Mas quando a medida dos crentes estiver repleta e quando chegar a época degenerada e corrupta da última geração em que, «por causa da amplidão do mal, a caridade de muitos homens arrefecerá» (Mt 24,12) [...], então «os dias serão abreviados» (Mt 24,22). Sim, o mesmo Senhor sabe prolongar a duração dos dias quando é o tempo da salvação e abreviar a duração do momento da tribulação e da perdição. [...] Quanto a nós, enquanto o dia durar e para nós se prolongar o tempo da luz, «caminhemos honestamente em pleno dia» (Rom 13,13) e pratiquemos as obras da luz.”
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
CAMINHAI... ENQUANTO TENDES LUZ!...
Esta
é a ordem que Jesus nos vai dando ao longo dos nossos dias! Caminhai...
enquanto tendes luz! Luz... de Deus! Luz do Sol! Luz do mundo! Luz desta vida
que nos deu para que, com ela, alcançássemos uma outra vida a que chamamos
Eternidade!
Mas...
não tenhamos dúvidas! A Eternidade começa aqui!
Quando tentamos conhecer-nos melhor para melhor evitarmos o mal e praticarmos
o bem conforme Deus quer e os homens necessitam; quando olhamos o nosso
próximo, aquele ou aquela que no momento está perto de nós, com carinho,
compreensão, aceitação, ternura e amor; quando partilhamos com quem necessita;
quando rezamos... meditamos a Palavra de Deus... nos damos a quem de nós
necessite!
Este
modo de vida, vida de amor e paz, é o “princípio”
da Eternidade!
Agora...
umas palavrinhas de Orígenes que vêm muito a propósito:
“«Caminhai enquanto
tendes luz, para que as trevas não vos envolvam» (Jo 12,35)
Quando o Senhor veio,
era já o fim do mundo. Aliás, Ele mesmo o dizia, situando-Se no fim dos tempos:
«Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está muito próximo» (Mt 4,17). Mas
reteve e atrasou o dia da consumação; proibiu-o de aparecer. Porque Deus Pai,
vendo que a salvação dos povos só pode vir por Jesus, disse-Lhe: «Pede-Me, e
dar-Te-ei as nações como herança e o teu poder estender-se-á até aos confins da
terra» (Sl 2,8). Portanto, até ao cumprimento desta promessa do Pai, até que as
Igrejas se acrescentem com as diversas nações e que nelas entre toda «a
plenitude dos pagãos» para que, por fim, «todo Israel seja salvo» (Rom 11,25),
esse dia é dilatado, o fim do dia é diferido. O «Sol de justiça» (Mal 3,20) não
se põe, mas continua a derramar a luz da verdade no coração dos que crêem.
Mas quando a medida dos crentes estiver repleta e quando chegar a época degenerada e corrupta da última geração em que, «por causa da amplidão do mal, a caridade de muitos homens arrefecerá» (Mt 24,12) [...], então «os dias serão abreviados» (Mt 24,22). Sim, o mesmo Senhor sabe prolongar a duração dos dias quando é o tempo da salvação e abreviar a duração do momento da tribulação e da perdição. [...] Quanto a nós, enquanto o dia durar e para nós se prolongar o tempo da luz, «caminhemos honestamente em pleno dia» (Rom 13,13) e pratiquemos as obras da luz.”
Mas quando a medida dos crentes estiver repleta e quando chegar a época degenerada e corrupta da última geração em que, «por causa da amplidão do mal, a caridade de muitos homens arrefecerá» (Mt 24,12) [...], então «os dias serão abreviados» (Mt 24,22). Sim, o mesmo Senhor sabe prolongar a duração dos dias quando é o tempo da salvação e abreviar a duração do momento da tribulação e da perdição. [...] Quanto a nós, enquanto o dia durar e para nós se prolongar o tempo da luz, «caminhemos honestamente em pleno dia» (Rom 13,13) e pratiquemos as obras da luz.”
Este
texto tocou-me muito!
Diz
tanta coisa ainda incompreensível aos meus olhos e ouvidos!... Talvez por isso me tenha tocado tanto!
Dias
“abreviados”! Claro que Deus não
quer dias maus para ninguém!
Até
quando teremos de continuar a não compreender cabalmente a ternurenta linguagem
de Deus Amor!
Mas...
é a isto que se chama Fé! Acreditar... mesmo sem compreender!
Então...
acreditemos e caminhemos na Luz de Deus enquanto permanecermos nesta terra
lindo onde fomos colocados... à espera de que Luz de Deus nos receba quando os
nossos dias terrenos chegarem ao seu fim pedindo sempre com muito amor:
Senhor!
Aumenta a nossa Fé!
HN
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
ESTE... É... E SERÁ SEMPRE O NOSSO REI!
Não
pára o que dizer acerca de Jesus, o nosso Rei, que procuramos das mais diversas
formas, a Quem rezamos do mais fundo do nosso coração, de Quem falamos a
propósito e a despropósito, a Quem amamos o melhor que podemos e sabemos!...
Vejamos
o que nos diz Santo Agostinho:
«Todo o povo ficava
maravilhado quando O ouvia.»
Rezamos no templo de
Deus quando rezamos na paz da Igreja, na unidade do Corpo de Cristo, porque o
Corpo de Cristo é constituído pela multidão dos crentes espalhados por toda a
terra. [...] Para sermos atendidos, é neste templo que temos de rezar, «em
espírito e verdade» (Jo 4,23), e não no Templo material de Jerusalém. Este era
«uma sombra das coisas que hão-de vir» (Col 2,17), e por isso caiu em ruínas.
[...] Este Templo que caiu não podia ser a casa de oração da qual foi dito: «A
minha casa será chamada casa de oração para todas as nações» (Mc 11,17; Is
56,7).
Terão os que a transformaram num «covil de ladrões» sido realmente os causadores da sua queda? Pois os que levam na Igreja uma vida de desordem, os que procuram fazer da casa de Deus um covil de ladrões, estando ela em seu poder, também não poderão destruir este templo. Virá o tempo em que serão expulsos sob o chicote dos seus pecados. Esta assembleia de fiéis, templo de Deus e Corpo de Cristo, tem apenas uma voz e canta como um só homem. [...] Se quisermos, essa voz será a nossa; se quisermos escutar o cântico, cantá-lo-emos também no nosso coração.”
Terão os que a transformaram num «covil de ladrões» sido realmente os causadores da sua queda? Pois os que levam na Igreja uma vida de desordem, os que procuram fazer da casa de Deus um covil de ladrões, estando ela em seu poder, também não poderão destruir este templo. Virá o tempo em que serão expulsos sob o chicote dos seus pecados. Esta assembleia de fiéis, templo de Deus e Corpo de Cristo, tem apenas uma voz e canta como um só homem. [...] Se quisermos, essa voz será a nossa; se quisermos escutar o cântico, cantá-lo-emos também no nosso coração.”
