sábado, 9 de abril de 2016

O IMENSO VALOR DE UM SIM!

Na homilia da Anunciação do Senhor o Papa Francisco afirmou que a história da humanidade foi feita de uma “corrente” de “sim” a Deus.
E se nos voltarmos mais atentamente para as Escrituras teremos ocasião de confirmar esta realidade. Foi, de facto, uma corrente que parece ter culminado com o ‘sim’ imensamente valoroso de Maria, o ‘sim’ que trouxe ao mundo o verdadeiro sim à vontade de Deus, Jesus Cristo!
Um ‘sim’ que terá de ser continuado por todos nós que, a exemplo de Jesus e Maria, ou de Maria e Jesus, devemos dar o nosso sim a Deus dizendo a cada dia: faça-se, meu Deus, na minha vida, a Tua vontade!
Palavras do Santo Padre:
“O Evangelho é o livro da misericórdia de Deus, que havemos de ler e reler, porque tudo o que Jesus disse e fez é expressão da misericórdia do Pai. Nem tudo, porém, foi escrito; o Evangelho da misericórdia permanece um livro aberto, onde se há de continuar a escrever os sinais dos discípulos de Cristo, gestos concretos de amor, que são o melhor testemunho da misericórdia. Todos somos chamados a tornar-nos escritores viventes do Evangelho, portadores da Boa Nova a cada homem e mulher de hoje. Podemos fazê-lo praticando as obras corporais e espirituais de misericórdia, que são o estilo de vida do cristão. Através destes gestos simples e vigorosos, mesmo se por vezes invisíveis, podemos visitar aqueles que passam necessidade, levando a ternura e a consolação de Deus. Deste modo damos continuidade ao que fez Jesus no dia de Páscoa, quando derramou, nos corações assustados dos discípulos, a misericórdia do Pai, efundindo sobre eles o Espírito Santo que perdoa os pecados e dá a alegria.
Mas, na narração que ouvimos, aparece um contraste evidente: por um lado, temos o medo dos discípulos, que fecham as portas da casa; por outro, temos a missão, por parte de Jesus, que os envia ao mundo para levarem o anúncio do perdão. O mesmo contraste pode verificar-se também em nós: uma luta interior entre o fechamento do coração e a chamada do amor para abrir as portas fechadas e sair de nós mesmos. Cristo, que por amor entrou nas portas fechadas do pecado, da morte e da mansão dos mortos, deseja entrar também em cada um para abrir de par em par as portas fechadas do coração. Ele que venceu, com a ressurreição, o medo e o temor que nos algemam, quer escancarar as nossas portas fechadas e enviar-nos. A estrada que o Mestre ressuscitado nos aponta é estrada de sentido único, segue-se apenas numa direção: sair de nós mesmos, sair para testemunhar a força sanadora do amor que nos conquistou. Muitas vezes vemos, diante de nós, uma humanidade ferida e assustada, que tem as cicatrizes do sofrimento e da incerteza. Hoje, face ao seu doloroso clamor de misericórdia e paz, ouçamos como que dirigido a cada um de nós o convite feito confiadamente por Jesus: «Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós (Jo 20, 21).
Cada doença pode encontrar na misericórdia de Deus um auxílio eficaz. Com efeito, a sua misericórdia não se detém à distância: quer vir ao encontro de todas as pobrezas e libertar de tantas formas de escravidão que afligem o nosso mundo. Quer alcançar as feridas de cada um, para medicá-las. Ser apóstolos de misericórdia significa tocar e acariciar as suas chagas, presentes hoje também no corpo e na alma de muitos dos seus irmãos e irmãs. Ao cuidar destas chagas, professamos Jesus, tornamo-Lo presente e vivo; permitimos a outros que palpem a sua misericórdia, e O reconheçam «Senhor e Deus» (cf. Jo 20, 28), como fez o apóstolo Tomé. Eis a missão que nos é confiada. Inúmeras pessoas pedem para ser escutadas e compreendidas. O Evangelho da misericórdia, que se deve anunciar e escrever na vida, procura pessoas com o coração paciente e aberto, «bons samaritanos» que conhecem a compaixão e o silêncio perante o mistério do irmão e da irmã; pede servos generosos e alegres, que amam gratuitamente sem nada pretender em troca.
«A paz esteja convosco!» (Jo 20, 21): é a saudação que Cristo leva aos seus discípulos; é a mesma paz que esperam os homens do nosso tempo. Não é uma paz negociada, nem a suspensão de algo errado: é a sua paz, a paz que brota do coração do Ressuscitado, a paz que venceu o pecado, a morte e o medo. É a paz que não divide, mas une; é a paz que não deixa sozinhos, mas faz-nos sentir acolhidos e amados; é a paz que sobrevive no sofrimento e faz florescer a esperança. Esta paz, como no dia de Páscoa, nasce e renasce sempre do perdão de Deus, que tira a ansiedade do coração. Ser portadora da sua paz: esta é a missão confiada à Igreja no dia de Páscoa. Nascemos em Cristo como instrumentos de reconciliação, para levar a todos o perdão do Pai, para revelar o seu rosto de amor nos sinais da misericórdia.
No Salmo Responsorial, foi proclamado: «O seu amor é para sempre» (118/117, 2). É verdade, a misericórdia de Deus é eterna; não acaba, não se esgota, não se dá por vencida diante das portas fechadas e nunca se cansa. Neste «para sempre», encontramos apoio nos momentos de provação e fraqueza, porque temos a certeza de que Deus não nos abandona: permanece connosco para sempre. Demos-Lhe graças por este amor tão grande que nos é impossível compreender. É tão grande! Peçamos a graça de nunca nos cansarmos de tomar a misericórdia de Deus e levá-la pelo mundo: peçamos para ser misericordiosos, a fim de irradiar por todo o lado a força do Evangelho, para escrever aquelas páginas do Evangelho que o apóstolo João não escreveu.”
Longo… mas maravilhoso! Não tive coragem de retirar nada, tal o valor desta Homilia!

Que Deus seja louvado!

terça-feira, 5 de abril de 2016

UMA MANHÃ DE PÁSCOA!

