terça-feira, 13 de dezembro de 2016
MARAVILHAS DE MARIA!
A
Mãe Maria, Nossa Senhora, Mãe de todos nós, faz maravilhas! Muitas maravilhas!
Aqui
mais um milagre da Medalha Milagrosa que aconselhou a Santa Catarina Labouré e
que muita, muita gente tem, e mais a deve ter, e usar!
Este
acontecimento chegou-me através de ‘Um Minuto com Maria.’Não
sei o autor do texto, mas o mais importante é mesmo o que o texto relata.
Vejamos:
“A primeira criança morreu em poucos dias, e o que aconteceu com a
segunda?
Uma senhora tinha um menino com
seis anos e outro com oito anos. A criança mais velha foi vitimada por violenta
enfermidade, que, para mim, só puderam designá-la com o nome de convulsão.
Assim, o menino morreu em poucos dias.
Uma medalha! Apenas uma medalha! Mas recomendada pela Mãe Maria!
Medalha linda! Linda e Milagrosa!
Quando usada com fé, claro!
Hoje… estou sem ideias!
Boa noite!
HN
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
MARAVILHAS... ACONTECEM!
Até
parece um conto de Natal, mas não é!
É
uma das histórias verídicas que a rubrica “Um Minuto com Maria”
nos vai enviando e que tem por título:
“O
QUE O GAROTINHO FEZ VOS EDIFICARÁ!
Em Roma e muitas vezes,
à noite, jantava no restaurante "L'Eau Vive". Em 1982, na época do
Natal, a família lá estava. Após a refeição, todos queriam cumprimentar e
agradecer as cozinheiras. Aproximando-se da cozinha, notaram, perto da mesma,
um pequeno presépio, colocado num canto, o que atraiu enormemente a atenção de
pequeno André, então, com sete anos. As cozinheiras não conseguiram resistir ao
desejo da criança e, imediatamente, deram-lhe o Menino Jesus, colocando-o em
seus braços.
Nas férias seguintes, a
mãe do garoto veio nos ver e nos disse: "Vocês sabem que o pequeno Jesus
do André nos transformou a todos? A cada noite, André exige, ele quer,
categoricamente, que toda a família se reúna em seu quarto e que se coloque ao
redor do Menino Jesus para cantar as Ave-Marias de Lourdes, assim como
aconteceu no Eau-Vive".
Um dia, o Pároco da
nossa paróquia veio abençoar o nosso chalé da montanha. André, naturalmente,
levou-o imediatamente ao seu pequeno Jesus e os dois juntos cantaram a Ave
Maria. Desde aquele dia, o padre se tornou amigo de toda a família. Estando em
contacto com ele, nós encontramos o caminho da Igreja, que havíamos abandonado
havia quinze anos, meu marido e eu.”
Não retirei o nome da pessoa que escreveu, mas esta é uma
história acerca do Menino Jesus e de um outro menino que pode modificar
qualquer vida.
Quem não é capaz de se enternecer com os pedidos saídos do
coração simples e sincero de uma criança?
Foi o que aconteceu! Que neste Natal apareça alguém que
consiga unir-nos mais ao Menino Jesus que quer habitar em todos os corações,
quer que todos os corações queiram, desejem ardentemente ser habitados por Ele.
Que Maria, a Senhora do Advento, esteja sempre ao nosso
lado!
HN
domingo, 11 de dezembro de 2016
JOÃO BAPTISTA E JESUS!
És
Tu... ou devemos esperar outro?
Esta
foi a pergunta que João Baptista mandou fazer a Jesus, que como resposta fez a
amostragem das Suas obras!
Mas
Jesus não se ficou por aí. Questionou os ouvintes sobre o que tinham ido ver ao
deserto, lá, onde João incentivava à conversão.
E
afirmou que João era mais do que Profeta. Que era o enviado a preparar a Sua
vinda, o Seu caminho!
Encontrei
uma meditação do Padre Artur Monteiro que para mim foi fantástica, maravilhosa:
“ És tu ou devemos esperar
outro? Há quem prefira adiar. É sempre melhor adiar quando nada desejamos
decidir. João preparou o povo para a decisão com as fortes sentenças proferidas
no tribunal do deserto da vida. Ainda hoje é assim, o deserto é um tribunal que
julga o nosso viver. Com Jesus inicia-se a bem aventurança de quem reconhece o
seu mal estar, para com Ele e por Ele ser curado. Há uma boa nova para a nossa
pobreza, não precisamos de permanecer indefinidamente escravos de nós próprios.”
Não sei até onde as pessoas poderão
compreender estas poucas e curtas frases, mas a mim tocaram-me até ao fundo da
alma.
Sem sombra de dúvida, na verdade, muitas
vezes nos perguntamos sobre quem é Jesus e porque O seguimos.
E muitas vezes acabamos por adiar o que
tanto desejamos fazer... sem saber muito bem porquê.
Custa-nos por demais olhar-nos tal qual somos,
pois temos muita dificuldade em reconhecer os defeitos e qualidades de que
somos portadores, para podermos crescer um ouço mais emendando-nos dos defeitos
e fortalecendo os nossos dons.
Reconhecer-nos com verdade é um passo
para a mudança, para a cura, para a saída da nossa escravidão pessoal, para a
fuga ao nosso não sou capaz!
Que a beleza e graças deste tempo sejam
para nós uma bênção, sejam o que necessitamos para sermos o que Jesus quer e espera de nós!
Que Ele seja louvado!
HN
sábado, 10 de dezembro de 2016
O ENORME AMOR QUE DEUS NOS TEM
Quando
nos debruçamos sobre o que quer que seja que nos fale do Bom Pastor ficamos
enternecidos por demais!
