sábado, 17 de outubro de 2020

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

 

Sempre tive muito consideração por estes dias, mas nunca me disseram tanto como este me está a dizer.

Talvez… este confinamento, este estar muito tempo fechada na vida caseira, talvez o dar muito mais importância aos meios de Comunicação Social que, cada qual como pode, sabe ou entende, nos vão trazendo a casa muita aprendizagem que necessitamos para querer muito mais agradar ao Senhor! E uma das maiores aprendizagens, melhor, um dos maiores deleites foi conseguir interiorizar que, como Igreja Católica que somos, ramos de que Jesus é o suporte, o tronco que nos prende à Terra (Sua graça) todos somos discípulos missionários! Aliás, como Igreja Cristã que somos, batizados e muitos crismados, seguidores de Cristo, temos obrigação de tudo fazer para que seja mais conhecido e amado em todo o mundo. Precisamos de cultivar muito bem a nossa parte espiritual, aquela que não morre, e levar este corpinho inteligente e maravilhoso que Deus nos deu a, sem deixar para trás as tarefas necessárias ao bem estar da humanidade em geral, dedicar-se a viver o verdadeiro amor e doação a Deus e aos irmãos que é o que nos é pedido. Um missionário tem o dever de dar exemplo de vida, pois as suas obras valem milhares de vezes mais do que as palavras ou escrita que fizerem.

Vou integrar aqui um pouquinho de um texto que me chegou de Evangelizo, retirado da Encíclica Salvos pela Esperança do Papa Emérito Bento XVI:

 

“«Digo-vos a vós, meus amigos: não temais os que matam o corpo»

A verdadeira e grande esperança do homem, que resiste apesar de todas as desilusões, só pode ser Deus – o Deus que nos amou, e ama ainda agora «até ao fim», «até à plena consumação» (cf Jo 13,1 e 19,30). Quem é atingido pelo amor, começa a intuir em que consistiria propriamente a «vida». Começa a intuir o significado da palavra de esperança que encontramos no rito do batismo: da fé espero a «vida eterna» – a vida verdadeira que, inteiramente e sem ameaças, em toda a sua plenitude, é simplesmente vida. Jesus, que disse de Si mesmo ter vindo ao mundo para que tenhamos a vida e a tenhamos em plenitude, em abundância (cf Jo 10,10), também nos explicou o que significa «vida»: «A vida eterna consiste nisto: que Te conheçam a Ti, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste» (Jo 17,3). A vida, no verdadeiro sentido, não a possui cada um em si próprio sozinho, nem mesmo por si só: aquela é uma relação. E a vida na sua totalidade é relação com Aquele que é a fonte da vida. Se estivermos em relação com Aquele que não morre, que é a própria Vida e o próprio Amor, então estamos na vida. Então «vivemos».”

Ora por estarmos unidos a Jesus vivendo do Seu jeito, segundo os Seus exemplos de vida e ensinamentos, integrados numa vida de dignidade sacramental… mesmo pecadores e insignificantes, é assim que Jesus, Deus, nos quer missionários nos nossos meios ambientes… e a rezar muito por aqueles que fazem de toda a sua vida uma constante missão: Santo Padre, Bispos, Diáconos, Missionários, Sacerdotes em geral e mais por aqueles que nas nossas Paróquias nos assistem com tudo quanto necessitamos para vivermos ao jeito de Jesus, como autênticos cristãos!

E temos que ter presente que somos diferentes uns dos outros, e é assim que temos de nos amar e respeitar.

Deus deu a cada pessoa o livre arbítrio, ou seja, o direito de fazer escolhas. E nem todas as escolhas que fazemos estão certas, e muitas vezes os conceitos de errado ou certo variam conforme as culturas, mas é assim que temos de nos respeitar, e ajudar as pessoas a crescer.

Quando virmos uma pessoa errada, não vamos ralhar, vamos acolher, mimar, respeitar a sua ideia, e o Amor que lhe é dedicado levará a pessoa a tentar mudar a sua atitude.

Ninguém gosta de ser criticado, mas amado e compreendido. E temos a certeza de que muitos erros que as pessoas cometem, nem sequer têm ideia de que os estão a cometer, já aconteceu isso tantas vezes comigo… com os outros deve ser a mesma coisa… mais ou menos!

Desejo para toda a gente montes de carinho e ternura, compreensão e aceitação, muito, muito discernimento para o que deve ou não deve fazer!

Muita força, gente querida, isto é tudo quanto deseja também para mim!

Boa noite e bom Dia Mundial das Missões!

Hermínia Nadais

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

AS NÚPCIAS DO CORDEIRO!

 

O Cordeiro… é Jesus! O Cordeiro Imaculado que tudo fez por nós, até aceitar todas as maldades que Lhe fizeram e dar a última gota de sangue, pregado numa Cruz, da forma mais horrível que se possa imaginar.

As Núpcias do Cordeiro aconteceram na Incarnação de Jesus, na Sua União com a Sua Igreja, mas podem ser experimentadas muitas vezes neste mundo quando tivermos um encontro muito profundo com Ele, com Jesus, numa Confissão, numa Direção Espiritual, numa qualquer Celebração ou Adoração Eucarística, numa Eucaristia, num Encontro Bíblico, em tantos encontros que se fazem no desejo de unir o mais intimamente possível as pessoas a Jesus, mas o maior encontro direto com Ele será quando formos chamados deste mundo, quando o nosso corpo morrer, deixar de existir. Aí, sim, celebrar-se-ão as verdadeiras Núpcias que não acabarão mais!

