quinta-feira, 13 de outubro de 2016

QUEM SOMOS NÓS!

Somos interior… e exterior! Somos o que se vê… mas antes e acima de tudo o que se não vê e só mesmo Deus conhece em profundidade porque muitas vezes não temos capacidade de nos reconhecermos a nós mesmos. Pelo menos comigo isto acontece muitas vezes.
No referente ao comportamento dos fariseus gostei imenso desta meditação que me chegou de Balduino de Ford, que nos faz ir mais fundo no reconhecimento das nossas fraquezas e debilidades:
«»
«Limpais o exterior. [...] Quem fez o interior não fez também o exterior?»
O Senhor conhece os pensamentos e as intenções do nosso coração. Ninguém duvida de que Ele os conhece de facto a todos, mas nós só conhecemos os que Ele nos torna manifestos pela graça do discernimento. Porque o espírito do homem nem sempre sabe o que há nele; e mesmo quando se trata dos seus próprios pensamentos, sejam eles queridos ou não, tem deles uma ideia que nem sempre corresponde à realidade. Nem os que se apresentam com evidência aos olhos do espírito discerne com precisão, tão obscurecido está o seu olhar.
Com efeito, acontece frequentemente, por uma razão humana ou procedente do tentador, deixarmo-nos levar pelo pensamento para aquilo que é só aparência de piedade e que, aos olhos de Deus, não merece de maneira nenhuma a recompensa prometida à virtude. É que há coisas que podem apresentar o aspeto de verdadeiras virtudes, como também de vícios, e enganar os olhos do coração. Pelas suas seduções, podem perturbar a visão da nossa inteligência ao ponto de muitas vezes lhe fazer tomar por um bem realidades que realmente são más, e inversamente, levá-la a ver um mal onde, na verdade, não existe. É um aspeto da nossa miséria e da nossa ignorância que muito precisamos de deplorar e grandemente de temer. [...]
Quem pode verificar se os espíritos procedem de Deus a não ser que tenha recebido de Deus o discernimento dos espíritos? [...] Este discernimento é a fonte de todas as virtudes.
«»
É por estas e outras que, depois de muito estudar meditar e vivenciar me sinto uma enormíssima ignorante ávida de descobertas que creio só as conseguirei mesmo na continuação desta vida a que chamamos eternidade.
Um bom 13 de Outubro com todas as recordações e vivências que nos traz à flor da vida!

HN

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

CRISTÃOS… TERÃO DE SER PESSOAS ALEGRES!

Não sei de quando são estas palavras do Papa Francisco, mas que me tocaram bem fundo o coração é uma grande verdade!
E tenho a certeza de que, se passarem mais uns dias, e as voltar a ler, me irão tocar de novo… bem cá no fundo! Por isso… há que partilhar:
““Podemos caminhar rumo àquela esperança que os primeiros cristãos representavam como uma âncora no céu. Aquela esperança que nos dá alegria.”
“O cristão é um homem e uma mulher da alegria, um homem e uma mulher com a alegria no coração. Não existe cristão sem alegria! Mas, Padre, eu já vi tanta coisa! Não são cristãos! Dizem que são, mas não são! Falta-lhes alguma coisa. A carteira de identidade do cristão é a alegria, a alegria do Evangelho, a alegria de ter sido escolhido por Jesus, salvo por Ele, regenerado por Jesus. A alegria daquela esperança que Jesus espera de nós, a alegria que, nas cruzes e nos sofrimentos desta vida, se expressa de outra maneira que é a paz, na certeza de que Jesus nos acompanha. Está connosco”.
“O cristão faz esta alegria crescer com a confiança em Deus. Deus se lembra sempre de sua aliança. O cristão sabe que Deus se lembra dele, que Deus o ama, que Deus o acompanha, que Deus o espera. Esta é a alegria”.
O encontro de Jesus com o jovem rico, um homem que “não foi capaz de abrir o coração à alegria e escolheu a tristeza”, “porque possuía muitos bens”:
“Era apegado aos bens! Jesus nos disse que não se pode servir a dois senhores: ou serve a Deus ou serve as riquezas. As riquezas não são ruins em si mesmas: mas servir a riqueza, esse é o mal. O pobre homem foi embora triste… “Ele franziu a testa e retirou-se triste”. Quando em nossas paróquias, nas nossas comunidades, em nossas instituições, encontramos pessoas que se dizem cristãs e querem ser cristãs, mas são tristes, algo está errado. E nós devemos ajudá-las a encontrar Jesus, a tirar essa tristeza, para que possa se alegrar com o Evangelho, possa ter essa alegria que é própria do Evangelho”.”
Quantas vezes ficamos apegados ao que não devemos e nos dá tristeza?
Muitas… talvez! Que o Espírito Santo nos ajude  a ser alegres, a escolher sempre o melhor caminho a seguir, o da alegria no Senhor!
Boa semana!
HN


sábado, 8 de outubro de 2016

GESTOS DE MISERICÓRDIA!