Vejamos
o que a respeito diz Basílio de Selêucia:
“«Alegra-se mais por causa dela do que pelas noventa e nove que não se tresmalharam»
Observemos a Cristo, o nosso Pastor; consideremos o seu amor pelos
homens e o seu enlevo em conduzi-los a verdes prados (Sl 23,2). Tanto Se alegra
com as ovelhas que O rodeiam como procura as que se tresmalharam. Os montes e
os bosques não são para Ele sequer obstáculo; Ele percorre vales tenebrosos (Sl
23,4) até achar a ovelha perdida e, encontrando-a doente, em vez de a deixar,
cuida dela e, tomando-a aos ombros, cura com a própria fadiga a ovelha
fatigada. Esta fadiga enche-O de alegria porque encontrou a ovelha perdida, e
apenas isso O alivia do seu esforço: «Qual é o homem dentre vós que, possuindo
cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e
vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar?» (Lc 15,4).
A perda de uma só ovelha vem perturbar a alegria do rebanho reunido, mas a alegria do reencontro afugenta toda a tristeza: «Ao encontrá-la, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida'» (Lc 15,5-6). Era por isso que Cristo, que é este Pastor, afirmava: «Eu sou o Bom Pastor» (Jo 10,11). «Procurarei a [ovelha] que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei da que está ferida e tratarei da que está doente» (Ez 34,16).”
A perda de uma só ovelha vem perturbar a alegria do rebanho reunido, mas a alegria do reencontro afugenta toda a tristeza: «Ao encontrá-la, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida'» (Lc 15,5-6). Era por isso que Cristo, que é este Pastor, afirmava: «Eu sou o Bom Pastor» (Jo 10,11). «Procurarei a [ovelha] que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei da que está ferida e tratarei da que está doente» (Ez 34,16).”
Por
nós Jesus faz tudo isto! Fá-lo todos os dias, em todos os momentos! E nós,
cristãos, seguidores de Jesus, que devíamos seguir as Suas passadas... que
vamos fazendo pelas pessoas que, ao nosso lado, andam perdidas pelos caminhos
da vida?
O
tempo urge! Amanhã poderá ser tarde! É hora de ir ao encontro, como sempre
desejo e quase nunca consigo!
Que
Jesus vá nascendo cada vez mais no nosso coração, e que o Seu Espírito Santo nos
ajude a ser o que devemos, a corresponder, conforme as nossas possibilidades e
fraquezas, ao enorme amor que Deus/Jesus nos tem!
HN
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
MARIA IMACULADA
Ó
Maria Imaculada
mãe
de Jesus e mãe nossa
nas
grandes lutas da vida
sê mãe
sempre
a nossa força!
Somos
Teus amados filhos
Te
amamos do coração
nas
amarguras da vida
És
nossa consolação!
Pede
a Teu Filho Querido
por
todos nós pecadores
que
o mal seja vencido
para
nos livrar dos horrores
das
lutas desentendidas
das
guerras fomes e dores!
Que
haja Paz no nosso mundo
franqueza
fraternidade
que
lutemos sem cessar
contra
a soberba e maldade
que
vivamos como irmãos
sem olhar a credo ou cor
para
que o mundo cresça
na
força do Deus Amor!
HN
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
‘ENCHEU-SE DE COMPAIXÃO’
Não
é de admirar que se diga muitas vezes acerca de Jesus: ‘Encheu-se
de compaixão!’
De
facto, Jesus, “cara chapada do Pai,”
‘é compassivo e justo, paciente e cheio de
misericórdia!’
Para
com todos! Até porque ainda que as pessoas não O conheçam nem O amem, Ele ama,
assim mesmo! Ama incondicionalmente!
Jesus/Deus,
é todo Amor! Por isso mesmo, ama! Ama! Ama!
E
‘onde houver Amor, habita Deus!’
Advento,
preparação para a grande festa do Amor, nas pessoas em particular, na família,
na sociedade!
São
Bernardo, monge cisterciense e doutor da Igreja fala assim sobre Jesus:
“«Ao ver as multidões,
encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas»
Desde hoje, celebramos
de todo o coração o advento do Senhor Jesus Cristo, e não fazemos mais que o
nosso dever, porque Ele veio, não só a nós, mas por nós. O Senhor não tem
qualquer necessidade dos nossos bens; a grandeza da graça que Ele nos fez
mostra bem a dimensão que tinha a nossa indigência. Julga-se a gravidade de uma
doença pelo que ela custa a curar. [...]
Tínhamos pois necessidade da vinda de um Salvador; o estado em que se encontravam os homens tornava a sua presença indispensável. Que o Salvador venha então rapidamente! Que Ele venha habitar no meio de nós pela fé, em toda a riqueza da sua graça. Que Ele venha arrancar-nos da nossa cegueira, que nos liberte das nossas enfermidades, que tome conta da nossa fraqueza! Se Ele está em nós, quem poderá extraviar-nos? Se Ele está no meio de nós, o que não poderemos fazer naquele que é a nossa força! (Fil 4,13) «Se Ele está a nosso favor, quem poderá estar contra nós?» (Rom 8,31) Jesus Cristo é um conselheiro absolutamente seguro, que não pode, nem enganar-Se, nem enganar-nos; Ele é uma poderosa ajuda, cuja força nunca se extingue. [...] Ele é a própria sabedoria de Deus, a própria força de Deus (1Cor 1,24). [...] Recorramos todos, pois, a tal Mestre: em todos os nossos empreendimentos, invoquemos esta ajuda; no coração dos nossos combates, confiemo-nos a Defensor tão seguro. Se Ele já veio ao mundo, é para habitar no meio de nós, connosco e por nós.”