Hoje… face a tantas asneiras referentes ao “Panama Papers” essas notícias pavorosas que nos chegaram pela Comunicação Social onde estão implicadas tantas pessoas que deveriam, em vez de ser olhadas como corruptas, serem, isso sim, testemunhos vivos de comportamentos exemplares, com muita pena desses infelizes tão desgraçados (sem graça) e tão pobres que só têm dinheiro e bens materiais, apetece-me partilhar um pouco de uma das minhas manhãs de Páscoa!
Cheguei à igreja para a Eucaristia e quedei-me numa maravilhosa jarra de flores brancas! Flores muito, muito lindas, e colocadas ali com muito gosto e esmero! Mas com toda aquela beleza a inundar-me a vista imaginem que fui prender toda a minha atenção numa gerbera que estava virada ao contrário, só se lhe via a parte de trás da flor.
O arranjo estava lindíssimo, mas eu só tinha olhos para aquela flor torcida. E por mais esforço que fizesse, os meus olhos não se desviavam daquela flor. Parece que as outras flores tinham perdido todo o seu encanto e esplendor.
O mundo em que vivemos é um pouco assim, como aquele arranjo pascal!
O mundo é como uma linda jarra de flores… onde algumas estão voltadas do avesso.
Há muitos comportamentos a imitar, de tão bons que se nos apresentam, mas temos a tendência natural de nos prendermos só com o que está errado, tal como eu fiz com a flor daquele arranjo belíssimo.
Neste contexto… quando a Comunicação Social nos surpreender com aquelas notícias de arrepiar… lembremo-nos que as pessoas que cometem tais atrocidades são flores viradas do avesso no maravilhoso jardim do mundo!
E não odiemos essas pessoas, o ódio não corrige ninguém nem ajuda, só atrapalha, e antes de tudo e acima de tudo… a quem odeia e não a quem é odiado!
Rezemos muito por todas essas pessoas infelizes que praticam o mal, porque é do que mais precisam, da ajuda da oração! O que, na enorme maioria dos casos, é a única coisa que lhes podemos fazer!
E… confiemos cada vez mais nas pessoas, na enorme beleza dos homens e mulheres que Deus colocou neste mundo belo onde vivemos, e que Deus olha, permanentemente, com todo o Seu infinito Amor e Misericórdia.

Que Ele seja sempre louvado! 

domingo, 3 de abril de 2016

MISERICÓRDIA, SENHOR! MISERICÓRDIA!

Neste ano que lhe é dedicado, nunca imaginei ser possível aprender tanto sobre misericórdia… e nunca pensei saber tão pouco sobre a Misericórdia de Deus!
Cada vez me convenço mais de que Deus não se cansa de nos proteger e ensinar, que cada aprendizagem tem seu tempo, e que os tempos de Deus não são os nossos!
Até há bem pouco tempo… quando me apareciam leituras bíblicas a falar sobre a Justiça de Deus… Deus vem julgar com a Sua Justiça… Deus está sentado no Seu trono de glória… Jesus está sentado à direita do Pai até que faça de Seus inimigos escabelo de Seus pés… eu não sabia o que queria dizer, interpretava tudo com realmente se lê e humanamente se pensa… e o medo da justiça de Deus e dos castigos de Deus e de Jesus eram apavorantes para mim!
Como estava enganada! E tenho muita pena de quantas pessoas viverão ainda terrivelmente assustadas… porque a viver enganadas como eu tanto tempo vivi!
Eu rezava muito, ia à Missa pelo menos ao Domingo, lia alguns textos bíblicos… mas sem nada entender e quase sem nada sentir além do medo dos castigos de Deus!
Ia confessar-me… mas poucas vezes comungava! Não tinha coragem de me abeirar da Sagrada Comunhão porque me sentia indigna de o fazer.
 Foi preciso cair bem ao fundo do poço para ter coragem de me agarrar aos “anjos” de carne e osso que me foram colocados no caminho e me fizeram acreditar no perdão e misericórdia do Deus Amor e me mostraram um Deus Perdão, Amor e Misericórdia!
Como a minha vida mudou... ou melhor dito… como mudei a minha vida!... A água e o vinho, ou a noite e o dia… têm menor diferença!
A confiança em Deus foi imediata! E com ela, também de imediato, pude sentir uma arrebatadora e encantadora paz de espírito!
Mas era preciso enveredar por um caminho de mudança… corrigir comportamentos… aprender a interpretar as Escrituras Sagradas… a ser humilde, a aceitar-me a mim mesma com defeitos e qualidades… a olhar mais para os meus desvarios do que para os desvarios das outras pessoas!...
Era preciso aprender a escutar, a compreender, a aceitar, a ouvir a voz do silêncio onde Deus fala realmente ao coração!
A voz do silêncio! Se é silêncio, não deveria ter voz! Mas de facto é no silêncio que melhor nos escutamos e conseguimos sentir as carícias de Deus e ouvir os Seus sussurros dirigidos ao mais fundo do nosso coração!
Misericórdia, Senhor, Misericórdia!
Misericórdia para toda a humanidade, principalmente para quantos ainda não conseguiram encontrar-Te como realmente és!
Mostra-Te a toda a gente, Senhor, como Te mostraste a mim!

Que sempre sejas louvado!

sábado, 2 de abril de 2016

VEM ATÉ NÓS, SENHOR…

‘Vem até nós, Senhor, com a Tua Misericórdia’… são palavras encantadoras do Papa Francisco!
A Misericórdia de Deus não deixa de vir até nós, ainda que a não peçamos! Mas não podemos cansar-nos de Lhe pedir a Sua Misericórdia, porque pedir a Misericórdia de Deus é estar disposto a agradar-Lhe, a fazer o que Ele quer que façamos, a estar atentos ao que Ele nos vai dizendo das mais diversas formas e pelas mais diversas pessoas!
Neste fim-de-semana em que celebramos a Festa da Misericórdia, Te pedimos: Vem até nós, Senhor, com a Tua Misericórdia!
Mas… porque não perguntarmo-nos! O que é a Tua Misericórdia, Senhor?
A Misericórdia de Deus é o perdão, a benevolência, a ternura, o amor que nos dedica e que Jesus veio mostrar com tanta clareza e eficiência! Jesus, o rosto da Misericórdia de Deus, Pai Santo, Senhor do Céu e da Terra, pois tudo Lhe pertence!
Jesus… que não se cansa de nos procurar, de nos acolher, de nos mimar!
Tanta gente, tão boa, a praticar tão boas acções e a pronunciar palavras tão dignificantes, a viver Jesus Cristo sem O conhecer verdadeiramente, enquanto tantos outros que frequentam as igrejas e suas catequeses dão exemplos tão chocantes!...
Jesus… mostra-Te a nós como fizeste a Tomé, para que consigamos descobrir as nossas debilidades e fraquezas a corrigir e o caminho a percorrer na felicidade que tens para cada um de nós!
Hoje não tenho mais palavras… nem vontade de as procurar ditas por mais alguém!