Muito
do que precisamos de saber e viver está aqui, neste pequeno e maravilhoso texto
que tanto me ensinou, daí querer partilhá-lo!
Já
o li várias vezes e vou continuar a lê-lo!
Para
mim e muito importante para reconhecer cada vez melhor a vontade d’Aquele
que é e será sempre o nosso verdadeiro Rei, Rei de Paz, de Amor, de
Misericórdia e Perdão!
Rei...
cuja realeza é o Perdão e a Misericórdia!
Que
Ele nos ajude!
A
continuação de uma boa semana!
HN
terça-feira, 22 de novembro de 2016
“ESTE É O REI DOS JUDEUS”
Rei!
Chamar Rei a um condenado! Mas foi o que aconteceu! Foi assim que Pilatos
escreveu sobre a cabeça de Jesus quando estava na Cruz, entre dois ladrões, nos
últimos momentos da Sua vida terrena como a nossa.
São
João Crisóstomo diz assim numa homilia sobre a cruz e o bom ladrão, que deverá
ser a imagem de todos nós:
“«Jesus, lembra-Te de
mim, quando vieres com a tua realeza». O ladrão não ousou fazer esta prece sem
antes, pela confissão, se ter libertado do fardo dos seus pecados. Vê bem,
cristão, a força da confissão: ele confessou os seus pecados e o paraíso
abriu-se-lhe; confessou os seus pecados e ganhou confiança bastante para pedir
o Reino dos Céus, depois de tantos roubos que tinha cometido. […]
Queres conhecer o Reino? Que vês aqui que se lhe assemelhe? Tens debaixo dos olhos os pregos e uma cruz, mas essa cruz, dizia Jesus, é o próprio sinal do Reino. E eu, ao vê-Lo na cruz, proclamo-O Rei. Não é próprio de um rei morrer pelos seus súbditos? Ele próprio o disse: «O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas» (Jo 10,11). Isto é igualmente verdade para um bom rei: também ele dá a vida pelos seus súbditos. Proclamá-Lo-ei portanto Rei por causa da dádiva que fez da sua vida: «Jesus, lembra-Te de mim, quando vieres com a tua realeza».
Compreendes agora que a cruz é o sinal do Reino? Eis outra prova: Cristo não deixou a sua cruz na Terra, ergueu-a e levou-a com Ele para o Céu. Sabemo-lo porque Ele a terá junto de Si quando voltar pleno de glória. Para perceberes quanto esta cruz é digna de veneração, repara como Ele a tomou como um título de glória […]. Quando o Filho do Homem vier, «o sol escurecerá e a lua perderá o brilho». Reinará então uma claridade tão viva que até os astros mais brilhantes se eclipsarão. «As estrelas cairão do céu. Aparecerá então no céu o sinal do Filho do Homem» (Mt 24,29s). Vês bem a força do sinal da cruz? […] Quando um rei entra numa cidade, os soldados pegam nos estandartes, içam-nos aos ombros e marcham à sua frente para anunciar a chegada régia. De igual modo, legiões de anjos precederão a Cristo, quando Ele descer do Céu, trazendo aos ombros esse sinal anunciador da vinda do nosso Rei.”
Queres conhecer o Reino? Que vês aqui que se lhe assemelhe? Tens debaixo dos olhos os pregos e uma cruz, mas essa cruz, dizia Jesus, é o próprio sinal do Reino. E eu, ao vê-Lo na cruz, proclamo-O Rei. Não é próprio de um rei morrer pelos seus súbditos? Ele próprio o disse: «O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas» (Jo 10,11). Isto é igualmente verdade para um bom rei: também ele dá a vida pelos seus súbditos. Proclamá-Lo-ei portanto Rei por causa da dádiva que fez da sua vida: «Jesus, lembra-Te de mim, quando vieres com a tua realeza».
Compreendes agora que a cruz é o sinal do Reino? Eis outra prova: Cristo não deixou a sua cruz na Terra, ergueu-a e levou-a com Ele para o Céu. Sabemo-lo porque Ele a terá junto de Si quando voltar pleno de glória. Para perceberes quanto esta cruz é digna de veneração, repara como Ele a tomou como um título de glória […]. Quando o Filho do Homem vier, «o sol escurecerá e a lua perderá o brilho». Reinará então uma claridade tão viva que até os astros mais brilhantes se eclipsarão. «As estrelas cairão do céu. Aparecerá então no céu o sinal do Filho do Homem» (Mt 24,29s). Vês bem a força do sinal da cruz? […] Quando um rei entra numa cidade, os soldados pegam nos estandartes, içam-nos aos ombros e marcham à sua frente para anunciar a chegada régia. De igual modo, legiões de anjos precederão a Cristo, quando Ele descer do Céu, trazendo aos ombros esse sinal anunciador da vinda do nosso Rei.”
Gostei
muito desta meditação! Tocou-me a sério!
Lembra-Te
de mim! Lembra-Te de nós!
Lembra-Te
Senhor, de todos, mais ainda daqueles pobres e infelizes que se não lembram de
Ti, pois não conseguem descobrir que estás de braços abertos para os receber,
Tu, que És Quem nos pode fazer felizes de verdade!
Senhor
Jesus, Rei de Paz e amor, de Perdão e Misericórdia, vem em nosso auxílio!
Ajuda-nos
Senhor!
HN
domingo, 20 de novembro de 2016
A MISERICÓRDIA CONTINUA!
Sim!
O Ano da Misericórdia tem hoje mesmo o seu fim, no Domingo de Nosso Senhor
Jesus Cristo Rei do Universo, 34ºDomingo o Tempo Comum e final do Ano Litúrgico
C.
As
Leituras da Eucaristia, profundíssimas, estão todas voltadas para a
Misericórdia do Senhor.
Cristo
é um Rei sem trono, porque o Seu Reino é de Amor e Misericórdia!
Cristo
Rei apresenta-Se-nos com uma Cruz sobre o Coração e de braços abertos como que a
dizer-nos que no Seu Coração há espaço para toda a gente, que todos temos
espaço no Seu enorme e dulcíssimo Coração.
Vamos
implantando o Reino de Deus na terra quando somos presentes às pessoas
prestando-lhes os serviços que necessitem, quando compreendemos, escutamos, partilhamos,
aceitamos, somos solidários, promovemos a união, a Paz e o Amor.
