quarta-feira, 22 de junho de 2016

CONVERSÃO E PERDÃO!

Sempre que posso dou um pouquinho do meu tempo para pensar nestas duas palavras que me tocam até bem lá no fundo!
E então, quando me surgem meditações oportunas, faço todo o possível por me dedicar a elas, pois é da atenção que vamos dando às partilhas que todos crescemos.
Aqui… algumas palavras do Papa Francisco numa das suas audiências:

 “Conversão e perdão dos pecados são dois aspetos qualificativos da misericórdia de Deus e hoje tomamos em consideração a conversão.
Conversão significa «voltar para o Senhor», pedindo-Lhe perdão e mudando estilo de vida. Jesus fez precisamente desta conversão o primeiro apelo da sua pregação: «O Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e acreditai no Evangelho».
No entanto “quando Jesus chama à conversão, não o faz do alto como se fosse juiz das pessoas, mas torna-Se solidário e próximo delas; compartilhava a condição humana, fazendo-Se companheiro de estrada, entrando nas casas, sentando-Se à mesa”.
Com este seu comportamento, o Senhor tocava profundamente o coração das pessoas, e estas sentiam-se atraídas pelo amor de Deus e impelidas a mudar de vida.
Assim sucedeu a Mateus e a Zaqueu: converteram-se, mudaram de vida, porque se sentiram amados por Jesus e, através d’Ele, pelo Pai.
Na presença amável de Jesus, transparecia a misericórdia divina pelas pessoas extraviadas: procurava envolvê-las na sua história de salvação, abrindo-se à graça.
Quando acolhemos o dom da graça, acontece a verdadeira conversão, e um sinal claro da sua autenticidade é dar-se conta das necessidades dos irmãos e procurar remediá-las.
“Quantas vezes sentimos a exigência de uma mudança que envolva toda a nossa pessoa! Sigamos este convite do Senhor e não façamos resistência, porque somente se nos abrirmos à sua misericórdia é que encontraremos a verdadeira vida e a verdadeira alegria”.
‘In Zenit’
Estas palavras do Santo Padre encaixam como luvas feitas à medida!

Que por ele, Deus seja sempre louvado!

domingo, 19 de junho de 2016

SER CRISTÃO!


Por mais que se fale de cristianismo, nunca conseguiremos dizer tudo!
Então, sintetizamos dizendo que um cristãos é um seguidor de Jesus Cristo!
Mas… que seguidor? Seguir Jesus Cristo como? Ir à missa aos domingos e dias santos? Aos funerais, baptizados e casamentos? A algumas festas da terra? Andar na catequese durante uns anos até receber o Sacramento do Crisma e sentir-se satisfeito com isso, por já poder ser padrinho ou madrinha e por aí alem?
Pois tudo isto faz ou pode fazer parte do ser cristão, mas acabará por não ser nada se não dermos seguimento a estas práticas.
A cada dia que passa, mais aprendo e mais sei que nada sei!
Acerca do Evangelho, ou melhor, da Liturgia da Palavra deste Domingo, o XII do Tempo Comum, tantas aprendizagens se nos apresentam!...
Vamos ver o que nos diz o Padre Pedro Quinteiro, Cssr, sobre este Domingo:
O cristianismo não é uma ideologia nem uma doutrina. Ser cristão não é aderir a uma teoria, a umas ideias, a uma doutrina. Ser cristão é aderir a uma pessoa – Jesus Cristo. É reconhecer n’Ele a verdade, o sentido da vida, o guia seguro que em qualquer circunstância deve ser seguido. Mas este seguimento dá de caras com a morte. E, então, como ficam as coisas, quando Jesus já não anda mais, visivelmente, neste nosso mundo?
O que Jesus nos diz “a todos” (Lc. 9,23) é que O devemos seguir, tomando a nossa cruz todos os dias. A melhor maneira para entender e seguir Jesus é começar a fazer a mesma coisa que Ele fez. Não são as teorias e as belas ideias sobre Jesus que nos ajudam a conhecê-Lo e a entendê-Lo. O que nos ajuda verdadeiramente a conhecê-Lo e a entendê-Lo é viver como Ele viveu e morrer como Ele morreu. Fazer a experiência do mundo e de Deus que Ele fez, isso é que nos torna seus discípulos, dignos do nome de “cristãos”.
S. Lucas diz-nos que, para seguir Jesus, é preciso tomar a própria cruz “cada dia”. Tomar a própria cruz não acontece apenas no caminho do Calvário, mas na vida de cada dia. Quem não souber ou não quiser assumir as pequenas cruzes de cada dia, não será nunca um verdadeiro cristão, mártir do amor até ao fim, como Jesus. É fácil ostentar o crucifixo ou a cruz ao peito. Mas viver o autêntico sentido da cruz é que nos torna verdadeiramente “cristãos”, seguidores de Cristo. Seguir Jesus leva consigo decidir-se a perder a vida como Ele e pela causa d’Ele. Afinal, a vida verdadeira é doá-la como Ele a doou.
Pelo baptismo, os cristãos como que mudámos de personalidade: somos todos “Cristo”, todos iguais aos olhos de Deus, todos somos o Seu Filho querido: “não há mais homem nem mulher, nem judeu nem grego, nem senhor nem escravo” (2ª leitura)… Estamos vitalmente incorporados a Cristo, formando com Ele um só Corpo, uma só vida.
Seguir Jesus, ser cristão, portanto, é acabar de vez com os cálculos humanos de sucesso, de prazer, de poder. É, por isso, «perder a vida». O cristão já não tem mais na mão a sua própria vida. Ela já está dada. Já não dispõe dela. Jesus hipotecou tudo. Morreu até a nossa própria vontade. Só vive ainda em nós o amor que Ele quer manifestar ao mundo.”
Depois de tanta maravilha nestas palavras, termino como comecei: ‘Por mais que se fale de cristianismo, nunca conseguiremos dizer tudo!
E acrescento: ‘não é preciso dizer… mas viver! Urge deixar que as atitudes da nossa vida falem por nós!

