ao jeito de Jesus, o que nos faz felizes e nos põe
a dar felicidade às pessoas próximas!
Nesta Semana Santa que
hoje começa, façamos tudo pela verdadeira comunhão entre as pessoas.
Que Deus nos ajude
sexta-feira, 18 de março de 2016
O SILÊNCIO DOS DIAS!
Os ruídos dos veículos
enchem os ouvidos! O arvoredo, de tanta calmaria, não mexe uma folha sequer! Ouvem-se
pássaros a chilrear, mas não se vislumbra de onde vem o chilreio! O relógio da
torre bate as horas… e repete-as… para que as ouçamos, realmente, com toda a
certeza!
Será que até os relógios
das torres percebem o nosso desleixo em prestar atenção ao tempo, e não se
cansam de nos dizer que é preciso aproveitá-lo bem???
Talvez!
Mas… aproveitar ou gastar
bem o tempo também é mastigar o silêncio na mansa quietude dos segundos! E tentar
perceber o que o nosso interior nos vai dizendo a cada instante, para que
possamos recompor as forças e recuperar energias tão necessárias a um bom
desenrolar da vida nas atitudes diárias em que nos vamos consumindo… no tempo!
E recordar as boas atitudes,
para voltar a repeti-las… e se algumas más atitudes tiver havido… ou houver…
solicitar a ajuda necessária para que não se repitam mais!
Recordar o passado… sim…
mas somente para recordar e fortalecer os bons momentos de tal modo que as más acções
possam ser de todo aniquiladas!
E é esta a tarefa do
Tempo Quaresmal que estamos prestes a terminar!
Que nos habituemos a
fazer silêncio nos dias, para que todos os nossos dias sejam cumulados de
silêncios de vida e juventude interior!
Que Deus nos ajude!
domingo, 13 de março de 2016
"TAMBÉM EU NÃO TE CONDENO!..."
Estas foram algumas das
palavras que ficaram do Evangelho deste 5º domingo do Quaresma… tempo de
conversão!
E de que conversão precisaremos
nós?! Com toda a certeza, de muita conversão, Precisamos, talvez, quem sabe, de
uma mudança radica em muitas situações!
Quanto mais aprendemos,
mais descobrimos, e mais formas encontrámos de viver na humildade, lealdade, ajuda
mútua, fraternidade, amor! É que esta forma de vida tem de assentar
exclusivamente no amor. Naquele Amor que Jesus nos veio ensinar! Um Amor misericordioso,
tolerante, que se dá sem peso ou medida!
No passado domingo
ficou-nos a ideia do Pai Misericordioso para com os dois filhos, o desejoso de
viver que logo se sentiu mal por ter abandonado a verdadeira vida, e aquele que
sempre pareceu viver a vida verdadeira mas na realidade não passava de um farsante
egocêntrico e egoísta ressabiado que em nada valorizava o Amor desmedido que o
Pai nutria pelos dois!
Hoje… a mulher adúltera…
consegue salvar a vida pela perspicácia de Jesus que mais não foi do que o Amor
desmedido que nos dedica a todos e todas!
Jesus calou… pensou…
escreveu… obrigou os homens a pensar nas suas próprias acções antes de levantar
pedras contra as acções do outros.
Grande lição que nos foi
dada!
Se deixarmos de olhar
para os defeitos dos outros… defeitos que não nos é dado avaliar nem corrigir…
e olharmos mais profundamente para o que vamos pensando e fazendo de negativo e
podia ser alterado… lutaríamos constantemente por converter a nossa vida,
deixaríamos, aos pouquinhos, de praticar o que não tem a ver com o verdadeiro
Amor, perdão, solidariedade, fraternidade, partilha!...
Tantos comportamentos
poderemos alterar se conseguirmos viver um pouquinho mais ao jeito de Jesus,
que espera pacientemente que o procuremos para nos ajudar a corrigir!
O “Eu não te condeno” é
dito a cada instante a cada um ou uma de nós! Que consigamos ouvir sempre estas
palavras doces e de ternura e compaixão!
Que Deus nos ajude!
sábado, 5 de março de 2016
PAI DE MISERICÓRDIA!
Todas as vezes que escuto
a leitura da Parábola chamada do Filho Pródigo ou melhor ainda do “Pai Misericordioso”
aprendo coisas novas, consigo integrar na vida novas atitudes!
É por isso que se diz
que a Palavra de Deus é uma eterna novidade!
E é mesmo! A Palavra de
Deus é uma eterna novidade! Não tenho dúvidas!
E quanto mais a
conhecermos, mais nos comprometemos com ela, mais nos responsabilizamos por
ela, mais nos tornamos solidários uns com os outros, mais nos amamos mutuamente,
mais somos Igreja ao jeito de Jesus!
Diz alguém que
"A
vida humana não atinge o seu objetivo, que é a felicidade, se as pessoas não
mantêm um relacionamento apropriado consigo mesmas, com a criação e com Deus. A
perspectiva da unidade das pessoas entre si e com Deus é a única perspectiva
que pode superar o desafio do Terceiro Milênio.”