Tínhamos pois necessidade da vinda de um Salvador; o estado em que se encontravam os homens tornava a sua presença indispensável. Que o Salvador venha então rapidamente! Que Ele venha habitar no meio de nós pela fé, em toda a riqueza da sua graça. Que Ele venha arrancar-nos da nossa cegueira, que nos liberte das nossas enfermidades, que tome conta da nossa fraqueza! Se Ele está em nós, quem poderá extraviar-nos? Se Ele está no meio de nós, o que não poderemos fazer naquele que é a nossa força! (Fil 4,13) «Se Ele está a nosso favor, quem poderá estar contra nós?» (Rom 8,31) Jesus Cristo é um conselheiro absolutamente seguro, que não pode, nem enganar-Se, nem enganar-nos; Ele é uma poderosa ajuda, cuja força nunca se extingue. [...] Ele é a própria sabedoria de Deus, a própria força de Deus (1Cor 1,24). [...] Recorramos todos, pois, a tal Mestre: em todos os nossos empreendimentos, invoquemos esta ajuda; no coração dos nossos combates, confiemo-nos a Defensor tão seguro. Se Ele já veio ao mundo, é para habitar no meio de nós, connosco e por nós.”
Habitar
no meio de nós! Connosco e por nós!
Quem
seremos na realidade para merecermos tanta dedicação do nosso Deus? Tanto carinho,
tanta ternura?
Toda
a nossa importância está em Deus que nos habita... até que, um dia habitemos n’Ele
eternamente!
O
Advento, com tudo quanto nos sugere na vida, tem de ser um tempo de alegria sem
par!
A
maior felicidade é quanto o Senhor Jesus quer para todos nós!
Então...
sejamos felizes e façamos felizes uns aos outros!
HN
sábado, 3 de dezembro de 2016
ROCHA!... ROCHA DO MEU REFÚGIO!
Depois
do “construir sobre a rocha...”
há que pensar na verdadeira rocha onde podemos construir sem qualquer receio de
queda - Deus!
“Deus...
é a rocha do meu refúgio” como diz o salmista!
Quando
esta frase nos sair do coração antes que a boca a pronuncie... estamos mesmo apanhados
por Deus!
Apanhados...
por Deus!?...
Mas
se Deus nos dá liberdade absoluta, como é que nos pode apanhar?
Claro
que Deus, mesmo estando sempre connosco, nunca nos apanha sem que nós o queiramos,
o desejemos bem do fundo do coração!
Quando
conseguirmos ouvi-Lo, escutar e sentir os Seus murmúrios, consentir nas Suas
sugestões, nas atitudes de cada instante ter sempre o pensamento n’Ele
antes de tomar qualquer decisão, quando Lhe perguntarmos, ainda que em
pensamento, o que será melhor fazer em determinada ocasião, quando colocarmos
nas Suas mãos tudo quanto nos for acontecendo... estamos apanhados por Deus, ou
seja, com a ajuda de Deus conseguimos colocar-nos nos Seus caminhos e deixar-nos
conduzir pelo Seu Espírito Santo, como Maria, a Mãe, a Senhora do Advento, da
espera, da preparação, do caminho!
Maria
construiu sobre a rocha, e sempre abrigou a humanidade e continua a abrigar-nos
todos os dias debaixo do Seu manto de Misericórdia ao jeito de Seu filho Jesus!
Será
que somos capazes, a Seu exemplo, de abrigar alguém?
Que
Jesus, Maria e o tão esquecido José nos ajudem a ser o que devemos para a
felicidade de toda a gente!
Bom
fim de semana!
HN
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
"CONSTRUIR SOBRE A ROCHA!..."
Nem
todo aquele que diz Senhor... Senhor... faz realmente o que o Senhor quer!
Há
muita gente com Deus na boca... mas sem Deus no coração!
Com
um coração duro, empedernido, sem amor nem compaixão!
E
o pior é que muitas vezes são pessoas que frequentam as igrejas... e até estão
à frente de algumas das suas actividades!
Normalmente
temos a ideia de que quem anda pelas igrejas é de todo boa pessoa, mas nem
sempre isso acontece!
Tal
como no tempo de Jesus... temos de tudo!
Os
fariseus frequentavam as sinagogas ou igrejas daquele tempo... mas diziam uma
coisa e faziam outra, não eram coerentes.
A
incoerência é muito má! E o mais grave é que muitas vezes as pessoas em causa
não se apercebem da forma como vivem e, assim, não conseguem modificar-se.
Incoerências...
podem existir em qualquer pessoa... mas logo que nos apercebamos delas temos de
nos apressar a corrigir-nos!
Claro
que todas as pessoas gostam de ser boas... de proceder bem, de ter boas
atitudes, e se esforçam por isso... é o normal! E há muitas pessoas
maravilhosas que nunca pisaram as igrejas, não tenhamos dúvidas!
Mas...
quem vai às igrejas, impreterivelmente, tem oportunidade de rezar e escutar a
Palavra de Deus que é o melhor caminho a seguir, o que lhes dá a obrigação de
serem pessoas que vivam mais ao jeito de Jesus do que quaisquer outras. Contudo,
se não aprenderem a viver a Palavra e a encarnar a Palavra na vida, de pouco lhes
valerá, porque acabarão por proceder sempre da mesma maneira.
O
Evangelho Quotidiano de hoje trazia uma meditação retirada de Santo Agostinho, de
que gostei muito:
“Construir sobre a rocha
Será de surpreender que o Senhor tenha mudado o nome de Simão,
substituindo-o por Pedro? (Jo 1,24) «Pedro» significa rocha; o nome de Pedro é,
pois, o símbolo da Igreja. Quem está em segurança, senão aquele que constrói
sobre a rocha? O que diz o próprio Senhor? «Todo aquele que ouve as minhas
palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa
sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra
aquela casa; mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.»
De que serve entrar na Igreja àquele que quer construir na areia? Esse escuta a palavra de Deus, mas não a põe em prática; Ele constrói, mas na areia. Se não escutasse, não construiria; Ele escuta, por isso constrói. Mas sobre que fundações? Se ouve a palavra de Deus e a põe em prática, é sobre a rocha; mas, se a ouve e não a põe em prática, é na areia. Pode-se, pois, construir de dois modos muito diferentes. [...] Se te contentas em ouvir sem pôr em prática, estás a construir uma ruína. [...] Se, pelo contrário, não ouves, ficarás sem abrigo, e serás levado pela torrente das tribulações. [...]