Daí… na caminhada da vida… temos de ter o maior cuidado em escutar a voz de Deus e seguir as Suas intuições, para não chegarmos à Sala do Festim com a veste manchada, porque isso Ele não aceita.

Poderá haver quem, por isso, O chame de mau… mas não! Deus é Amor e Bondade Infinita! Ele, que é Omnipresente, nunca nos deixa sós; é Omnipotente, fará tudo quanto for melhor para nós, assim nos entreguemos inteiros a Ele; é Omnisciente, conhece-nos melhor do que nós mesmos, façamos o que fizermos, nunca será possível mentir-Lhe, porque nada Lhe passa despercebido! E isto, com católicos ou não católicos, cristãos ou não cristãos, Deus, a Trindade Santíssima, ama da mesma forma toda a humanidade. Os católicos e outros cristãos têm a obrigação de ser apóstolos, isto é, de O darem a conhecer, acima de tudo pelos comportamentos da vida.

Decidi partilhar o texto que segue bem elucidativo para dar complemento a algo que eu não consiga discernir:

«São Gregório Magno (c. 540-604)

papa, doutor da Igreja

Homilias sobre o Evangelho, n.º 38

«Felizes os convidados para as núpcias do Cordeiro» (Ap 19,9)

 

Compreendestes quem é o Rei, Pai de um Filho que também é Rei? É Aquele acerca de quem o salmista pedia: «Ó Deus, dai o vosso juízo ao Rei e a vossa justiça ao Filho do Rei» (71,1). [...] Ele «preparou um banquete nupcial para o seu filho»; ou seja, o Pai celebra as núpcias do Rei seu Filho, a união da Igreja com Ele, no mistério da encarnação. E o seio da Virgem Maria foi o quarto nupcial deste Esposo. Por isso, há outro salmo que diz: «Do sol fez a sua tenda, Ele mesmo é como um esposo que sai do seu pavilhão de núpcias» (18,5-6). [...]

Ele mandou os servos convidar os amigos para esta boda. Enviou-os uma vez, e depois outra vez, ou seja, primeiro os profetas, depois os apóstolos, a anunciar a encarnação do Senhor. [...] Pelos profetas, anunciou como futura a encarnação do seu Filho único, pelos apóstolos pregou-a, depois de realizada.

«Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio»: ir para o campo consiste em prestar atenção exclusivamente às tarefas deste mundo; ir para o negócio consiste em procurar avidamente o próprio lucro nos negócios deste mundo. Um e outro esquecem o mistério da encarnação, não conformando a sua vida com ele. [...] Mais grave ainda é o caso daqueles que, não se contentando em desprezar os favores daquele que os chama, ainda O perseguem. [...] Mas o Senhor não ficará com lugares vazios no festim das núpcias do Rei seu Filho. Manda procurar outros convivas, porque a Palavra de Deus, permanecendo embora ainda ignorada por muitos, encontrará um dia onde repousar. [...]

E vós, irmãos, que pela graça de Deus já entrastes na sala do festim, isto é, na Santa Igreja, examinai-vos atentamente, não vá acontecer que, ao entrar, o Rei encontre algum reparo a fazer na veste da vossa alma.»

Fico completamente inerte, parada, sem saber o que pensar perante tudo isto… em que creio… mas só um dia hei-de perceber plenamente!

Neste fim de semana, não esqueçamos os Missionários, e que também temos de ser missionários nos nossos meios ambientes.

Rezemos... oremos... oremos...

Que Deus nos ajude e Santa Teresinha nos proteja!

Hermínia Nadais

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

MILAGRES… TEMO-LOS TODOS OS DIAS!

 

Para início de conversa, a vida é um milagre. O maior dos milagres! Aparecemos neste mundo pequenininhos. E muito embora em grande parte amados e queridos, nunca ninguém imagina o imensíssimo valor de um nascituro. Falo por mim! Sempre fiz o melhor que pude pelos meus queridos filhos e netos, mas cada dia que passa mais os valorizo. São para mim uma loucura indescritível. Se eu começar para aqui a dizer o que penso… intitular-me-ão de louca! E sou mesmo! Louca de amor pelos meus filhos netos familiares e não só.

Enquanto trabalhava, para não faltar nada no trabalho nem em casa, fui levando a vida como pude e soube. Sempre fui pessoa de aproveitar aprendizagens e de as procurar, mas o tempo era escasso por demais.

Hoje, com muita mágoa para mim, mas quis Deus que eu ficasse sozinha! Claro que continuo a trabalhar na minha casa e às vezes com meus filhos e netos, mas todo o tempo que posso dedico-me a ler os mais diversos livros, a ouvir palestras, ler as mais diversas mensagens, escrever para os meus blogues e Facebook, receber escritos de amigos e partilhar, e tive que deixar as visitas que fazia e tanto me agradavam por causa do Covid, que foi e está a ser muito difícil mas a ensinar-me muito, falo por mim.

Sem sair de casa aprendi a procurar o que precisava, a ouvir tudo com mais atenção, a dar mais valor às cerimónias religiosas que os meios de Comunicação me trazem a casa, às homilias que procuro em diversas Eucaristias principalmente ao Domingo… e muito mais. Só isto, já é um autêntico milagre. Mas há mais… coisinhas pequenas que me acontecem no dia a dia que são milagres do meu Senhor, só podem ser. Então, olho para trás, e penso no maravilhoso tempo que perdi, quando pedia milagres que o meu querido Jesus não podia ou não queria dar.