O
Ano da Misericórdia continua. Tem que continuar na nossa vida, pois temos que
ter bem presentes as aprendizagens adquiridas para que as púnhamos em prática
em todos os momentos das nossas vidas.
O
“sede misericordiosos como o Vosso Pai é
Misericordioso”, se aceite e cumprido o melhor que pudermos e
soubermos, fará toda a diferença!
O
mundo necessita de Misericórdia! Todos necessitamos da Misericórdia de Deus e
de sermos Misericordiosos com os irmãos bem ao jeito de Jesus!
Que
Deus nos ajude e Nossa Senhora Mãe de Misericórdia nos proteja!
HN
sábado, 19 de novembro de 2016
MISERICÓRDIA E PAZ
Poderá
não parecer, mas Misericórdia e Paz andam associadas!
Um
maravilhoso texto a falar de paz!
Do
Santo Paulo VI, 4 de Outubro de 1965
“«Se ao menos hoje
conhecesses o que te pode dar a paz! »
Nunca mais a guerra,
nunca mais a guerra! É a paz, a paz, que deve guiar o destino dos povos e de
toda a humanidade! [...]
A paz, vós o sabeis, não se constrói apenas por meio da política e do equilíbrio de forças e de interesses. Ela constrói-se com o espírito, as ideias, as obras da paz. Vós trabalhais nesta grande obra.
Mas vós não estais ainda senão no princípio do vosso trabalho. Chegará o mundo a mudar a mentalidade particularista e belicosa que urdiu até agora uma tão grande parte da sua história? É difícil prevê-lo; mas é fácil afirmar que é preciso pôr-se resolutamente a caminho em direção à nova história, uma história pacífica, que será verdadeira e plenamente humana.»
A paz, vós o sabeis, não se constrói apenas por meio da política e do equilíbrio de forças e de interesses. Ela constrói-se com o espírito, as ideias, as obras da paz. Vós trabalhais nesta grande obra.
Mas vós não estais ainda senão no princípio do vosso trabalho. Chegará o mundo a mudar a mentalidade particularista e belicosa que urdiu até agora uma tão grande parte da sua história? É difícil prevê-lo; mas é fácil afirmar que é preciso pôr-se resolutamente a caminho em direção à nova história, uma história pacífica, que será verdadeira e plenamente humana.»
Fala-se
muito de Paz, mas como diz o velho ditado, ‘palavras leva-as o
vento.’ Precisamos de obras. Precisamos de atitudes
pacíficas, que promovam a Paz.
Mas,
a Paz só se consegue se vivermos em Paz, connosco mesmos, com Deus e com quem
nos rodeia.
Sem
Deus não pode haver Paz! Com Deus connosco e determinados a seguir as Suas
rotas, viveremos realmente em Paz, ainda que tudo pareça desabar!
Um
sábado maravilhoso, o último deste Ano Extraordinário de Misericórdia, ano que
tanto no enriqueceu e incentivou a sermos, de facto, misericordiosos ao jeito
do Pai.
Sem
misericórdia nunca poderá haver Paz.
Que
Deus nos ajude!
HN
terça-feira, 15 de novembro de 2016
«O REINO DE DEUS ESTÁ EM NÓS»
Acerca do Evangelho de Domingo, de S. Lucas 21,
5-19, que nos fala da vinda de Cristo, diz-nos Santo Ambrósio:
“«Não ficará pedra sobre
pedra: tudo será destruído». Estas palavras diziam respeito ao Templo edificado
por Salomão [...], uma vez que tudo o que é construído pelas nossas mãos
sucumbe ao desgaste ou à deterioração e está sujeito a ser derrubado pela
violência ou destruído pelo fogo. [...] Mas dentro de nós também existe um
templo que se desmorona se a fé faltar, em particular se em nome de Cristo procurarmos
em vão apoderar-nos de certezas interiores, e talvez seja esta interpretação a
mais útil para nós. Com efeito, de que servirá saber o dia do Juízo? De que me
servirá, tendo consciência de todos os meus pecados, saber que o Senhor virá um
dia, se Ele não vier à minha alma, não crescer no meu espírito, se Cristo não
vier a mim, se Cristo não falar em mim? É a mim que Cristo deve vir, e é em mim
que deve realizar-se a sua vinda.
Ora, a segunda vinda de Cristo terá lugar no nadir do mundo, quando pudermos dizer que «o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo» (Gal 6, 14). [...] Para quem lhe morreu o mundo, Cristo é eterno; para esse, o Templo é espiritual, a Lei espiritual, a própria Páscoa espiritual. [...] Então, para esse, realiza-se a presença da sabedoria, a presença da virtude e da justiça, a presença da redenção, porque Cristo na verdade morreu uma só vez pelos pecados de todos a fim de resgatar todos os dias os pecados de todos.”
Ora, a segunda vinda de Cristo terá lugar no nadir do mundo, quando pudermos dizer que «o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo» (Gal 6, 14). [...] Para quem lhe morreu o mundo, Cristo é eterno; para esse, o Templo é espiritual, a Lei espiritual, a própria Páscoa espiritual. [...] Então, para esse, realiza-se a presença da sabedoria, a presença da virtude e da justiça, a presença da redenção, porque Cristo na verdade morreu uma só vez pelos pecados de todos a fim de resgatar todos os dias os pecados de todos.”
É
necessário darmos atenção a estas explicações, pois são muito pertinentes!
Cada
vez se me tornam mais pertinentes!
Na
caminhada da vida a aprendizagem é contínua, e quando temos a ventura de
começar a viver ao jeito de Jesus Cristo e nos surgem explicações destas que
nos alertam para o Reino de Deus que está em nós... tocam-nos até ao mais fundo
da alma... ajudam-nos a sentir verdadeiros momentos de céu!
Que
Deus seja louvado!
HN
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
«O REINO DE DEUS ESTÁ ENTRE VÓS» (Lc 17,20-25)
O comentário a esta Leitura Evangélica, Lc 17, 20-25, foi retirada de Isaac, o Sírio,
que viveu no século XVII e diz assim:
“Os demónios temem-no,
mas Deus e os anjos desejam o homem que com fervor, dia e noite, procura a Deus
no seu coração, e que afasta para longe de si as ofensas do inimigo. O lugar
espiritual de um homem com esta pureza de alma está no interior de si mesmo: o
sol que brilha nele é a luz da Santíssima Trindade; o ar que os seus
pensamentos respiram é o Espírito Santo consolador; e os santos anjos estão com
ele. A sua vida, a sua alegria, o seu júbilo, são Cristo, luz da luz do Pai.
Este homem rejubila a todas as horas de contemplação da sua alma, e
maravilha-se com a beleza que nela vê, cem vezes mais luminosa que o esplendor
do céu.