Este ano… de Misericórdia… tem-me dado muitas voltas à cabeça… e feito ler e meditar muito em muitos escritos que de todas as formas me vão chegando!
Acerca da tão conhecida ‘multiplicação dos pães’ vejamos o que nos diz o Papa Francisco:
«Também isto é “fazer” com Jesus, é “dar de comer” juntamente com Ele. Evidentemente, este milagre não pretende apenas saciar a fome de um dia, mas é sinal daquilo que Cristo pretende realizar pela salvação de toda a humanidade, dando a sua carne e o seu sangue (cf. Jo 6, 48-58).
E, no entanto, é preciso viver sempre estes dois pequenos gestos: oferecer os poucos pães e peixes que temos; receber o pão partido das mãos de Jesus e distribuí-lo a todos.
“Partir”: esta é a outra palavra que explica o significado da frase “fazei isto em memória de Mim”.
O próprio Jesus Se repartiu, e reparte, por nós. E pede que façamos dom de nós mesmos, que nos repartamos pelos outros. Foi precisamente este “partir o pão” que se tornou ícone, sinal de reconhecimento de Cristo e dos cristãos.
Lembremo-nos de Emaús: reconheceram-No “ao partir o pão” (Lc 24, 35). Recordemos a primeira comunidade de Jerusalém: “Eram assíduos (…) à fração do pão” (At 2, 42).
É a Eucaristia que se torna, desde o início, o centro e a forma da vida da Igreja. Mas pensemos também em todos os santos e santas – famosos ou anônimos – que se “repartiram” a si mesmos, a própria vida, para “dar de comer” aos irmãos.
Quantas mães, quantos pais, juntamente com o pão quotidiano cortado sobre a mesa de casa, repartiram o seu coração para fazer crescer os filhos, e fazê-los crescer bem!
Quantos cristãos, como cidadãos responsáveis, repartiram a própria vida para defender a dignidade de todos, especialmente dos mais pobres, marginalizados e discriminados!
Onde eles encontram a força para fazer tudo isto? Precisamente na Eucaristia: na força do amor do Senhor ressuscitado, que também hoje parte o pão para nós e repete: “Fazei isto em memória de Mim”. »
Num final de um sábado... e depois de uma Missa ou Eucaristia vespertina que me pôs diante dos olhos a cura dos dez leprosos pela infinita Misericórdia de Jesus/Deus... dos dez leprosos... cada qual imagem de mim mesma e de cada um ou uma de nós... gostei muito de rever estas meditações que partilho com o maior carinho e desejo de um bom domingo cheio de Graça e muitos gestos de Misericórdia!
HN

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

A MISERICÓRDIA… DO 'SAMARITANO'!

De facto, o ‘Bom Samaritano’ é Jesus! É a imagem de Jesus connosco, com cada um de nós!
Acerca da passagem evangélica do Bom Samaritano, vejamos o que nos diz Santo Ambrósio, Bispo de Milão:
«Um samaritano descia por aquele caminho. «Quem desceu do Céu, senão Aquele que subiu ao Céu, o Filho do Homem, que está no Céu?» (cf Jo 3,13). Vendo moribundo aquele homem que ninguém conseguira curar [...], aproximou-Se dele. Quer dizer, aceitando sofrer connosco, assumiu-Se como nosso próximo e, apiedando-Se de nós, fez-Se nosso vizinho.
«Ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho». Este médico tem muitos remédios com os quais costuma curar. As suas palavras são um remédio: tal palavra liga as feridas; outra verte o bálsamo; outra, o vinho adstringente. [...] «Depois, transportou-o na sua própria montada». Ouve de que modo Ele te coloca nela: «Eram os nossos sofrimentos que ele levava e as nossas dores que o vergavam» (Is 53, 4). O pastor também pôs aos ombros a ovelha ferida (Lc 15,5). [...]
«Levou-o para uma estalagem e cuidou dele». [...] Mas o samaritano não podia permanecer muito tempo na nossa terra; tinha de voltar ao local de onde havia descido. Portanto, «no dia seguinte» - que dia seguinte é este, senão o dia da Ressurreição do Senhor, aquele acerca do qual Ele disse: «Eis o dia que fez o Senhor» ( Sl 117, 24)? - «tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: "Trata bem dele"».  O que são estas duas moedas? Talvez os dois Testamentos, que contêm a efígie do Pai eterno, e graças aos quais as nossas feridas são curadas. [...] Feliz desse estalajadeiro que pode curar as feridas de outrem! Feliz daquele a quem Jesus diz: «O que gastares a mais eu to pagarei quando voltar», [...] prometendo a recompensa. Quando voltarás, Senhor, senão no dia do Juízo? Se bem que estejas sempre em toda a parte, permanecendo entre nós sem que Te reconheçamos, um dia virá em que toda a humanidade Te verá. E então devolverás o que deves. Como o devolverás, Senhor Jesus? Prometeste aos bons uma larga recompensa no Céu, mas darás mais ainda quando disseres: «Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em pequenas coisas,  muito te confiarei; entra na alegria do teu senhor» (Mt 25,21).
»
Neste Ano Santo da Misericórdia… nunca será demais pensar na imensa Misericórdia de Deus para connosco… e na misericórdia que devemos ter para com os nossos irmãos e que tantas vezes ainda nos falta!
Senhor! Misericórdia!

HN

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

JUSTIÇA E MISERICÓRDIA!