Senhor Jesus! Que o Amor seja amado! Vem com a Tua Misericórdia! 

sexta-feira, 1 de abril de 2016

AS BELEZAS DA CRUZ!

Claro que ninguém gosta do sofrimento, não somos masoquistas, não podemos ser, não faz parte de nós, razão porque quando o falar de cruz arrepia qualquer um ou uma!
É certo que cada um ou uma de nós tem de levar a sua cruz, ou seja, tem de tocar a vida para a frente com todos os acontecimentos bons ou menos bons que forem surgindo, mas a fugir das dificuldades, da cruz.
Mas… quando se olhamos para a Cruz de Jesus… e para a forma como Ele aceitou e abraçou as dificuldades, incompreensões e amarguras até àquela morte tão trágica e cruel… não encontramos comparação possível com nada do que nos possa aparecer na vida, e acabámos por aceitar as dificuldades da vida com outra forma de ver, estar, reagir, ser mais pacientes, cooperadores, amáveis, compreensivos, fraternos.
A esta parte… será muito bom colocar cada vez mais o olhar nas palavras e atitudes do Papa Francisco!
Na última Sexta-Feira Santa, depois da Via-Sacra, rezou a seguinte oração, que incentiva a amar cada vez mais a cruz e nos mostra verdadeiramente o que é para nós a Cruz de Jesus:

 “Ó Cruz de Cristo, símbolo do amor divino e da injustiça humana, ícone do sacrifício supremo por amor e do egoísmo extremo por insensatez, instrumento de morte e caminho de ressurreição, sinal da obediência e emblema da traição, patíbulo da perseguição e estandarte da vitória.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje te vemos erguida nas nossas irmãs e nos nossos irmãos assassinados, queimados vivos, degolados e decapitados com as espadas barbáricas e com o silêncio velhaco.
O Cruz de Cristo, ainda hoje te vemos nos rostos exaustos e assustados das crianças, das mulheres e das pessoas que fogem das guerras e das violências e, muitas vezes, não encontram senão a morte e muitos Pilatos com as mãos lavadas.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje te vemos nos doutores da letra e não do espírito, da morte e não da vida, que, em vez de ensinar a misericórdia e a vida, ameaçam com a punição e a morte e condenam o justo.
Ó Cruz de Cristo, ainda hoje te vemos nos ministros infiéis que, em vez de se despojarem das suas vãs ambições, despojam mesmo os inocentes da sua dignidade.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos corações empedernidos daqueles que julgam comodamente os outros, corações prontos a condená-los até mesmo à lapidação, sem nunca se darem conta dos seus pecados e culpas.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos fundamentalismos e no terrorismo dos seguidores de alguma religião que profanam o nome de Deus e o utilizam para justificar as suas inauditas violências.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje naqueles que querem tirar-te dos lugares públicos e excluir-te da vida pública, em nome de certo paganismo laicista ou mesmo em nome da igualdade que tu própria nos ensinaste.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos poderosos e nos vendedores de armas que alimentam a fornalha das guerras com o sangue inocente dos irmãos e que dão de comer aos seus filhos o pão ensanguentado.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos traidores que, por trinta dinheiros, entregam à morte qualquer um.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos ladrões e corruptos que, em vez de salvaguardar o bem comum e a ética, vendem-se no miserável mercado da imoralidade.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos insensatos que constroem depósitos para armazenar tesouros que perecem, deixando Lázaro morrer de fome às suas portas.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos destruidores da nossa «casa comum» que, egoisticamente, arruínam o futuro das próximas gerações.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos idosos abandonados pelos seus familiares, nas pessoas com deficiência e nas crianças desnutridas e descartadas pela nossa sociedade egoísta e hipócrita.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje no nosso Mediterrâneo e no Mar Egeu feitos um cemitério insaciável, imagem da nossa consciência insensível e narcotizada.
Ó Cruz de Cristo, imagem do amor sem fim e caminho da Ressurreição, vemos-te ainda hoje nas pessoas boas e justas que fazem o bem sem procurar aplausos nem a admiração dos outros.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos ministros fiéis e humildes que iluminam a escuridão da nossa vida como velas que se consumam gratuitamente para iluminar a vida dos últimos.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos rostos das religiosas e dos consagrados – os bons samaritanos – que abandonam tudo para faixar, no silêncio evangélico, as feridas das pobrezas e da injustiça.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos misericordiosos que encontram na misericórdia a expressão mais alta da justiça e da fé.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nas pessoas simples que vivem jubilosamente a sua fé no dia-a-dia e na filial observância dos mandamentos.
O Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos arrependidos que, a partir das profundezas da miséria dos seus pecados, sabem gritar: Senhor, lembra-Te de mim no teu reino!
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos Beatos e nos Santos que sabem atravessar a noite escura da fé sem perder a confiança em ti e sem a pretensão de compreender o teu silêncio misterioso.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nas famílias que vivem com fidelidade e fecundidade a sua vocação matrimonial.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos voluntários que generosamente socorrem os necessitados e os feridos.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos perseguidos pela sua fé que, no sofrimento, continuam a dar testemunho autêntico de Jesus e do Evangelho.
Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos que sonham com um coração de criança e que trabalham cada dia para tornar o mundo um lugar melhor, mais humana e mais justo.
Em ti, Santa Cruz, vemos Deus que ama até ao fim, e vemos o ódio que domina e cega os corações e as mentes daqueles que preferem as trevas à luz.
Ó Cruz de Cristo, Arca de Noé que salvou a humanidade do dilúvio do pecado, salva-nos do mal e do maligno! Ó Trono de David e selo da Aliança divina e eterna, desperta-nos das seduções da vaidade! Ó grito de amor, suscita em nós o desejo de Deus, do bem e da luz.
Ó Cruz de Cristo, ensina-nos que o amanhecer do sol é mais forte do que a escuridão da noite. Ó Cruz de Cristo, ensina-nos que a aparente vitória do mal se dissipa diante do túmulo vazio e perante a certeza da Ressurreição e do amor de Deus que nada pode derrotar, obscurecer ou enfraquecer. Amém!”
Neste Tempo Pascal que estamos a viver, não desviemos o olhar da Cruz de Jesus, aprendamos a valorizar cada vez mais o amor de Jesus por todos nós, e decidamo-nos a levar com muita paciência e coragem a nossa cruz e a ajudar os nossos irmãos com toda a beleza do acolhimento, compreensão, carinho, ternura, amor e misericórdia!

quarta-feira, 30 de março de 2016

NA BUSCA PERMANENTE DA NOVIDADE!