Esta é Jerusalém. É o Reino de Deus que está em nós, segundo a palavra do Senhor. Esse país é a nuvem da glória de Deus, onde apenas os corações puros entrarão, para contemplar a face de seu Mestre (Mt 5,8), e o entendimento que têm do Senhor será iluminado pelos raios da sua luz.”
Esta é Jerusalém. É o Reino de Deus que está em nós, segundo a palavra do Senhor. Esse país é a nuvem da glória de Deus, onde apenas os corações puros entrarão, para contemplar a face de seu Mestre (Mt 5,8), e o entendimento que têm do Senhor será iluminado pelos raios da sua luz.”
Pensei
seriamente neste texto/meditação, e decidi partilhar.
Não
sei que sentimentos irá provocar.
Talvez,
numa primeira leitura não se consiga ir bem ao fundo da sua maravilhosa
profundidade... mas com um pouco de insistência verificaremos que nos diz
muito, e que, de facto, com a ajuda do Espírito Santo de Deus e imbuídos da Sua
imensa Paz conseguimos ver-nos um pouquinho nessa Jerusalém celeste que nos
descreve Jesus!
Não
tenho mais palavras! Neste momento apetece-me dizer como os Apóstolos no Monte
Tabor! ‘Senhor, façamos aqui três tendas...’
Que
Deus seja louvado!
HN
domingo, 13 de novembro de 2016
OS CRISTÃOS DEVEM SER “SAL E LUZ”
O desânimo de pessoas
que se dedicam a trabalhar na expansão do Reino de Deus faz com que, por vezes,
digam expressões como esta: «Para quê pensar em grandes massas, se já o Senhor
dizia que nós temos de ser “sal da terra e luz do mundo”.
Ora, ainda que
pequena, a luz nunca passa despercebida
na escuridão; e quem percebe algo de cozinha sabe que pouco sal dá para
temperar.
Sim! Estas serão
razões a considerar.
Mas… perante o número
gigantesco de seres humanos que vivem no mundo, os cristãos, mesmo que aumentem
em quantidade, serão sempre poucos, o tal “sal e luz” de que Jesus falou e
ainda hoje nos fala através da Sua Igreja.
Mas, há “cristãos”
que, antes de serem sal e luz para toda a gente que não conhece nem vive
segundo Jesus mais, terão de ser “sal e luz” para outros cristãos que o são
apenas de nome e pouco mais… ou mais nada mesmo.
Ate porque… se o cristão
é o filho de Deus pelo Baptismo e por ter nascido integrado no mundo dentro
onde se fala e vive da Igreja Católica, só por esse facto será muito mais
culpado do que qualquer outro homem ou mulher, se não seguir a orientação que
Cristo nos trouxe, porque nasceu e cresceu no meio da orientação de Cristo, da
orientação cristã.
Então, antes de mais,
terá que haver a conversão dos próprios cristãos ao verdadeiro cristianismo que
Cristo pregou e viveu, exemplificou, pois, acreditemos ou não, por causa da incredulidade
e incoerência de muitos que são cristãos pelo Baptismo mas vivem como se não
fossem cristãos é que a mensagem de salvação de Jesus Cristo não passa para
outros povos, para outras pessoas que, bem vistas as coisas, têm a salvação
assegurada nos planos de Deus como diz Jesus: “Virão muitos do Oriente e do
Ocidente (os que nunca ouviram falar de Deus) e sentar-se-ão à Mesa do Reino,
enquanto vós (cristãos baptizados) ficareis de fora” (porque tudo vos foi dito
e nada ouvistes, tivestes tudo à vossa disposição, e não aproveitastes nada).
Que o Divino Espírito
Santo nos ajude a viver bem ao jeito de Jesus, como a todos convém, para a
harmonia, paz, fraternidade e amor entre todos os povos, para que haja mais
felicidade e bem-estar!
HN
sábado, 12 de novembro de 2016
SOMOS... OS VERDADEIROS TEMPLOS DE DEUS!
Aquando
dos aniversários de Igrejas, Catedrais, Basílicas e outros Templos importantes
celebram-se festivamente, com as leituras apropriadas ao valor do imóvel na
vida das pessoas como Templo de Deus ou Casa de Deus que urge respeitar e
visitar como lugar de oração e encontro.
Não
sei o nome do autor, pois não o fixei, mas na dedicação da Basílica de São João
de Latrão o Evangelho Quotidiano trazia esta meditação:
“Hoje, meus irmãos,
celebramos uma grande festa; é a festa da casa do Senhor, do templo de Deus, da
cidade do Rei eterno, da Esposa de Cristo. [...] Perguntemo-nos, pois, o que é
a casa de Deus, o seu templo, a sua cidade, a sua Esposa. Digo-o com temor e
respeito: somos nós. Sim, nós somos tudo isso, mas no coração de Deus. Somo-lo
pela sua graça e não pelos nossos méritos. [...] A humilde confissão das nossas
penas provoca a sua compaixão. Esta confissão dispõe Deus a vir em socorro da
nossa fome como um pai de família e a fazer-nos encontrar junto dele pão em
abundância. Somos, portanto, a sua casa, onde nunca falta o alimento da vida.
[...]
«Sede santos», está escrito, «porque Eu, o vosso Senhor, sou santo» (Lv 11,44). E o apóstolo Paulo diz-nos: «Não sabeis que os vossos corpos são o templo do Espírito Santo e que o Espírito Santo tem em vós a sua morada?» Mas bastará a própria santidade? Segundo o apóstolo, é necessário também a paz: «Procurai viver em paz com toda a gente e também a santidade, sem a qual ninguém verá a Deus» (Heb 12,14). É esta paz que nos faz viver juntos, unidos como irmãos, é ela que constrói para o nosso Rei uma cidade toda nova chamada Jerusalém, que quer dizer: visão da paz. [...]
Por fim, é o próprio Deus quem nos diz: «Desposei-te na fé, desposei-te no julgamento e na justiça [a dele, não a nossa], desposei-te na ternura e na misericórdia» (Os 2,22.21). Não é verdade que Ele Se comportou como um esposo? Que vos amou como um esposo, com o ciúme dum esposo? Então, como poderíeis não vos considerar sua esposa? Assim, meus irmãos, uma vez que temos a prova de que somos a casa do Pai de família por causa da abundância dos bens que recebemos, o templo de Deus por causa da nossa santificação, a cidade do grande Rei por causa da nossa comunhão de vida, a esposa do Esposo imortal por causa do amor, parece-me que posso afirmar sem receio: esta festa é a nossa festa!”