Um dos maiores milagres que Jesus me fez foi eu ver o meu querido marido, que amava demais a vida, os passeios, os amigos… e com todos os cuidados mais que possíveis, doente e perdido para esta vida, nunca ter feito uma queixa, uma única queixa. De ter aceitado tudo com uma coragem que eu nunca imaginei, dizendo muito simplesmente, quando sentia mais dores: «Meu Deus, seja tudo em desconto dos meus pecados».

Se isto não é um enorme milagre, o que serão milagres?

Por hoje, fico-me por aqui, pois quero partilhar o texto que se segue que me chegou de Evangelizo:

“São Cláudio de la Colombière (1641-1682)

jesuíta

«Reflexões cristãs»

Razões para crer?

Os maus cristãos não têm fé, mas também não abjuram; desculpam-se, afirmando não ter razões para crer. Daí que o seguinte discurso seja comum na boca de muitos: «Se tivesse visto algum milagre, seria santo». «Esta geração é uma geração perversa: pede um sinal», e os maus desejam ver milagres.

O mais espantoso é que, tendo visto os milagres que ocorrem todos os dias diante dos seus olhos, estando, por assim dizer, rodeados de milagres, não deixem de continuar a procurá-los, como os escribas e os fariseus, que queriam vê-los no céu, depois de os terem visto na Terra. E nem os mortos ressuscitados em vida do Salvador, nem o eclipse do Sol aquando da sua morte os tornaram fiéis; pelo contrário, a sua inveja tornou-se mais forte por causa deles, o seu ódio mais venenoso; uma e outro ascenderam ao ponto da fúria, e a sua infidelidade não foi curada. E assim acontecerá a quantos, vivendo mal, estão à espera de milagres para crer: «Ainda que alguém ressuscitasse dos mortos, não se deixariam convencer» (Lc 16,31). [...]

Todas as dificuldades que detêm os incrédulos, todas as contradições com que eles deparam nos dogmas da fé, tudo o que lhes parece uma contrariedade, tudo o que lhes parece novo, surpreendente, contrário ao senso comum, contrário à razão, inconcebível, impossível, todos os seus argumentos, todas as suas pretensas demonstrações, tudo isso, muito longe de me abalar, reforça-me ainda mais, torna-me inabalável na minha religião. [...] As novas dúvidas são para mim novas razões para crer.”

‘As novas dúvidas são para mim novas razões para crer.’ Esta frase adoto-a tal qual se encontra!

Sinto que a minha fé em Deus aumenta a cada momento, ainda que tenha acontecimentos que me façam chorar, porque também me ensinam e fazem crescer.

Mas… querido(a)s amigas! Isto não é possível com uma Missa Dominical a correr para cumprir um preceito, com um terço a Nossa Senhora de vez em quando, com uma Confissão anual por desobriga quaresmal, com a pertença a um qualquer grupo laical e não procurar crescer e fazer crescer com a presença nos encontros, pertencer a um grupo coral da Igreja ou ser Leitor(a) e não o fazer por amor mas para parecer importante junto dos demais, pertencer aos grupos de catequese e não ser capaz de transmitir o Amor imenso de Jesus, não pelos cristãos, mas por todos os homens. Deus é Pai de todos, os cristãos são, ou deveriam ser, os responsáveis por transmitir o Seu Imenso Amor a todos os povos da terra.

Será isso o que nós fazemos?

Será que o mundo está mau… ou somos nós, cristãos católicos… que não conhecemos nem vivemos o nosso catolicismo como Jesus no-lo apresentou e estamos a estragar tudo?

O maior milagre que eu peço ao Senhor é que as pessoas, todas as pessoas, consigam descobrir o imenso Amor que Deus lhes tem para poderem voltar-se para Ele e ser felizes, interiormente felizes.

O nosso corpo, gente, ou o fazem em cinza ou o tempo o faz em pó, mas o nosso espírito que é o que nos assemelha a Deus, esse, não morrerá nunca, e Deus quer que ele vá para junto d’Ele, para o que chamamos de Céu.

Tenho muitas coisas lindas para contar… mas ficam para outra vez.

Hermínia Nadais

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

BELÍSSIMAS E CHEIAS DE SENTIDO

 

Guardei estas frases, e agora não recordo de quem são:

«A solidariedade é a resposta ao grito do excluído, ao apelo do fraco e do sofredor.

É o alívio ao semblante agonizante de Jesus na cruz que se identifica com todas as dores da humanidade.»

Guardei-as… porque me tocaram demais!

Que a solidariedade é resposta amorosa ao grito dos irmãos que sofrem, sempre o percebi! Ser solidária, sempre me esforcei por isso. Que o que se faz aos irmãos necessitados de algo é como fazê-lo ao próprio Jesus… não consigo esquecer, mas ler uma frase a dizer que a solidariedade ‘é o alívio ao semblante agonizante de Jesus na cruz que se identifica com todas as dores da humanidade’ entrou até lá ao fundinho mais profundo do meu paupérrimo coração! Fez-me perceber que as minhas próprias angústias e dores também estavam presentes naqueles horrorosos sofrimentos de Jesus. Que pelos meus pecados Ele sofreu, sempre o percebi. Mas que também lá estavam as minhas dores, amarguras, sofrimentos, nunca o tinha pensado.

Quando dizemos que a vida é uma caminhada, é verdade! Mas uma caminhada algumas vezes feita em sítios planos, outras tentando subir colinas ou montanhas muito difíceis de ultrapassar, e é por essas dificuldades todas que Jesus sofreu, e é nelas que nos é mais presente.

Sinceramente… por muito que Lhe diga ‘Obrigada Jesus’… cada vez sinto mais que não há palavras com que se Lhe possa agradecer. Que os gestos de doação e amor aumentem em toda a gente, é do que mais peço!

