sábado, 28 de maio de 2016

O VERDADEIRO RUMO DA NOSSA VIDA!

 Sim! O verdadeiro rumo da nossa vida é a santidade ou amor!
No denominado Tempo Comum… uma vida comum, natural, simples como a simplicidade. A aplicação prática de todas as aprendizagens dos tempos quaresmal e pascal. Uma passagem ou corrida constante para uma vida de maior santidade ou vida de Amor a Deus e aos irmãos como Jesus nos ensinou e continua a ensinar-nos pela boca da Sua Igreja.
Mas… o que é o caminho de santidade?
Encontramos uma boa resposta, retirada de Zenit, nestas palavras do Papa Francisco, quando definiu um pequeno trecho da primeira Carta de São Pedro como um pequeno tratado de santidade ou um caminhar de modo irrepreensível diante de Deus:
““Este ‘caminhar’: a santidade é um caminho, a santidade não se compra e nem se vende. Nem se pode presentear. A santidade é um caminho na presença de Deus, que eu devo fazer: ninguém o faz em meu nome. Posso rezar para que o outro seja santo, mas é ele que deve fazer o caminho, não eu. Caminhar na presença de Deus, de modo irrepreensível. Usarei hoje algumas palavras que nos ensinam como é a santidade de todo dia, a santidade – digamos – anônima. Primeira: coragem. O caminho rumo à santidade requer coragem”.
“O Reino dos Céus de Jesus”, é para “aqueles que têm a coragem de seguir em frente” e a coragem, é movida pela “esperança”, a segunda palavra da viagem que leva à santidade. A coragem que espera “num encontro com Jesus”. Depois, há o terceiro elemento, quando Pedro escreve: “colocai toda a vossa esperança na graça”:
“A santidade não podemos fazê-la sozinhos. Não, é uma graça. Ser bom, ser santo, avançar a cada dia um passo na vida cristã é uma graça de Deus e devemos pedi-la. Coragem, um caminho. Um caminho que se deve fazer com coragem, com a esperança e com a disponibilidade de receber esta graça. E a esperança: a esperança do caminho. É tão bonito o XI capítulo da Carta aos Hebreus, leiam. Fala do caminho dos nossos pais, dos primeiros que foram chamados por Deus. E como eles foram avante. E do nosso pai Abraão diz: ‘Ele saiu sem saber para onde ia’. Mas com esperança”.
Na sua carta, Pedro destaca a importância de um quarto elemento. Quando convida os seus interlocutores a não se conformarem “aos desejos de uma época”, os impulsiona essencialmente a mudar a partir de dentro do próprio coração, num contínuo e cotidiano trabalho interior:
“A conversão, todos os dias: ‘Ah, Padre, para me converter devo fazer penitência, me dar umas pauladas…’. ‘Não, não, não: conversões pequenas. Mas se você for capaz de não falar mal do outro, está no bom caminho para se tornar santo’. É tão simples! Eu sei que vocês nunca falam mal dos outros, não? Pequenas coisas… Tenho vontade de criticar o vizinho, meu colega de trabalho: morder um pouco a língua. Vai ficar um pouco inchada, mas o espírito de vocês será mais santo nesta estrada. Nada de grandes mortificações: não, é simples. O caminho da santidade é simples. Não voltar para trás, mas ir sempre avante, não? E com força”. “
Mais palavras para quê? Aqui está mesmo tudo quanto devemos praticar, ir fazendo aos pouquinhos, com avanços e recuos, com a ajuda e força do Espírito Santo do Deus Misricordioso, compassivo e bom!

Que Ele nos ajude!

sexta-feira, 27 de maio de 2016

VIVER... NO AMOR!


Por mais que falemos de amor, nunca falaremos o suficiente para conseguirmos interiorizar uma vida plena de amor como a todos convém!
O Apolónio diz assim:
“Existem muitos modos de criar obstáculos ao amor fraterno: dar ouvidos à maledicência, praticar injustiças, ser indiferente ao sofrimento do outro, ser impiedoso com quem erra, semear discórdia, etc.
Não basta porém apenas não praticar essas coisas, temos que tomar a iniciativa e amar por primeiro. Assim, não somente evitamos os obstáculos mas os destruímos.
Sem barreiras o nosso amor se expande e chega a todos, criando fraternidade.”
São João Crisóstomo disse assim, falando da eternidade ou vida convertida ao Amor:
“Quereis que vos indique os caminhos da conversão? São numerosos, variados e diferentes, mas todos conduzem ao céu. O primeiro caminho da conversão é a condenação das nossas faltas. «Aviva a tua memória, entremos em juízo; fala para te justificares!» (Is 43,26). É por isso que o profeta observava: «Eu disse: "Confessarei os meus erros ao Senhor"; e Vós perdoastes a culpa do meu pecado» (Sl 31,5). Condena pois, tu próprio, as faltas que cometeste, e tal será suficiente para que o Senhor te atenda. Com efeito, aquele que condena as suas faltas tem a vantagem de recear tornar a cair nelas. [...]
Há um segundo caminho, não inferior ao referido, que é o de não guardar rancor aos nossos inimigos e dominar a cólera para perdoar as ofensas dos nossos companheiros, porque assim obteremos o perdão das que nós cometemos contra o Mestre; é a segunda maneira de obter a purificação das nossas faltas, «porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós» (Mt 6,14).
Queres conhecer o terceiro caminho da conversão? É a oração fervorosa e perseverante que fizeres do fundo do coração. [...] O quarto caminho é a esmola, que tem uma força considerável e indizível. [...] Em seguida, a modéstia e a humildade não são meios inferiores para destruir os pecados pela raiz; temos como prova disso o publicano, que não podia proclamar boas acções, mas as substituiu pela oferta da sua humildade, entregando assim o pesado fardo das suas faltas (Lc 18,9s).
Acabamos de indicar cinco caminhos de conversão. [...] Não fiques pois inativo, mas em cada dia utiliza todos estes caminhos. São caminhos fáceis, e não podes apresentar a tua miséria como desculpa para os não percorreres.”

Que neste Ano de Misericórdia, o Amor Misericordioso de Deus nos ampare na caminhada da vida, para que criemos fraternidade vivendo em harmonia e paz!

quarta-feira, 25 de maio de 2016

OLHAR... COM OS OLHOS DE DEUS!