«Sede santos», está escrito, «porque Eu, o vosso Senhor, sou santo» (Lv 11,44). E o apóstolo Paulo diz-nos: «Não sabeis que os vossos corpos são o templo do Espírito Santo e que o Espírito Santo tem em vós a sua morada?» Mas bastará a própria santidade? Segundo o apóstolo, é necessário também a paz: «Procurai viver em paz com toda a gente e também a santidade, sem a qual ninguém verá a Deus» (Heb 12,14). É esta paz que nos faz viver juntos, unidos como irmãos, é ela que constrói para o nosso Rei uma cidade toda nova chamada Jerusalém, que quer dizer: visão da paz. [...]
Por fim, é o próprio Deus quem nos diz: «Desposei-te na fé, desposei-te no julgamento e na justiça [a dele, não a nossa], desposei-te na ternura e na misericórdia» (Os 2,22.21). Não é verdade que Ele Se comportou como um esposo? Que vos amou como um esposo, com o ciúme dum esposo? Então, como poderíeis não vos considerar sua esposa? Assim, meus irmãos, uma vez que temos a prova de que somos a casa do Pai de família por causa da abundância dos bens que recebemos, o templo de Deus por causa da nossa santificação, a cidade do grande Rei por causa da nossa comunhão de vida, a esposa do Esposo imortal por causa do amor, parece-me que posso afirmar sem receio: esta festa é a nossa festa!”
Que
grandeza a nossa! Que grandeza Deus nos dá, vivendo em nós, fazendo de nós a
Sua morada!
Como
agradecemos ao Senhor tanta dedicação, amor e carinho?
Como
procuramos viver para correspondermos a tudo quanto o Senhor nos vai dando a
cada instante?
É
caso para pensar muito! Que o Espírito Santo nos ajude!
HN
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
DEUS E O HOMEM
A vontade de Deus é a felicidade de
todo o homem;
Muitos homens perdem essa felicidade
por trilharem, livremente, caminhos contrários aos que Deus traçou para eles,
os chamados caminhos da perdição, o que se chama de pecado; outros homens,
sentem-se felizes por se julgarem nos caminhos de Deus.
Ora, para que os homens possam trilhar
as sendas que levam a Deus, Ele, Deus, os prenderá nas amarras do seu Amor,
porque, por si só, o homem nada faz, porque nada pode fazer.
Esta verdade incontestável atribui a
todos os cristãos uma responsabilidade infinita na obra redentora do mundo,
pois o homem, sabendo-se de todo impotente, e reconhecendo a sua força e o seu
amor como dádiva gratuita de Deus, deveria, nesta linha de pensamento,
entregar-se à conquista incansável de outras almas (homens e mulheres) para o
mesmo amor que o atraiu tão docemente, oferecendo gratuitamente todo o seu ser
(corpo, alma e coração), para que o Espírito de Deus possa fazer o resto.
Nenhum homem que ame verdadeiramente a
Deus pode viver em paz tranquila, enquanto houver homens distantes dos caminhos
do amor que são os caminhos de Deus.
Que São Martinho peça ao Senhor por
nós!
HN
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
O DECORRER DOS DIAS
Os
dias passam a correr enquanto a vida se vai desenrolando no decorrer dos dias,
surpreendendo-nos a cada passo das mais diversas formas, umas bonitas de se ver
outras difíceis de se sentir!
E
é com tudo isto que se aprende a crescer, a amar incondicionalmente e a sorrir alegremente
ainda que a vida doa... porque o esforço que a vida exige dói mesmo.
É
que o esforço da aprendizagem é sempre amargo se o olharmos em si mesmo e não
com a esperança dos melhores dias que o mesmo esforço nos vai preparando sem
darmos por isso.
O
esforçado é o contrário do preguiçoso, e lá diz o velho ditado que ‘a
preguiça nunca manteve bons criados’bons serviçais, bons
estudantes, bons artistas, bons trabalhadores...
Que
sejamos esforçados em todos os minutos de todos os dias, aperfeiçoando todas as
coisas que fizermos, sendo dedicados e delicados com toda a gente.
A
beleza exige esforço, e o maior esforço que temos de fazer é o lidar como
convém connosco mesmos para conseguirmos acabar com os nossos defeitos e
desenvolver as nossas qualidades ou dons tão necessários para a felicidade de
todos!
Não
podemos esquecer que o sermos sociais nos exige partilha de todos os saberes
para o enriquecimento ou desenvolvimento mútuo sem o qual o mundo nunca poderá
avançar, melhorar!
Que
a nossa força de vontade não nos falte porque Deus está sempre pronto a ajudar-nos...
no decorrer de todos os dias!
Que
sempre seja louvado!
HN
domingo, 6 de novembro de 2016
MULTIDÕES!
Não
fomos criados para viver sós, mas em grupo! Por isso o natural é nascermos e
crescermos numa família, a base da sociedade que é formada por muitas famílias.
E
o interessante é que, em todas as localidade por onde passamos vemos atitudes
lindas... e reparamos que de uma localidade para outra, existe uma diferença abismal
na forma como as pessoas vivem e convivem.
E
o comportamento da Comunicação Social fica a martelar na mente que nos
questiona como é possível não encontrar nada de bom para noticiar no meio de
tanta maravilha que se vê e ouve por aí-... não dá para entender!
A
resposta a esta questão é que a prática do bem não faz barulho! O bem é
silencioso!
Mas
enquanto não mostrarmos o bem às multidões, o mal continuará a alastrar nos
pequenos grupos que foram as multidões, não há dúvidas!
É
óptimo que prestemos atenção ao que se passar à nossa volta de modo a fazer tudo
o que pudermos para mostrar os bons comportamentos e as qualidades das pessoas, pois só assim o bem
começará a vencer o mal como todos desejamos.
Que
São Nuno de Santa Maria, que hoje se celebra, nos proteja!
Boa
semana!
HN
sábado, 5 de novembro de 2016
NÓS... SOMOS NATUREZA!
E... num
instante... sentimo-nos inebriados com o Outono a atapetar-nos o espaço onde os
pés pisam a maciez amarelada das folhas que o vento ali poisou, carinhosamente,
para nós!
A Natureza...
é de uma beleza estonteante!
Pois é!
Maravilhamo-nos com tantas doçuras que vemos na Natureza... mas quase sempre nos
esquecemos de que nós também somos parte integrante da Natureza!
E ao
sermos parte integrante da Natureza... também somos muito belos! Se não aos
olhos dos homens... aos olhos de Deus Pai somos de certeza! Cada qual com sua
natureza diferente, com as suas dificuldades e dons específicos, com a sua
maneira de ser e estar diferentes de todas as outras pessoas!
E é
com todas essas pessoas muito belas e importantemente diferentes entre si que a
Humanidade é constituída!