Quem quiser estar actualizado… ou melhor dizendo, quem se quiser actualizar permanentemente tem de prestar muita atenção à Liturgia Diária principalmente aos Evangelhos do dia e correspondentes meditações, onde encontraremos sempre belíssimas novidades.
Hoje… o Evangelho relatou o encontro de Jesus com os discípulos de Emaús!
Vejamos o que diz Santa Teresa Benedita da Cruz:

“Pôs-Se com eles a caminho
O próprio Salvador, que a Palavra da Escritura coloca diante dos nossos olhos na sua humanidade, mostrando-no-Lo em todos os caminhos que percorreu nesta terra, habita entre nós escondido sob as aparências do pão eucarístico, vem todos os dias até nós como Pão da Vida. Nestes dois aspectos, torna-Se próximo de nós e sob estes dois aspectos deseja que O procuremos e O encontremos. Um chama o outro. Quando vemos o Salvador diante de nós com os olhos da fé, tal como a Escritura no-Lo retrata, aumenta o nosso desejo de O acolher em nós no Pão da Vida. Por sua vez, o pão eucarístico aviva o nosso desejo de conhecer o Senhor sempre com maior profundidade, a partir da Palavra da Escritura, e dá forças ao nosso espírito, com vista a uma melhor compreensão.”
Claro que eu já compreendia e vivia estas verdades… mas ditas deste modo… nunca me tinham chegado!
Mas as novidades não se ficam por aqui. O Santo Ambrósio, acerca do choro de Maria junto do sepulcro de Jesus, vazio, diz:
“«Porque choras?» És tu a causa das tuas lágrimas, é por tua causa que choras. [...] Choras porque não acreditas em Cristo; acredita e vê-Lo-ás. Cristo nunca deixa de aparecer a quantos O procuram. «Porque choras?» Não é de lágrimas que precisas, mas de uma fé atenta e digna de Deus. Não penses nas coisas mortais e não chorarás. [...] Porque choras com aquilo que alegra os outros?
A quem procuras?» Não vês que Cristo é a força de Deus, que Cristo é a sabedoria de Deus, que Cristo é santidade, que Cristo é castidade, que Cristo é pureza, que Cristo nasceu de uma virgem, que Cristo é do Pai e está junto do Pai e está sempre no Pai; nascido mas não criado, nem caído, sempre amado, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro? «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram.» Enganas-te, mulher; pensas que Cristo foi levado do túmulo por outros e que não ressuscitou pelo seu próprio poder. Mas ninguém retira o poder a Deus, ninguém retira a sabedoria a Deus, ninguém Lhe retira a venerável castidade. Cristo não foi levado do túmulo de justiça e de intimidade da Virgem, nem do segredo da sua alma fiel; e, mesmo que haja quem queira apoderar-se dele, tal não é possível.
Então Jesus disse-lhe: «Maria, olha para Mim.» Enquanto não acreditou, era «mulher»; quando começou a voltar-se para Ele, recebeu o nome de Maria, o nome daquela que deu Cristo à luz, porque é a alma que dá Cristo espiritualmente à luz. «Olha para Mim», disse Ele. Quem olha para Cristo corrige-se; é quando não vemos a Cristo que nos enganamos. E ela, voltando-se, disse: «Rabuni!», que quer dizer: «Mestre!» Quem olha, volta-se; quem se volta, capta de forma mais completa; quem vê, progride. É por isso que ela chama Mestre Àquele que julgava estar morto: porque encontrou Aquele que julgava estar perdido.”
Ler estas palavras faz o coração saltar, vibrar de contentamento! Faz desejar cada vez mais uma vida digna e dignificante, dá força à vontade para não nos deixarmos desfalecer perante dificuldades, dá-nos felicidade, muita felicidade, tanta que ao céu é enviada uma oração: “Senhor Jesus, Pai Santo, Espírito Divino, faz com que todas as pessoas do mundo Vos encontrem e vivam do vosso jeito no verdadeiro Amor para que possam ser, também, imensamente felizes! 

segunda-feira, 28 de março de 2016

URGE… MATAR NECESSIDADES


Neste Tempo Pascal urge matar as maiores necessidades que são prestar atenção a tudo quanto nos possa tirar da falta de conhecimento acerca seja do que for, principalmente das nossas vivências interiores que são sempre a causa da nossa felicidade ou infelicidade!
Estamos num ano muito especial, o Ano Jubilar da Misericórdia de Deus para connosco e que quer que nos tornemos o mais possível misericordiosos para com os nossos irmãos!
O tempo muitas vezes escasseia, mas há leituras de meditação que têm que ser parte integrante da vida para que não nos desmoronemos do que nos parece que somos.
Hoje… debrucei-me um pouco sobre a homilia de Sexta-feira Santa pronunciada pelo Padre Raniero Cantalamessa na Basílica de São Pedro em Roma, que, depois de várias e plausíveis explicações sobre o comportamento de muita gente do nosso tempo face à sua relação com Deus a dada altura diz:


“O ano da misericórdia é a oportunidade de ouro para trazer de volta à luz a verdadeira imagem do Deus bíblico, que não somente tem misericórdia, mas é misericórdia.
Esta afirmação ousada se baseia no fato de que “Deus é amor” (1 Jo 4, 8.16). Só na Trindade Deus é amor sem ser misericórdia. Que o Pai ame o Filho não é graça ou concessão; é necessidade: Ele precisa amar para existir como Pai. Que o Filho ame o Pai não é misericórdia ou graça; é necessidade, mesmo que liberíssima: Ele precisa ser amado e amar para ser Filho. O mesmo deve ser dito do Espírito Santo, que é o amor feito pessoa.
É quando cria o mundo e, nele, as criaturas livres que o amor de Deus deixa de ser natureza e se torna graça. Este amor é uma livre concessão: poderia não existir; é
hesed, graça e misericórdia. O pecado do homem não muda a natureza deste amor, mas provoca nele um salto de qualidade: da misericórdia como dom se passa à misericórdia como perdão. Do amor de simples doação se passa para um amor de sofrimento, porque Deus sofre diante da rejeição ao seu amor. “Eu nutri e criei filhos, diz o Senhor, mas eles se rebelaram contra mim” (Is 1, 2). Perguntemos aos muitos pais e mães que tiveram essa experiência se isto não é sofrimento, e dos mais amargos da vida.”
Até aqui, está presente o infinito Amor e Misericórdia de Deus. Mas não se fica por aqui. Continuemos a leitura:
“A ‘justiça de Deus’ é aquela pela qual, por sua graça, nós nos tornamos justos, assim como a salvação do Senhor (Sl 3,9) é aquela pela qual Deus nos salva”[2]. Em outras palavras, a justiça de Deus é o ato pelo qual Deus faz justos, agradáveis a Si, aqueles que crêem no Seu Filho. Não é um
fazer-se justiça, mas um fazer justos.
Lutero teve o mérito de trazer de volta à luz esta verdade depois que, durante séculos, pelo menos na pregação cristã, o seu sentido tinha se perdido, e é isto, principalmente, que a Cristandade deve à Reforma, cujo quinto centenário ocorre no próximo ano. “Quando descobri isto, eu me senti renascer, e pareceu-me que se escancaravam para mim as portas do paraíso”[3], escreveu mais tarde o reformador. Mas não foram nem Agostinho nem Lutero os que assim explicaram o conceito de “justiça de Deus”; foi a Escritura que o fez antes deles:
“Quando se manifestaram a bondade de Deus e o seu amor pelos homens, Ele nos salvou, não por causa de obras de justiça por nós praticadas, mas por causa da sua misericórdia” (Tt 3, 4-5). “Deus, rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, fez-nos, de mortos que estávamos pelo pecado, reviver com Cristo. Pela graça fostes salvos” (cf. Ef 2, 4).
Dizer que “se manifestou a justiça de Deus”, portanto, é como dizer que se manifestou a bondade de Deus, o seu amor, a sua misericórdia. A justiça de Deus não só não contradiz a sua misericórdia como consiste precisamente nela!”
E depois de afirmar que a injustiça deve ser derrotada ou eliminada e não ignorada, pois é essa a verdadeira misericórdia, e de apresentar as razões da morte de Jesus que foram o imenso amor que tem por nós, acrescentou:
 “Não foi a morte do Filho que aprouve a Deus, mas a sua vontade de morrer espontaneamente por nós”: “non mors placuit sed voluntas sponte morientis[5]. Não foi a morte, portanto, mas o amor que nos salvou! O amor de Deus alcançou o homem no ponto mais distante a que ele tinha se expulsado ao fugir de Deus, ou seja, a morte.
A morte de Cristo devia ser para todos a prova suprema da misericórdia de Deus para com os pecadores. É por isso que ela não tem sequer a majestade de certa solidão, mas é enquadrada, antes, entre dois ladrões. Jesus quis ser amigo dos pecadores até o fim: por isso morreu como eles e com eles. O ódio e a ferocidade dos ataques terroristas desta semana  em Bruxelas nos ajudam a entender a força divina contida nas últimas palavras de Cristo: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34). Não importa quão grande o ódio dos homens, o amor de Deus tem sido, e será, cada vez maior. Para nós, é dirigida, nas atuais circunstancias, a exortação do Apóstolo Paulo: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12, 21).”
E deu uma outra explicação maravilhosa, que o oposto da misericórdia não é a justiça mas a vingança que tem de ser desmistificada e erradicada da sociedade que sofre horrivelmente por causa de vinganças.
Agora, para finalizar:
“Há somente uma coisa que realmente pode salvar o mundo: a misericórdia! A misericórdia de Deus pelos homens e dos homens entre si. Ela pode salvar, em particular, a coisa mais preciosa e mais frágil que há no mundo neste momento: o matrimônio e a família.
Acontece no matrimônio algo semelhante ao que aconteceu na relação entre Deus e a humanidade, que a Bíblia descreve, precisamente, com a imagem de um casamento. No início de tudo, dizíamos, está o amor, não a misericórdia. A misericórdia só intervém depois do pecado do homem. Também no casamento, no início não há misericórdia, mas amor. As pessoas não se casam por misericórdia, mas por amor. Depois de anos, ou meses, de vida em comum, revelam-se os limites pessoais, os problemas de saúde, do dinheiro, dos filhos; intervém a rotina, que apaga toda alegria.
O que pode salvar um casamento de escorregar para um poço sem fundo é a misericórdia, entendida no sentido completo da Bíblia, ou seja, não apenas como perdão recíproco, mas como um “revestir-se de sentimentos de ternura, de bondade, de humildade, de mansidão e de magnanimidade” (Col 3, 12). A misericórdia faz com que ao eros se junte o ágape; ao amor de busca, o de doação e de compaixão.”
 Doação, compaixão e ternura entre os cônjuges! Que bom seria se estas verdades se fossem espalhando entre nós, pois muitas vidas tomariam outro rumo, o da felicidade!
Por todas estas aprendizagens que nos vão chegando para matar as nossas necessidades de vida plena, que Deus seja louvado!

domingo, 27 de março de 2016

FELIZ PÁSCOA!