O Ano Santo da Misericórdia está deveras avançado, e não deveria acabar sem que tivéssemos experienciado a verdadeira misericórdia de Deus para connosco e de nós para com os nossos irmãos e irmãs!
Vejamos o que disse o Para Francisco numa das suas catequeses de Quarta-feira:
«Qual a relação entre a justiça e a misericórdia!
Apenas aparentemente estas duas realidades se “contradizem”, tanto que “a Sagrada Escritura nos apresenta Deus como misericórdia infinita, mas também como justiça perfeita”. Em outras palavras, “é justamente a misericórdia de Deus que leva a cumprimento a verdadeira justiça”.
A realidade terrena, em qualquer lugar, se caracteriza por uma “justiça retributiva”, que protege quem se considere “vítima de uma injustiça” e se dirige ao tribunal para que seja feita justiça.
De acordo com este critério, o infrator recebe uma pena “segundo o princípio de que a cada um deve ser dado aquilo que lhe é devido. Como diz o livro dos Provérbios: “Quem pratica a justiça é destinado à vida, mas quem persegue o mal é destinado à morte” (11, 19). O Evangelho também menciona a história da viúva que ia repetidamente ao juiz e lhe pedia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário (cf. Lc 18,1-8).
“Este caminho ainda não leva à verdadeira justiça, porque, na realidade, não vence o mal, mas simplesmente contém seu avanço. É, em vez disso, respondendo a ele com o bem que o mal pode ser realmente vencido”.
A Bíblia indica o “caminho mestre”, no qual a vítima evita recorrer ao tribunal e se dirige diretamente ao culpado “para convidá-lo à conversão, ajudando-o a entender que ele está fazendo mal, apelando a sua consciência”. Assim, reconhecido o próprio erro... ele pode se abrir ao perdão, que lhe é oferecido”.
É a mesma dinâmica que caracteriza as relações familiares, “onde o ofendido ama o culpado e deseja salvar a relação que o liga ao outro”.
O caminho do perdão “ é um caminho difícil”, porque quem sofreu o erro precisa estar “pronto a perdoar e desejar a salvação e o bem de quem o ofendeu”, porque, se o culpado “reconhece o mal feito e deixa de fazê-lo, eis que não há mais o mal e aquele que era injusto se torna justo, porque perdoado e ajudado a reencontrar o caminho do bem”.
Deus age assim “nos confrontos de nós pecadores”. Ele “continuamente oferece o seu perdão e nos ajuda a acolhê-lo e a tomar consciência do nosso mal para poder nos libertar. De fato, Deus “não quer a nossa condenação, mas a nossa salvação”.
Alguém poderia levantar a seguinte objeção: “mas, padre, a condenação de Pilatos foi merecida?”. A verdade é que “Deus queria salvar Pilatos e também Judas”. “Ele, o Senhor da misericórdia, quer salvar todos! O problema é deixar que Ele entre nos corações”.
No Antigo Testamento, no entanto, ouvimos o apelo à conversão que Deus diz através de Ezequiel: “Terei eu prazer com a morte do malvado? (…) mas antes com a sua conversão, de modo que tenha vida” (Ezequiel 18-23).
Deus quer que seus filhos “vivam no bem e na justiça, e portanto, vivam em plenitude e sejam felizes”. O coração de Pai “vai além do nosso pequeno conceito de justiça para nos abrir aos horizontes ilimitados da sua misericórdia. Um coração de Pai que não nos trata segundo os nossos pecados e não nos retribui segundo as nossas culpas, como diz o Salmo (103, 9-10)”.
O perdão, portanto, é um ato eminentemente ‘paterno’, tanto a nível humano quanto divino. “Por isso ser confessor é uma responsabilidade tão grande, porque aquele filho, aquela filha que vem a você procura somente encontrar um pai”.
“Você está ali, (no confessionário) no lugar do Pai que faz justiça com a sua misericórdia”.
“Saúdo cordialmente todos os peregrinos de língua portuguesa. Queridos amigos, devemos deixar para trás o nosso pobre conceito de justiça e abrir o nosso coração à infinita misericórdia de Deus, que nunca se cansa de nos perdoar, para que possamos buscar a reconciliação com todos, começando pelos nossos familiares. Que Deus vos abençoe”.»
Nunca será demais pensarmos a sério na justiça de Deus… tão diferente da justiça dos homens!...
Far-nos-á muito bem! Até porque, se estivermos atentos, experimentaremos a justiça e misericórdia de Deus todos os dias, se mais não for, ao iniciar a noite quando nos debruçarmos sobre o que foi, de facto, o nosso dia e ainda que com muitos fracassos a doçura de Deus nunca nos terá desamparado e chamado a sermos um pouco melhores todos os dias!
Que o Espírito Santo nos ajude!

HN

domingo, 2 de outubro de 2016

OUTUBRO, MÊS DO ROSÁRIO!

De tão simples e tão rico, nunca será demais falar no Rosário, pois com os diferentes mistérios gozosos, dolorosos, gloriosos e luminosos são uma maravilhosa forma de nos entregarmos à protecção da Virgem Maria e de entrar em comunhão com os mistérios da vida e obra de Jesus, mistérios sempre vivos e vivificantes!
No dizer de Martha Robi, ‘toda a vida é uma Missa’, pelo que poderíamos dizer de forma análoga que cada vida é um Rosário, porque o Rosário também é um símbolo da vida cristã.
Diz uma meditação de ‘Um Minuto com Maria’:

“Como o Rosário contém mistérios, os gozosos, (luminosos), dolorosos, gloriosos, pode-se dizer que, em relação à obra do Espírito Santo em nossas vidas, há “efusões” alegres, luminosas, dolorosas e gloriosas. A ordem mencionada é importante, mesmo que as coisas se desenvolvam de maneira mais cíclica do que linear.
Há efusões do Espírito que iluminam e revelam; efusões do Espírito que saqueiam e empobrecem; efusões do Espírito que confirmam e fortalecem. As três são necessárias: as primeiras para dar origem à fé, as segundas para ensinar a esperança, e as terceiras para difundir a coragem de amar.”

Gostei muito desta leitura! Gostei mesmo!
Aproveitemos tudo quanto a vida nos dá!
Aproveitemos o Rosário da nossa vida!
Será uma boa tarefa para este mês de Outubro, rezando pelas missões!
Boa semana!
HN