Nunca imaginei que a vida me diria a cada passo que cada vez me sinto mais ignorante. Mas é um facto! À medida que o tempo avança… e quanto mais me esforço por APRENDER, mais me convenço que nada sei. Nada… comparado com o que há para aprender! Como a vida é feita aos segundos, cá vamos andando, sorrindo e chorando, vendo, olhando… e procurando ser um pouco mais pessoa humana, assim como o Senhor quer que sejamos.
Muitas vezes ouvimos dizer que ‘devemos olhar com os olhos de Deus’, ou seja, com os olhos do coração, que conseguem ver muito mais profundamente do que os olhos da cara.
Para vermos com os olhos de Deus temos que compreender pelo menos um pouquinho do que Deus é, Pai amoroso, misericordioso e bom!
Vejamos o que diz o Papa Francisco:
“Com a parábola do Pai Misericordioso, Jesus nos dá a conhecer o coração de Deus, apresentando-nos a figura de um pai, cuja misericórdia para com os seus dois filhos é incondicional. No caso do filho mais novo, a misericórdia se manifesta no fato de que o pai não se mostre ressentido pela ofensa grave mas, ao contrário, tenha somente sentimentos de alegria por recuperar o filho perdido. Ensina-nos assim que a nossa condição de filhos de Deus não depende dos nossos erros ou acertos, mas é fruto do amor do coração do Pai. Já o filho mais velho nos mostra como a lógica da recompensa pode nos fazer ignorar que se permanece na casa do pai não para que se obtenha algum benefício, mas por termos a dignidade de filhos que compartilham as responsabilidades do pai. Nesse sentido, a parábola nos ensina que a grande alegria do Pai é ver seus filhos se reconhecerem como irmãos, participando da grande festa da misericórdia e da fraternidade, aprendendo a serem misericordiosos como o Pai”.
‘Misericordiosos como o Pai’ é o lema deste Ano Santo da Misericórdia.
A Parábola que durante muito tempo foi reconhecida como sendo do Filho Pródigo, Lc 15, 11-32,  hoje é designada como Parábola do Pai Misericordioso porque assim é muito mais elucidativa do imenso amor de Deus para connosco, que umas vezes agimos como o Filho Pródigo, outras como o filho que nunca abandonou o Pai e que, ressabiado e cheio de orgulho do seu bom comportamento não aceita a atitude do Pai com o irmão.
Sinceramente… eu já fui ressabiada… reconheço-o, mas não quero ser mais.
Fui ressabiada porque ainda não tinha descoberto um pouquinho que fosse do infinito amor de Deus pelos homens principalmente pelos mais carenciados de amor, afecto, de sabedoria, de bons costumes, da caridade… sei lá de que mais!...
Estou convicta de que a maior parte senão o todo das asneiras que se vão fazendo por aí, algumas das quais bem asquerosas e repugnantes, se devem a alguma carência ou deficiência educacional das pessoas que as fazem, e que por essa razão, por muito mal que façam… terão de ser sempre dignas de dó, de pena, de compaixão.
E como não temos o direito de julgar ninguém porque não conhecemos ninguém tão profundamente que o possamos fazer, aprendamos a ter compaixão como Jesus nos ensinou e exemplificou.
Vejamos como fez com Judas… o amigo próximo que O traiu, e com Pedro, o amigo próximo que O negou.
A Judas chamou-o de amigo, e a Pedro entregou-lhe a direcção da Sua Igreja.
Jesus/Deus, é, realmente… sem palavras para O definir!

Que Ele seja sempre louvado!

domingo, 22 de maio de 2016

SANTÍSSIMA TRINDADE

A Santíssima Trindade é o centro de toda a nossa fé! Tudo em nós, toda a nossa vida e a vida do mundo gira à volta deste inefável e admirável mistério que nunca é demais evidenciar.
O Evangelho deste Domingo da Santíssima Trindade é curtinho, tem poucas palavras, mas de uma grandeza incomensurável!
Acerca dessa leitura, o Evangelho Quotidiano de hoje apresenta o seguinte comentário extraído do Catecismo da Igreja Católica:
“O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Só Deus pode dar-nos conhecimento dele, revelando-Se como Pai, Filho e Espírito Santo. A Encarnação do Filho de Deus revela que Deus é o Pai eterno, e que o Filho é consubstancial ao Pai, quer dizer que, nele e com Ele, é o mesmo e único Deus. A missão do Espírito Santo, enviado pelo Pai em nome do Filho e pelo Filho «de junto do Pai» (Jo 15,26), revela que Ele é, com Eles, o mesmo e único Deus: «com o Pai e o Filho é adorado e glorificado» (Credo). [...]
Pela graça do Baptismo «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo», (Mt 28,19), somos chamados a participar na vida da Trindade bem-aventurada; para já, na obscuridade da fé, e depois da morte na luz eterna.
«A fé católica é esta: venerarmos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem confundir as Pessoas nem dividir a substância: porque uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas do Pai e do Filho e do Espírito Santo é só uma a divindade, igual a glória e coeterna a majestade» (Quicumque).
Inseparáveis no que são, as pessoas divinas são também inseparáveis no que fazem. Mas, na operação divina única, cada uma manifesta o que Lhe é próprio na Trindade, sobretudo nas missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo.”
E “Um Minuto um Maria” de há dias, dizia:
Como Santa Matilde suplicasse à Santíssima Virgem que a assistisse na hora da morte, ouviu a resposta da Mãe celeste: “Sim, eu o farei; mas quero que, por tua parte, me rezes diariamente três Ave-Marias”.
“A primeira Ave-Maria deve ser dedicada a Deus Pai (...), pedindo-Lhe que eu esteja presente na hora da tua morte, para te reconfortar, para te fortificar e afastar de ti toda potestade inimiga.
“Na segunda Ave-Maria, deves dirigir-te ao Filho de Deus, que em sua insondável sabedoria, dotou-me de tal plenitude de inteligência e de ciência que usufruo da Santíssima Trindade, num conhecimento superior ao de todos os outros santos. Deves pedir-Lhe (...) que eu te assista na passagem da morte para encher tua alma das luzes da fé e da verdadeira sabedoria, para que não a obscureçam as trevas do erro e da ignorância.
“Na terceira Ave-Maria, recorrerás ao Espírito Santo (...) e pedir-Lhe-ás que eu te assista na hora da morte, para inundar a tua alma com a suavidade do divino amor. Assim, poderás triunfar sobre as dores e a amargura da morte, ao ponto de vê-las transformarem-se em delicias e alegrias.”
Levar a Maria, conduzir a Maria, e não julgar as pessoas que seguem Maria sem outras manifestações de fé, é imperioso, porque por Maria, vai-se até Jesus, até Deus, até à Trindade, até à verdadeira vida!
Sem sombra de dúvida, Maria, é o melhor e mais curto caminho para chegar a Deus!