Feliz passagem da morte à vida! Ou… melhor dizendo, de uma vida de morte a uma vida viva repleta de amor em Jesus Cristo!
Como hoje não encontro outras palavras, um grande ensinamento de Apolónio para esta época de Páscoa… e para sempre:
“Não é à toa que Jesus pede para não julgarmos as atitudes dos outros.
Penso que existam pelo menos três bons motivos para isso.
Primeiro, que é impossível alguém saber a verdadeira intenção de outra pessoa, portanto, a aparência pode enganar.
Segundo, porque todos nós somos vulneráveis e um dia poderemos estar na mesma situação.
Terceiro, porque quando julgamos, expressamos uma condenação. E a outra pessoa pode ser um inocente que não teve direito a defesa diante de nós.
Um grande mal que decorre do julgamento é a maledicência, pois quem nos escuta pode difundir aos quatro ventos, gerando difamação.
Não devemos acobertar erros, nem ser coniventes com o mal, mas para ajudar alguém a mudar de atitude temos que ser misericordiosos.”
E ainda um outro ensinamento muito apropriado para uma melhor vivência do Ano da Misericórdia:
“Não devemos esperar uma ocasião ideal para nos reconciliar com o irmão. O tempo ideal é o agora.
Dissolver todas as mágoas do coração, anular os ressentimentos e pedir e oferecer um perdão irrestrito.
Há quem diga que, quando se tem uma grande decepção, após a reconciliação não será nunca como antes. Claro! E nem deve ser. Deve ser melhor que antes!
Há cicatrizes que permanecem para sempre. Porém, cicatrizes não doem. E não devem ser a lembrança da dor, mas da cura.
A reconciliação começa dentro de nós, depois chega ao outro já em forma de ato de amor.”
Então? Mais palavras para quê!
Um Santo tempo Pascal!


quarta-feira, 23 de março de 2016

AMAR… AMAR… COMO JESUS NOS ENSINOU!

O pior que pode acontecer a uma pessoa é julgar-se importante, muito importante, importante e boa ao ponto de desvalorizar todas as outras pessoas que a circundam.

E, julgando-se assim, não prestará atenção a nada nem a ninguém. E não terá mais jeito de crescer… porque acabará por pensar que sabe tudo!
Um comportamento destes é deplorável. é a raiz de desentendimentos, de discórdias, de muitos dissabores!
Claro que muito importantes somos todos nós, é cada um de nós por si mesmo, mas nunca em referência a ninguém mais.
Cada pessoa é diferente da outra, não há duas pessoas iguais! Cada pessoa tem o seu carisma próprio que tem de desenvolver ao máximo sem se igualar com ninguém, cada pessoa é única e irrepetível e como tal não tem nada que se comparar seja com quem for! E é na comum união, comunhão, de todas as pessoas com os seus carismas especiais e as suas semelhanças e diferenças que conseguimos crescer, aprender, tornar-nos melhores pessoas a cada dia!  
Só assim conseguiremos dar glória a Deus com as nossas vidas recheadas de boas atitudes!
Recordo umas frases do Santo Padre Francisco:
a glória mundana se manifesta quando alguém é importante, admirado, quando se tem bens e sucesso”. No entanto, a glória de Deus se revela na cruz: é o amor, que lá resplandece e se difunde. É uma glória paradoxal: sem barulho, sem ganância e sem aplausos. Mas só esta glória “torna fecundo o Evangelho”.
Para nós, a Cruz é seguir Jesus orando ao Pai como Ele orou e dando-se como Ele se deu a quem de nós necessitar, é Amar a toda a gente sem distinção, sem peso ou medida e sem esperar nada em troca!
Agora, uma frases do Apolónio:
 “Que o nosso amor não seja como o orvalho da manhã que se evapora com os primeiros raios de sol. Que seja como a chuva de primavera que fecunda a terra e como o sol de verão que aquece e amadurece os frutos.
Um amor que não dá frutos não é amor.
O amor não se poupa em servir, não tem limite de tempo e não para diante de obstáculos; não condiciona sua ação ao mérito do outro e nem à retribuição; é livre de interesses e preferências, por isso a sua pureza destila felicidade verdadeira no coração de quem ama e de quem é amado.”

Frases maravilhosas para uma boa vivência da Semana Santa! Que Deus nos ajude!

terça-feira, 22 de março de 2016

PAZ SIM: DISCÓRDIA, NÃO!

A Comunicação Social não se cansa de dar notícias e os acontecimentos que nos enchem os ouvidos são de todo avassaladores!
Tantos ataques suicidas! Tantas pessoas perdidas numa vida sem amor! Sem amor à própria vida e sem amor à vida alheia!
Tanta ignorância é de lamentar!
Se as pessoas que governam o mundo se interessassem mais por desenvolvimento pessoal e social e por educação moral e cívica e menos por dinheiro e riqueza, nada dista aconteceria!
Quando Deus nos colocou neste planeta lindo deu-nos tudo o que necessitávamos para viver, mas para vivermos todos com o necessário a cada um e não para haver uns tantos a esbanjar tudo e outros sem nada!
Deus não nos criou para haver umas tantas pessoas a viver em palacetes e a maior parte das restantes a viver em guetos, em guetos, sem casa condigna, sem trabalho, sem comida, sem roupa, sem reconhecimento, sem carinho, sem ternura, sem nada, entregues a si mesmo e à sua terrível indigência! Pessoas que nada têm a temer pois nada será pior para elas do que a vida que estão a viver!!!
Estas pessoas tornam-se cada vez mais vulneráveis e sujeitas a aisquer promessas ou palavras enganadoras, pois nada têm a perder!
Nesta Semana tão importante para os cristãos em que tanto se recorda a vida e obra de Jesus Cristo… que as Suas palavras e atitudes sejam o nosso lema!
Que o “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem” seja a frase e atitude dos responsáveis das nações perante estas pessoas que, realmente, não têm nada. Isto não é malícia, é miséria, é má formação, é falta de amor próprio e de amor fraternal, é falta da verdadeira liberdade que não interfere com a vida particular de ninguém nem com a vida social das populações, apenas tudo faz pelo bem-estar de toda a gente!
Estas pessoas, tão infelizes e desgraçadas ou sem graça nenhuma, necessitam de carinho, de atenção, de cuidados!!!
Ódio atrai ódio! Mundo… deixa de odiar! Deus não quer ódio… quer amor! E quem ama perdoa!
Que Deus nos ajude a perdoar e nos dê paz aos corações que é de onde brota a verdadeira paz!
Precisamos de rodar por aí sem medo de nada nem de ninguém!
Que Jesus nos ajude!A Comunicação Social não se cansa de dar notícias e os acontecimentos que nos enchem os ouvidos são de todo avassaladores!
Tantos ataques suicidas! Tantas pessoas perdidas numa vida sem amor! Sem amor à própria vida e sem amor à vida alheia!
Tanta ignorância é de lamentar!
Se as pessoas que governam o mundo se interessassem mais por desenvolvimento pessoal e social e por educação moral e cívica e menos por dinheiro e riqueza, nada dista aconteceria!
Quando Deus nos colocou neste planeta lindo deu-nos tudo o que necessitávamos para viver, mas para vivermos todos com o necessário a cada um e não para haver uns tantos a esbanjar tudo e outros sem nada!
Deus não nos criou para haver umas tantas pessoas a viver em palacetes e a maior parte das restantes a viver em guetos, em guetos, sem casa condigna, sem trabalho, sem comida, sem roupa, sem reconhecimento, sem carinho, sem ternura, sem nada, entregues a si mesmo e à sua terrível indigência! Pessoas que nada têm a temer pois nada será pior para elas do que a vida que estão a viver!!!
Estas pessoas tornam-se cada vez mais vulneráveis e sujeitas a aisquer promessas ou palavras enganadoras, pois nada têm a perder!
Nesta Semana tão importante para os cristãos em que tanto se recorda a vida e obra de Jesus Cristo… que as Suas palavras e atitudes sejam o nosso lema!
Que o “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem” seja a frase e atitude dos responsáveis das nações perante estas pessoas que, realmente, não têm nada. Isto não é malícia, é miséria, é má formação, é falta de amor próprio e de amor fraternal, é falta da verdadeira liberdade que não interfere com a vida particular de ninguém nem com a vida social das populações, apenas tudo faz pelo bem-estar de toda a gente!
Estas pessoas, tão infelizes e desgraçadas ou sem graça nenhuma, necessitam de carinho, de atenção, de cuidados!!!
Ódio atrai ódio! Mundo… deixa de odiar! Deus não quer ódio… quer amor! E quem ama perdoa!
Que Deus nos ajude a perdoar e nos dê paz aos corações que é de onde brota a verdadeira paz!
Precisamos de rodar por aí sem medo de nada nem de ninguém!