Tende pois a certeza, meus irmãos, de que aquele que ouve a palavra sem agir em conformidade com ela não constrói sobre a rocha, não tendo por isso qualquer relação com o grande nome de Pedro, ao qual o Senhor deu tanta importância.”
De que serve entrar na Igreja àquele que quer construir na areia? Esse escuta a palavra de Deus, mas não a põe em prática; Ele constrói, mas na areia. Se não escutasse, não construiria; Ele escuta, por isso constrói. Mas sobre que fundações? Se ouve a palavra de Deus e a põe em prática, é sobre a rocha; mas, se a ouve e não a põe em prática, é na areia. Pode-se, pois, construir de dois modos muito diferentes. [...] Se te contentas em ouvir sem pôr em prática, estás a construir uma ruína. [...] Se, pelo contrário, não ouves, ficarás sem abrigo, e serás levado pela torrente das tribulações. [...]
Tende pois a certeza, meus irmãos, de que aquele que ouve a palavra sem agir em conformidade com ela não constrói sobre a rocha, não tendo por isso qualquer relação com o grande nome de Pedro, ao qual o Senhor deu tanta importância.”
Encarnar
a Palavra na vida é prestar muita atenção ao que Jesus nos vai dizendo das mais
diversas formas e pelas mais diversas pessoas.
Ler
meditar ou ouvir a Palavra de Deus e não a por em prática é a construção na
areia que nunca nos poderá segurar como pessoas de bem.
Defeitos,
todos nós temos! Mas o tentar ter cada vez menos defeitos e aperfeiçoar e
desenvolver cada vez mais as qualidades é o mesmo que estar a construir a casa
sobre a rocha!
Que
este tempo favorável de Advento seja para nós de inúmeras graças!
Que
o Senhor nos ajude!
HN
terça-feira, 29 de novembro de 2016
DEVO FICAR NA TUA CASA... NA TUA FAMÍLIA!
Devo
ficar na tua casa... no teu coração... na tua Família!
Pois
é! Jesus quer estar em todo o lado onde o Homem estiver! Veio para junto do
Homem, Homem entre os homens, para ensinar com palavras e gestos que a única
coisa que quer para o Homem/Humanidade é que seja muito feliz!
Jesus
nasceu numa Família!
O
Natal... é a Festa da Família!
A
Família é o suporte da sociedade!
Então...
como deverão nascer e ser as famílias?
Vejamos
o que nos disse São João Paulo II, na Audiência Geral do dia 1 de Fevereiro de
1982:
“«Porque nasceram da
ressurreição, são filhos de Deus.»
Enquanto sacramento
nascido do mistério da redenção e, em certo sentido, renascido do amor nupcial
de Cristo e da Igreja (cf Ef 5,22-23), o matrimónio é uma expressão eficaz do
poder salvífico de Deus, que realiza o seu eterno desígnio mesmo após o pecado
e apesar da concupiscência oculta no coração de cada ser humano, homem e
mulher. [...] Como sacramento da Igreja, o matrimónio é indissolúvel por
natureza. Como sacramento da Igreja, é também palavra do Espírito, que exorta o
homem e a mulher a modelarem toda a sua vida em comum aurindo a sua força do
mistério da «redenção do corpo». [...] A redenção do corpo significa [...] esta
esperança que, na dimensão do matrimónio, pode ser definida como esperança do
quotidiano, esperança do temporal [...].
A dignidade dos esposos [...] exprime-se na profunda consciência da santidade da vida à qual ambos dão origem, participando - como fundadores duma família - nas forças do mistério da criação. À luz desta esperança, que está ligada ao mistério da redenção do corpo, esta vida humana nova, o filho concebido e nascido da união conjugal de seu pai e de sua mãe, abre-se às «primícias do Espírito» «para participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus». E se toda a criação, até ao dia de hoje, geme com as dores do parto, uma esperança particular acompanha a mulher nas dores do parto: a esperança da «revelação dos filhos de Deus» (Rom 8,19-23), esperança da qual todo o recém-nascido, ao vir ao mundo, transporta em si mesmo uma centelha. [...] É a isso que se referem as palavras de Cristo, quando fala da ressurreição dos corpos [...]: «porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus».”
A dignidade dos esposos [...] exprime-se na profunda consciência da santidade da vida à qual ambos dão origem, participando - como fundadores duma família - nas forças do mistério da criação. À luz desta esperança, que está ligada ao mistério da redenção do corpo, esta vida humana nova, o filho concebido e nascido da união conjugal de seu pai e de sua mãe, abre-se às «primícias do Espírito» «para participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus». E se toda a criação, até ao dia de hoje, geme com as dores do parto, uma esperança particular acompanha a mulher nas dores do parto: a esperança da «revelação dos filhos de Deus» (Rom 8,19-23), esperança da qual todo o recém-nascido, ao vir ao mundo, transporta em si mesmo uma centelha. [...] É a isso que se referem as palavras de Cristo, quando fala da ressurreição dos corpos [...]: «porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus».”
Não
me recordo em que contexto apareceu esta meditação no Evangelho Quotidiano, mas
numa época de preparação para o Natal, a Festa da Família por excelência, vem
mesmo a propósito.
Temos
que acabar de uma vez com a ideia de conseguir muita felicidade ao casar com
este ou com esta, porque a felicidade do casamento não se tira do outro ou
outra, dá-se ao outro ou outra!
E
é nesse dar felicidade ao outro ou outra que conseguimos a nossa felicidade.
Na
medida em que fizermos o/a outro/a feliz somos felizes também!
Não
tenhamos ilusões! Seja no Matrimónio/Casamento Católico ou em qualquer outro
tipo de união, ou o cônjuge pensa ser feliz dando felicidade ao outro ou a
união nunca poderá ter consistência!
Deus
ama-nos e quer-nos felizes em qualquer situação de união em que nos encontremos,
mas nós temos que lutar por essa felicidade.
Deus
não nos pode fazer o que nos compete a nós que é esforçar-nos por ser felizes
dando felicidade ao outro e ambos olhando desveladamente pelos filhos.