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

VER… JESUS

Ver Jesus é um desejo que nos foi incutido na mais tenra idade! E para ver Jesus tínhamos que ter um determinado comportamento, muito submisso, muito mesmo!
Nada ou pouco se fazia para que a pessoa se tornasse autónoma, capaz, decidida, bem integrada no meio social onde estivesse inserida!
Tínhamos que obedece os pais, avós, tios, irmãos mais velhos, professores, padres, catequistas… era um nunca mais acabar!
E então tudo o que fosse contra os hábitos enraizados na população era pecado!
Tudo era pecado! E quem fizesse pecado teria dificuldade em ver Jesus!
Claro que ver Jesus, depois da morte, não se poderia compreender de outra forma!
Aos poucos… com muito estudo e dedicação, e muita formação das mais variadas espécies, a mentalidade foi mudando!
Mas admito que muitas das minhas dificuldades ainda me vêm daí, porque como diz o célebre ditado popular… ‘o que o berço dá só a tumba tira!’
A vida vai-nos dando ímpares vivências que nos vão modificando em muitas maneiras de ser, mas as raízes, de facto, são difíceis de arrancar!
Há dias, apareceu-me uma meditação provinda de Orígenes, que me deixou a pensar:
« O sol e a lua iluminam o nosso corpo; Cristo e a Igreja iluminam o nosso espírito. Isto é, iluminam-nos se não formos espiritualmente cegos. Porque, do mesmo modo que o sol e a lua não deixam de derramar a sua claridade sobre os cegos, que, contudo, não podem acolher a luz, também Cristo envia a sua luz aos nossos espíritos, mas esta iluminação só tem lugar se a nossa cegueira não lhe puser obstáculos. Por isso, os cegos devem começar por seguir a Cristo gritando: «Tem piedade de nós, Filho de David!» (Mt 9,27); e, quando tiverem recuperado a vista graças a Ele, poderão ser iluminados com o esplendor da luz.
Mas nem todos os que veem são iluminados de igual forma por Cristo; cada um o é na medida em que pode receber a luz (cf Lc 23,8 ss). [...] Não é da mesma maneira que todos vamos a Ele, mas «cada um segundo as suas próprias possibilidades» (Mt 25,15).
»
A Luz de Deus ilumina-nos a vida! Ajuda-nos a ver Jesus nas pessoas com quem vamos convivendo no decorrer dos dias! Orna tudo muita mais fácil e acolhedor!
Cegos... somos um pouco todos nós, pois há sempre situações que acabam por não nos ser bem claras... e ainda assim, temos que aprender a viver com elas, como assunto de fé!
Este fim-de-semana vai-nos ser dado meditar sobre fé... e serviço!
Que o Senhor nos aumente a fé... e nos faça servir sempre os irmãos conforme as nossas possibilidades!
Bom fim-de-semana!

HN

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

REGRESSO À CASA PATERNA!

Todas as vezes que me aparece algo a falar sobre este tema, fascina-me!
Falar em regresso, fascina-me! Quando o regresso é às origens, à ‘Casa do Pai’.
Humanamente falando, onde encontraremos um filho ou filha que não desejem voltar à casa paterna? Não encontraremos, a não ser que essa casa não lhes tenha proporcionado nada de bom, o que não me parece muito natural!
Voltar à casa paterna faz lembrar o Filho Pródigo, que por uma ou outra razão é a imagem de todos nós. Mas como Deus é bom!
Vejamos o que diz São Pedro Crisóstomo acerca desta passagem do Evangelho:
«O filho regressa a casa do pai e exclama : «Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores.» [...] Mas o pai acorreu, e acorreu de longe. «Quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós» (Rom 5, 8). O Pai acorreu [...] na pessoa do Filho, quando por Ele desceu do Céu à Terra. «O Pai que Me enviou está comigo», diz Ele no evangelho (Jo 16,32). E lançou-se-lhe ao pescoço: lançou-Se a nós quando, por Cristo, toda a sua divindade desceu do Céu e Se instalou na nossa carne. E cobriu-o de beijos. Quando? Quando «se encontraram a compaixão e a verdade, se abraçaram a justiça e a paz» (Sl 84,11).
Mandou trazer-lhe a melhor túnica, a túnica que Adão tinha perdido, a glória eterna da imortalidade. Pôs-lhe um anel no dedo: o anel da honra, o título de liberdade, o especial penhor do espírito, o sinal da fé, a caução das núpcias celestes. Ouve o que diz o apóstolo Paulo: «Desposei-vos com um único esposo, como virgem pura oferecida a Cristo» (2Cor 11,2). E calçou-lhe umas sandálias: para termos os pés calçados quando anunciamos a boa nova do evangelho, a fim de que sejam «os pés daqueles que anunciam a boa nova da paz» (Is 52,7; Rom 10,15).
Por ele mandou matar o vitelo gordo. [...] O vitelo foi morto por ordem do pai porque Cristo, o Filho de Deus, não podia ser morto contra a vontade do Pai. Ouve novamente o apóstolo Paulo: «Ele não poupou o seu próprio Filho, mas entregou-O por todos nós» (Rom 8,32).
»
Neste emaranhado de ideias um pouco soltas, podemos ver claramente o que Deus/Jesus fez e vai fazendo por cada um ou uma e nós!
Claro que não posso acreditar que Deus todo Amor quisesse que Jesus morresse assim tão cruelmente… mas que o aceitou, é um facto, porque nada se faz sem o Seu consentimento.
Como és grande Senhor Deus de todos nós!
Que consigamos amar-Vos como convém na pessoa dos irmãos e irmãs que connosco se forem cruzando nos caminhos da vida até que todos regressemos à Casa Paterna, a vida de Eternidade junto de Ti!

HN

domingo, 25 de setembro de 2016

O RICO AVARENTO E O POBRE ‘LÁZARO’