Que Jesus nos ajude!

domingo, 20 de março de 2016

COMUM UNIÃO = COMUNHÃO

Hoje - Domingo de Ramos, início da Semana Santa com tudo quanto nos faz recordar a Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, o que muito bem nos mostraram as Leituras das Eucaristias!
Celebrações, ramos, flores, via-sacra, música sacra, para preencher o dia, com imensa gente à volta do mesmo Senhor Jesus Cristo, o verdadeiro elo de união entre
toda a gente!
Mas mais do que nunca temos que tudo fazer para nos podermos manter em comunhão, comum união, aberto aos outros, às suas formas de ser e pensar!
Viver em comunhão é participar na vida dos outros valorizando as suas ideias, atendendo aos seus pontos de vista e enriquecendo a vida com as diferenças… até porque será uma boa forma de não ficarmos isolados numa enorme solidão.
Mesmo que as nossas ideias sejam boas, tal como um único tijolo não consegue construir uma casa, precisamos das ideias uns dos outros para podermos crescer como convém ao nosso ser humanos e cristãos, numa atitude de misericórdia para com tudo e todos, não entrando em julgamentos precipitados.  Se assim procedermos poderemos verificar que muitas das nossas impressões e suposições acerca das pessoas não são verdadeiras, porque não há ninguém que consiga saber com exactidão qual a intenção de quem quer que seja! Se pensarmos um pouco em quantas vezes temos sido mal interpretados, compreenderemos melhor esta verdade.
Esta é uma boa maneira de amarmos como convém!
Já agora, os verbos de substituição do verbo amar: servir, ajudar, escutar, respeitar, cuidar, visitar, alimentar, acolher, vestir, visitar, doar, perdoar…
Todos estes verbos nos levam a ir ao encontro dos outros fazendo comunhão, vencendo egoísmos e dando-se sem reserva.
Amar… viver em comum união, em comunhão, é viver ao jeito de Jesus, o que nos faz felizes e nos põe a dar felicidade às pessoas próximas!
Nesta Semana Santa que hoje começa, façamos tudo pela verdadeira comunhão entre as pessoas.
Que Deus nos ajude

sexta-feira, 18 de março de 2016

O SILÊNCIO DOS DIAS!

Os ruídos dos veículos enchem os ouvidos! O arvoredo, de tanta calmaria, não mexe uma folha sequer! Ouvem-se pássaros a chilrear, mas não se vislumbra de onde vem o chilreio! O relógio da torre bate as horas… e repete-as… para que as ouçamos, realmente, com toda a certeza!
Será que até os relógios das torres percebem o nosso desleixo em prestar atenção ao tempo, e não se cansam de nos dizer que é preciso aproveitá-lo bem???
Talvez!
Mas… aproveitar ou gastar bem o tempo também é mastigar o silêncio na mansa quietude dos segundos! E tentar perceber o que o nosso interior nos vai dizendo a cada instante, para que possamos recompor as forças e recuperar energias tão necessárias a um bom desenrolar da vida nas atitudes diárias em que nos vamos consumindo… no tempo!
E recordar as boas atitudes, para voltar a repeti-las… e se algumas más atitudes tiver havido… ou houver… solicitar a ajuda necessária para que não se repitam mais!
Recordar o passado… sim… mas somente para recordar e fortalecer os bons momentos de tal modo que as más acções possam ser de todo aniquiladas!
E é esta a tarefa do Tempo Quaresmal que estamos prestes a terminar!
Que nos habituemos a fazer silêncio nos dias, para que todos os nossos dias sejam cumulados de silêncios de vida e juventude interior!

Que Deus nos ajude!

domingo, 13 de março de 2016

"TAMBÉM EU NÃO TE CONDENO!..."