Que Maria sempre nos ampare e proteja!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A PRÁTICA DA MISERICÓRDIA!

A prática da misericórdia não poderá cingir-se a ocasiões ou anos especiais como o que estamos a viver!
A prática da Misericórdia é de sempre, ininterruptamente.
É urgente aprendermos a ser misericordiosos, e antes de mais, connosco mesmos. Temos tendência a esquecer-nos de nós pelos outros, mas precisamos de aprender a medir as nossas forças para sabermos até onde poderemos ir sem nos magoarmos demasiado, pois se não estivermos bem de saúde a todos os níveis não poderemos ser boa companhia para ninguém.
Temos de cuidar da nossa saúde física e do nosso bem-estar geral para podermos cuidar de quem connosco se vai cruzando nos caminhos da vida.
Fazer opções custa muito, mas tem de ser!
Sozinhos não conseguiremos, mas na presença amorosa e previdente do Espírito Santo vamos aprendendo a fazer caminho, a caminhar tendo em vista o bem de todos e de cada um.
Faz tempo tenho guardadas estas linhas que me mandaram por email e vou partilhar, pois penso que num Ano de Misericórdia nos poderão ajudar a crescer como pessoas como a todos convém:

1.      Sorrir...Um cristão é sempre alegre!
2. Agradecer (embora não “precise” fazê-lo).
3. Lembrar ao outro o quanto você o ama.
4. Cumprimentar com alegria as pessoas que você vê todos os dias.
5. Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor.
6. Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de você.
7. Animar a alguém.
8. Reconhecer os sucessos e qualidades do outro.
9. Separar o que você não usa e dar a quem precisa.
10. Ajudar a alguém para que ele possa descansar.
11. Corrigir com amor; não calar por medo.
12. Ter delicadezas com os que estão perto de você.
13. Limpar o que sujou, em casa.
14. Ajudar os outros a superar os obstáculos.
15. Telefonar para seus pais.

E também estas outras linhinhas muito boas não só para a Quaresma mas para todos os nossos dias:

O MELHOR JEJUM
• Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas.
• Jejum de descontentamento e encher-se de gratidão.
• Jejum de raiva e encher-se com mansidão e paciência.
• Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e optimismo.
•Jejum de preocupações e encher-se de confiança em Deus.
• Jejum de queixas e encher-se com as coisas simples da vida.
• Jejum de tensões e encher-se com orações.
• Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria.
• Jejum de egoísmo e encher-se com compaixão pelos outros.
• Jejum de falta de perdão e encher-se de reconciliação.
• Jejum de palavras e encher-se de silêncio para ouvir os outros.
E para concluir, uma final de semana da Santíssima Trindade repleto de graças e bênçãos para todo o mundo que tanto necessita do Amor e Paz que só em Deus se pode encontrar!

Que o Espírito Santo nos ajude!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

VIVER A PÁSCOA TODOS OS DIAS!

Com a celebração de Pentecostes, para este ano, o Tempo Pascal, a vivência da Páscoa de Jesus acabou… para continuarmos a vivê-la na nossa passagem permanente por esta terra linda onde fomos colocados.
A Páscoa é para continuarmos, sempre, numa mudança permanente de atitudes na busca do verdadeiro amor… que só conseguiremos encontrar e fazer crescer numa vida de verdade e misericórdia para com quem nos rodeia.
Sinto saudades do Tempo Pascal!
De ouvir as aventuras dos Bem-Aventurados Apóstolos nos primórdios da nossa Igreja… de recordar os ensinamentos de Jesus na Última Ceia com todas aquelas recomendações tão importantes para a nossa vida… de pensar mais a sério no Evangelho de São João com todas as catequeses que só ele mesmo soube escrever… de recordar Jesus Ressuscitado no coração e vida dos Apóstolos e sociedade cristã em crescimento… de interiorizar o Jesus sem corpo físico num espaço completamente aberto e incomensurável num tempo sem fim... de acabar por compreender que a subida de Jesus ao céu foi essa saída de Jesus do Seu corpo físico limitado ao espaço e ao tempo para poder estar em todo o lugar numa vida sem tempo no coração de todos os homens e mulheres… de verificar que a enorme diferença entre os cristãos e não cristãos é de que os cristãos têm obrigação de mostrar Jesus aos não cristãos por acções concretas mais do que por palavras.  
Nunca imaginei aprender e viver tanto no Tempo Quaresmal e Pascal como aprendi e vivi.

Que Deus seja louvado e o Espírito Santo nos ajude a sermos cada vez mais “Misericordiosos como o Pai”, amando em espírito e verdade como Jesus quer, para, assim, vivermos numa Páscoa permanente!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

VEM… ESPÍRITO SANTO!