Foi
isso que Jesus fez e continua a fazer connosco,
dizendo-nos
incessantemente: ‘Devo ficar na tua casa... no teu coração... na
tua Família!’
Jesus
deve ficar na nossa casa, onde constituímos a nossa família que abrange toda a
nossa vida a partir do coração, da coragem, da força de vontade, do Amor
sincero e verdadeiro que não espera nada em troca do que dá mas que se satisfaz
com tudo quanto oferece!
Continuação
de uma boa semana!
HN
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
'DEVO FICAR... NA TUA CASA!'
Este
‘hoje devo ficar na tua casa’
que Jesus disse a Zaqueu deve importunar-nos... porque a casa de Zaqueu é a
imagem do nosso coração, a verdadeira casa onde Jesus quer ficar, hoje e
sempre, até que nos seja dado irmos morar eternamente na casa que Deus tem
guardada para nós no Seu próprio coração numa eternidade feliz e sem fim!
O
Advento chegou! As vivências de um verdadeiro Advento vão sendo postas à nossa
meditação para que sigamos por elas!
Advento,
preparação para o Aniversário do nascimento humano de Jesus!
Mas
nós, cristãos conscientes a tentar tudo por tudo para viver bem ao jeito de
Jesus, não sabemos o dia em que Jesus nasceu fisicamente até porque não
interessa saber o dia, interessa, sim, viver esse dia todos os nossos dias,
pois foi para isso que Jesus/Palavra de Deus nasceu!
O‘hoje
devo ficar na tua casa’que Jesus disse a
Zaqueu e vai dizendo sempre a cada um de nós das mais diversas formas é um
bater à porta do coração à espera que esse coração se Lhe abra de par em par,
para poder amar e ser feliz como Deus quer e a todos convém!
E
os nossos corações são casas de Jesus, saibamos ou não, queiramos ou não, Jesus
está lá, em todos os corações! Muitas vezes debaixo de um sem número de maus
comportamentos ou até crimes... mas está lá... a bater... para que O deixemos
tomar conta de nós e de todas as nossas atitudes!
Por
isso, não critiquemos nem julguemos ninguém, porque só Deus/Jesus conhece a
verdadeira razão de cada um!
‘Hoje
devo ficar na tua casa!’
Fica!
Fica na minha casa Jesus! No mais fundo do coração eu te acolho de braços
abertos... mas com muita fraqueza Senhor! Não descures a Tua presença para me
segurares bem de pé como Tu queres e eu desejo!
E
já agora... não te esqueças de meus amigos... e inimigos se os houver... e de
toda a gente principalmente quem mais de Ti necessitar! Os ladrões, assassinos,
mal comportados de toda a espécie, pois são esses que mais Te preocupam e é com
esses que mais nos devemos preocupar!
Que
sempre sejas louvado! Amém!
HN
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
«EU HOJE DEVO FICAR EM TUA CASA.» (in Lc 19, 1-10)
Esta frase de Jesus para Zaqueu, e que converteu o Zaqueu, não foi só
para o Zaqueu mas para todos nós!
Para Zaqueu Jesus queria ficar na casa dele, no
espaço físico onde ele morava!
Zaqueu, ao ouvir Jesus, cheio de felicidade, correu
a abrir-Lhe as portas de par em par!
Jesus entrou! E foi a partir daí que Zaqueu
conseguiu dar a volta á sua vida, ou seja, conseguiu aderir à ideia de viver ao
jeito de Jesus!
E logo ali, anunciou a mudança dizendo abertamente
tudo o que tinha decidido fazer, depois do que Jesus disse aos presentes: “Hoje
entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu também é filho de Abraão.”
Mas Jesus não se contentou com estas palavras! Afirmo
uma outra verdade:
“Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar
o que estava perdido!”
Olhando para mim mesma, para o que já fui e para o
que agora sou, não necessito de olhar para mais ninguém para afirmar a
realidade desta frase de Jesus!
Não tenho dúvidas! Das mais diversas formas, Ele vai
batendo à porta da nossa casa ou nosso coração, e quando Alguém se predispõe a
deixá-Lo entrar, assim, na sua vida, nunca mais será igual ao que era dantes!
E o mais curioso é que Deus, realmente, é o melhor
dos Pedagogos! Não ensina ou pede tudo de uma vez, vai tocando ora num defeito…
ora numa qualidade… ora noutra qualidade… ora noutro defeito… não nos larga
mais. E a dada altura, quando nos predispomos a olhar-nos mais profundamente,
acabamos por verificar as mudanças e por O louvar sempre e cada vez mais! A
felicidade é imensa!
Vamos ver o que nos diz a Carmelita Santa Isabel da
Santíssima Trindade:
“«Eu hoje devo ficar em
tua casa.»
«Só em Deus repousa a
minha alma; dele vem a minha salvação. Só Ele é o meu rochedo e a minha
salvação, a minha fortaleza; jamais vacilarei» (Sl 61, 2-3). Eis o mistério que
canta hoje a minha lira! Como a Zaqueu, o meu Mestre disse-me: «Desce depressa,
que Eu hoje devo ficar em tua casa.» Desce depressa, mas aonde? Ao mais fundo
de mim própria: depois de me ter deixado a mim própria, separado de mim
própria, despojada de mim própria, numa palavra, sem mim própria.
«Eu hoje devo ficar em tua casa.» É o meu Mestre que me exprime esse desejo! O meu Mestre quer habitar em mim, com o Pai e o seu Espírito de amor, porque, segundo a expressão do discípulo amado, eu estou em comunhão com eles (1Jo 1,3). «Já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus», diz S. Paulo (Ef 2,19). E para mim ser «concidadãos dos santos e membros da família de Deus» consiste em viver no seio da tranquila Trindade, no meu abismo interior, nessa fortaleza inexpugnável do santo recolhimento de que fala S. João da Cruz. [...]