Que Deus nos ajude!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

SENHOR! CURA A NOSSA CEGUEIRA!

Nunca será demais este pedido! Nunca será demais!
Senhor! Cura a nossa cegueira!
Gostei imenso desta catequese semanal do Papa Francisco acerca do Cego de Jericó:
“A figura deste cego representa tantas pessoas que, também hoje, se encontram marginalizadas por causa de um problema físico e ou de outro gênero. Na beira da estrada, o cego é apartado e reprovado pela multidão, porque clama por Jesus. Não sentem compaixão por ele; pelo contrário, se sentem incomodados com seus gritos.
Quantas vezes vemos nas ruas pessoas doentes, sem comida… e nos sentimos incomodados. Vemos refugiados e isso nos incomoda. É uma tentação que tomos temos, até eu. E por vezes, a indiferença e a hostilidade se transformam em agressão e insulto… ‘Mandem embora essa gente’…
A indiferença e a hostilidade tornam cegos e surdos, impedem de ver os irmãos e não permitem reconhecer neles o Senhor.
Mas sem se deixar intimidar, o cego clama várias vezes, reconhecendo Jesus como Filho de Davi, o Messias aguardado. Diferentemente da multidão, este cego vê com os olhos da fé. Graças a ela, a sua súplica tem uma eficácia poderosa. Jesus então tira o cego da margem da estrada e o coloca no centro da atenção dos seus discípulos e da multidão. “Pensemos em nossas situações ruins, de pecado: Jesus segura a nossa mão e nos conduz ao caminho da salvação”.
Deste modo, obriga todos a se conscientizarem de que a boa nova implica colocar no centro do próprio caminho quem está excluído. “A passagem do Senhor é um encontro de misericórdia que reúne todos em volta Dele para permitir reconhecer quem necessita de ajuda e de consolação”.
“É a ‘passagem’ da páscoa, o início da libertação: quando Jesus passa sempre há libertação, sempre há salvação! Também em nossa vida Jesus passa e quando percebemos, é um convite a sermos melhores, a segui-Lo”.
Como um servo humilde, Jesus pergunta o que o cego deseja. Este por sua vez responde chamando-o não mais de “Filho de Davi”, mas “Senhor” e pedindo para recuperar a visão. O seu desejo é atendido com essas palavras: “Vê; a tua fé te salvou”.
Graças à fé, o cego recupera a visão e, sobretudo, se sente amado por Jesus. Por isso, decide segui-Lo, se faz discípulo. “De mendigo a discípulo. Todos nós somos mendicantes, passamos de mendigos a discípulos”. Quem queriam calar, agora testemunha em alta voz o seu encontro com Jesus de Nazaré. Verifica-se então um segundo milagre: a cura do cego permite que também a multidão veja além das aparências. “Assim Jesus derrama a sua misericórdia sobre todos os que encontra: os chama, os reúne, os cura e os ilumina, criando um novo povo que celebra as maravilhas do seu amor misericordioso. Mas deixemos que Jesus nos cure, nos perdoe e sigamo-Lo”. ‘In Zenit’
Que palavras lindas!
Cheias de sentido!
E que nos enchem de felicidade!
Quem um dia encontrou verdadeiramente Jesus tem de ser, ainda que no meio das maiores dificuldades, impreterivelmente, muito feliz!
A começar por mim! Eu sinto-me muitíssimo bem identificando-me com o Cego de Jericó! Que tal como ele, tive a enorme graça de me cruzar um dia com Jesus Misericordioso e bom, que me amparou, encaminhou e fortaleceu para me poder tornar uma pequenina discípula Sua.
E agora… vou tentando a todo o custo conhecer Jesus cada vez mais e melhor, para viver cada vez mais e melhor ao Seu jeito e para dizer a toda a gente, com acções mais do que com palavras, que Jesus é Luz, Caminho, Felicidade, Doçura, Compaixão, Amor, que é TUDO quanto precisamos para nos sentirmos verdadeiramente realizados e felizes!
Não totalmente felizes… porque a felicidade total nunca será possível nesta etapa da vida!
Mas inicia-se aqui para continuar, depois da morte física, na eternidade!

Senhor Jesus, ajuda-nos, cura a nossa cegueira! 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

DOIS APAIXONADOS!

Quanto mais procuro… mais encontro!
Expressões maravilhosas! Daquelas que dão sabor à vida e desejo de viver!
Do Papa Francisco, numa das audiências gerais de quarta-feira sobre o primeiro milagre de Jesus nas Bodas de Caná:
“A vida cristã é a resposta a este amor, é como a história de dois apaixonados, Deus e o homem, que se encontram, se celebram e se amam, exatamente como o amado e a amada do Cântico dos Cânticos, no Antigo Testamento. A Igreja é a família de Jesus, é aonde ele deposita o seu amor; o amor que a Igreja custodia e quer doar a todos”.
No banquete nupcial de Caná, Maria observou que faltava o vinho, sem o qual, a festa não teria alegria nem abundância.
“Imaginem se a festa terminasse com um chá. Seria uma vergonha… O vinho era necessário”.
Jesus, transformando em vinho a água das ânforas, que era utilizada ‘para a purificação dos judeus’, realiza outro sinal eloquente: transforma a Lei de Moisés em Evangelho, portador da alegria.
“Façam tudo o que Ele lhes disser”, estas últimas palavras contidas no Evangelho, representam a herança que Ele deixa a todos nós. E de fato, quando Jesus disse “Encham as ânforas de água e levem-nas ao encarregado da festa”, todos o obedecem.
“Servir o Senhor significa ouvir e colocar em prática a sua Palavra. A recomendação simples, mas essencial da Mãe de Jesus, é o programa de vida do cristão. Para cada um de nós, beber daquela ânfora equivale a confiar-se a Deus e experimentar a sua eficácia na vida”.
Naquela ocasião Jesus guardou o vinho bom para o fim do banquete, o Senhor continua a reservar o vinho bom para a nossa salvação.
“As Núpcias de Caná são muito mais do que o simples relato do primeiro milagre de Jesus. Em Caná, Jesus une os seus discípulos a si com uma Aliança, nova e definitiva; eles se tornam a sua família e ali nasce a fé da Igreja. Todos nós estamos convidados para aquelas Núpcias, porque o vinho novo nunca falta!” (retirado de Zenit)
Dois apaixonados, Jesus e a Sua Igreja. Que também pode e deve ser Jesus e cada um de nós, Maria, Joana, João, António…
Que Jesus é apaixonado por mim eu já o sabia e sentia profundamente! Que eu amo muito Jesus também me é sensível a cada instante!
O poder dizer-nos, a mim e a Jesus, apaixonados, nunca me tinha ocorrido!
Mas que está certo, lá isso está!
O Papa Francisco, realmente, é sal que dá sabor à vida e luz que mostra o caminho, como Jesus quer que sejamos!