Neste dia de Maio, talvez me apetecesse partilhar um pouco do que Fátima é para mim, mas o tempo é de meditar mais e mais sobre a acção do Espírito Santo na vida de todos e cada um de nós! O Papa Francisco disse numa das suas homilias:
O Espírito Santo é aquele que move a Igreja. É aquele que trabalha na Igreja, em nossos corações. Ele faz de cada cristão uma pessoa diferente da outra, e de todos juntos faz a unidade. O Espírito Santo é aquele que leva adiante, escancara as portas e convida a testemunhar Jesus. Ouvimos no início da missa: ‘Receberão o Espírito Santo e serão minhas testemunhas no mundo’. O Espírito Santo é aquele que nos impulsiona a louvar a Deus, nos induz a rezar: ‘Ele reza, em nós’. O Espírito Santo é aquele que está em nós e nos ensina a olhar para o Pai e dizer-lhe: Pai. Ele nos liberta da condição de órfão para a qual o espírito do mundo quer nos conduzir”.
“O Espírito Santo é o protagonista da Igreja viva. É aquele que trabalha na Igreja”. Porém, “quando não vivemos isso, quando não estamos à altura dessa missão do Espírito Santo, a fé corre o risco de se reduzir a uma moral ou uma ética”. Não devemos nos deter em cumprir os Mandamentos e “nada mais”: “Isso pode ser feito, isso não; até aqui sim, até lá não! Dali se chega à casuística e a uma moral fria”.
“A vida cristã não é uma ética: é um encontro com Jesus Cristo. E é o próprio Espírito Santo que “me leva a este encontro com Jesus Cristo”:
“Mas nós, em nossas vidas, temos em nossos corações o Espírito Santo como um ‘prisioneiro de luxo’: não deixamos que ele nos impulsione, não deixamos que nos movimente. Ele faz tudo, sabe tudo, sabe nos lembrar o que Jesus disse, sabe nos explicar as coisas de Jesus. Somente uma coisa o Espírito Santo não sabe fazer: ‘cristãos de salão’. Isto ele não sabe fazer! Ele não sabe fazer ‘cristãos virtuais’. Ele faz cristãos reais, Ele assume a vida real como ela é, com a profecia de ler os sinais dos tempos e assim nos levar avante. É o maior prisioneiro do nosso coração. Nós dizemos: ‘É a terceira Pessoa da Trindade e acabamos ali…”.
Esta semana “nos fará bem refletir sobre o que o Espírito Santo faz em nossa vida” e perguntar-se se “ele nos ensinou o caminho da liberdade”. O Espírito Santo, que habita em mim, pede-me para sair: tenho medo? Como é a minha coragem, que o Espírito Santo me dá para sair de mim mesmo, para dar testemunho de Jesus?” E ainda: “Como está a minha paciência nas provações? Porque o Espírito Santo também dá a paciência”:
“Nesta semana de preparação para a Festa de Pentecostes pensemos: “Realmente eu acredito ou é uma palavra, para mim, o Espírito Santo?’. E procuremos falar com ele e dizer: “Eu sei que estás no meu coração, que estás no coração da Igreja, que levas adiante a Igreja, que fazes a unidade entre nós, mas diferentes entre nós, na diversidade de todos nós”… diga-lhe todas essas coisas e peça a graça de aprender… mas praticamente na vida, o que Ele faz. É a graça da docilidade para com Ele: ser dócil ao Espírito Santo. Esta semana vamos fazer isso: pensemos no Espírito Santo, e falemos com ele.”

Com estas maravilhosas e sentidas palavras fico a desejar que o Espírito Santo nos faça verdadeiros cristãos conscientes, fortes, responsáveis, para maior glória de Deus e felicidade de todos os homens nossos irmãos. 

sábado, 7 de maio de 2016

AMOR INQUESTIONÁVEL!

O mor inquestionável para cada um de nós é o Amor de Deus/Amor!
Pois se é Amor, somente Amor, não podemos duvidar de que somente Ama!
Não ama como nós, por muito que amemos ou pensemos amar!
Ama… até não compreendermos como!
Vejamos o que a esta parte nos disse o Papa Francisco na Audiência da última quarta-feira:
“A parábola da ovelha perdida mostra-nos a solicitude de Jesus pelos pecadores e a misericórdia de Deus que não quer nem se resigna a perder ninguém. Todos estão avisados e devem saber que a misericórdia para com os pecadores é o estilo do agir de Deus. A este estilo, Ele é absolutamente fiel: nada e ninguém O pode afastar desta sua vontade de salvar a todos. É capaz de deixar as noventa e nove ovelhas no deserto, para ir à procura da que anda perdida. Com isto, Jesus quer fazer-nos refletir sobre o modo como vivemos a nossa fé. Para encontrar o Senhor, temos de O procurar, não onde nós pretendemos encontrá-Lo, mas onde Ele nos quer encontrar: e o pastor só pode ser encontrado, onde está a ovelha perdida. Fazendo saber que vai à procura da ovelha perdida, provoca as outras noventa e nove para que participem na reunificação do rebanho. E, se assim procederem, não só a ovelha trazida aos ombros, mas todo o rebanho acompanhará o pastor até casa, para fazer festa com «os amigos e os vizinhos». Aos olhos de Jesus, não há ovelhas definitivamente perdidas, mas apenas ovelhas que devem ser reencontradas. E Ele impele-nos a sair à procura delas. Não há distância que o pastor não possa superar; e nenhum rebanho pode renunciar a um irmão que anda perdido. Encontrar quem se perdeu é a alegria do pastor e de Deus, mas é também a alegria do rebanho. Todos nós somos ovelhas reencontradas e trazidas para casa pela misericórdia do Senhor; e somos chamados, por nossa vez, a reunir juntamente com Ele o rebanho inteiro.
Pastor… ovelhas… rebanho! Ovelhas tresmalhadas ou perdidas! As ovelhas que os pastores procuram avidamente!
Hoje… talvez não seja fácil perceber a relação ovelhas/pastor ou pastor/ovelhas, mas no tempo e espaço de Jesus em que abundavam os rebanhos era uma linguagem de todo compreensível!
E ainda hoje, quem tem esses animais tão dóceis e carinhosos, pode conhecer a forma como se relacionam entre eles e com quem os cuida e compreender o que Jesus nos quer dizer com estas palavras!
Hoje… nas missas vespertinas, já soaram as leituras da Ascensão do Senhor! Leituras belíssimas e cheias de ensinamentos. Estamos na recta final do Tempo Pascal ou de Páscoa… de passagem a uma vida com Jesus, na harmonia, fraternidade e paz!

Tantas coisas queria partilhar!... Mas…um bom fim de semana repleto de alegrias pascais!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

AMAR… É PRECISO APRENDER A AMAR!

Por mais que me esforce pelo contrário… tenho que admitir que aprender a amar como convém é muito difícil a pessoas humanas como nós!
Jesus Cristo bem tentou ensinar-nos… e deixou formas práticas e concretas de nos continuar a ensinar… mas somos testas duras! Eu falo por mim!
A minha maior dificuldade é aceitar o outro ou outra como ele ou ela é… aceitar os outros como são!
O esforço de reconhecimento de mim mesma, das minhas fraquezas e debilidades, dos meus fracassos e sucessos, tem ajudado, mas ainda não é o bastante!
Temos a tendência de nos queixarmos da maldade do mundo… de dizer que o mundo está mau… mas o mundo está muito bom! Os homens e mulheres é que não aprendem a viver em paz e fraternidade!
Vejamos algumas palavras do Amigo Apolónio:
“É impossível mudar o mundo à minha maneira.
A única pessoa que sou capaz de mudar é a mim mesmo, e à custa de duras penas.
O que posso fazer é colocar amor onde não existe amor, aí então, será o amor a transformar o que precisa ser mudado.
O amor não apenas tolera, mas aceita as diferenças, vai além delas e descobre o que nos une.
O erro não está na diferença, está no confronto entre elas. Aceitando-as evito a divisão e estabeleço a unidade com todos. O amor supera as diferenças.”
Que só podemos mudar a nós mesmos… já todos sabemos! Mas mesmo para podemos mudar o que em nós está menos bem… temos de saber o que está menos bem para o podermos mudar! E temos que arranjar conhecimento e força para mudar, para darmos pequenas passadinhas para a frente e para trás, com coragem e valentia!
Se conseguirmos interiorizar o esforço que temos de fazer para mudar um pequeno pouco os nossos comportamentos, seremos muito mais compreensivos com toda a gente que erra!
Se não podemos mudar as coisas à nossa maneira… também não devemos aceitá-las de ânimo leve a não ser que tenhamos a certeza de que estão certas!
Razão… cada um pode ter a sua, mas a verdadeira razão de um cristão é Jesus Cristo, e se o que nos propõem fazer não está de acordo com a Sua vontade não o devemos fazer!
Jesus só nos pede que amemos como Ele amou! Urge, então, aprender a amar e exercitar a prática do amor para podermos amar como convém à nossa felicidade e à felicidade de toda a gente!
Que Deus nos ajude!