Agora
teremos que nos questionar: ‘Se somos
capazes de ver tantas maravilhas na Natureza que nos circunda... por que será
que nos seres humanos encontramos sempre tantos defeitos???’
Serão
as outras pessoas que têm esses defeitos todos... ou seremos nós próprios que
os temos e em vez de os vermos em nós para os corrigir vamos encontrá-los nos
outros para os criticar?
É que
criticar os outros, destrutivamente, não os leva a nada, pois as únicas pessoas
que devemos criticar é a nós mesmos, e ainda assim, construtivamente, pois de
contrário acabamos por desanimar e não chegamos a lado nenhum!
Não conseguimos
crescer como a todos convém!
Um bom
fim-de-semana, cheio de belezas surpreendentes e muito crescimento!
HN
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
RESSURREIÇÃO...
Ao
chegar o Novembro, falando-me de Santos, e
de Defuntos, o que de qualquer forma me agudiza a saudade dos meus mais
próximos que se encontram já na ‘Terra’da
Luz e da Verdade... apetece-me pensar em ‘ressurreição’.
Apetece-me sonhar que esses meus tão queridos se encontram ‘ressuscitados’
na face maravilhosa e misericordiosa de Deus numa felicidade sem limites tal
como Jesus nos prometeu!
Mas...
porque... surgidos como matéria bruta que tem que ser trabalhada e na certeza
de que nascemos para a felicidade, temos que lutar por ela! Temos que fazer
tudo para sermos felizes!
Não
procurando grandeza, riqueza, fama ou dinheiro, mas olhando-nos tal qual somos,
exterior e mais ainda interiormente, de modo a conhecer-nos o melhor possível
para aprimorar os nossos comportamentos do dia a dia integrando na vida o
exemplo e palavras de Jesus de modo a fazer tudo para sermos com todos os
nossos irmãos, bons ou menos bons, caritativos, amorosos e misericordiosos como
Deus Pai é connosco!
Claro
que, quando dizemos ‘como Deus é connosco’
não estamos a pensar-nos como Deus que nos ama mais do que nós próprios nos
amamos e nos conhece melhor do que nós próprios nos conhecemos, mas a sonhar
sermos o mais parecidos com Jesus, que é‘a cara chapada do Pai’.
E
viver ao jeito de Jesus é deixar para trás uma vida de ódio, inimizade,
desavença, má língua, preguiça, egoísmo, avareza... e entrar numa vida de amizade,
compreensão, solidariedade, graça, amor, felicidade...
E
é esta vida de ressurreição que temos de levar por diante, unidos a Jesus, e como
membros do Seu Corpo Místico, unidos a todas as pessoas que amam, porque quem
ama vive em Deus porque o amor só pode vir de Deus/Amor.
E
não há ninguém que não ame a sério sem esperar nada em troca, nem que seja um
pouquinho só.
E
muitas vezes são essas pequenas migalhas de amor, reconhecidas com carinho, que
acabam por levar a pessoa a descobrir o Deus que a habita e a pode levar a amar
muito mais e, consequentemente, a ser muito mais feliz, diferente, ressuscitada!
Que
bom seria se nos amássemos de verdade e soubéssemos aceitar e agradecer as
pequenas centelhas de amor que nos envolvem a vida, vindas de tanta gente que
nem sequer conhecemos!
A
vida é bela! O Amor é belo! A alegria é bela!
Vivamos
na beleza! Vivamos em permanente ‘ressurreição’!
HN
domingo, 30 de outubro de 2016
OS NOSSOS... MISTÉRIOS!
Não
sei se o mundo se abre para os seres, se os seres se abrem para o mundo. As
duas situações, em simultâneo, acontecem tão naturalmente que nem sequer delas
nos apercebemos. Para conseguirmos uma ideia do que poderá ter sido o nosso
aparecimento e integração no mundo, seria bom que nos pudéssemos imaginar um
bebé acabado de ser concebido. Parece descabida esta afirmação, pois na
realidade não há memória de alguém se
lembrar de alguma coisa que se tenha passado consigo durante a vida
intra-uterina. Todavia, na actualidade temos a certeza que, estudos muito
aturados e acompanhados de investigações seguras provam que as vivências no
seio materno têm influência no comportamento dos recém-nascidos e, em boa
parte, podem determinar a sua forma de ser na vida futura.
A
psicologia põe em evidência certos factores determinantes que podem
transmitir-se, geneticamente, de pais para filhos: é a côr dos olhos, da pele e
do cabelo, o tom de voz, os sinais da pele... tipo de sangue.... é muito
corrente falarmos em doenças transmissíveis, e quando os bebés apresentam
certas maneiras de ser, as expressões, “tal pai tal filho”... “tal avô tal
neto”...”tal mãe tal filha”... saem-nos sem mais nem porquê. E então, se se
trata de calma ou nervosismo... as semelhanças têm tendência a verem-se mais
acentuadas. É um facto incontestável que os descendentes tenham algo dos seus
progenitores, incompreensível seria se assim não fosse. Mas, a esta parte,
muita fita tem sido gravada e muita tinta, papel e tempo têm sido gastos no
estudo do desenvolvimento dos seres humanos desde o nascimento, e há sempre
coisas que se constatam e que nos surpreendem. As semelhanças físicas podem
aparecer até depois de quatro ou cinco gerações, são imutáveis bem assim como
alguns traços fundamentais do psiquismo. Agora, falando do comportamento mais
superficial, com o desenvolvimento dos órgãos de comunicação social e
consequente informação de massas, somos confrontados com as mais díspares
situações que nos levam a pensar que não deverá ser tanto assim. É muito comum
aparecerem-nos crianças adoptadas que se identificam por demais com os pais
adoptivos. E isto porque, com as semelhanças entre gerações, muitas vezes, os
traços fisiológicos passam mais despercebidos do que as atitudes
comportamentais, e o psiquismo de base nem sempre é visível pela sociedade que
nos envolve. Um outro pormenor que acentua a descrição que se segue é que, no
caso de adopção, os pais adoptivos têm preferência por crianças quanto mais
jovens melhor. Há mesmo os que tomam conta delas logo após o nascimento. Esta é
a resposta a que o ser humano tem qualidades inatas e adquiridas. Poderão
chamar-se inatas os traços fisiológicos, tipo de sangue e doenças
transmissíveis, porque a parte psicológica e comportamental pode muito bem ser
trabalhada no pós nascimento.
Mas…
ficará para uma outra ocasião
HN
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
FARISEU E PUBLICANO
Nesta
semana de Educação Cristã nada como ter na cabeça e vida o Evangelho do passado
Domingo que nos apresenta o ‘Fariseu e o Publicano’
ambos a rezar.