Que o Espírito Santo nos ajude!uito Jesus tambamente! milagre de Jesus nas Bodas de CanEle quer que sejamos!

terça-feira, 7 de junho de 2016

JUSTIÇA E MISERICÓRDIA

Desde que, em Fevereiro, li a primeira vez esta catequese do Papa Francisco fiquei com ela no pensamento de modo a integrá-la na vida. Afinal… é para uma mudança constante de atitudes diárias que precisamos estar atentos à Palavra de Deus que nos vai chegando dos mais diversos modos.
E como nunca é demais ter presentes na vida a Justiça e Misericórdia, aqui vai o que o Papa nos diz:
“Queridos irmãos e irmãs, bom dia,
A Sagrada Escritura nos apresenta Deus como misericórdia infinita, mas também como justiça perfeita. Como conciliar as duas coisas? Como se articula a realidade da misericórdia com as exigências da justiça? Poderia parecer que são duas realidades que se contradizem; na realidade não é assim, porque é justamente a misericórdia de Deus que leva a cumprimento a verdadeira justiça. Mas de qual justiça se trata?
Se pensamos na administração legal da justiça, vemos que quem se considera vítima de uma injustiça se dirige ao juiz no tribunal e pede que seja feita justiça. Trata-se de uma justiça retributiva, que inflige uma pena ao culpado, segundo o princípio de que a cada um deve ser dado aquilo que lhe é devido. Como diz o livro dos Provérbios: “Quem pratica a justiça é destinado à vida, mas quem persegue o mal é destinado à morte” (11, 19). Também Jesus fala da parábola da viúva que ia repetidamente ao juiz e lhe pedia: “Faz-me justiça contra o meu adversário” (Lc 18, 3).
Este caminho, porém, ainda não leva à verdadeira justiça, porque, na realidade, não vence o mal, mas simplesmente contém seu avanço. É, em vez disso, respondendo a ele com o bem que o mal pode ser realmente vencido.
Eis, então, outra maneira de fazer justiça que a Bíblia nos apresenta como caminho-mestre a percorrer. Trata-se de um procedimento que evita o recurso ao tribunal e prevê que a vítima se dirija diretamente ao culpado para convidá-lo à conversão, ajudando-o a entender que está fazendo o mal, apelando à sua consciência. Deste modo, finalmente reconhecido o próprio erro, ele pode se abrir ao perdão que a parte lesada lhe está oferecendo. E isso é belo: após a persuasão daquilo que é o mal, o coração se abre ao perdão, que lhe é oferecido. Este é o modo de resolver os contrastes dentro das famílias, nas relações entre esposos ou entre pais e filhos, onde o ofendido ama o culpado e deseja salvar a relação que o liga ao outro. Não cortar aquele relacionamento, aquela relação.
Certo, este é um caminho difícil. Requer que quem sofreu o erro esteja pronto a perdoar e deseje a salvação e o bem de quem o ofendeu. Mas somente assim a justiça pode triunfar, porque, se o culpado reconhece o mal feito e deixa de fazê-lo, eis que não há mais o mal e aquele que era injusto se torna justo, porque perdoado e ajudado a reencontrar o caminho do bem. E aqui entra justamente o perdão, a misericórdia.
É assim que Deus age nos confrontos de nós pecadores. O Senhor, continuamente, nos oferece o seu perdão e nos ajuda a acolhê-lo e a tomar consciência do nosso mal para poder nos libertar. Porque Deus não quer a nossa condenação, mas a nossa salvação. Deus não quer a condenação de ninguém! Algum de vocês poderia me perguntar: ‘mas, padre, a condenação de Pilatos foi merecida? Deus a queria?’ Não! Deus queria salvar Pilatos e também Judas, todos! Ele, o Senhor da misericórdia, quer salvar todos! O problema é deixar que Ele entre nos corações. Todas as palavras dos profetas são um apelo apaixonado e cheio de amor que procura a nossa conversão. Eis o que o Senhor diz através do profeta Ezequiel: “Terei eu prazer com a morte do malvado? (…) mas antes com a sua conversão, de modo que tenha vida” (18,23; cfr 33,11), aquilo que agrada a Deus!
E este é o coração de Deus, um coração de Pai que ama e quer que os seus filhos vivam no bem e na justiça, e portanto, vivam em plenitude e sejam felizes. Um coração de Pai que vai além do nosso pequeno conceito de justiça para nos abrir aos horizontes ilimitados da sua misericórdia. Um coração de Pai que não nos trata segundo os nossos pecados e não nos retribui segundo as nossas culpas, como diz o Salmo (103, 9-10). E precisamente é um coração de pai que nós queremos encontrar quando vamos ao confessionário. Talvez nos dirá algo para nos fazer entender melhor o mal, mas no confessionário todos vamos encontrar um pai que nos ajude a mudar de vida; um pai que nos dê a força de seguir adiante; um pai que nos perdoe em nome de Deus. E por isso ser confessor é uma responsabilidade tão grande, porque aquele filho, aquela filha que vem a você procura somente encontrar um pai. E você, padre, que está ali no confessionário, você está ali no lugar do Pai que faz justiça com a sua misericórdia.”
Fazer Justiça com a Misericórdia!
Este é o ensinamento de Jesus que o Papa tão bem explica nestas suas palavras... bem de acordo com os seus incomparáveis gestos!
Senhor Jesus, que o Teu Santo Espírito nos ajude à prática da Justiça através da Misericórdia como Tu exemplificastes!