Oh! Que bela é esta criatura assim despojada, salva de si própria! [...] Ela sobe, eleva-se acima dos sentidos, da natureza; ultrapassa-se a si própria; ultrapassa toda a alegria, assim como toda a dor, e passa através das nuvens, para só descansar quando tiver penetrado no interior daquele que ama e que lhe concederá, Ele próprio, o repouso. [...] O Mestre disse-lhe: «Desce depressa.» É ainda sem de lá sair que ela viverá, à imagem da Trindade imutável, num eterno presente [...], tornando-se, por um olhar sempre mais simples, mais unitivo, «o esplendor da sua glória» (Heb 1,3), dito de outro modo, louvor e glória da suas adoráveis perfeições.”
«Eu hoje devo ficar em tua casa.» É o meu Mestre que me exprime esse desejo! O meu Mestre quer habitar em mim, com o Pai e o seu Espírito de amor, porque, segundo a expressão do discípulo amado, eu estou em comunhão com eles (1Jo 1,3). «Já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus», diz S. Paulo (Ef 2,19). E para mim ser «concidadãos dos santos e membros da família de Deus» consiste em viver no seio da tranquila Trindade, no meu abismo interior, nessa fortaleza inexpugnável do santo recolhimento de que fala S. João da Cruz. [...]
Oh! Que bela é esta criatura assim despojada, salva de si própria! [...] Ela sobe, eleva-se acima dos sentidos, da natureza; ultrapassa-se a si própria; ultrapassa toda a alegria, assim como toda a dor, e passa através das nuvens, para só descansar quando tiver penetrado no interior daquele que ama e que lhe concederá, Ele próprio, o repouso. [...] O Mestre disse-lhe: «Desce depressa.» É ainda sem de lá sair que ela viverá, à imagem da Trindade imutável, num eterno presente [...], tornando-se, por um olhar sempre mais simples, mais unitivo, «o esplendor da sua glória» (Heb 1,3), dito de outro modo, louvor e glória da suas adoráveis perfeições.”
Dizer mais do que o que
nos diz este texto de Santa Isabel da Santíssima Trindade, eu não consigo! Sinto
imensa felicidade a lê-lo! Não sei
explicar muito bem de onde me vem!
Talvez… do Bom Mestre
como ela Lhe chama!
Um bom final de Semana
para toda a gente!
HN
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
CAMINHAI... ENQUANTO TENDES LUZ!...
Esta
é a ordem que Jesus nos vai dando ao longo dos nossos dias! Caminhai...
enquanto tendes luz! Luz... de Deus! Luz do Sol! Luz do mundo! Luz desta vida
que nos deu para que, com ela, alcançássemos uma outra vida a que chamamos
Eternidade!
Mas...
não tenhamos dúvidas! A Eternidade começa aqui!
Quando tentamos conhecer-nos melhor para melhor evitarmos o mal e praticarmos
o bem conforme Deus quer e os homens necessitam; quando olhamos o nosso
próximo, aquele ou aquela que no momento está perto de nós, com carinho,
compreensão, aceitação, ternura e amor; quando partilhamos com quem necessita;
quando rezamos... meditamos a Palavra de Deus... nos damos a quem de nós
necessite!
Este
modo de vida, vida de amor e paz, é o “princípio”
da Eternidade!
Agora...
umas palavrinhas de Orígenes que vêm muito a propósito:
“«Caminhai enquanto
tendes luz, para que as trevas não vos envolvam» (Jo 12,35)
Quando o Senhor veio,
era já o fim do mundo. Aliás, Ele mesmo o dizia, situando-Se no fim dos tempos:
«Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está muito próximo» (Mt 4,17). Mas
reteve e atrasou o dia da consumação; proibiu-o de aparecer. Porque Deus Pai,
vendo que a salvação dos povos só pode vir por Jesus, disse-Lhe: «Pede-Me, e
dar-Te-ei as nações como herança e o teu poder estender-se-á até aos confins da
terra» (Sl 2,8). Portanto, até ao cumprimento desta promessa do Pai, até que as
Igrejas se acrescentem com as diversas nações e que nelas entre toda «a
plenitude dos pagãos» para que, por fim, «todo Israel seja salvo» (Rom 11,25),
esse dia é dilatado, o fim do dia é diferido. O «Sol de justiça» (Mal 3,20) não
se põe, mas continua a derramar a luz da verdade no coração dos que crêem.
Mas quando a medida dos crentes estiver repleta e quando chegar a época degenerada e corrupta da última geração em que, «por causa da amplidão do mal, a caridade de muitos homens arrefecerá» (Mt 24,12) [...], então «os dias serão abreviados» (Mt 24,22). Sim, o mesmo Senhor sabe prolongar a duração dos dias quando é o tempo da salvação e abreviar a duração do momento da tribulação e da perdição. [...] Quanto a nós, enquanto o dia durar e para nós se prolongar o tempo da luz, «caminhemos honestamente em pleno dia» (Rom 13,13) e pratiquemos as obras da luz.”
Mas quando a medida dos crentes estiver repleta e quando chegar a época degenerada e corrupta da última geração em que, «por causa da amplidão do mal, a caridade de muitos homens arrefecerá» (Mt 24,12) [...], então «os dias serão abreviados» (Mt 24,22). Sim, o mesmo Senhor sabe prolongar a duração dos dias quando é o tempo da salvação e abreviar a duração do momento da tribulação e da perdição. [...] Quanto a nós, enquanto o dia durar e para nós se prolongar o tempo da luz, «caminhemos honestamente em pleno dia» (Rom 13,13) e pratiquemos as obras da luz.”
Este
texto tocou-me muito!
Diz
tanta coisa ainda incompreensível aos meus olhos e ouvidos!... Talvez por isso me tenha tocado tanto!
Dias
“abreviados”! Claro que Deus não
quer dias maus para ninguém!
Até
quando teremos de continuar a não compreender cabalmente a ternurenta linguagem
de Deus Amor!
Mas...
é a isto que se chama Fé! Acreditar... mesmo sem compreender!