O rico avarento e o pobre lázaro que marcam a Liturgia deste Domingo são a imagem de toda a Humanidade, pois cada homem e mulher, queira ou não, saiba ou não, tem um pouquinho destes dois personagens! Depois de muito pensar, foi à conclusão que cheguei.
Claro que oa longo da vida cada um ou uma se vai aperfeiçoando com a ajuda do Espírito Santo de Deus que nunca nos desampara, mas o safado do ratinho está sempre lá dentro pronto a dar mais uma dentadinha, a deixar que sejamos avarentos, cegos e egoístas!
Face ao Evangelho de hoje, Lc 16, 19-31, vejamos o que nos diz São João Crisóstomo:
«»Reconhecer Cristo no pobre
Queres honrar o Corpo de Cristo? Então não O desprezes nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem O honres no templo com vestes de seda, enquanto O abandonas lá fora ao frio e à nudez. Aquele que disse: «Isto é o meu Corpo» (Mt 26,26), e o realizou ao dizê-lo, é o mesmo que disse: «Porque tive fome e não Me destes de comer» (cf Mt 25, 35); e também: «Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a Mim que o deixastes de fazer» (Mt 25,42.45). Aqui, o Corpo de Cristo não necessita de vestes, mas de almas puras; além, necessita de muitos desvelos. [...] Deus não precisa de vasos de ouro, mas de almas que sejam de ouro.
Não vos digo isto para vos impedir de fazer doações religiosas, mas defendo que simultaneamente, e mesmo antes, se deve dar esmola. [...] Que proveito resulta de a mesa de Cristo estar coberta de taças de ouro, se Ele morre de fome na pessoa dos pobres? Sacia primeiro o faminto, e depois adornarás o seu altar com o que sobrar. Fazes um cálice de ouro e não dás «um copo de água fresca» (Mt 10,42)? [...] Pensa que se trata de Cristo, que é Ele que parte errante, estrangeiro, sem abrigo; e tu, que não O acolheste, ornamentas a calçada, as paredes e os capitéis das colunas, prendes com correntes de prata as lamparinas, e a Ele, que está preso com grilhões no cárcere, nem sequer vais visitá-Lo? [...] Não te digo isto para te impedir de tal generosidade, mas exorto-te a que a acompanhes ou a faças preceder de outros actos de beneficência. [...] Por conseguinte, enquanto adornas a casa do Senhor, não deixes o teu irmão na miséria, pois ele é um templo e de todos o mais precioso.
«»
Esta meditação está perfeitamente integrada no Ano Santo da Misericórdia que estamos a viver e que nos tem ajudadado muito... mas que muito ficará ainda por saber e pôr em prática não podemos ter dúvidas!
A vida é uma caminhada, do nascimento à morte, e quanto mais vamos aprendendo, interiorizando e vivenciando, mais vamos descobrindo o nosso pouco conhecimento e o muito que ainda há a descobrir e vivenciar.
Um bom Domingo, cheio de muito Carinho, Abertura, Compreensão, Aceitação e Amor para dar!

HN

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

“E VÓS QUEM DIZEIS QUE EU SOU?”

O Evangelho da Eucaristia de hoje, curtinho, incluía a pergunta: “E vós quem dizeis que Eu sou?”
Claro que quando Jesus se dirige aos discípulos… está a dirigir-se  a nós que, numa outra época, mas continuamos discípulos de Cristo pois de outra forma não seríamos Cristãos. É a nossa marca, ser discípulo, seguir as instruções e exemplos do Mestre.
Imaginem o que me apareceu no comentário ao Evangelho Quotidiano de uma homilia que o Santo Paulo VI fez em Manila:
« Cristo! Sinto a necessidade de O anunciar, não posso calá-Lo: «Ai de mim, se não anunciar o Evangelho!» (1Cor 9,16) Fui enviado por Ele para isso mesmo; sou apóstolo, sou testemunha. Quanto mais longe está o objetivo e mais difícil é a missão, mais premente é o amor que me impele (2Cor 5,14). Tenho de proclamar o seu nome: Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16,16). É Ele que nos revela o Deus invisível; Ele é o primogénito de toda a criatura, o fundamento de todas as coisas (Col 1,15s). Ele é o Mestre da humanidade e o Redentor: nasceu, morreu e ressuscitou por nós. Ele é o centro da história e do mundo, é quem nos conhece e nos ama, é o companheiro e o amigo da nossa vida. É o homem da dor e da esperança. É o que há de vir, que será um dia nosso juiz e também, assim o esperamos, a plenitude eterna da nossa existência, a nossa felicidade.
Nunca mais acabaria de falar dele: Ele é a luz e a verdade; mais, Ele é «o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14,6). Ele é o Pão e a Fonte de água viva que responde à nossa fome e à nossa sede (Jo 6,35; 7,38); Ele é o nosso Pastor, o nosso guia, o nosso exemplo, o nosso conforto, o nosso irmão. Como nós, e mais do que nós, foi pequeno, pobre, humilhado, trabalhador, infeliz e paciente. Por nós, falou, realizou milagres, fundou um Reino novo onde os pobres são bem-aventurados, onde a paz é o princípio da vida em comum, onde os que têm o coração puro e os que choram são exaltados e consolados, onde os que aspiram à justiça são atendidos, onde os pecadores podem ser perdoados, onde todos são irmãos.
Jesus Cristo: já ouvistes falar dele, e a maioria de vós pertence-lhe, pois sois cristãos. Pois bem! A vós, cristãos, repito o seu nome, a todos anuncio: Jesus Cristo é «o princípio e o fim, o alfa e o ómega» (Ap 21,6). Ele é o Rei do mundo novo; é o segredo da história, a chave do nosso destino; ele é o Mediador, a ponte entre a Terra e o Céu [...]; é o Filho do homem, o Filho de Deus [...], o Filho de Maria... Jesus Cristo! Recordai: este é o anúncio que fazemos para a eternidade, é a voz que fazemos ressoar por toda a terra (Rom 10,18) e pelos séculos que hão de vir. »
Pois! Quem segue minimamente a Cristo vivendo como pode do Seu jeito tem necessidade de O anunciar, porque é Ele que nos comanda a vida de uma forma que só Ele sabe através do Seu Espírito Santo, e cada um sente e não consegue explicar de forma alguma, não encontra palavras nem nada que se pareça.
Por isso, aqui vai esta meditação de que tanto gostei, com desejos de um bom final de sexta-feira!