Estas foram algumas das palavras que ficaram do Evangelho deste 5º domingo do Quaresma… tempo de conversão!
E de que conversão precisaremos nós?! Com toda a certeza, de muita conversão, Precisamos, talvez, quem sabe, de uma mudança radica em muitas situações!
Quanto mais aprendemos, mais descobrimos, e mais formas encontrámos de viver na humildade, lealdade, ajuda mútua, fraternidade, amor! É que esta forma de vida tem de assentar exclusivamente no amor. Naquele Amor que Jesus nos veio ensinar! Um Amor misericordioso, tolerante, que se dá sem peso ou medida!
No passado domingo ficou-nos a ideia do Pai Misericordioso para com os dois filhos, o desejoso de viver que logo se sentiu mal por ter abandonado a verdadeira vida, e aquele que sempre pareceu viver a vida verdadeira mas na realidade não passava de um farsante egocêntrico e egoísta ressabiado que em nada valorizava o Amor desmedido que o Pai nutria pelos dois!
Hoje… a mulher adúltera… consegue salvar a vida pela perspicácia de Jesus que mais não foi do que o Amor desmedido que nos dedica a todos e todas!
Jesus calou… pensou… escreveu… obrigou os homens a pensar nas suas próprias acções antes de levantar pedras contra as acções do outros.
Grande lição que nos foi dada!
Se deixarmos de olhar para os defeitos dos outros… defeitos que não nos é dado avaliar nem corrigir… e olharmos mais profundamente para o que vamos pensando e fazendo de negativo e podia ser alterado… lutaríamos constantemente por converter a nossa vida, deixaríamos, aos pouquinhos, de praticar o que não tem a ver com o verdadeiro Amor, perdão, solidariedade, fraternidade, partilha!...
Tantos comportamentos poderemos alterar se conseguirmos viver um pouquinho mais ao jeito de Jesus, que espera pacientemente que o procuremos para nos ajudar a corrigir!
O “Eu não te condeno” é dito a cada instante a cada um ou uma de nós! Que consigamos ouvir sempre estas palavras doces e de ternura e compaixão!

Que Deus nos ajude!

sábado, 5 de março de 2016

PAI DE MISERICÓRDIA!

Todas as vezes que escuto a leitura da Parábola chamada do Filho Pródigo ou melhor ainda do “Pai Misericordioso” aprendo coisas novas, consigo integrar na vida novas atitudes!
É por isso que se diz que a Palavra de Deus é uma eterna novidade!
E é mesmo! A Palavra de Deus é uma eterna novidade! Não tenho dúvidas!
E quanto mais a conhecermos, mais nos comprometemos com ela, mais nos responsabilizamos por ela, mais nos tornamos solidários uns com os outros, mais nos amamos mutuamente, mais somos Igreja ao jeito de Jesus!
Diz alguém que
"A vida humana não atinge o seu objetivo, que é a felicidade, se as pessoas não mantêm um relacionamento apropriado consigo mesmas, com a criação e com Deus. A perspectiva da unidade das pessoas entre si e com Deus é a única perspectiva que pode superar o desafio do Terceiro Milênio.”
"Os grandes líderes são aqueles que conseguem pensar nos interesses das gerações futuras. Os pobres são os primeiros e mais duramente atingidos pela mudança climática", acrescentou, ressaltando que "esta encíclica nos diz que a solução não é a tecnologia, mas a relação entre o homem e a natureza".
E nós? Que espécie de líderes seremos? Como tratamos a Natureza? Como nos relacionamos com as pessoas que connosco convivem? Onde teremos o nosso coração? Que desejamos fazer da nossa vida? Será que já descobrimos que Deus é Amor compreensivo e justo? Será que já descobrimos o verdadeiro sentido da Parábola do Pai Misericordioso? Pai que sabe respeitar a liberdade dos filhos: do mais novo nas desmesuradas tropelias que o levaram ao desbaratar de toda a herança e a vir, finalmente, arrependido, ter com ele para lhe pedir perdão; e do filho mais velho porque se julgava muito melhor do que o irmão por nunca se ter desviado das ordens do Pai, o que o levou a um tremendo ciúme e consequente desprezo do irmão?
Na nossa vida... teremos muitos momentos do irmão mais novo... e muitos momentos de irmão mais velho...
Agora... vejamos o comportamento do nosso Pai comum... Deus!...
Tal como o pai da parábola, acarinha-nos a todos, dando a cada qual as palavras, carinhos e aconchegos necessários para prosseguirem na vida com fraternidade, harmonia e paz.  
O Pai Misericordioso não ralhou com nenhum dos filhos... assim como Deus não ralha connosco!
Não deixou que o filho mais novo acabasse o pedido de perdão mas apressou-se a dar-lhe tudo o necessário para se integrar na vida familiar que sempre fora dele; mas também não ralhou nem teve em conta os ciúmes do filho mais velho, mas carinhosamente lhe fez compreender o motivo da sua imensa alegria, o regresso do irmão, são e salvo!
Ao contrário do que se poderá pensar ainda, Deus não está à espera de errarmos para nos castigar, mas mesmo antes de termos errado compreende os nossos erros e ajuda-nos a aprender com eles dando-nos o necessário para seguirmos em frente nos caminhos da compreensão e do amor fraterno!
Deus é todo amor e misericórdia e perdão! O perdão de Deus é a ajuda que nos dá para nos encaminharmos na vida, para conseguirmos ser felizes e fazer felizes os que connosco convivem!
Deus só quer mesmo que amemos! Que amemos sem peso nem medida, gratuitamente, sem esperar qualquer recompensa!
No desenrolar do Ano de Misericórdia e em tempo de Quaresma ou de conversão, que o Espírito Santo nos ajude a compreender e viver Deus na nossa vida, pois é do que mais precisamos!
Amor! Amor! Amor!


quinta-feira, 3 de março de 2016

SILÊNCIOS…


Senhor… não sei que Te diga! Acho mesmo que é melhor ficar calada, pois quando não nos compreendemos com as coisas que nos acontecem é melhor deixá-las contigo e esperar que nos afagues com os Teus carinhos!
O tempo é de interiorização, de ver e rever a vida, de procurar e tomar decisões… que muitas vezes não conseguimos saber se serão as mais acertadas!
Tantos sonhos… tantos desejos Senhor… que não passarão nunca de desejos!...
Livra-me deste flagelo!
Claro que o sonho comanda a vida! Precisamos de sonhos… Eu sei!
Mas a realidade é muito mais que o sonho!
Senhor… que eu seja capaz de passar do sonho à realidade em tantas coisas que me enchem a mente e o coração!
Tu estás lá, Senhor, nesses sonhos! Mas sonhar com o que gostas…e não partir para o terreno… é uma tremenda desilusão!
Até quando, Senhor, terei de viver, assim, agarrada a sonhos ‘irrealizáveis’?!...
Neste Ano Jubilar da Misericórdia, vem até nós, Senhor, com a Tua Misericórdia… e ajuda-nos a amar do Teu jeito todos quantos nos rodeiam!
No mais profundo silêncio do coração vou gritando às ‘multidões’ para que seus corações possam juntar-se ao meu clamor:

Pelo infinito amor com que nos cuidas, Senhor Jesus… que sempre sejas louvado!