Escuta, Senhor!

Hermínia Nadais

terça-feira, 13 de outubro de 2020

QUANTO MAIS VEZES LERMOS…

  Falando na Palavra de Deus quanto mais vezes lermos mais coisas descobrirmos; quanto mais explicações encontrarmos mais aprendemos; e de cvad vez mais nos admiramos de tudo o que a Palavra nos diz. Tenho aqui um texto maravilhoso de S. Gregório Magno sobre o Evangelho de Domingo, que já me deu muitas voltas à cabeça e continuará a dar! Eu queria partilhar só algumas frases, mas estrago o texto. Vou partilhá-lo todo e pronto:

“«Felizes os convidados para as núpcias do Cordeiro» (Ap 19,9)

Compreendestes quem é o Rei, Pai de um Filho que também é Rei? É Aquele acerca de quem o salmista pedia: «Ó Deus, dai o vosso juízo ao Rei e a vossa justiça ao Filho do Rei» (71,1). [...] Ele «preparou um banquete nupcial para o seu filho»; ou seja, o Pai celebra as núpcias do Rei seu Filho, a união da Igreja com Ele, no mistério da encarnação. E o seio da Virgem Maria foi o quarto nupcial deste Esposo. Por isso, há outro salmo que diz: «Do sol fez a sua tenda, Ele mesmo é como um esposo que sai do seu pavilhão de núpcias» (18,5-6). [...]

Ele mandou os servos convidar os amigos para esta boda. Enviou-os uma vez, e depois outra vez, ou seja, primeiro os profetas, depois os apóstolos, a anunciar a encarnação do Senhor. [...] Pelos profetas, anunciou como futura a encarnação do seu Filho único, pelos apóstolos pregou-a, depois de realizada.

«Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio»: ir para o campo consiste em prestar atenção exclusivamente às tarefas deste mundo; ir para o negócio consiste em procurar avidamente o próprio lucro nos negócios deste mundo. Um e outro esquecem o mistério da encarnação, não conformando a sua vida com ele. [...] Mais grave ainda é o caso daqueles que, não se contentando em desprezar os favores daquele que os chama, ainda O perseguem. [...] Mas o Senhor não ficará com lugares vazios no festim das núpcias do Rei seu Filho. Manda procurar outros convivas, porque a Palavra de Deus, permanecendo embora ainda ignorada por muitos, encontrará um dia onde repousar. [...]

E vós, irmãos, que pela graça de Deus já entrastes na sala do festim, isto é, na Santa Igreja, examinai-vos atentamente, não vá acontecer que, ao entrar, o Rei encontre algum reparo a fazer na veste da vossa alma.”

A veste nupcial, a alma na graça de Deus que é como devemos viver sempre evitando pecados graves e menos graves, embora nunca deixemos de ser pecadores podemos evitar pecar.

Ói Gente querida! Esta explicação encheu-me o coração da vida de tal forma que me não canso de a ler.

Oxalá gosteis também!

Hermínia Nadais

domingo, 11 de outubro de 2020

NÃO CONSIGO RESISTIR

 

Falar no Bom Samaritano não cansa, até porque todos nós somos chamados a sermos bons samaritanos!

Nem sempre o somos. Umas vezes porque não sabemos, outras porque andamos muitos distraídos. De qualquer forma, é hora de começarmos a ser o que devemos, até porque Deus, que nunca nos falta, o espera que sejamos, realmente, misericordiosos com toda a gente.

«Frase de Dom Orione:

“A caridade tem fome de ação:

é uma atividade que tem sabor divino”

Há alguma coisa de chocante na parábola do bom Samaritano (Lc. 10, 25-37). Como admitir que um sacerdote – acostumado ao culto e ao louvor de Deus – não tenha parado diante daquele homem ferido? E que a mesma atitude tenha sido assumida por um levita, ou seja, por jovem que se preparava para ser sacerdote? Seria de se esperar que, quem normalmente fala com Deus, tivesse mais condições de reconhecê-lo caído, à beira do caminho. Mas não foi o que aconteceu.

A parábola nos alerta para o risco de praticarmos uma religião de aparência, sem verdadeira conexão com a vida real. Agindo assim, podemos cair em uma prática religiosa esquizofrênica, sem relação entre a fé que se proclama na Igreja e a fé que somos convidados a praticar em nosso dia a dia.

O samaritano teve compaixão do homem caído e cuidou dele (Lc. 10, 33). A compaixão é o fundamento da verdadeira religião, que move o nosso coração e o faz transbordar em mil gestos de amor.

E se você encontrasse uma pessoa ferida na rua, como reagiria:

como o sacerdote ou como o samaritano?»

Sinceramente, não tenho dúvidas de que lhe faria de imediato tudo quanto pudesse.

Mas… segundo a lei lá do templo, o sacerdote e o levita não se podiam manchar tocando assim numa pessoa, pois ficavam proibidos de puderem exercer os seus cargos no templo.

Não escrevi isto aqui para os defender, mas para chamar à atenção dos erros da lei, das leis, erros que temos de reconhecer e ultrapassar. Tocar num ser humano ferido não pode manchar ninguém, muito pelo contrário, é a prática da caridade fraterna, da solidariedade, do Amor que Jesus nos pregou.

Já agora, no passado dia três de Outubro, junto ao Túmulo de São Francisco de Assis, o Papa Francisco apresentou a sua ultima Encíclica, ‘Fratelli Tutti’ ‘Todos Irmãos’.

A minha primeira preocupação foi procurá-la na net onde logo me apareceu, direitinha, escrita em português.