Na
vida diária e segundo a lei e costumes do tempo o Fariseu cumpria tudo à risca,
e até fazia mais do que a lei mandava, a Lei de Moisés escrita e interpretada
lá do jeito deles; o Publicano, pelo contrário, era um fora da lei com tudo o
que isso implica.
Ora
quando se juntaram no Templo, com tantas diferenças de comportamento, cada um
se viu do seu jeito. Então o Fariseu olhou-se com toda a importância de acérrimo
cumpridor da Lei, enquanto que o Publicano se olhou como um desvirtuado e perverso.
Cada
um deles olhar-se como é, não tem nada de mal. Mas... na realidade... a pessoa humana
é tão fraca que sozinha, sem uma ajuda especial de Deus não pode praticar o bem,
e foi isso que faltou à oração do Fariseu, a humildade de reconhecer a ajuda de
Deus para conseguir praticar o ‘bem’ou
o que pensava bem na sua vida, chegando, por isso, a desprezar tanto o
Publicano.
Então...
na nossa vida... façamos tudo para conseguir levar a sério o que pensamos ser a
vontade de Deus a nosso respeito como fazia o Fariseu... mas rezemos como o
Publicano... reconhecendo o mal que praticado e a nossa pequenez perante o
Senhor agradecendo toda a ajuda que Ele nos vai dando ao longo de todos os
segundos.
Uma
boa semana, com muita oração!
HN
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
FUGA... BUSCA... PROCURA... ENCONTRO...
Fuga...
busca... procura... encontro...
Estas
palavras estão sempre bem presentes na nossa mente, até porque, por razões que
todos conhecemos... e que a maior parte das vezes não são as melhores... a
Comunicação Social não nos deixa esquecê-las.
Mas
vamos esquecer roubos assassinos e outros coisas que tais... e mesmo as pessoas
que nos rodeiam... para nos centramos em nós próprios, pois encerramos numa só
pessoa que somos nós mesmos, todas estas expressões que nos parecem tão deprimentes.
Se
pensarmos um pouquinho... veremos que estas fugas fazem parte, na realidade, das
nossas tendências naturais!
Vamos começar pela fuga, pelas nossas fugas! Pelo fugir das
dificuldades, das pessoas que não gostamos tanto, de um animal que detestamos
ou nos parece feroz, de um trabalho que não gostamos de fazer... de um
telefonema que de antemão sabemos que nos faz ouvir... ouvir... sem saber o que
dizer... e nós com tanto trabalho para fazer... E por aí adiante. Um montão de
fugas... fugas de tudo o que está fora de nós e de qualquer modo nos embaraça a
existência desejada.
Deste
tipo de fugas... há, de facto, fugas que teremos de fazer, como o fugir de tudo
o que é mau e faz mal... mas haverá outras fugas que teremos de abraçar, quando
se trata de ajudar quem necessita de nós, do nosso tempo, das nossas palavras,
do nosso trabalho, do nosso sorriso, do nosso carinho e ternura, da nossa
presença, dos nossos gestos de compaixão misericórdia e amor... que de tão
interligados até se confundem entre si!
Mas...
agora... vem a pior das fugas... o fugir de nós mesmos!
O
fugir de entrar no nosso íntimo, lá bem no fundo, naquele sítio real/imaginário
a que chamamos coração, onde se encontram as raízes das nossas más tendências,
aquelas que geram em nós acções menos dignificantes e que teremos de nos
esforçar muito para as modificar, para torná-las menos fortes a fim de termos
uma vida mais amável, compreensiva, caritativa, solidária, humana.
Mas
também é lá, bem no fundinho de nós mesmos, no tal sítio real/imaginário a que chamamos
coração, que se encontram as nossas apetências, habilidades, qualidades,
dons... para procurar, buscar, encontrar e desenvolver de modo a podermos ser
mais o que devemos neste mundo lindo onde vivemos por obra e graça de Deus.
Então...
hoje... vamos decidir não mais fugir de nós e dar mais atenção ao nosso “ser
pessoa”, buscando e procurando intensamente tudo quanto de menos bom houver em
nós para o tornar melhor... e tudo quanto de bom lá houver para o podermos desenvolver
como a todos convém!
Se
o fizermos, inúmeras coisas mudarão em nós mesmos e no nosso meio ambiente
circundante!
O
mundo ficará mais rico e com menos tragédias humanas que tanto nos preocupam!
Uma
boa sexta – feira, repleta de bons encontros!
HN
terça-feira, 18 de outubro de 2016
BELEZAS DA NATUREZA!
Hoje
de manhã, de caminho para a Eucaristia, olhei um pouco mais profundamente para
as árvores que ladeiam a estrada, e pensei para comigo: como é possível esta
passagem esplendorosa das folhas verdes a um amarelado avermelhado acastanhado
que não sei definir?
A
Natureza faz milagres, porque Deus está na Natureza!
E
nós também somos Natureza, obras de Deus! Porque será que não conseguimos ver
os milagres que Deus vai fazendo em nós? Se o conseguíssemos, como o mundo
ficaria diferente!...
Temos
a tendência a imitar o que vemos ou ouvimos! E não temos aliciantes a imitar!
Agora
mesmo, enquanto vou escrevendo, a TV vai falando do tal Pedro Dias… uma das situações
que faz parte do dia a dia da nossa Comunicação Social que se esfalfa por
encontrar horrores para comentar, o que gera cada vez mais horrores!
Até
quando teremos que escutar assassínios e roubos todos os dias enquanto há tantas
boas acções que passam despercebidas a toda a gente que as devia comentar!
Recordo
o tempo em que Portugal era um País calmo e sossegado, sem assaltos nem
sobressaltos! E temo que estes temerosos incidentes continuem, pois são o que
nos é posto na frente dos olhos para imitar!
Senhor!
Se a Natureza consegue mudar tão bem a cor das folhas, faz com que a mente dos
homens que dominam a sociedade descubra um jeito de mostrar aos outros homens e
mulheres o verdadeiro caminho a seguir, o da aceitação, compreensão, fraternidade,
solidariedade, amor e paz que é a única forma de conseguirmos ser felizes como
a todos convém!
HN
domingo, 16 de outubro de 2016
REZAR… É ESTAR COM DEUS
Rezar
é estar com Deus para viver ao Seu jeito como nos exemplificou Jesus Cristo!
Há
vários dias que não me canso de pensar no Evangelho da Eucaristia de hoje, “O juiz
iníquo e a viúva persistente!”