Que sempre sejas louvado!

domingo, 5 de junho de 2016

A COMPAIXÃO DE JESUS!

Hoje vivemos o 10º Domingo Comum com a Liturgia da Palavra rodando à volta da viúva de Naim, em que se uniram duas multidões, uma que seguia atrás de Jesus e outra que acompanhava o jovem morto à sepultura!
Perante toda a tristeza e (des)graça amargurada daquela mãe, mulher que ficava sem qualquer tipo de protecção, Jesus mandou parar o féretro e ordenou ao jovem: “Eu te ordeno, levanta-te!” E entregou-o à mãe, (para nos dizer que os filhos não são nossos, mas deles mesmos, de Deus e da comunidade onde estamos inseridos).
E a multidão que acompanhava a morte ficou logo integrada na alegre multidão que acompanhava a Vida ou Jesus Cristo!
É que o encontro com Jesus provoca sempre uma mudança radical!
Ou provoca mudança… ou não é um encontro a sério, profundo, que toque nas entranhas!
A compaixão de Jesus por nós é infinitamente grande, porque é com paixão que Ele nos ama!
E é com paixão que devemos amar os nossos irmãos, porque só a com(paixão) nos leva a compreender as suas atitudes e a sentir como nossas as suas dores e aflições.
O amar com(paixão) compreende e aceita e leva-nos ao per(dão), ou seja, a doar-nos!
E o saber-se per(doado), sem dúvida, leva à mudança.

Que a compaixão e perdão de Jesus seja por nós compreendido e aceite para que possamos em todos os dias da nossa vida ser mais humanos o que implica sermos melhores cristãos, viver cada vez mais no amor verdadeiro expresso na prática das Obras de Misericórdia.

sábado, 4 de junho de 2016

VIVER… SIMPLESMENTE!

Nascemos para viver em comunidade!
E não podemos nem devemos dar-nos ao isolamento!
Até porque, sozinhos, será difícil aprender algo que nos faça mais humanos, mais capazes, mais responsáveis, mais amigos!...
Daí sairmos a tomar um café… a ler um jornal… a fazer umas compras… ou muito simplesmente dar umas voltinhas em que o encontro de amigos ou somente o depararmos com a carícia e meiguice de um olhar ou sorriso de rostos diferentes nos faça sentir muito bem.
E se sairmos um pouco do nosso espaço habitual para nos encontrarmos com a Natureza?
A sua linguagem… muda de palavras e falha de gestos… chega até ao mais fundo do coração!
A atenção aos pequenos nadas, aos pormenores mais ínfimos dos mais pequenos detalhes… são uma das melhores formas de sentir a bondade de Deus e a Sua Misericórdia infinita para connosco.
E de… à boa maneira de Deus/Jesus que tanta beleza e bem-estar nos proporciona, desejar ser também, para os irmãos que connosco se cruzarem nos caminhos da vida, dedadinhas de Misericórdia e graça!
Que Ele(Jesus) cresça… nos nossos irmãos… ainda que seja necessário escondermo-nos um pouco para não lhes atrapalharmos o crescimento!
A isto se poderá chamar… Viver… Simplesmente!

Que Deus seja Louvado! 

sábado, 28 de maio de 2016

O VERDADEIRO RUMO DA NOSSA VIDA!

 Sim! O verdadeiro rumo da nossa vida é a santidade ou amor!
No denominado Tempo Comum… uma vida comum, natural, simples como a simplicidade. A aplicação prática de todas as aprendizagens dos tempos quaresmal e pascal. Uma passagem ou corrida constante para uma vida de maior santidade ou vida de Amor a Deus e aos irmãos como Jesus nos ensinou e continua a ensinar-nos pela boca da Sua Igreja.
Mas… o que é o caminho de santidade?
Encontramos uma boa resposta, retirada de Zenit, nestas palavras do Papa Francisco, quando definiu um pequeno trecho da primeira Carta de São Pedro como um pequeno tratado de santidade ou um caminhar de modo irrepreensível diante de Deus:
““Este ‘caminhar’: a santidade é um caminho, a santidade não se compra e nem se vende. Nem se pode presentear. A santidade é um caminho na presença de Deus, que eu devo fazer: ninguém o faz em meu nome. Posso rezar para que o outro seja santo, mas é ele que deve fazer o caminho, não eu. Caminhar na presença de Deus, de modo irrepreensível. Usarei hoje algumas palavras que nos ensinam como é a santidade de todo dia, a santidade – digamos – anônima. Primeira: coragem. O caminho rumo à santidade requer coragem”.
“O Reino dos Céus de Jesus”, é para “aqueles que têm a coragem de seguir em frente” e a coragem, é movida pela “esperança”, a segunda palavra da viagem que leva à santidade. A coragem que espera “num encontro com Jesus”. Depois, há o terceiro elemento, quando Pedro escreve: “colocai toda a vossa esperança na graça”:
“A santidade não podemos fazê-la sozinhos. Não, é uma graça. Ser bom, ser santo, avançar a cada dia um passo na vida cristã é uma graça de Deus e devemos pedi-la. Coragem, um caminho. Um caminho que se deve fazer com coragem, com a esperança e com a disponibilidade de receber esta graça. E a esperança: a esperança do caminho. É tão bonito o XI capítulo da Carta aos Hebreus, leiam. Fala do caminho dos nossos pais, dos primeiros que foram chamados por Deus. E como eles foram avante. E do nosso pai Abraão diz: ‘Ele saiu sem saber para onde ia’. Mas com esperança”.
Na sua carta, Pedro destaca a importância de um quarto elemento. Quando convida os seus interlocutores a não se conformarem “aos desejos de uma época”, os impulsiona essencialmente a mudar a partir de dentro do próprio coração, num contínuo e cotidiano trabalho interior:
“A conversão, todos os dias: ‘Ah, Padre, para me converter devo fazer penitência, me dar umas pauladas…’. ‘Não, não, não: conversões pequenas. Mas se você for capaz de não falar mal do outro, está no bom caminho para se tornar santo’. É tão simples! Eu sei que vocês nunca falam mal dos outros, não? Pequenas coisas… Tenho vontade de criticar o vizinho, meu colega de trabalho: morder um pouco a língua. Vai ficar um pouco inchada, mas o espírito de vocês será mais santo nesta estrada. Nada de grandes mortificações: não, é simples. O caminho da santidade é simples. Não voltar para trás, mas ir sempre avante, não? E com força”. “
Mais palavras para quê? Aqui está mesmo tudo quanto devemos praticar, ir fazendo aos pouquinhos, com avanços e recuos, com a ajuda e força do Espírito Santo do Deus Misricordioso, compassivo e bom!