Já li mais de metade, a correr, claro, para tirar uma ideia. É uma Encíclica Social, maravilhosa. Se toda a gente de todos os continentes países e estratos sociais a lessem e pusessem em prática… como tudo ficaria diferente. Quero ir, assim, até ao fim, para depois meditar a sério em tantas verdades que só mesmo o Santo Padre com a Luz do Espírito Santo poderia lembrar.

Que Deus seja louvado!

Hermínia Nadais

sábado, 10 de outubro de 2020

«SUA MÃE GUARDAVA TODAS ESTAS COISAS NO CORAÇÃO!»


Muitas vezes vemos esta frase escrita, depois de algum acontecimento mais ou menos importante, porque para Nossa Senhora tudo quanto Jesus fazia ou dizia era realmente muito importante…assim como deve ser para nós também.

São Bernardo (1091-1153)

monge cisterciense, doutor da Igreja

«Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração» (Lc 2,51)

«Se alguém Me ama, guardará as minhas palavras, meu Pai o amará e Nós viremos a ele» (Jo 14,23). Lê-se também noutro lugar: «O que teme a Deus praticará o bem» (Sir 15,1). Mas penso que Jesus diz mais do que isso acerca daquele que O ama ao afirmar que «guardará as minhas palavras». Pois onde deverão ser guardadas? Sem dúvida alguma no coração, como diz o Profeta: «Guardei a vossa palavra em meu coração, para não pecar contra Vós» (Sl 119,11). Como havemos nós de guardar a palavra no coração? Será suficiente aprendê-la de cor para a ter na memória? De quem assim procede diz o Apóstolo Paulo: «O conhecimento incha de orgulho» (1Cor 8,1) e o esquecimento depressa apaga o que se confia à memória.

Conserva. pois, a palavra de Deus como fazes com os alimentos [...], já que se trata do «pão da vida» (Jo 6,35), do verdadeiro sustento da alma. [...] Guarda também tu a palavra de Deus, porque são bem-aventurados os que a guardam (Lc 11,27). Guarda-a de tal modo que ela entre no mais íntimo da tua alma e penetre em todos os teus sentimentos e costumes. Alimenta-te deste bem e a tua alma deleitar-se-á na abundância. Não te esqueças de comer o teu pão, não suceda que desfaleça o teu coração; pelo contrário, sacia a tua alma com este manjar delicioso. E, se assim guardares a palavra de Deus, certamente ela te guardará a ti. Virá a ti o Filho em companhia do Pai, virá o grande Profeta que reedificará Jerusalém e renovará todas as coisas (cf At 3,22; Jl 4,1; Ap 21,5).”

Como se pode verificar, não basta memorizar as palavras, porque com o tempo a memória pode perder-se, guardá-las no coração, metê-las na vida, nas nossas atitudes de todos os dias. Claro que, como a perfeição não existe, perfeitos nunca seremos, mas pelo menos tentamos alguma coisa.

Diante de Deus todos somos importantes, Deus é capaz de ver coisas muito boas em pessoas que nos parecem amargas e más, porque Deus conhece o íntimo de todos nós, por isso, temos que aprender e nos esforçarmos a sério para compreender  aceitar e amar todas as pessoas, porque mesmo vulneráveis, sujeitos a cometer os mesmos erros muitas vezes, para Deus todos somos importantes, não só pelo que fazemos mas também pelas qualidades e talentos que todos possuímos.

Não olhemos os defeitos e asneiras dos outros, mas reconheçamos os valores de cada um ou uma que será um ponto de união cada vez maior entre todas as pessoas.

O uso da internet Facebook Messenger e outras coisas que há por aí, dão-nos a impressão de favorecer o relacionamento, mas não é tanto assim. É uma relação desprovida de compromisso e sujeita a falsas notícias que nos poderão levar ao erro. Temos de ter muito cuidado, valorizando mais o contato pessoal, o toque (que nos foi retirado), um abraço, um beijo, uma estima recíproca que aceita as diferenças e todos crescem com elas, ajudando-nos mutuamente a combater o que está errado em cada qual.

Boa tarde e bom fim de semana…

 Guardando bem no fundo do coração da vida tudo quanto Jesus nos for dizendo pela boca dos seus Apóstolos de hoje!

Hermínia Nadais

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

LUTA PELA ALEGRIA QUE DEUS QUER QUE TENHAS!

Claro que urge lutar! E lutar sem desfalecer! Mas… É muito difícil. A vida tem momentos em que nos olhamos e parece nem nos conhecermos, de tão diferentes nos vermos. Momentos em que tudo nos parece torcido, o que nos alegrava deixa-nos confusos, e chegamos a pensar que Deus não está connosco como estava.

Os momentos de oração parecem desaparecer, e nem sabemos o que fazer para nos suportarmos de pé como devemos!

São os altos e baixos da vida que nos fazem sentir assim, penso eu!

Não fiz nada para que isto me acontecesse, mas está a acontecer.

Até, quando, meu Rei e Senhor! Tu saberás até quando! Só Te peço que não me deixes sucumbir.

São João Crisóstomo (c. 345-407)

presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja

Homilia 11 sobre a 2.ª Carta aos Coríntios, 2-3

«Tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos»

«Cristo confiou-nos o ministério da reconciliação» (2Cor 5,18). São Paulo faz ressaltar assim a grandeza dos apóstolos, mostrando-nos que ministério nos foi confiado e, simultaneamente, manifestando o tipo de amor com que Deus nos amou. Depois de os homens se terem recusado a escutar Aquele que Ele lhes tinha enviado, Deus não fez estalar a sua cólera, nem os rejeitou, antes persistiu em os chamar, por Si mesmo e através dos apóstolos. Quem poderá deixar de admirar semelhante solicitude?