Vejamos
o que, a respeito, nos diz o Papa Francisco:
«»
“A parábola da viúva e do juiz iníquo nos
ensina a necessidade de rezar sempre, sem cessar. O juiz da parábola, que não
temia Deus e era uma pessoa sem escrúpulos, dada a insistência da pobre viúva,
que não tinha mais ninguém no mundo, acaba tendo que fazer justiça. Com essa
imagem, Jesus ensina que, se até um juiz inescrupuloso se dobrou à insistência
da viúva, muito mais fará Deus que não deixará de escutar prontamente as nossas
orações. Contudo, o fato de que sempre nos escute na oração, não significa que
Deus faça tudo no tempo e no modo que nós gostaríamos. A oração não é uma varinha
mágica; ela é uma ajuda para conservar a fé em Deus, confiando n’Ele mesmo
quando não compreendemos a sua vontade. De fato, a oração transforma o nosso
desejo e o modela segundo a vontade de Deus, seja ela qual for, pois, rezando,
aspiramos em primeiro lugar à união com Deus, que é o Amor misericordioso”.
«»
Ainda
sobre a mesma parábola, diz-nos a Santa Madre Teresa de Calcutá:
«»
“Gostar de rezar. Sente-se muitas vezes, ao longo do dia, a
necessidade de rezar. A oração dilata o coração a ponto de ele se tornar capaz
de receber o dom de Deus, que é Ele próprio. Pede, procura, e o teu coração
alargar-se-á a ponto de O receber, de O guardar como seu bem.
Desejamos tanto rezar bem, e depois não conseguimos; então perdemos a coragem e desistimos. Se queres rezar melhor, tens de rezar mais. Deus aceita o fracasso, mas não quer que percas a coragem. Ele quer que sejamos cada vez mais crianças, cada vez mais humildes, cada vez mais cheios de gratidão na oração. Quer que nos recordemos de que pertencemos ao corpo místico de Cristo, que é oração perpétua.
Devemos ajudar-nos uns aos outros com as nossas orações. Libertemos o espírito. Não rezemos longamente: que as nossas orações não sejam intermináveis, mas breves e cheias de amor. Rezemos por aqueles que não rezam. Recordemos que aquele que quer ser capaz de amar tem de ser capaz de rezar.”
Desejamos tanto rezar bem, e depois não conseguimos; então perdemos a coragem e desistimos. Se queres rezar melhor, tens de rezar mais. Deus aceita o fracasso, mas não quer que percas a coragem. Ele quer que sejamos cada vez mais crianças, cada vez mais humildes, cada vez mais cheios de gratidão na oração. Quer que nos recordemos de que pertencemos ao corpo místico de Cristo, que é oração perpétua.
Devemos ajudar-nos uns aos outros com as nossas orações. Libertemos o espírito. Não rezemos longamente: que as nossas orações não sejam intermináveis, mas breves e cheias de amor. Rezemos por aqueles que não rezam. Recordemos que aquele que quer ser capaz de amar tem de ser capaz de rezar.”
«»
Dois
testemunhos que nos podem ajudar a aprender a rezar mais e melhor como a todos
convém!
Deus
ama-nos e cuida-nos sempre, ainda que não rezemos, mas para O sentir connosco
temos que querer estar com Ele, desejar senti-Lo e que os outros O sintam
também. Desejo que pode ser expresso por pensamentos ou palavras e que,
impreterivelmente, redundará em acções concretas de solidariedade e
fraternidade, de encontro de união, de aceitação e compreensão, de paz e amor!
Que
o Espírito Santo nos ajude!
HN
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
QUEM SOMOS NÓS!
Somos interior…
e exterior! Somos o que se vê… mas antes e acima de tudo o que se não vê e só
mesmo Deus conhece em profundidade porque muitas vezes não temos capacidade de
nos reconhecermos a nós mesmos. Pelo menos comigo isto acontece muitas vezes.
No
referente ao comportamento dos fariseus gostei imenso desta meditação que me
chegou de Balduino de Ford, que nos faz ir mais fundo no reconhecimento das
nossas fraquezas e debilidades:
«»
«Limpais o exterior.
[...] Quem fez o interior não fez também o exterior?»
O Senhor conhece os
pensamentos e as intenções do nosso coração. Ninguém duvida de que Ele os
conhece de facto a todos, mas nós só conhecemos os que Ele nos torna manifestos
pela graça do discernimento. Porque o espírito do homem nem sempre sabe o que
há nele; e mesmo quando se trata dos seus próprios pensamentos, sejam eles
queridos ou não, tem deles uma ideia que nem sempre corresponde à realidade.
Nem os que se apresentam com evidência aos olhos do espírito discerne com
precisão, tão obscurecido está o seu olhar.
Com efeito, acontece frequentemente, por uma razão humana ou procedente do tentador, deixarmo-nos levar pelo pensamento para aquilo que é só aparência de piedade e que, aos olhos de Deus, não merece de maneira nenhuma a recompensa prometida à virtude. É que há coisas que podem apresentar o aspeto de verdadeiras virtudes, como também de vícios, e enganar os olhos do coração. Pelas suas seduções, podem perturbar a visão da nossa inteligência ao ponto de muitas vezes lhe fazer tomar por um bem realidades que realmente são más, e inversamente, levá-la a ver um mal onde, na verdade, não existe. É um aspeto da nossa miséria e da nossa ignorância que muito precisamos de deplorar e grandemente de temer. [...]
Quem pode verificar se os espíritos procedem de Deus a não ser que tenha recebido de Deus o discernimento dos espíritos? [...] Este discernimento é a fonte de todas as virtudes.
Com efeito, acontece frequentemente, por uma razão humana ou procedente do tentador, deixarmo-nos levar pelo pensamento para aquilo que é só aparência de piedade e que, aos olhos de Deus, não merece de maneira nenhuma a recompensa prometida à virtude. É que há coisas que podem apresentar o aspeto de verdadeiras virtudes, como também de vícios, e enganar os olhos do coração. Pelas suas seduções, podem perturbar a visão da nossa inteligência ao ponto de muitas vezes lhe fazer tomar por um bem realidades que realmente são más, e inversamente, levá-la a ver um mal onde, na verdade, não existe. É um aspeto da nossa miséria e da nossa ignorância que muito precisamos de deplorar e grandemente de temer. [...]
Quem pode verificar se os espíritos procedem de Deus a não ser que tenha recebido de Deus o discernimento dos espíritos? [...] Este discernimento é a fonte de todas as virtudes.
«»
É por estas e outras que, depois de muito estudar meditar e
vivenciar me sinto uma enormíssima ignorante ávida de descobertas que creio só
as conseguirei mesmo na continuação desta vida a que chamamos eternidade.
Um bom 13 de Outubro com todas as recordações e vivências que nos
traz à flor da vida!
HN
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