Então...
acreditemos e caminhemos na Luz de Deus enquanto permanecermos nesta terra
lindo onde fomos colocados... à espera de que Luz de Deus nos receba quando os
nossos dias terrenos chegarem ao seu fim pedindo sempre com muito amor:
Senhor!
Aumenta a nossa Fé!
HN
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
ESTE... É... E SERÁ SEMPRE O NOSSO REI!
Não
pára o que dizer acerca de Jesus, o nosso Rei, que procuramos das mais diversas
formas, a Quem rezamos do mais fundo do nosso coração, de Quem falamos a
propósito e a despropósito, a Quem amamos o melhor que podemos e sabemos!...
Vejamos
o que nos diz Santo Agostinho:
«Todo o povo ficava
maravilhado quando O ouvia.»
Rezamos no templo de
Deus quando rezamos na paz da Igreja, na unidade do Corpo de Cristo, porque o
Corpo de Cristo é constituído pela multidão dos crentes espalhados por toda a
terra. [...] Para sermos atendidos, é neste templo que temos de rezar, «em
espírito e verdade» (Jo 4,23), e não no Templo material de Jerusalém. Este era
«uma sombra das coisas que hão-de vir» (Col 2,17), e por isso caiu em ruínas.
[...] Este Templo que caiu não podia ser a casa de oração da qual foi dito: «A
minha casa será chamada casa de oração para todas as nações» (Mc 11,17; Is
56,7).
Terão os que a transformaram num «covil de ladrões» sido realmente os causadores da sua queda? Pois os que levam na Igreja uma vida de desordem, os que procuram fazer da casa de Deus um covil de ladrões, estando ela em seu poder, também não poderão destruir este templo. Virá o tempo em que serão expulsos sob o chicote dos seus pecados. Esta assembleia de fiéis, templo de Deus e Corpo de Cristo, tem apenas uma voz e canta como um só homem. [...] Se quisermos, essa voz será a nossa; se quisermos escutar o cântico, cantá-lo-emos também no nosso coração.”
Terão os que a transformaram num «covil de ladrões» sido realmente os causadores da sua queda? Pois os que levam na Igreja uma vida de desordem, os que procuram fazer da casa de Deus um covil de ladrões, estando ela em seu poder, também não poderão destruir este templo. Virá o tempo em que serão expulsos sob o chicote dos seus pecados. Esta assembleia de fiéis, templo de Deus e Corpo de Cristo, tem apenas uma voz e canta como um só homem. [...] Se quisermos, essa voz será a nossa; se quisermos escutar o cântico, cantá-lo-emos também no nosso coração.”
Muito
do que precisamos de saber e viver está aqui, neste pequeno e maravilhoso texto
que tanto me ensinou, daí querer partilhá-lo!
Já
o li várias vezes e vou continuar a lê-lo!
Para
mim e muito importante para reconhecer cada vez melhor a vontade d’Aquele
que é e será sempre o nosso verdadeiro Rei, Rei de Paz, de Amor, de
Misericórdia e Perdão!
Rei...
cuja realeza é o Perdão e a Misericórdia!
Que
Ele nos ajude!
A
continuação de uma boa semana!
HN
terça-feira, 22 de novembro de 2016
“ESTE É O REI DOS JUDEUS”
Rei!
Chamar Rei a um condenado! Mas foi o que aconteceu! Foi assim que Pilatos
escreveu sobre a cabeça de Jesus quando estava na Cruz, entre dois ladrões, nos
últimos momentos da Sua vida terrena como a nossa.
São
João Crisóstomo diz assim numa homilia sobre a cruz e o bom ladrão, que deverá
ser a imagem de todos nós:
“«Jesus, lembra-Te de
mim, quando vieres com a tua realeza». O ladrão não ousou fazer esta prece sem
antes, pela confissão, se ter libertado do fardo dos seus pecados. Vê bem,
cristão, a força da confissão: ele confessou os seus pecados e o paraíso
abriu-se-lhe; confessou os seus pecados e ganhou confiança bastante para pedir
o Reino dos Céus, depois de tantos roubos que tinha cometido. […]
Queres conhecer o Reino? Que vês aqui que se lhe assemelhe? Tens debaixo dos olhos os pregos e uma cruz, mas essa cruz, dizia Jesus, é o próprio sinal do Reino. E eu, ao vê-Lo na cruz, proclamo-O Rei. Não é próprio de um rei morrer pelos seus súbditos? Ele próprio o disse: «O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas» (Jo 10,11). Isto é igualmente verdade para um bom rei: também ele dá a vida pelos seus súbditos. Proclamá-Lo-ei portanto Rei por causa da dádiva que fez da sua vida: «Jesus, lembra-Te de mim, quando vieres com a tua realeza».
Compreendes agora que a cruz é o sinal do Reino? Eis outra prova: Cristo não deixou a sua cruz na Terra, ergueu-a e levou-a com Ele para o Céu. Sabemo-lo porque Ele a terá junto de Si quando voltar pleno de glória. Para perceberes quanto esta cruz é digna de veneração, repara como Ele a tomou como um título de glória […]. Quando o Filho do Homem vier, «o sol escurecerá e a lua perderá o brilho». Reinará então uma claridade tão viva que até os astros mais brilhantes se eclipsarão. «As estrelas cairão do céu. Aparecerá então no céu o sinal do Filho do Homem» (Mt 24,29s). Vês bem a força do sinal da cruz? […] Quando um rei entra numa cidade, os soldados pegam nos estandartes, içam-nos aos ombros e marcham à sua frente para anunciar a chegada régia. De igual modo, legiões de anjos precederão a Cristo, quando Ele descer do Céu, trazendo aos ombros esse sinal anunciador da vinda do nosso Rei.”