sexta-feira, 29 de abril de 2016

DOAR TEMPO… É PRATICAR A MISERICÓRDIA!

A nossa vida é uma constante procura de algo, bom ou menos bom, mas que nos ajude e viver de forma minimamente realizada e feliz.
E nesta luta de todos os dias encontramos as mais diversas dificuldades.
Os afazeres são sempre mais que muitos. E o tempo, ainda que bem aproveitado, acaba por ser escasso para tudo o que pretendemos fazer.
O tempo… o nosso tempo… é um dom gratuito de Deus! E como tal tem que ser bem utilizado, ou seja, repartido equitativamente pelas actividades que considerarmos prioritárias.
Neste Ano da Misericórdia… mais do que nunca nos é pedido amor ao próximo com a prática permanente das Obras de Misericórdia corporais e espirituais, que bem vistas e meditadas, se completam mutuamente.
Hoje chamou-me à atenção, sobremaneira, esta pequena meditação:  

"DOEMOS O NOSSO TEMPO A CADA PRÓXIMO"

Nós temos muitas coisas para doar ao próximo, mas a mais difícil de nos desapegarmos é o tempo. Inventamos mil desculpas para nos justificar, até dizemos pequenas mentiras.
Ter tempo é uma questão de prioridade. Se decidimos amar o próximo como a nós mesmos devemos começar por doar o nosso tempo. Hoje em dia esse parece ser o bem mais precioso e o usamos para nós mesmos em demasia.
Na maioria das vezes o próximo nos pede apenas um pouco de atenção,  e para isso necessitamos apenas do tempo.
Não corramos contra o tempo, mas saibamos usá-lo para construir a eternidade, quando não mais precisaremos dele. E para a eternidade só permanece o tempo usado com amor.

Abraços, Apolonio”
Claro que doamos tempo aos irmãos… mas será que doamos o bastante?
Tenho tido imensas dificuldades a esta parte! Tento disponibilidade para as pessoas mais próximas… mas aquelas a quem não consigo chegar de forma alguma… e a quem tanto quero?!...
Não me canso de falar delas a Deus nas mais diversas situações… é o mais que posso fazer!!!
Mas… será que é o bastante?
Talvez não… talvez sim… Deus o sabe!

Que Ele nos ajude!

sábado, 23 de abril de 2016

JESUS… VIVE! VIVE MESMO!

Jesus está vivo! Vivo! Os Apóstolos viram-no reSuscitado! Vivo entre os ‘vivos’ que ainda haviam de morrer! E morreram! E deixaram-nos os seus testemunhos! A nós que ainda estamos vivos, por esta terra, até ao nosso último dia! A nós, para quem continua a dizer o mesmo que aos Apóstolos na Sua Última Ceia. Vamos ver o que, a respeito, nos diz o Papa Francisco:
Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Vou preparar um lugar para vós:
Que isso quer dizer? Como Jesus prepara o lugar? Com a sua oração por cada um de nós. Jesus reza por nós e esta é a intercessão. Jesus trabalha neste momento com a sua oração por nós. Assim como disse a Pedro uma vez, “Pedro rezei por ti’, antes da Paixão, também agora Jesus é o intercessor entre o Pai e nós”.
E como Jesus reza? “Eu acredito que Jesus faça ver as chagas ao Pai, porque ele as levou consigo depois da Ressurreição: mostra as chagas ao Pai e nomeia cada um de nós”. Esta é a oração de Cristo. “Neste momento, Jesus intercede por nós: é a intercessão”.
“O cristão é uma mulher e um homem de esperança, que espera a volta do Senhor. Toda a Igreja aguarda a vinda de Jesus: Ele voltará. E esta é a esperança cristã”:
“Podemos nos perguntar, a cada um de nós: como é o anúncio na minha vida? Como é a minha relação com Jesus que intercede por mim? E como é a minha esperança? Acredito realmente que o Senhor ressuscitou? Acredito que o Pai reza por mim? Toda vez que o chamo, Ele está rezando por mim, intercede. Acredito realmente que o Senhor voltará, virá? Nos fará bem perguntar isso sobre a nossa fé: acredito no anúncio? Acredito na intercessão? Sou um homem ou uma mulher de esperança?”
Jesus está vivo! Vivo entre nós! Vivo na Eucaristia sob as espécies de Pão e Vinho que nos alimentam corpo e espírito! Vivo em nós e nos irmãos que nos rodeiam e nos ajudam das mais diversas formas a crescer na fé! Vivo na Natureza, obra das Suas mãos, que nos encanta, aquece, sustenta! Vivo nas dificuldades que nos ajuda a superar pois esta sempre connosco!
E tudo isto… porque nos ama desmedidamente, porque é todo amor e misericórdia, e a única coisa que nos pede é que sejamos, a Seu exemplo, amor e misericórdia connosco mesmos e com todos os nossos irmãos!

Que o Espírito Santo nos ajude! 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

OS CAMINHOS DO AMOR!

