quinta-feira, 7 de agosto de 2014

«TUDO O QUE DESLIGARES NA TERRA…»


 ‘«E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.»
Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu.
Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela.
Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»’


Estas palavras são extraídas do Evangelho de hoje, e é por demais importante a explicação dada pelo Evangelho Quotidiano, retirada do Catecismo da Igreja Católica, CIC, que diz assim, no seu número 1443:



“O pecado é, antes de mais, ofensa a Deus, ruptura da comunhão com Ele. Ao mesmo tempo, é um atentado contra a comunhão com a Igreja. É por isso que a conversão traz consigo, ao mesmo tempo, o perdão de Deus e a reconciliação com a Igreja, o que é expresso e realizado liturgicamente pelo sacramento da Penitência e Reconciliação.
Só Deus perdoa os pecados (Mc 2,7). Jesus, porque é Filho de Deus, diz de Si próprio: «O Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados» (Mc 2,10), e exerce este poder divino: «Os teus pecados são-te perdoados» (v. 5; Lc 7,48). Mais ainda: em virtude da sua autoridade divina, concede este poder aos homens para que o exerçam em seu nome (Jo 20,21s). Cristo quis que a sua Igreja fosse, toda ela, na sua oração, na sua vida e na sua actividade, sinal e instrumento do perdão e da reconciliação que Ele nos adquiriu pelo preço do seu sangue. Entretanto, confiou o exercício do poder de absolvição ao ministério apostólico. É este que está encarregado do «ministério da reconciliação» (2Co 5,18). O apóstolo é enviado «em nome de Cristo» e «é o próprio Deus» que, através dele, exorta e suplica: «Deixai-vos reconciliar com Deus» (v. 20).
Durante a sua vida pública. Jesus não somente perdoou os pecados, como também manifestou o efeito desse perdão: reintegrou os pecadores perdoados na comunidade do povo de Deus, da qual o pecado os tinha afastado ou mesmo excluído. Sinal bem claro disso é o facto de Jesus admitir os pecadores à sua mesa, (Mc 2,16), e mais ainda: de Se sentar à mesa deles, gesto que exprime ao mesmo tempo, de modo desconcertante, o perdão de Deus, e o regresso ao seio do povo de Deus (cf. Lc 15; Lc 19,9).”



Aqui está uma resposta coerente e convincente ao porquê da Confissão Sacramental a que muita gente tenta arranjar razões para se esquivar!

Que Deus nos ajude a compreender e aceitar, que o Espírito Santo nos fortaleça e oriente a vida! Que Deus seja louvado!

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