HN

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

AMOR (I Jo 4, 07-13) – 6

O Amor verdadeiro vem sempre de Deus! Esteja a pessoa onde estiver, com a cor de pele e experiências humanas que tiver, viva onde viver, professe a religião que professar, seja rica ou pobre, feia ou bonita, velha ou nova!
Quem Ama permanece em Deus e Deus nele!
O final do textozinho:
«»
Nesta meditação S. João apresenta o amor como sinal de Deus e de pertença a Deus, do que se pode concluir que quem ama está na universalidade de Deus, viva onde viver, professe a religião que professar e seja quem for. É esta razão de “ser” e da “vida” que torna a Igreja Católica Universal, ou seja, que compreende e aceita como pertença de Deus todas as diversidades de opinião na unidade do Amor - Deus.»
«»
Descobrir esta verdade, sem descurar em nada o meu desejo de passar mensagem das mais diversas formas, trouxe-me imensa paz!
E comecei a descobrir maravilhas em todas as pessoas, em todas as famílias, nas pessoas de todas as crenças e nas que dizem não acreditar em nada, em todos os movimentos de pessoas…
E o mais interessante é encontrarmos muitas surpresas em pessoas e grupos onde nada esperaríamos sem este belíssimo conhecimento… sem sabermos que todas as pessoas são pertença de Deus, que a voz da consciência é a Voz de Deus, que Deus está em todas as pessoas ainda que essas pessoas não o saibam, que Deus é mais íntimo às pessoas do que as pessoas o são a si mesmas, que o Amor é Deus e quem ama está com Deus e ama pelo Amor de Deus!
Ter conhecimento de tudo isto e viver desse conhecimento faz toda a diferença!

Que Deus seja louvado!
HN

domingo, 18 de setembro de 2016

AMOR (I Jo 4, 07-13) – 5

Consciência bem formada… tem muito… muito que se lhe diga!
Tem muito que se lhe diga… e talvez não…
Se todos os homens e mulheres, são pertença de Deus que os criou para a felicidade, impreterivelmente, de desejar ardentemente ser felizes.
E se a consciência é Voz de Deus a comandar a pessoa, todas as pessoas têm de ter uma ânsia ou desejo enorme de conseguirem ter uma consciência bem formada, porque este… ter a consciência bem formada… é imperativo de toda a humanidade.
A consciência é uma espécie de voz interior à pessoa… que lhe fala sem boca e sem que os ouvidos oiçam ou precisem de ouvir, pois é interior, interna, somente visível e sensível nas atitudes que a pessoa toma perante os problemas ou situações com que se vai deparando no decorrer dos dias.
Da forma como compreende e aceita as atitudes das pessoas com quem convive, da forma como, ainda que cometam atrocidades, consegue amá-las.
Amá-las pelo que são – seres humanos sujeitos a fraquezas e defeitos – independentemente dos seus defeitos ou fraquezas.
Até porque fraquezas e defeitos todos temos, muito embora possamos não ter ainda a humildade de o reconhecer e admitir!
Mais um pouquinho… do texto:
«» Uma outra questão a ter em conta é o não fundamentalismo, ou seja: o apostolado do cristão, para que possa ver Deus em todos os homens e aceitá-los tal qual eles se lhe apresentam, está baseado no facto de que a consciência humana bem formada, é voz de Deus e sinal de pertença e presença de Deus, quer a pessoa em causa saiba ou não que está em Deus e com Deus. É por estes ditames da consciência humana que se compreende a razão porque muitos baptizados que se dizem católicos estão muito longe de Deus (pois pelas mais variadas razões têm a consciência já deformada) e muitos que nunca ouviram falar de Deus, e sem conhecerem nada de catolicismo e cristianismo estão realmente com Deus, (têm a consciência, voz de Deus, bem formada). «»
Se Jesus Cristo veio para a salvação ou felicidade de todos os homens e mulheres…e se disse que virão muitos de muitos lados para se sentarem à mesa enquanto que os chamados ficariam de fora…
os chamados, com toda a certeza, que são os cristãos que deveriam viver bem ao jeito de Jesus e não conseguem aprender nem ter coragem de viver como tal.
É para esses, amigos cristãos, que devemos voltar todos os nossos cuidados e atenções, porque pensam que pelo facto de serem baptizados estão no caminho certo mas ainda não conseguiram descobrir esse caminho.
Consciência bem formada, ter conhecimento exacto do que é bom ou mau, do bem e do mal que se pode praticar, e desviar-se de praticar o mal. Quem assim proceder, está com Deus ainda que nunca tenha ouvido falar d’Ele.
Que Deus nos ajude!

HN

sábado, 17 de setembro de 2016

AMOR (I Jo 4, 07-13) – 4

Evangelizar… mas que é isso de evangelizar?
Durante muito tempo ficou-se com a ideia de que era pregar o Evangelho ou Boa Nova de Jesus Cristo…
Mas, a conclusão a que a vida nos vai fazendo chegar é que ninguém evangeliza sem estar evangelizado, porque se a Palavra de Deus é para pregar ouvir e interiorizar, é, antes e acima de tudo, para experienciar no dia-a-dia da vida vivendo  com plena consciência de todas as nossas atitudes, boas ou menos boas! 
Com plena consciência… ou seja… com aquela voz interior que nos faz distinguir o mal do bem, recriminar o mal e alegrar-se com o bem, muito bem formada… a saber distinguir perfeitamente o que é bem ou que é mal na nossa vida!
Na nossa vida, e não na dos outros… porque a nossa vida e o que nela fazemos é a única por que podemos e temos de responder directamente, pois é a única que conhecemos os bastante para podermos responder por ela!
Mais um pouquinho do texto grande:
«Assim, quando essa consciência não consegue dizer ao homem o que está certo ou errado na sua vida, é um autêntico desastre, pois esse homem, egoisticamente, julga-se muito importante e com todas as razões, facto que o leva a praticar toda a espécie de crimes sem se aperceber do mal que está a fazer, e então, encontra-se quase irremediavelmente perdido.
Ora, um autêntico cristão, verdadeiro imitador de Cristo, tem de estar atento a todas estas situações.
Assim sendo, quando se diz a um cristão que ame a todos como irmãos, e que ame como Deus amou, que não está nesta meditação mas sabemos que é isto  que Deus quer de nós, é para nos chamar ao amor na compreensão da verdade de que todo o ser humano é de Deus, e se as suas obras não condizem com este ser de Deus é porque algo está mal nele, e é ao cristão que compete ir ao seu encontro para o ajudar a auto-corrigir-se. É esta a verdadeira evangelização.»
Ora aqui está a verdadeira evangelização que não é feita só com palavras… mas com gestos de vida condizente com o que as palavras dizem.
Não é fácil olhar a pessoa caída por deformação de consciência, porque quando isso acontece as pessoas afectadas não aceitam correcção por se julgarem as melhores pessoas do mundo, pelo que são imperialistas e altivas, sempre muito importantes e a criticar os outros…
Mas é dessas pessoas que temos de ter mais pena, e é com essas pessoas que temos de nos preocupar mais pensando na forma como, sem as ofender, as levar ao caminho certo.
Isto chama-se Amor, aquele Amor que Jesus Cristo veio exemplificar.
Mas… este comportamento nunca será possível sem uma grande força do Espírito Santo e uma grande ajuda de Deus.
Que Ele nos proteja!