"Os
grandes líderes são aqueles que conseguem pensar nos interesses das gerações
futuras. Os pobres são os primeiros e mais duramente atingidos pela mudança
climática", acrescentou, ressaltando que "esta encíclica nos diz que a
solução não é a tecnologia, mas a relação entre o homem e a natureza".
E nós? Que espécie de líderes seremos? Como tratamos a Natureza? Como nos relacionamos com as pessoas que connosco convivem? Onde teremos o nosso coração? Que desejamos fazer da nossa vida? Será que já descobrimos que Deus é Amor compreensivo e justo? Será que já descobrimos o verdadeiro sentido da Parábola do Pai Misericordioso? Pai que sabe respeitar a liberdade dos filhos: do mais novo nas desmesuradas tropelias que o levaram ao desbaratar de toda a herança e a vir, finalmente, arrependido, ter com ele para lhe pedir perdão; e do filho mais velho porque se julgava muito melhor do que o irmão por nunca se ter desviado das ordens do Pai, o que o levou a um tremendo ciúme e consequente desprezo do irmão?
E nós? Que espécie de líderes seremos? Como tratamos a Natureza? Como nos relacionamos com as pessoas que connosco convivem? Onde teremos o nosso coração? Que desejamos fazer da nossa vida? Será que já descobrimos que Deus é Amor compreensivo e justo? Será que já descobrimos o verdadeiro sentido da Parábola do Pai Misericordioso? Pai que sabe respeitar a liberdade dos filhos: do mais novo nas desmesuradas tropelias que o levaram ao desbaratar de toda a herança e a vir, finalmente, arrependido, ter com ele para lhe pedir perdão; e do filho mais velho porque se julgava muito melhor do que o irmão por nunca se ter desviado das ordens do Pai, o que o levou a um tremendo ciúme e consequente desprezo do irmão?
Na
nossa vida... teremos muitos momentos do irmão mais novo... e muitos momentos
de irmão mais velho...
Agora...
vejamos o comportamento do nosso Pai comum... Deus!...
Tal
como o pai da parábola, acarinha-nos a todos, dando a cada qual as palavras,
carinhos e aconchegos necessários para prosseguirem na vida com fraternidade,
harmonia e paz.
O
Pai Misericordioso não ralhou com nenhum dos filhos... assim como Deus não
ralha connosco!
Não
deixou que o filho mais novo acabasse o pedido de perdão mas apressou-se a dar-lhe
tudo o necessário para se integrar na vida familiar que sempre fora dele; mas
também não ralhou nem teve em conta os ciúmes do filho mais velho, mas
carinhosamente lhe fez compreender o motivo da sua imensa alegria, o regresso
do irmão, são e salvo!
Ao
contrário do que se poderá pensar ainda, Deus não está à espera de errarmos
para nos castigar, mas mesmo antes de termos errado compreende os nossos erros
e ajuda-nos a aprender com eles dando-nos o necessário para seguirmos em frente
nos caminhos da compreensão e do amor fraterno!
Deus
é todo amor e misericórdia e perdão! O perdão de Deus é a ajuda que nos dá para
nos encaminharmos na vida, para conseguirmos ser felizes e fazer felizes os que
connosco convivem!
Deus
só quer mesmo que amemos! Que amemos sem peso nem medida, gratuitamente, sem
esperar qualquer recompensa!
No
desenrolar do Ano de Misericórdia e em tempo de Quaresma ou de conversão, que o
Espírito Santo nos ajude a compreender e viver Deus na nossa vida, pois é do
que mais precisamos!
Amor!
Amor! Amor!
quinta-feira, 3 de março de 2016
SILÊNCIOS…
Senhor… não sei que Te
diga! Acho mesmo que é melhor ficar calada, pois quando não nos compreendemos
com as coisas que nos acontecem é melhor deixá-las contigo e esperar que nos
afagues com os Teus carinhos!
O tempo é de
interiorização, de ver e rever a vida, de procurar e tomar decisões… que muitas
vezes não conseguimos saber se serão as mais acertadas!
Tantos sonhos… tantos
desejos Senhor… que não passarão nunca de desejos!...
Livra-me deste flagelo!
Claro que o sonho
comanda a vida! Precisamos de sonhos… Eu sei!
Mas a realidade é muito
mais que o sonho!
Senhor… que eu seja
capaz de passar do sonho à realidade em tantas coisas que me enchem a mente e o
coração!
Tu estás lá, Senhor,
nesses sonhos! Mas sonhar com o que gostas…e não partir para o terreno… é uma
tremenda desilusão!
Até quando, Senhor,
terei de viver, assim, agarrada a sonhos ‘irrealizáveis’?!...
Neste Ano Jubilar da
Misericórdia, vem até nós, Senhor, com a Tua Misericórdia… e ajuda-nos a amar do
Teu jeito todos quantos nos rodeiam!
No mais profundo silêncio
do coração vou gritando às ‘multidões’ para que seus corações possam juntar-se
ao meu clamor:
Pelo infinito amor com
que nos cuidas, Senhor Jesus… que sempre sejas louvado!
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