Silenciaram o Filho, que veio para os reconciliar, o Filho único da mesma natureza do Pai. Mas o Pai não Se afastou dos assassinos, nem disse: «Enviei-lhes o meu Filho e, além de não O escutarem, entregaram-no à morte e crucificaram-no; de agora em diante é justo que Eu os abandone». Fez o contrário: quando Cristo deixou este mundo, nós, os seus ministros, ficámos encarregados de O substituir. «Pois Deus reconciliou o mundo consigo, em Cristo, e confiou-nos o ministério da reconciliação» (2Cor 5,19).

Este amor ultrapassa toda a palavra e toda a inteligência! Quem foi insultado? Ele mesmo, Deus. Quem deu o primeiro passo para a reconciliação? Foi Ele. […] Com efeito, se Deus tivesse querido pedir-nos contas, estaríamos perdidos, visto que «todos estávamos mortos» (2Cor 5,14). Apesar do grande número dos nossos pecados, Ele não nos atingiu com a sua vingança mas, mais uma vez, reconciliou-Se connosco; não satisfeito em ter revogado a nossa dívida, considerou-a como nada. Assim devemos nós perdoar aos nossos inimigos, se quisermos obter para nós este perdão magnânimo: «Ele confiou-nos o ministério da reconciliação».

Reconciliar-me… comigo… para me poder reconciliar com Deus e com tudo e todos fazendo de todo a Sua Divina vontade.

Não sei muito bem como conseguir, mas o Divino Espírito Santo me ajudará. A Mãe Maria me prestará o seu auxílio, e o Senhor não me vai abandonar nesta amargura, depois de tantas vezes me entregar a Ele em tantos… tantos e tão diferentes momentos!

Que quererá Ele que eu faça? Em que quererá que eu mude? A vida é uma caminhada permanente, espero que me mostre o caminho para o bem de toda a humanidade, que é o que mais desejo na vida!

Boa noite!

Hermínia Nadais 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

A NORMA DAS NORMAS

 

 Fala-se muito de normas, e são deveras necessárias, mas hoje o Apolonio trouxe-me uma maravilhosa:

“A norma das normas, que nos faz ser melhores, é a prática do amor recíproco. O amor não convive com o erro e nos leva a procurar sempre o bem de todos”.

É ou não uma norma que muda tudo… o que houver para mudar? Claro que é, quem ama toda a gente não é capaz de fazer mal a ninguém!

Agora… uma outra coisa mais que maravilhosa, posso afirmar. Mas precisava muito deste texto que vou partilhar para me convencer de que estou certa. O texto é de Santo Afonso-Maria de Ligório (1696-1787) bispo, doutor da Igreja:

“«A conversa com Deus é agradável e fácil» Falai com Deus como se fala com um amigo!

Adquiri o hábito de conversar a sós com Deus, com familiaridade, com confiança e amor, como quem fala com o maior amigo que tendes e o mais afetuoso. [...]

Não se vos pede uma aplicação continuada do espírito que vos faça esquecer as coisas que tendes de fazer, ou sequer as vossas distrações. A única coisa que se vos pede é que, sem negligenciar as vossas ocupações, vos comporteis com Deus como vos comportais, nas diferentes circunstâncias que se vos apresentam, com as pessoas que vos amam e que amais. O vosso Deus está sempre junto de vós; mais, está dentro de vós: «É nele que vivemos, nos movemos e somos» (At 17,28). Quem deseja conversar com Ele não tem de fazer antessalas, longe disso: Deus deseja estar connosco e que O tratemos sem cerimónias. Conversai com Ele sobre as vossas coisas, os vossos projetos, os vossos fracassos, os vossos receios, tudo aquilo que vos interessa. O essencial, repito, é que o façais com familiaridade e de coração aberto. Com efeito, Deus não fala à alma que não Lhe fala; aliás, esta dificilmente ouviria a sua voz, porque não está habituada a conversar com Ele. [...]

É verdade que devemos tratar a Deus com respeito soberano; mas, quando Ele vos favorecer com o sentimento da sua presença e vos solicitar que converseis com Ele como se conversa com o melhor dos amigos, deixai ir o vosso coração com liberdade e com toda a confiança.”

Sinceramente! Podem chamar-me louca, mas se o sou, é de amor! Agora, depois deste texto, sei que não sou louca quando ando por aqui a falar sozinha com o meu Papai Querido, Mamãe querida, a perguntar o que deverei fazer ou se farei bem em tomar uma qualquer resolução… em tudo, nas refeições, nos trabalhos, nas relações com os amigos e familiares!

Talvez não devesse dizer o que aqui digo, mas quem fala verdade não merece castigo, e quem quiser rir eu rio também e está tudo certo.

Com toda a certeza que Deus também ficará feliz… feliz é Ele sempre, contente sim. Poderá ficar um pouquinho mais contente! E será que comportamentos destes fazem mesmo Deus mais contente… ou agradarão muito a nós por nos sabermos em comunhão direta com Ele?

Desculpem-me lá… mas estou cada vez mais confusa, isso é que é.

Boa noite com bons sonhos, com Deus!

Hermínia Nadais

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

QUEM É O MEU PRÓXIMO


Omeu próximo é todo o vivente do mundo. Nem sempre está próximo de mim, mas se é meu irmão porque Filho de Deus em Jesus Cristo… um irmão é sempre próximo, tem de ser!…

Claro que não vamos ajudar os que estão longe de nós ou nem sequer conhecemos da mesma maneira que ajudamos os que se cruzam connosco todos os dias, mas há sempre formas de ajudar. E agora, numa época em que os meios digitais imperam, temos de arranjar formas de os aproveitarmos para chegarmos mais além.