Os caminhos do amor são de todo insondáveis! Nunca poderemos saber onde o verdadeiro Amor/Deus nos poderá levar!
E quando pensamos ter dado já algumas passadas, algo nos alerta de que, de facto, estamos bem no início da viagem, de uma viagem onde tudo poderá acontecer!
E não precisaremos de sair do nosso cantinho, das nossas lides de todos os dias, pois a união com Cristo e por Ele com todos os irmãos e irmãs que n’Ele acreditam faz toda a diferença!
Com Cristo nunca estamos sós, somos grupo, comunidade que nos fortalece a vontade e dá sabor à vida!
Hoje tive a graça de encontrar no Evangelho Quotidiano algumas palavras maravilhosas de Santa Teresinha do Menino Jesus que dão muito que pensar:
“Ser tua esposa, ó Jesus, ser carmelita, ser, pela minha união contigo, mãe das almas, deveria bastar-me. Mas não é assim. Sem dúvida que estes três privilégios - carmelita, esposa e mãe - são a minha vocação; contudo, sinto em mim outras vocações. [...] Sinto a necessidade, o desejo de realizar para Ti, Jesus, as obras mais heróicas. [...] Apesar da minha pequenez, queria iluminar as almas como os profetas e os doutores; tenho vocação para ser apóstola. Queria percorrer a Terra, pregar o teu nome e implantar no solo infiel a tua cruz gloriosa, mas, ó meu Bem-Amado, uma única missão não me seria suficiente; queria, ao mesmo tempo, anunciar o Evangelho nos cinco cantos do mundo e até nas ilhas mais remotas. Queria ser missionária, não só durante alguns anos, mas desde a criação do mundo até à consumação dos séculos. [...] Ó meu Jesus! A todas as minhas tolices, o que vais responder? Haverá alma mais pequena, mais impotente do que a minha? E contudo, precisamente por causa da minha fraqueza, Tu quiseste, Senhor, encher-me dos meus desejozinhos infantis, e queres agora encher-me de outros desejos, maiores que o universo. [...] Compreendi que o amor continha todas as vocações, que o amor era tudo, que abraçava todos os tempos e lugares; numa palavra, que ele era a vida eterna. [...] A minha vocação, descobri enfim, é o amor.”
O Amor é a vocação de toda a gente e o caminho dos cristãos!
O “ama e faz o que quiseres” de Santo Agostinho deve ser o nosso lema de vida pois é a única maneira de encontrar a tão desejada paz!
Quem ama não olha o outro ou outra como um rival a destruir, mas como um amigo a compreender e acolher.

Temos de interiorizar na nossa vida que o Amor tudo vence, pelo que, só quando se conseguirem olhar as pessoas como amigas… haverá harmonia e fraternidade e a paz florescerá!  

terça-feira, 19 de abril de 2016

APRENDIZAGENS INESGOTÁVEIS!

Pensar no Bom Pastor ou ouvir falar a Seu respeito traz sempre aprendizagens novas, é sempre uma luz para endireitar caminhos!
Cada vez que me debruço um pouco mais profundamente, a sério, com olhos de ver e coração de sentir sobre as homilias do Papa Francisco, encontro sempre algo que, não sendo novo, me toca como se fosse a primeira vez que o ouvisse, lesse, meditasse!
Estamos na quarta semana da Páscoa, com sabor e cheirinho ao Bom Pastor que nos vai deixando as mais deliciosas mensagens!
No dia de ontem, 18 de Abril, o Papa Francisco começou assim a sua homilia na Casa de Santa Marta:
“Se ouvirmos a voz de Jesus e o seguirmos, não erraremos o caminho”.
E depois explicou porquê, de forma muito directa e elucidativa:
“Jesus adverte que “quem não entra no redil das ovelhas pela porta é um ladrão e assaltante”. Cristo é a porta. Não existe outra.”
E continuou:
“Jesus sempre falava para as pessoas com imagens simples: toda aquela gente conhecia como era a vida de um pastor, porque a via todos os dias”. E entenderam que “se entra no redil das ovelhas somente pela porta”. Os que querem entrar por outra parte, ao invés, são delinquentes:
“O senhor fala tão claro. Não se pode entrar na vida eterna por outra porta que não seja A porta, isto é, Jesus. É a porta da nossa vida e não somente da vida eterna, mas também da nossa vida cotidiana. Esta decisão, por exemplo, eu a tomo em nome de Jesus ou a tomo – digamos numa linguagem simples – de contrabando? No redil se entra somente pela porta, que é Jesus!”
“Jesus, fala sobre o caminho”. O Pastor conhece as suas ovelhas e as conduz para fora: “Caminha diante delas e as ovelhas o seguem”. “O caminho é este”, seguir Jesus no “caminho da vida, da vida de todos os dias”. Não se pode errar, “Ele está diante e nos indica o caminho”:
“Quem segue Jesus não erra! Mas Padre, as coisas são difíceis. Muitas vezes eu não vejo claro o que fazer. Disseram-me que lá havia uma vidente e eu fui lá. Fui à cartomante que me mostrou as cartas. Se você faz isso, você não segue Jesus! Segue outro que lhe mostra outra estrada, diferente. Ele adiante indica o caminho. Não há outro que possa indicar a estrada. Jesus nos avisou: “Virão outros que dirão: o caminho do Messias é este. Não os escutem! Eu sou o caminho! Jesus é a porta e também a estrada. Se seguirmos Jesus não erraremos.”
E lembra o Bom Pastor dizendo:
“As ovelhas o seguem porque conhecem a sua voz”, “Mas podemos conhecer a voz de Jesus”, e também nos defender “da voz daqueles que não são Jesus, que entram pela janela, que são bandidos, que destroem, que enganam”?
“Eu lhe direi a receita, simples. Você encontrará a voz de Jesus nas Bem-aventuranças. Alguém que lhe ensine um caminho contrário às Bem-aventuranças é uma pessoa que entrou pela janela: não é Jesus! Segundo ponto: Você conhece a voz de Jesus? Você pode conhecê-la quando nos fala das obras de misericórdia. Por exemplo, no capítulo 25 de São Mateus: “Se uma pessoa lhe diz aquilo que Jesus diz ali é a voz de Jesus. E terceiro: Você pode conhecer a voz de Jesus quando ele lhe ensina a dizer Pai, ou seja, quando lhe ensina a rezar o Pai Nosso.”
“É tão fácil a vida cristã”. Jesus é a porta. Ele nos guia no caminho e nós conhecemos a sua voz nas Bem-aventuranças, nas obras de misericórdia e quando nos ensina a dizer Pai. Lembrem-se! Ele é a porta, o caminho e a voz. Que o Senhor nos ajude a entender esta imagem de Jesus, este ícone: o Pastor, que é a porta, indica o caminho e nos ensina a ouvir a sua voz.
E mais… o quê... com tanta coisa dita?