Que Ele nos ajude!

sexta-feira, 27 de maio de 2016

VIVER... NO AMOR!


Por mais que falemos de amor, nunca falaremos o suficiente para conseguirmos interiorizar uma vida plena de amor como a todos convém!
O Apolónio diz assim:
“Existem muitos modos de criar obstáculos ao amor fraterno: dar ouvidos à maledicência, praticar injustiças, ser indiferente ao sofrimento do outro, ser impiedoso com quem erra, semear discórdia, etc.
Não basta porém apenas não praticar essas coisas, temos que tomar a iniciativa e amar por primeiro. Assim, não somente evitamos os obstáculos mas os destruímos.
Sem barreiras o nosso amor se expande e chega a todos, criando fraternidade.”
São João Crisóstomo disse assim, falando da eternidade ou vida convertida ao Amor:
“Quereis que vos indique os caminhos da conversão? São numerosos, variados e diferentes, mas todos conduzem ao céu. O primeiro caminho da conversão é a condenação das nossas faltas. «Aviva a tua memória, entremos em juízo; fala para te justificares!» (Is 43,26). É por isso que o profeta observava: «Eu disse: "Confessarei os meus erros ao Senhor"; e Vós perdoastes a culpa do meu pecado» (Sl 31,5). Condena pois, tu próprio, as faltas que cometeste, e tal será suficiente para que o Senhor te atenda. Com efeito, aquele que condena as suas faltas tem a vantagem de recear tornar a cair nelas. [...]
Há um segundo caminho, não inferior ao referido, que é o de não guardar rancor aos nossos inimigos e dominar a cólera para perdoar as ofensas dos nossos companheiros, porque assim obteremos o perdão das que nós cometemos contra o Mestre; é a segunda maneira de obter a purificação das nossas faltas, «porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós» (Mt 6,14).
Queres conhecer o terceiro caminho da conversão? É a oração fervorosa e perseverante que fizeres do fundo do coração. [...] O quarto caminho é a esmola, que tem uma força considerável e indizível. [...] Em seguida, a modéstia e a humildade não são meios inferiores para destruir os pecados pela raiz; temos como prova disso o publicano, que não podia proclamar boas acções, mas as substituiu pela oferta da sua humildade, entregando assim o pesado fardo das suas faltas (Lc 18,9s).
Acabamos de indicar cinco caminhos de conversão. [...] Não fiques pois inativo, mas em cada dia utiliza todos estes caminhos. São caminhos fáceis, e não podes apresentar a tua miséria como desculpa para os não percorreres.”

Que neste Ano de Misericórdia, o Amor Misericordioso de Deus nos ampare na caminhada da vida, para que criemos fraternidade vivendo em harmonia e paz!

quarta-feira, 25 de maio de 2016

OLHAR... COM OS OLHOS DE DEUS!

Nunca imaginei que a vida me diria a cada passo que cada vez me sinto mais ignorante. Mas é um facto! À medida que o tempo avança… e quanto mais me esforço por APRENDER, mais me convenço que nada sei. Nada… comparado com o que há para aprender! Como a vida é feita aos segundos, cá vamos andando, sorrindo e chorando, vendo, olhando… e procurando ser um pouco mais pessoa humana, assim como o Senhor quer que sejamos.
Muitas vezes ouvimos dizer que ‘devemos olhar com os olhos de Deus’, ou seja, com os olhos do coração, que conseguem ver muito mais profundamente do que os olhos da cara.
Para vermos com os olhos de Deus temos que compreender pelo menos um pouquinho do que Deus é, Pai amoroso, misericordioso e bom!
Vejamos o que diz o Papa Francisco:
“Com a parábola do Pai Misericordioso, Jesus nos dá a conhecer o coração de Deus, apresentando-nos a figura de um pai, cuja misericórdia para com os seus dois filhos é incondicional. No caso do filho mais novo, a misericórdia se manifesta no fato de que o pai não se mostre ressentido pela ofensa grave mas, ao contrário, tenha somente sentimentos de alegria por recuperar o filho perdido. Ensina-nos assim que a nossa condição de filhos de Deus não depende dos nossos erros ou acertos, mas é fruto do amor do coração do Pai. Já o filho mais velho nos mostra como a lógica da recompensa pode nos fazer ignorar que se permanece na casa do pai não para que se obtenha algum benefício, mas por termos a dignidade de filhos que compartilham as responsabilidades do pai. Nesse sentido, a parábola nos ensina que a grande alegria do Pai é ver seus filhos se reconhecerem como irmãos, participando da grande festa da misericórdia e da fraternidade, aprendendo a serem misericordiosos como o Pai”.
‘Misericordiosos como o Pai’ é o lema deste Ano Santo da Misericórdia.
A Parábola que durante muito tempo foi reconhecida como sendo do Filho Pródigo, Lc 15, 11-32,  hoje é designada como Parábola do Pai Misericordioso porque assim é muito mais elucidativa do imenso amor de Deus para connosco, que umas vezes agimos como o Filho Pródigo, outras como o filho que nunca abandonou o Pai e que, ressabiado e cheio de orgulho do seu bom comportamento não aceita a atitude do Pai com o irmão.
Sinceramente… eu já fui ressabiada… reconheço-o, mas não quero ser mais.
Fui ressabiada porque ainda não tinha descoberto um pouquinho que fosse do infinito amor de Deus pelos homens principalmente pelos mais carenciados de amor, afecto, de sabedoria, de bons costumes, da caridade… sei lá de que mais!...
Estou convicta de que a maior parte senão o todo das asneiras que se vão fazendo por aí, algumas das quais bem asquerosas e repugnantes, se devem a alguma carência ou deficiência educacional das pessoas que as fazem, e que por essa razão, por muito mal que façam… terão de ser sempre dignas de dó, de pena, de compaixão.
E como não temos o direito de julgar ninguém porque não conhecemos ninguém tão profundamente que o possamos fazer, aprendamos a ter compaixão como Jesus nos ensinou e exemplificou.
Vejamos como fez com Judas… o amigo próximo que O traiu, e com Pedro, o amigo próximo que O negou.
A Judas chamou-o de amigo, e a Pedro entregou-lhe a direcção da Sua Igreja.
Jesus/Deus, é, realmente… sem palavras para O definir!