HN

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

AMOR (I Jo 4, 07-13) – 3

E continuemos a pensar no Amor… que é uma boa maneira de pensar em Deus e nos homens… pois Deus é Amor e os homens, criados pelo Deus Amor são pertença Sua porque enraizados no Amor e são também uma migalinha de Amor, um pouquinho do Deus que os habita, quer eles saibam ou acreditem ou não.
Agora… mais um pouquinho da leitura grande:
«Esta meditação, de certo modo, levou-nos a uma prisão no primeiro e segundo versículos, onde se lê: “… amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e aquele que ama nasceu de Deus e conhece-O. Aquele que não ama não conhece a Deus porque Deus é amor.”
Isto realmente é verdade. Mas… então, verdadeiramente, quem nasce de Deus?
O baptizado, que lava no baptismo as manchas dos seus pecados e recebe a graça e o amor de Deus?!...
Sim e não! O baptismo é pertença dos cristãos, mas toda a humanidade é pertença de Deus. Uma das razões de que toda a humanidade é pertença de Deus é que o amor é um imperativo humano, é uma necessidade vital do homem/mulher, que aguenta mais a fome de pão do que a fome de amor; uma outra prova de que o homem/mulher são pertença de Deus é a existência da consciência humana, aquela voz interior que consegue dizer ao homem/mulher se as suas acções estão certas ou erradas, o que acontece com pessoas de todas as raças, classes sociais, credos ou cores.»
Debrucemo-nos mais profundamente sobre este pouquinho: “… amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e aquele que ama nasceu de Deus e conhece-O. Aquele que não ama não conhece a Deus porque Deus é amor.”
Reparemos que diz muito claramente que ‘Aquele que não ama não conhece a Deus porque Deus é amor’ mas não diz que aquele que não ama não pertence a Deus, o que afirma categoricamente que todos pertencemos a Deus, conheçamo-LO ou não.
Isto faz com que os que se dizem cristãos por serem baptizados rezarem e participarem na Liturgia e Sacramentos, perante Deus, não se julguem mais que os outros, muito pelo contrário, que tenham bem presentes aquelas palavras de Jesus ‘virão muitos do oriente e do ocidente e se sentarão a mesa de Deus… enquanto que vós ficareis de fora.’
É claro que Deus Amor Misericórdia e Perdão não quer deixar ninguém de foram desprezado e infeliz, mas quer que os que se dizem cristãos respeitem os que nem sequer ouviram falar de Jesus Cristo, e mesmo aqueles que, tendo ouvido falar de Jesus Cristo e até frequentado a igreja e os sacramentos por alguma razão deixaram de o fazer.
Não temos o direito de julgar ninguém porque nunca conseguiremos saber ao certo o que está por detrás do comportamento das pessoas que, se tiverem uma consciência bem formada na distinção entre o bem e o mal, Deus está com eles. E mesmo que não tenham consciência bem formada, Deus está com eles na mesma porque não é possível retirar uma obra da mão do seu autor. E muito menos quando o O autor e mais íntimo à sua obra do que a obra o é a si mesma.
Não sei se serei compreendida… mas é o que me diz o coração!

HN

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

AMOR (I Jo 4, 07-13) – 2


Agora… hoje… a verdade da mentira!
Vamos lá a ler um pouquinho mais daquele ‘texto grande’:
«Agora, imagine-se uma pessoa que gosta muito de rezar e ir à igreja porque diz amar muito a Deus, mas na vida corrente despreza os que lhe estão próximos. Essa pessoa, ao dizer que ama muito a Deus, é hipócrita, porque só podemos dizer com verdade que amamos a Deus se conseguirmos transferir esse amor para os irmãos que connosco convivem. »
Queiramos ou não… esta é a verdade da mentira, da mentira dessas pessoas… que não são tão poucas assim!
E uma mentirinha piedosa… mas nem por isso deixa de ser mentira
Ir à igreja, casa de Deus onde os membros da verdadeira Igreja que é o Corpo Místico de Cristo vão rezar, e não amar as pessoas e viver com elas ao jeito de Jesus Cristo… é muito mais grave do que não ir à igreja, eu diria mesmo, é a razão por que muitas outras pessoas se desviam da Igreja(Comunidade Cristã), pois não conseguem compreender e interiorizar esta espécie de comportamento de hipocrisia pura, muito embora inconsciente na maior parte dos casos.
Não quero dizer com isto que é melhor não ir à igreja, pois se assim são, indo à igreja… como seriam, se lá não fossem… são situações que não podemos sequer imaginar.
Talvez… quem sabe… por estas e outras coisas incompreensíveis que vão acontecendo por aí… e dado que Deus é Pai Misericordioso e bom que só quer o bem da Humanidade ou de todos os Seus filhos que somos todos e todas nós… já se fale num oitavo Sacramento ou sinal… o da ignorância, da ‘santa ignorância’! Porque… não tenhamos dúvidas… quem assim procede de certeza que não tem a mínima consciência do que está a fazer… e para que o mal praticado por alguém seja realmente ‘pecado’ ou desobediência ou desamor para com Deus e os irmãos, a pessoa tem que saber que está a proceder mal e reconhecer e assumir a sua atitude como tal.
Então… não critiquemos ninguém… muito pelo contrário, rezemos por essas pessoas… e ajudemo-las como pudermos!
Junto delas… sejamos assim como pequeninas luzinhas de Deus para que encontrem, cada qual, o verdadeiro caminho que o Senhor quer que percorra.
Para todos e todas… bom dia de Nossa Senhora das Dores!