Que o Bom Pastor seja, realmente, escolhido por nós como o nosso guia! Que o Espírito Santo nos oriente e fortaleça para não errarmos o caminho!

domingo, 17 de abril de 2016

O TEMPO É SEMPRE DE MUDANÇA!

O dia de hoje foi mesmo do Bom Pastor!
 Bom Pastor que nos oferta pastores com quem muito aprendi!
Sim, porque um Bom Pastor, tão cuidadoso com as Suas ovelhas, quando a Sua passagem visível e sensível pela Humanidade atingiu o seu fim… através dos Seus Apóstolos amados continuou a estender bem, no tempo e no espaço, o Seu braço forte e vigoroso para que possamos continuar a ser sempre bem aconchegadas por Ele como Ele quer!
Claro que há pastores e pastores, bem o sabemos! Mas como são homens como nós, estão sujeitos a errar como nós erramos e a única posição a tomar é a compreensão e aceitação das pessoas como elas são com o crescimento que conseguem como qualquer um ou uma de nós!
No entretanto… com tudo quanto me vai chegando das mais diversas formas e por muitos e diferentes pastores… a confiança no futuro vai aumentando a cada momento!
E cada vez me apetece mais olhar bem para dentro! Para dentro de mim! E verificar a distância que cada vez me vai separando mais de mim! Á abismal a distância entre o que eu fui e o que eu sou!… E não consigo imaginar… o que um dia poderei vir a ser!
Sei que o sonho é o comando da vida! E eu gosto de sonhar! Mas não me quero atrever a sonhar desta maneira! Prefiro que o Outro, o verdadeiro Pastor, sonhe por mim! Aliás… se não fosse Esse Outro, o Pastor dos pastores… talvez… quem sabe… já não existisse mesmo nesta terra lida onde fomos colocados!
A alegria e paz interior provinda de uma vida, com altos e baixos, com quedas e ressurgimentos mas a ajustar-se à do Jesus misericordioso promove a boa disposição e a saúde da alma e do corpo!
E mais do que nunca me convenço de que, pela graça e misericórdia de Deus e tentando semear graça e misericórdia faz alma sã em corpo são!

Que Deus nos ajude a viver em Páscoa permanente!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

BOM PASTOR!

Passei boa parte desta semana às voltas com a expressão “Bom Pastor”, porque o próximo Domingo, 4º de Páscoa, foi proclamado pelo Papa Paulo VI como Domingo do Bom Pastor! E olhar Jesus como Bom Pastor é muito bonito, é muito gratificante, é muito carinhoso e acolhedor, enche por demais o coração e a vida!
Gosto imenso de me sentir assim, bem criança, pequenininha e aninhada no colo do Bom Pastor!
Mas… ao olhar mais atentamente para as características próprias de um rebanho… acho bem melhor mesmo sentir-me mais comodamente instalada pastando livremente no meio da imensidão das demais ovelhas… pois é um sinal evidente de que não necessitarei assim tanto de cuidados especiais!
Isto de andar ao colo de Jesus… todos nós andamos, todos, nas mais diversas ocasiões, pois o amor desvelado que nos tem leva-O a ser presente em todas as nossas inúmeras dificuldades que Ele vai socorrendo das mais diversas e imprevisíveis formas com a Sua infinita misericórdia… pois é o Rosto visível da infinita Misericórdia do Pai!
Rosto visível da Misericórdia do Pai… que para continuar a ser visível como Ele quer… tem que ser bem conhecido e seguido por todos os cristãos, chamados a ser, no mundo actual em que viverem, o rosto visível de Jesus misericordioso no mundo!
Se olharmos um pouco mais atenta e profundamente a nossa vida… encontraremos inúmeras presenças sensíveis da misericórdia de Deus para connosco! São tantas presenças da misericórdia e amor de Deus… tantas!...
Senhor, não Te digo que venhas até nós com a Tua infinita misericórdia, pois tenho a plena certeza de que é com a Tua infinita misericórdia e pela Tua infinita misericórdia que estás sempre connosco, em todos os momentos, principalmente quando mais necessitamos. Peco-Te, Senhor, que nos ajudes a abrir cada vez mais e melhor os olhos do coração para podermos perceber e sentir cada vez mais e melhor a presença da Tua infinita misericórdia! Se conseguíssemos interiorizar como convém a Tua presença misericordiosa na nossa vida, Senhor, como viveríamos mais felizes e tranquilos e espalharíamos mais felicidade, tranquilidade e paz à nossa volta!

Ajuda-nos, Senhor, com a suave e harmoniosa força do Teu Espírito Santo!

sábado, 9 de abril de 2016

O IMENSO VALOR DE UM SIM!