Não sei bem como, mas eu tenho de arranjar outro jeito de me comunicar com mais gente.

Hoje o Evangelho falava do Bom Samaritano, odiado por ser da Samaria e pensar diferente dos judeus mas que cuidou do homem ferido maravilhosamente prometendo a quem o ficou a tratar na sua ausência de lhe pagar numa outra vinda. Evangelizo trouxe-me este texto que vou partilhar… e ficar-me por aí:

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«Levou-o para uma estalagem e cuidou dele»

«Quem é o meu próximo?» Para responder, o Verbo, a Palavra de Deus, expõe, sob a forma de uma narrativa, a história da misericórdia: conta a descida do homem, a emboscada dos salteadores, o arrancar das vestes imperecíveis, as feridas do pecado, o poder da morte sobre metade da natureza (pois a alma permanece imortal) e a passagem em vão da Lei, uma vez que nem o sacerdote nem o levita cuidaram das chagas do homem que tinha sido vítima dos salteadores, pois «é impossível que o sangue dos touros e dos bodes apague os pecados» (Heb 10,4); só o podia fazer Aquele que revestiu toda a natureza humana pelas primícias da argila de que tinham sido feitas todas as raças: judeus, samaritanos, gregos e toda a humanidade. Foi Ele que, com a sua montada, isto é, o seu corpo, Se colocou no lugar da miséria do homem: cuidou das suas feridas, fê-lo repousar na sua própria montada e deu-lhe como abrigo a sua misericórdia, onde todos os que sofrem e se vergam sob os seus fardos encontram repouso (cf Mt 11,28). […]

 «Se permanecerdes em Mim, Eu permanecerei em vós» (Jo 6,56). […] Aquele que encontra abrigo na misericórdia de Cristo recebe dele duas moedas de prata, uma das quais consiste em amar a Deus com toda a alma, e a outra em amar o próximo como a si mesmo, segundo a resposta do doutor da lei (cf Mc 12,30s). Mas, uma vez que «não são os que ouvem a Lei que são justos diante de Deus, mas os que praticam a Lei é que serão justificados» (Rom 2,13), é preciso, não apenas receber essas duas moedas […], mas dar também a nossa contribuição pessoal, pelas obras, para que se cumpram estes dois mandamentos. Foi por isso que o Senhor disse ao estalajadeiro que tudo aquilo que ele providenciasse para cuidar do ferido lhe seria devolvido por ocasião da sua segunda vinda, em conformidade com o zelo deste homem.

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Segunda vinda de Jesus… nunca vi explicação igual sobre a Parábola do Bom Samaritano. Vai dar-me muito… muito que pensar! É por isso que a Palavra de Deus é sempre nova! Que sempre seja louvado e o Espírito Santo nos dê a Sabedoria necessária para bem A compreender!

Boa noite!

Hermínia Nadais

domingo, 4 de outubro de 2020

PASSA A PASSO!...

 

Mais um pouquinho da minha vida chegou ao fim. Mais um dia passado da melhor forma que pude. Passo a passo… a vida vai-nos trazendo muitas novidades, acontecimentos imprevistos que nos desencaminham dos locais para onde gostaríamos de ir. Enfim!

Há que esperar pacientemente que tudo se componha, ou descomponha, como Deus quiser, afinal Ele é que é o Pai cuidadoso e bom, que nos conhece melhor do que nós mesmos, por isso, que tome conta de nós como muito bem entender.

Afastada das visitas, das saídas, voltei-me para as plantinhas, e passei um dia            muito bom. Mas pensei que isto de ir à Missa Vespertina e deixar o Domingo sem Missa presencial… talvez não seja a melhor ideia. Vou ter que pensar um pouquinho mais nesta situação.

Agora… ser missionária fechada numa casa, que Deus tome conta do trabalho, da oração, das consumições e alegrias, e que tudo seja pela felicidade de todos os irmãos em Jesus Cristo!

Nossa Senhora Rainha das Missões, Rogai por nós!

Boa semana

Hermínia Nadais

sábado, 3 de outubro de 2020

MAIS UM FIM DE SEMANA!

 


Sim! Um fim de semana especial, o primeiro de Outubro, mês de Maria e mês Missionário por excelência.

E interessante é que há semanas que as Leituras Bíblicas nos chamam à atenção para o trabalho Missionário inerente ao sermos Cristãos batizados, e hoje, acontece o mesmo, com a Vinha que foi entregue aos vinhateiros que em vez de cumprirem o dever de dar os frutos ao Patrão davam cabo de toda a gente que o Patrão mandava para buscar os frutos, incluindo o próprio Filho que mataram para ficarem com o que era dele.

Claro, que nesta Parábola o Patrão é Deus Pai… e a Vinha somos nós mesmos, assim como os vinhateiros. Na Humanidade que Deus criou há um sem número  de raças e cores, de crenças e atitudes correspondentes, e claro que os cristãos batizados, que no Batismo decidiram seguir Jesus Cristo, devem levar muito a sério a Sua Palavra, aplicando-a na vida, fazendo todos os possíveis para viver do jeito de Jesus, sendo Missionários nos meios ambientes onde se movimentarem. Missionários por viverem do jeito de Jesus, por rezarem por toda a gente do jeito que Jesus rezava, por quererem Deus como Pai como Jesus queria, por quererem ser humildes como Jesus era… e por não se envergonharem de falar de Deus como Jesus fazia.