Queres conhecer o Reino? Que vês aqui que se lhe assemelhe? Tens debaixo dos olhos os pregos e uma cruz, mas essa cruz, dizia Jesus, é o próprio sinal do Reino. E eu, ao vê-Lo na cruz, proclamo-O Rei. Não é próprio de um rei morrer pelos seus súbditos? Ele próprio o disse: «O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas» (Jo 10,11). Isto é igualmente verdade para um bom rei: também ele dá a vida pelos seus súbditos. Proclamá-Lo-ei portanto Rei por causa da dádiva que fez da sua vida: «Jesus, lembra-Te de mim, quando vieres com a tua realeza».
Compreendes agora que a cruz é o sinal do Reino? Eis outra prova: Cristo não deixou a sua cruz na Terra, ergueu-a e levou-a com Ele para o Céu. Sabemo-lo porque Ele a terá junto de Si quando voltar pleno de glória. Para perceberes quanto esta cruz é digna de veneração, repara como Ele a tomou como um título de glória […]. Quando o Filho do Homem vier, «o sol escurecerá e a lua perderá o brilho». Reinará então uma claridade tão viva que até os astros mais brilhantes se eclipsarão. «As estrelas cairão do céu. Aparecerá então no céu o sinal do Filho do Homem» (Mt 24,29s). Vês bem a força do sinal da cruz? […] Quando um rei entra numa cidade, os soldados pegam nos estandartes, içam-nos aos ombros e marcham à sua frente para anunciar a chegada régia. De igual modo, legiões de anjos precederão a Cristo, quando Ele descer do Céu, trazendo aos ombros esse sinal anunciador da vinda do nosso Rei.”
Gostei
muito desta meditação! Tocou-me a sério!
Lembra-Te
de mim! Lembra-Te de nós!
Lembra-Te
Senhor, de todos, mais ainda daqueles pobres e infelizes que se não lembram de
Ti, pois não conseguem descobrir que estás de braços abertos para os receber,
Tu, que És Quem nos pode fazer felizes de verdade!
Senhor
Jesus, Rei de Paz e amor, de Perdão e Misericórdia, vem em nosso auxílio!
Ajuda-nos
Senhor!
HN
domingo, 20 de novembro de 2016
A MISERICÓRDIA CONTINUA!
Sim!
O Ano da Misericórdia tem hoje mesmo o seu fim, no Domingo de Nosso Senhor
Jesus Cristo Rei do Universo, 34ºDomingo o Tempo Comum e final do Ano Litúrgico
C.
As
Leituras da Eucaristia, profundíssimas, estão todas voltadas para a
Misericórdia do Senhor.
Cristo
é um Rei sem trono, porque o Seu Reino é de Amor e Misericórdia!
Cristo
Rei apresenta-Se-nos com uma Cruz sobre o Coração e de braços abertos como que a
dizer-nos que no Seu Coração há espaço para toda a gente, que todos temos
espaço no Seu enorme e dulcíssimo Coração.
Vamos
implantando o Reino de Deus na terra quando somos presentes às pessoas
prestando-lhes os serviços que necessitem, quando compreendemos, escutamos, partilhamos,
aceitamos, somos solidários, promovemos a união, a Paz e o Amor.
O
Ano da Misericórdia continua. Tem que continuar na nossa vida, pois temos que
ter bem presentes as aprendizagens adquiridas para que as púnhamos em prática
em todos os momentos das nossas vidas.
O
“sede misericordiosos como o Vosso Pai é
Misericordioso”, se aceite e cumprido o melhor que pudermos e
soubermos, fará toda a diferença!
O
mundo necessita de Misericórdia! Todos necessitamos da Misericórdia de Deus e
de sermos Misericordiosos com os irmãos bem ao jeito de Jesus!
Que
Deus nos ajude e Nossa Senhora Mãe de Misericórdia nos proteja!
HN
sábado, 19 de novembro de 2016
MISERICÓRDIA E PAZ
Poderá
não parecer, mas Misericórdia e Paz andam associadas!
Um
maravilhoso texto a falar de paz!
Do
Santo Paulo VI, 4 de Outubro de 1965
“«Se ao menos hoje
conhecesses o que te pode dar a paz! »
Nunca mais a guerra,
nunca mais a guerra! É a paz, a paz, que deve guiar o destino dos povos e de
toda a humanidade! [...]
A paz, vós o sabeis, não se constrói apenas por meio da política e do equilíbrio de forças e de interesses. Ela constrói-se com o espírito, as ideias, as obras da paz. Vós trabalhais nesta grande obra.
Mas vós não estais ainda senão no princípio do vosso trabalho. Chegará o mundo a mudar a mentalidade particularista e belicosa que urdiu até agora uma tão grande parte da sua história? É difícil prevê-lo; mas é fácil afirmar que é preciso pôr-se resolutamente a caminho em direção à nova história, uma história pacífica, que será verdadeira e plenamente humana.»
A paz, vós o sabeis, não se constrói apenas por meio da política e do equilíbrio de forças e de interesses. Ela constrói-se com o espírito, as ideias, as obras da paz. Vós trabalhais nesta grande obra.
Mas vós não estais ainda senão no princípio do vosso trabalho. Chegará o mundo a mudar a mentalidade particularista e belicosa que urdiu até agora uma tão grande parte da sua história? É difícil prevê-lo; mas é fácil afirmar que é preciso pôr-se resolutamente a caminho em direção à nova história, uma história pacífica, que será verdadeira e plenamente humana.»
Fala-se
muito de Paz, mas como diz o velho ditado, ‘palavras leva-as o
vento.’ Precisamos de obras. Precisamos de atitudes
pacíficas, que promovam a Paz.
Mas,
a Paz só se consegue se vivermos em Paz, connosco mesmos, com Deus e com quem
nos rodeia.
Sem
Deus não pode haver Paz! Com Deus connosco e determinados a seguir as Suas
rotas, viveremos realmente em Paz, ainda que tudo pareça desabar!
Um
sábado maravilhoso, o último deste Ano Extraordinário de Misericórdia, ano que
tanto no enriqueceu e incentivou a sermos, de facto, misericordiosos ao jeito
do Pai.
Sem
misericórdia nunca poderá haver Paz.
Que
Deus nos ajude!
HN
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