Que Ele seja sempre louvado!

domingo, 22 de maio de 2016

SANTÍSSIMA TRINDADE

A Santíssima Trindade é o centro de toda a nossa fé! Tudo em nós, toda a nossa vida e a vida do mundo gira à volta deste inefável e admirável mistério que nunca é demais evidenciar.
O Evangelho deste Domingo da Santíssima Trindade é curtinho, tem poucas palavras, mas de uma grandeza incomensurável!
Acerca dessa leitura, o Evangelho Quotidiano de hoje apresenta o seguinte comentário extraído do Catecismo da Igreja Católica:
“O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Só Deus pode dar-nos conhecimento dele, revelando-Se como Pai, Filho e Espírito Santo. A Encarnação do Filho de Deus revela que Deus é o Pai eterno, e que o Filho é consubstancial ao Pai, quer dizer que, nele e com Ele, é o mesmo e único Deus. A missão do Espírito Santo, enviado pelo Pai em nome do Filho e pelo Filho «de junto do Pai» (Jo 15,26), revela que Ele é, com Eles, o mesmo e único Deus: «com o Pai e o Filho é adorado e glorificado» (Credo). [...]
Pela graça do Baptismo «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo», (Mt 28,19), somos chamados a participar na vida da Trindade bem-aventurada; para já, na obscuridade da fé, e depois da morte na luz eterna.
«A fé católica é esta: venerarmos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem confundir as Pessoas nem dividir a substância: porque uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas do Pai e do Filho e do Espírito Santo é só uma a divindade, igual a glória e coeterna a majestade» (Quicumque).
Inseparáveis no que são, as pessoas divinas são também inseparáveis no que fazem. Mas, na operação divina única, cada uma manifesta o que Lhe é próprio na Trindade, sobretudo nas missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo.”
E “Um Minuto um Maria” de há dias, dizia:
Como Santa Matilde suplicasse à Santíssima Virgem que a assistisse na hora da morte, ouviu a resposta da Mãe celeste: “Sim, eu o farei; mas quero que, por tua parte, me rezes diariamente três Ave-Marias”.
“A primeira Ave-Maria deve ser dedicada a Deus Pai (...), pedindo-Lhe que eu esteja presente na hora da tua morte, para te reconfortar, para te fortificar e afastar de ti toda potestade inimiga.
“Na segunda Ave-Maria, deves dirigir-te ao Filho de Deus, que em sua insondável sabedoria, dotou-me de tal plenitude de inteligência e de ciência que usufruo da Santíssima Trindade, num conhecimento superior ao de todos os outros santos. Deves pedir-Lhe (...) que eu te assista na passagem da morte para encher tua alma das luzes da fé e da verdadeira sabedoria, para que não a obscureçam as trevas do erro e da ignorância.
“Na terceira Ave-Maria, recorrerás ao Espírito Santo (...) e pedir-Lhe-ás que eu te assista na hora da morte, para inundar a tua alma com a suavidade do divino amor. Assim, poderás triunfar sobre as dores e a amargura da morte, ao ponto de vê-las transformarem-se em delicias e alegrias.”
Levar a Maria, conduzir a Maria, e não julgar as pessoas que seguem Maria sem outras manifestações de fé, é imperioso, porque por Maria, vai-se até Jesus, até Deus, até à Trindade, até à verdadeira vida!
Sem sombra de dúvida, Maria, é o melhor e mais curto caminho para chegar a Deus!

Que Maria sempre nos ampare e proteja!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A PRÁTICA DA MISERICÓRDIA!

A prática da misericórdia não poderá cingir-se a ocasiões ou anos especiais como o que estamos a viver!
A prática da Misericórdia é de sempre, ininterruptamente.
É urgente aprendermos a ser misericordiosos, e antes de mais, connosco mesmos. Temos tendência a esquecer-nos de nós pelos outros, mas precisamos de aprender a medir as nossas forças para sabermos até onde poderemos ir sem nos magoarmos demasiado, pois se não estivermos bem de saúde a todos os níveis não poderemos ser boa companhia para ninguém.
Temos de cuidar da nossa saúde física e do nosso bem-estar geral para podermos cuidar de quem connosco se vai cruzando nos caminhos da vida.
Fazer opções custa muito, mas tem de ser!
Sozinhos não conseguiremos, mas na presença amorosa e previdente do Espírito Santo vamos aprendendo a fazer caminho, a caminhar tendo em vista o bem de todos e de cada um.
Faz tempo tenho guardadas estas linhas que me mandaram por email e vou partilhar, pois penso que num Ano de Misericórdia nos poderão ajudar a crescer como pessoas como a todos convém:

1.      Sorrir...Um cristão é sempre alegre!
2. Agradecer (embora não “precise” fazê-lo).
3. Lembrar ao outro o quanto você o ama.
4. Cumprimentar com alegria as pessoas que você vê todos os dias.
5. Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor.
6. Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de você.
7. Animar a alguém.
8. Reconhecer os sucessos e qualidades do outro.
9. Separar o que você não usa e dar a quem precisa.
10. Ajudar a alguém para que ele possa descansar.
11. Corrigir com amor; não calar por medo.
12. Ter delicadezas com os que estão perto de você.
13. Limpar o que sujou, em casa.
14. Ajudar os outros a superar os obstáculos.
15. Telefonar para seus pais.