Na homilia da Anunciação do Senhor o Papa Francisco afirmou que a história da humanidade foi feita de uma “corrente” de “sim” a Deus.
E se nos voltarmos mais atentamente para as Escrituras teremos ocasião de confirmar esta realidade. Foi, de facto, uma corrente que parece ter culminado com o ‘sim’ imensamente valoroso de Maria, o ‘sim’ que trouxe ao mundo o verdadeiro sim à vontade de Deus, Jesus Cristo!
Um ‘sim’ que terá de ser continuado por todos nós que, a exemplo de Jesus e Maria, ou de Maria e Jesus, devemos dar o nosso sim a Deus dizendo a cada dia: faça-se, meu Deus, na minha vida, a Tua vontade!
Palavras do Santo Padre:
“O Evangelho é o livro da misericórdia de Deus, que havemos de ler e reler, porque tudo o que Jesus disse e fez é expressão da misericórdia do Pai. Nem tudo, porém, foi escrito; o Evangelho da misericórdia permanece um livro aberto, onde se há de continuar a escrever os sinais dos discípulos de Cristo, gestos concretos de amor, que são o melhor testemunho da misericórdia. Todos somos chamados a tornar-nos escritores viventes do Evangelho, portadores da Boa Nova a cada homem e mulher de hoje. Podemos fazê-lo praticando as obras corporais e espirituais de misericórdia, que são o estilo de vida do cristão. Através destes gestos simples e vigorosos, mesmo se por vezes invisíveis, podemos visitar aqueles que passam necessidade, levando a ternura e a consolação de Deus. Deste modo damos continuidade ao que fez Jesus no dia de Páscoa, quando derramou, nos corações assustados dos discípulos, a misericórdia do Pai, efundindo sobre eles o Espírito Santo que perdoa os pecados e dá a alegria.
Mas, na narração que ouvimos, aparece um contraste evidente: por um lado, temos o medo dos discípulos, que fecham as portas da casa; por outro, temos a missão, por parte de Jesus, que os envia ao mundo para levarem o anúncio do perdão. O mesmo contraste pode verificar-se também em nós: uma luta interior entre o fechamento do coração e a chamada do amor para abrir as portas fechadas e sair de nós mesmos. Cristo, que por amor entrou nas portas fechadas do pecado, da morte e da mansão dos mortos, deseja entrar também em cada um para abrir de par em par as portas fechadas do coração. Ele que venceu, com a ressurreição, o medo e o temor que nos algemam, quer escancarar as nossas portas fechadas e enviar-nos. A estrada que o Mestre ressuscitado nos aponta é estrada de sentido único, segue-se apenas numa direção: sair de nós mesmos, sair para testemunhar a força sanadora do amor que nos conquistou. Muitas vezes vemos, diante de nós, uma humanidade ferida e assustada, que tem as cicatrizes do sofrimento e da incerteza. Hoje, face ao seu doloroso clamor de misericórdia e paz, ouçamos como que dirigido a cada um de nós o convite feito confiadamente por Jesus: «Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós (Jo 20, 21).
Cada doença pode encontrar na misericórdia de Deus um auxílio eficaz. Com efeito, a sua misericórdia não se detém à distância: quer vir ao encontro de todas as pobrezas e libertar de tantas formas de escravidão que afligem o nosso mundo. Quer alcançar as feridas de cada um, para medicá-las. Ser apóstolos de misericórdia significa tocar e acariciar as suas chagas, presentes hoje também no corpo e na alma de muitos dos seus irmãos e irmãs. Ao cuidar destas chagas, professamos Jesus, tornamo-Lo presente e vivo; permitimos a outros que palpem a sua misericórdia, e O reconheçam «Senhor e Deus» (cf. Jo 20, 28), como fez o apóstolo Tomé. Eis a missão que nos é confiada. Inúmeras pessoas pedem para ser escutadas e compreendidas. O Evangelho da misericórdia, que se deve anunciar e escrever na vida, procura pessoas com o coração paciente e aberto, «bons samaritanos» que conhecem a compaixão e o silêncio perante o mistério do irmão e da irmã; pede servos generosos e alegres, que amam gratuitamente sem nada pretender em troca.
«A paz esteja convosco!» (Jo 20, 21): é a saudação que Cristo leva aos seus discípulos; é a mesma paz que esperam os homens do nosso tempo. Não é uma paz negociada, nem a suspensão de algo errado: é a sua paz, a paz que brota do coração do Ressuscitado, a paz que venceu o pecado, a morte e o medo. É a paz que não divide, mas une; é a paz que não deixa sozinhos, mas faz-nos sentir acolhidos e amados; é a paz que sobrevive no sofrimento e faz florescer a esperança. Esta paz, como no dia de Páscoa, nasce e renasce sempre do perdão de Deus, que tira a ansiedade do coração. Ser portadora da sua paz: esta é a missão confiada à Igreja no dia de Páscoa. Nascemos em Cristo como instrumentos de reconciliação, para levar a todos o perdão do Pai, para revelar o seu rosto de amor nos sinais da misericórdia.
No Salmo Responsorial, foi proclamado: «O seu amor é para sempre» (118/117, 2). É verdade, a misericórdia de Deus é eterna; não acaba, não se esgota, não se dá por vencida diante das portas fechadas e nunca se cansa. Neste «para sempre», encontramos apoio nos momentos de provação e fraqueza, porque temos a certeza de que Deus não nos abandona: permanece connosco para sempre. Demos-Lhe graças por este amor tão grande que nos é impossível compreender. É tão grande! Peçamos a graça de nunca nos cansarmos de tomar a misericórdia de Deus e levá-la pelo mundo: peçamos para ser misericordiosos, a fim de irradiar por todo o lado a força do Evangelho, para escrever aquelas páginas do Evangelho que o apóstolo João não escreveu.”
Longo… mas maravilhoso! Não tive coragem de retirar nada, tal o valor desta Homilia!

Que Deus seja louvado!

terça-feira, 5 de abril de 2016

UMA MANHÃ DE PÁSCOA!

Hoje… face a tantas asneiras referentes ao “Panama Papers” essas notícias pavorosas que nos chegaram pela Comunicação Social onde estão implicadas tantas pessoas que deveriam, em vez de ser olhadas como corruptas, serem, isso sim, testemunhos vivos de comportamentos exemplares, com muita pena desses infelizes tão desgraçados (sem graça) e tão pobres que só têm dinheiro e bens materiais, apetece-me partilhar um pouco de uma das minhas manhãs de Páscoa!
Cheguei à igreja para a Eucaristia e quedei-me numa maravilhosa jarra de flores brancas! Flores muito, muito lindas, e colocadas ali com muito gosto e esmero! Mas com toda aquela beleza a inundar-me a vista imaginem que fui prender toda a minha atenção numa gerbera que estava virada ao contrário, só se lhe via a parte de trás da flor.
O arranjo estava lindíssimo, mas eu só tinha olhos para aquela flor torcida. E por mais esforço que fizesse, os meus olhos não se desviavam daquela flor. Parece que as outras flores tinham perdido todo o seu encanto e esplendor.
O mundo em que vivemos é um pouco assim, como aquele arranjo pascal!
O mundo é como uma linda jarra de flores… onde algumas estão voltadas do avesso.
Há muitos comportamentos a imitar, de tão bons que se nos apresentam, mas temos a tendência natural de nos prendermos só com o que está errado, tal como eu fiz com a flor daquele arranjo belíssimo.
Neste contexto… quando a Comunicação Social nos surpreender com aquelas notícias de arrepiar… lembremo-nos que as pessoas que cometem tais atrocidades são flores viradas do avesso no maravilhoso jardim do mundo!
E não odiemos essas pessoas, o ódio não corrige ninguém nem ajuda, só atrapalha, e antes de tudo e acima de tudo… a quem odeia e não a quem é odiado!
Rezemos muito por todas essas pessoas infelizes que praticam o mal, porque é do que mais precisam, da ajuda da oração! O que, na enorme maioria dos casos, é a única coisa que lhes podemos fazer!
E… confiemos cada vez mais nas pessoas, na enorme beleza dos homens e mulheres que Deus colocou neste mundo belo onde vivemos, e que Deus olha, permanentemente, com todo o Seu infinito Amor e Misericórdia.

Que Ele seja sempre louvado!