HN

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ!

Neste dia dedicado à Exaltação da Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo… que se deixou morrer na cruz para que pudéssemos encontrar a felicidade… esta meditação de Santo Agostinho, que tenta explicar o significado das três ressurreições que Jesus fez, até me parece que vem mesmo a propósito:

«No evangelho encontramos três mortos ressuscitados pelo Senhor de forma visível, e milhares ressuscitados de forma invisível. […] A filha do chefe da sinagoga (Mc 5,22ss), o filho da viúva de Naim e Lázaro (Jo 11) […] são símbolos dos três tipos de pecadores ainda hoje ressuscitados pelo Senhor. A menina ainda se encontrava em casa de seu pai […], o filho da viúva já não estava em casa de sua mãe, mas também ainda não estava no túmulo, […] e Lázaro já estava sepultado. […]
Assim, há pessoas com o pecado dentro do coração mas que ainda não o cometeram. […] Tendo consentido no pecado, ele habita-lhes a alma como morto, mas não saiu ainda para fora. Ora, acontece amiúde […] aos homens esta experiência interior: depois de terem escutado a palavra de Deus, parece-lhes que o Senhor lhes diz: «Levanta-te!» E, condenando o consentimento que dantes haviam dado ao mal, retomam fôlego para viver na salvação e na justiça. […] Outros, após aquele consentimento, partem para os atos, transportando assim o morto que traziam escondido no fundo do coração para o expor diante de todos. Deveremos desesperar deles? Não disse o Salvador ao jovem de Naim: «Eu te ordeno: Levanta-te!»? Não o devolveu a sua mãe? O mesmo acontece a quem atua desse modo: tocado e comovido pela Palavra da Verdade, ressuscita à voz de Cristo e volta à vida. É certo que deu mais um passo na via do pecado, mas não pereceu para sempre.
Já aqueles que se embrenharam nos maus hábitos, a ponto de perderem a noção do próprio mal que cometem, procuram defender os seus atos maus e enfurecem-se quando alguém lhos censura. […] A esses, esmagados pelo peso do hábito de pecar, albergam as mortalhas e os túmulos […] e cada pedra colocada sobre o seu sepulcro mais não é do que a força tirânica do hábito que lhes oprime a alma e os impede de se levantarem para respirar. […]
Por isso, irmãos caríssimos, façamos de tal modo que quem vive viva, e quem está morto volte à vida […] e faça penitência. […] Os que vivem conservem a vida, e os que estão mortos apressem-se a ressuscitar. »

Três formas de mortes que todos com certeza já sentimos ou podemos sentir… não físicas pois claro, mas não deixam de ser mortes… e piores do que a morte física!
Que cada um ou uma de nós possa interiorizar o tipo de morte que mais aflige, para poder, com Jesus Cristo, ressuscitar dela.
HN


AMOR (I Jo 4, 07-13) – 1

Nunca como hoje a preocupação com a palavra ‘amor’ tem sido tão grande! Até porque o amor, sendo muito abrangente… não pode ser confundido!
Que ninguém pode amar de verdade sem estar com Deus, é um facto. As diversas formas de distinguir amor tem sido muita falada, o que a “Encíclica Deus caritas est” de Bento XVI exemplifica muito bem. E o Papa Francisco não se cansa de falar do verdadeiro Amor que vem de Deus, que é o próprio Deus.
Na nossa vida de todos os dias, olhar para as pessoas carinhosamente, ouvi-las atentamente, compreendê-las profundamente e aceitá-las como elas são, é amor!
Penso mesmo que esta forma de proceder será a pedra base do verdadeiro amor. Mas o amor é muito mais do que isso.
Amar é, antes e acima de tudo, dar-se à pessoa amada! E quer queiramos ou não, todos os dias nos doamos uns aos outros nas partilhas que fazemos do que temos e somos, do que aprendemos e damos a aprender. Como seres sociais precisamos uns dos outros para crescer como convém, e isso, queiramos ou não, é uma forma de nos irmos dando, é amor.
Contudo…isto de dar-se… leva-nos até ao casamento, mas o dar-se no casamento é muito diferente, pois a entrega e partilha é muito maior e assente na construção de uma vida a dois, com as ideias e características próprias de cada um fundidas num único projecto que tenha a ver com a felicidade e crescimento pessoal de cada um dos cônjuges e dos dois em simultâneo, atendendo ao entrosamento natural na família alargada e ao aparecimento e crescimento gradual dos filhos.
Quero lembrar uma pequenina parte da publicação anterior:



« Há imensas formas de definir “amor”, e quem ama tem, impreterivelmente, de estar com Deus senão nunca conseguiria amar. Contudo, devido à constante banalidade a que está sujeita a palavra amor, falar de amor pode não ser, necessariamente, falar de Deus, e todos nós sabemos porquê. A exemplo, a palavra “fazer amor”, muito usada na linguagem sexual, pode não ter mesmo nada a ver com Deus, muito pelo contrário, pode até ultrajar o próprio Deus.»
Ora, sem entrar nos nomes específicos por que as diferentes formas de amar são ditas… isto de ‘fazer amor’ é a maior aberração que se pode dizer, porque o amor não se faz! Vive-se! E ou existe… ou não existe!
Isto de ‘fazer amor’ é fazer sexo pelo prazer do sexo, nada mais.
Não podemos confundir amor com paixão desordenada e descontrolada que é o que aparece no sexo pelo sexo.

Tanto a dizer sobre o assunto… mas por hoje… que Deus nos ajude!
HN