E também estas outras linhinhas muito boas não só para a Quaresma mas para todos os nossos dias:

O MELHOR JEJUM
• Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas.
• Jejum de descontentamento e encher-se de gratidão.
• Jejum de raiva e encher-se com mansidão e paciência.
• Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e optimismo.
•Jejum de preocupações e encher-se de confiança em Deus.
• Jejum de queixas e encher-se com as coisas simples da vida.
• Jejum de tensões e encher-se com orações.
• Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria.
• Jejum de egoísmo e encher-se com compaixão pelos outros.
• Jejum de falta de perdão e encher-se de reconciliação.
• Jejum de palavras e encher-se de silêncio para ouvir os outros.
E para concluir, uma final de semana da Santíssima Trindade repleto de graças e bênçãos para todo o mundo que tanto necessita do Amor e Paz que só em Deus se pode encontrar!

Que o Espírito Santo nos ajude!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

VIVER A PÁSCOA TODOS OS DIAS!

Com a celebração de Pentecostes, para este ano, o Tempo Pascal, a vivência da Páscoa de Jesus acabou… para continuarmos a vivê-la na nossa passagem permanente por esta terra linda onde fomos colocados.
A Páscoa é para continuarmos, sempre, numa mudança permanente de atitudes na busca do verdadeiro amor… que só conseguiremos encontrar e fazer crescer numa vida de verdade e misericórdia para com quem nos rodeia.
Sinto saudades do Tempo Pascal!
De ouvir as aventuras dos Bem-Aventurados Apóstolos nos primórdios da nossa Igreja… de recordar os ensinamentos de Jesus na Última Ceia com todas aquelas recomendações tão importantes para a nossa vida… de pensar mais a sério no Evangelho de São João com todas as catequeses que só ele mesmo soube escrever… de recordar Jesus Ressuscitado no coração e vida dos Apóstolos e sociedade cristã em crescimento… de interiorizar o Jesus sem corpo físico num espaço completamente aberto e incomensurável num tempo sem fim... de acabar por compreender que a subida de Jesus ao céu foi essa saída de Jesus do Seu corpo físico limitado ao espaço e ao tempo para poder estar em todo o lugar numa vida sem tempo no coração de todos os homens e mulheres… de verificar que a enorme diferença entre os cristãos e não cristãos é de que os cristãos têm obrigação de mostrar Jesus aos não cristãos por acções concretas mais do que por palavras.  
Nunca imaginei aprender e viver tanto no Tempo Quaresmal e Pascal como aprendi e vivi.

Que Deus seja louvado e o Espírito Santo nos ajude a sermos cada vez mais “Misericordiosos como o Pai”, amando em espírito e verdade como Jesus quer, para, assim, vivermos numa Páscoa permanente!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

VEM… ESPÍRITO SANTO!


Neste dia de Maio, talvez me apetecesse partilhar um pouco do que Fátima é para mim, mas o tempo é de meditar mais e mais sobre a acção do Espírito Santo na vida de todos e cada um de nós! O Papa Francisco disse numa das suas homilias:
O Espírito Santo é aquele que move a Igreja. É aquele que trabalha na Igreja, em nossos corações. Ele faz de cada cristão uma pessoa diferente da outra, e de todos juntos faz a unidade. O Espírito Santo é aquele que leva adiante, escancara as portas e convida a testemunhar Jesus. Ouvimos no início da missa: ‘Receberão o Espírito Santo e serão minhas testemunhas no mundo’. O Espírito Santo é aquele que nos impulsiona a louvar a Deus, nos induz a rezar: ‘Ele reza, em nós’. O Espírito Santo é aquele que está em nós e nos ensina a olhar para o Pai e dizer-lhe: Pai. Ele nos liberta da condição de órfão para a qual o espírito do mundo quer nos conduzir”.
“O Espírito Santo é o protagonista da Igreja viva. É aquele que trabalha na Igreja”. Porém, “quando não vivemos isso, quando não estamos à altura dessa missão do Espírito Santo, a fé corre o risco de se reduzir a uma moral ou uma ética”. Não devemos nos deter em cumprir os Mandamentos e “nada mais”: “Isso pode ser feito, isso não; até aqui sim, até lá não! Dali se chega à casuística e a uma moral fria”.
“A vida cristã não é uma ética: é um encontro com Jesus Cristo. E é o próprio Espírito Santo que “me leva a este encontro com Jesus Cristo”:
“Mas nós, em nossas vidas, temos em nossos corações o Espírito Santo como um ‘prisioneiro de luxo’: não deixamos que ele nos impulsione, não deixamos que nos movimente. Ele faz tudo, sabe tudo, sabe nos lembrar o que Jesus disse, sabe nos explicar as coisas de Jesus. Somente uma coisa o Espírito Santo não sabe fazer: ‘cristãos de salão’. Isto ele não sabe fazer! Ele não sabe fazer ‘cristãos virtuais’. Ele faz cristãos reais, Ele assume a vida real como ela é, com a profecia de ler os sinais dos tempos e assim nos levar avante. É o maior prisioneiro do nosso coração. Nós dizemos: ‘É a terceira Pessoa da Trindade e acabamos ali…”.
Esta semana “nos fará bem refletir sobre o que o Espírito Santo faz em nossa vida” e perguntar-se se “ele nos ensinou o caminho da liberdade”. O Espírito Santo, que habita em mim, pede-me para sair: tenho medo? Como é a minha coragem, que o Espírito Santo me dá para sair de mim mesmo, para dar testemunho de Jesus?” E ainda: “Como está a minha paciência nas provações? Porque o Espírito Santo também dá a paciência”:
“Nesta semana de preparação para a Festa de Pentecostes pensemos: “Realmente eu acredito ou é uma palavra, para mim, o Espírito Santo?’. E procuremos falar com ele e dizer: “Eu sei que estás no meu coração, que estás no coração da Igreja, que levas adiante a Igreja, que fazes a unidade entre nós, mas diferentes entre nós, na diversidade de todos nós”… diga-lhe todas essas coisas e peça a graça de aprender… mas praticamente na vida, o que Ele faz. É a graça da docilidade para com Ele: ser dócil ao Espírito Santo. Esta semana vamos fazer isso: pensemos no Espírito Santo, e falemos com ele.”