Se nós, Cristãos batizados que frequentamos as igrejas de pedra para nos encontrarmos uns com os outros e com Jesus ali escondido por nós no Sacrário, fossemos mais amigos, menos críticos com quem erra, uma vez que também erramos, se amássemos, ajudássemos, fossemos presentes a toda a gente como Jesus era e nos ensinou a ser… como o mundo seria diferente!!!...

Se as igrejas de pedra, os nossos locais de oração comunitário e encontro uns com os outros e com Deus são frequentados por tão pouca gente… é porque as pessoas que lá vão não dão às demais o exemplo que deveriam dar.

O mês é propício! Esforcemo-nos por aprender a ser, de facto, missionários, como Jesus quer que sejamos!

Que o Espírito Santo nos ajude!
Boa noite, bom Domingo!

Hermínia Nadais

OPORTUNIDADES… EXISTEM!

 

Uma das coisas que me vem preocupando faz tempo é prestar muita atenção à minha maneira de ser e proceder. Tenho tido avanços e recuos como o habitual em todas as mudanças que queremos realizar em nós, mas graças ao Bom Deus tenho tido alguns êxitos, o que me faz muito feliz e cada vez mais atenta a quem comigo se vai cruzando nos caminhos da vida!

Meus filhos e netos, que perfazem a minha convivência diária, são pessoas de observar e aceitar conviver. Não os oiço criticar ninguém, o que muito me agrada.

Ora, se todos temos defeitos e qualidades, se a perfeição humana não existe, para quê criticar o que se vê e não ver o que em nós deve ser criticado… por nós!

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"NÃO DEFENDER O PRÓPRIO MODO DE PENSAR"

Quando o nosso modo de pensar é justo, não tem necessidade de ser defendido. Podemos até receber críticas, mas não precisamos perder tempo em nos justificarmos.

Quando alguém insiste em defender seu modo de pensar, talvez seja porque não está muito convencido de que seja o mais certo. Ou então, quer causar polêmica simplesmente para fazer-se notar.

Procuremos aderir ao modo de pensar de Jesus. Ou seja, o amor incondicional a Deus e ao próximo.

Algumas vezes, pode acontecer de não sermos compreendidos, mas não será necessário defendermos o nosso modo de pensar, pois ele já foi defendido e justificado pelo próprio Jesus.

O mundo não entende quem se coloca a serviço de todos, porque ainda não sabe que quem se humilha será exaltado e se torna grande diante de Deus.

Abraços Apolonio

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Este texto vem ao encontro do meu sentir atual. Depois que comecei a valorizar a minha mudança de atitudes erradas, deixai de me preocupar com quem me critica o bem que faço, e muito calma segura e convicta agradeço carinhosamente uma crítica de algo que ainda não consegui, ou descobrir, ou corrigir!

De facto, os dias sucedem-se e a vida parece não mudar,  e não muda mesmo, nós é que vamos modificando a nossa maneira de ver a vida e a nossa forma de ser na vida e de viver a vida!

E nunca é tarde para mudar, para melhorar a nossa forma de pensar, ser e viver.

Uma das razões porque Jesus nos diz que devemos ser como crianças, é porque as crianças são humildes e ávidas de aprender, e ficam muito felizes quando conseguem ultrapassar uma dificuldade!

Dois de Outubro, dia dos Santos Anjos da Guarda. Deve ter sido a primeira ou uma das primeiras orações que minha mãe me ensinou em bem pequenina, mas que agora me parece estar um pouco esquecida.  

Que os Anjos da Guarda, a nossa companhia de todos os momentos, nos ajudem a sermos e fazermos o que devemos!

Boa noite, bem aconchegadinhos pelo Anjo da Guarda que Deus tão amavelmente nos ofertou!

Hermínia Nadais

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

 

Logo no dia 1 do mês de Outubro, mês missionário por excelência, aparece-nos Santa Teresinha do Menino Jesus a enormíssima missionária sem sequer nunca ter saído de casa, ou melhor, saiu de casa e foi para o Caramelo com 15 anos onde morreu com 24.

Entregou-se toda a Jesus, querendo o que Jesus queria, por isso rezava e sacrificava-se pelos missionários e pelas pessoas que precisavam de ser por eles ajudadas!

A humildade de Santa Teresinha era muito grande, pois aceitava de bom grado tudo quanto acontecia e colocava-se ao serviço de todos, pois a sua oração chegava a todos os locais da terra, onde era necessária.  

Qualquer cargo ou profissão podem ser um modo para servir concretamente as pessoas que nos procuram, que estão à nossa volta ou que precisam de nós.

Sem a humildade o saber humano é vanglória, mas quando conseguimos ser humildes, reconhecemos que quem quiser ser o primeiro deve colocar-se no último lugar, porque, como Jesus nos ensinou, quem quiser ser o maior deve fazer-se servo de todos.

Quanto mais podermos servir os irmãos e nos rebaixarmos por amor ao próximo, mais Deus gostará de nós. O melhor que podemos conseguir na vida é ser servo de todos, pois como todos somos filhos do mesmo Pai, Deus, devemos compreender e levar uma vida de fraternidade com uma postura justa entre todos nós com muito respeito pelas diferenças de cada um, para que as relações saiam da superficialidade e os laços se estreitem baseados no princípio da fraternidade humana que só se encontra no verdadeiro Amor/Deus.

Tantas formas de sermos missionários!

Que Santa Teresinha peça por nós ao Senhor e nos ajude!

Hermínia Nadais