Com estas maravilhosas e sentidas palavras fico a desejar que o Espírito Santo nos faça verdadeiros cristãos conscientes, fortes, responsáveis, para maior glória de Deus e felicidade de todos os homens nossos irmãos. 

sábado, 7 de maio de 2016

AMOR INQUESTIONÁVEL!

O mor inquestionável para cada um de nós é o Amor de Deus/Amor!
Pois se é Amor, somente Amor, não podemos duvidar de que somente Ama!
Não ama como nós, por muito que amemos ou pensemos amar!
Ama… até não compreendermos como!
Vejamos o que a esta parte nos disse o Papa Francisco na Audiência da última quarta-feira:
“A parábola da ovelha perdida mostra-nos a solicitude de Jesus pelos pecadores e a misericórdia de Deus que não quer nem se resigna a perder ninguém. Todos estão avisados e devem saber que a misericórdia para com os pecadores é o estilo do agir de Deus. A este estilo, Ele é absolutamente fiel: nada e ninguém O pode afastar desta sua vontade de salvar a todos. É capaz de deixar as noventa e nove ovelhas no deserto, para ir à procura da que anda perdida. Com isto, Jesus quer fazer-nos refletir sobre o modo como vivemos a nossa fé. Para encontrar o Senhor, temos de O procurar, não onde nós pretendemos encontrá-Lo, mas onde Ele nos quer encontrar: e o pastor só pode ser encontrado, onde está a ovelha perdida. Fazendo saber que vai à procura da ovelha perdida, provoca as outras noventa e nove para que participem na reunificação do rebanho. E, se assim procederem, não só a ovelha trazida aos ombros, mas todo o rebanho acompanhará o pastor até casa, para fazer festa com «os amigos e os vizinhos». Aos olhos de Jesus, não há ovelhas definitivamente perdidas, mas apenas ovelhas que devem ser reencontradas. E Ele impele-nos a sair à procura delas. Não há distância que o pastor não possa superar; e nenhum rebanho pode renunciar a um irmão que anda perdido. Encontrar quem se perdeu é a alegria do pastor e de Deus, mas é também a alegria do rebanho. Todos nós somos ovelhas reencontradas e trazidas para casa pela misericórdia do Senhor; e somos chamados, por nossa vez, a reunir juntamente com Ele o rebanho inteiro.
Pastor… ovelhas… rebanho! Ovelhas tresmalhadas ou perdidas! As ovelhas que os pastores procuram avidamente!
Hoje… talvez não seja fácil perceber a relação ovelhas/pastor ou pastor/ovelhas, mas no tempo e espaço de Jesus em que abundavam os rebanhos era uma linguagem de todo compreensível!
E ainda hoje, quem tem esses animais tão dóceis e carinhosos, pode conhecer a forma como se relacionam entre eles e com quem os cuida e compreender o que Jesus nos quer dizer com estas palavras!
Hoje… nas missas vespertinas, já soaram as leituras da Ascensão do Senhor! Leituras belíssimas e cheias de ensinamentos. Estamos na recta final do Tempo Pascal ou de Páscoa… de passagem a uma vida com Jesus, na harmonia, fraternidade e paz!

Tantas coisas queria partilhar!... Mas…um bom fim de semana repleto de alegrias pascais!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

AMAR… É PRECISO APRENDER A AMAR!

Por mais que me esforce pelo contrário… tenho que admitir que aprender a amar como convém é muito difícil a pessoas humanas como nós!
Jesus Cristo bem tentou ensinar-nos… e deixou formas práticas e concretas de nos continuar a ensinar… mas somos testas duras! Eu falo por mim!
A minha maior dificuldade é aceitar o outro ou outra como ele ou ela é… aceitar os outros como são!
O esforço de reconhecimento de mim mesma, das minhas fraquezas e debilidades, dos meus fracassos e sucessos, tem ajudado, mas ainda não é o bastante!
Temos a tendência de nos queixarmos da maldade do mundo… de dizer que o mundo está mau… mas o mundo está muito bom! Os homens e mulheres é que não aprendem a viver em paz e fraternidade!
Vejamos algumas palavras do Amigo Apolónio:
“É impossível mudar o mundo à minha maneira.
A única pessoa que sou capaz de mudar é a mim mesmo, e à custa de duras penas.
O que posso fazer é colocar amor onde não existe amor, aí então, será o amor a transformar o que precisa ser mudado.
O amor não apenas tolera, mas aceita as diferenças, vai além delas e descobre o que nos une.
O erro não está na diferença, está no confronto entre elas. Aceitando-as evito a divisão e estabeleço a unidade com todos. O amor supera as diferenças.”
Que só podemos mudar a nós mesmos… já todos sabemos! Mas mesmo para podemos mudar o que em nós está menos bem… temos de saber o que está menos bem para o podermos mudar! E temos que arranjar conhecimento e força para mudar, para darmos pequenas passadinhas para a frente e para trás, com coragem e valentia!
Se conseguirmos interiorizar o esforço que temos de fazer para mudar um pequeno pouco os nossos comportamentos, seremos muito mais compreensivos com toda a gente que erra!
Se não podemos mudar as coisas à nossa maneira… também não devemos aceitá-las de ânimo leve a não ser que tenhamos a certeza de que estão certas!
Razão… cada um pode ter a sua, mas a verdadeira razão de um cristão é Jesus Cristo, e se o que nos propõem fazer não está de acordo com a Sua vontade não o devemos fazer!
Jesus só nos pede que amemos como Ele amou! Urge, então, aprender a amar e exercitar a prática do amor para podermos amar como convém à nossa felicidade e à felicidade de toda a gente!
Que Deus nos ajude!